Theodoro
Sampaio (Theodoro Fernandes Sampaio -
Engenheiro, brasileiro contemporâneo.
Talvez o mais notável conhecedor
de assuntos indianistas no seu tempo,
1854/1937), autor de o "Tupí
na Geografia Nacional" afirma que
Bangu significa: Anteparo negro; paredão
escuro ou escurecido, cheio de sombras
ou sombreado.
O professor Ondemar F. Dias Junior, em
resposta à carta de José
Franco Mercadante, diz: "não
nos parece a afirmação de
um só autor", lembrando a
necessidade de consultar o "Tupi
na Geografia Nacional" de Theodoro
Sampaio. Todavia, o nome "Bangu"
já aparecia em 1740.
Há, no entanto, quem diga que a
origem do nome BANGU é uma corruptela
da palavra "BANGUÊ" que
identifica em Engenho de fazer açúcar
ou local onde se colocava o bagaço
da cana, depois de moída e que
seria usado como combustível para
a alimentação do fogo nas
fornalhas (Paschoal José Granado
e José Franco Mercadantes).
»
Escudo
Desde
sua fundação o clube tem
por meta se desenvolver em três
setores: o social, o cultural e o esportivo.
Tanto isso é verdade que no nosso
escudo, as letras B, A, C não são
simples desenhos, cada qual representa
um objeto. O "B" significa um
pincenê, espécie de monóculos
muito usado no século XX, e que
representa o lado "intelectual"
do clube. O "A" é um
suporte para pintura de telas, mostrando
uma vocação para o lado
cultural e o "C" representa
uma ferradura, desejando sorte nas atividades
esportivas. Foi pensando nisso que, o
chefe da seção de gravura
da Fábrica Bangu, o português
José Villas Boas, em 1904, desenhou
o escudo mais bonito do país.
»
Cores
A
razão de sua camisa vermelha e
branca tem versões contraditórias.
Uns atribuem sua escolha aos ingleses
que trabalhavam na Fábrica Bangu,
uma homenagem a São Jorge, padroeiro
da Inglaterra. Outros, acham que as cores
são as mesmas do Southampton F.C.,
time antigo da Inglaterra, cujo brasão
é representado por três rosas
(duas vermelhas e uma branca).
»
Hino
O
Bangu tem também a sua história
a sua glória,
enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu Domingos
da Guia.
Em Bangu se o clube vence há na certa
um feriado.
Comércio fechado, a torcida reunida
até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.
O Bangu tem também como divisa na
camisa,
O vermelho sangue a brilhar,
E faz cartaz, estouram foguetes no ar.
Foi
em 1949 que o compositor Lamartine Babo,
famoso por suas "marchinhas"
de carnaval compôs os hinos dos
clubes do Rio de Janeiro. A gravação,
porém, só seria comercializada
no ano seguinte, aproveitando a realização
da Copa do Mundo no Brasil.
O mais curioso foi como Lamartine teve
que escrever os hinos. Há muito
tempo, o compositor vinha "enrolando"
a gravadora com a entrega das músicas.
Com a paciência esgotada, os diretores
da indústria fonográfica
tiveram a idéia de convidar Lamartine
para um baile fictício. Ao chegar
no lugar, não havia festa alguma,
mas sim irritados empresários que
prenderam o boêmio e só o
deixariam sair depois que escrevesse a
letra dos hinos de todos os clubes do
Rio de Janeiro.
E foi assim que o "malandro"
Lamartine Babo, enfim, entregou as músicas
à gravadora. Torcedor fanático
do América, deixou para compor
o hino do seu clube por último,
e com certeza o fez um dos mais belos
do país. O hino do Bangu também
ficou pronto naquela noite, e como curiosidade,
cita em sua letra o nome do grande craque
Domingos da Guia.
Em
1981 muitos críticos esportivos
diziam que faltava "peso na camisa"
ao Bangu para enfrentar os grandes times
do país. Talvez por isso, Castor
de Andrade tenha colocado um adereço
novo no uniforme alvirrubro. Se do lado
esquerdo estava o distintivo desenhado
em 1904 por José Villas Boas, do
lado direito, agora, aparecia a mascote
do time, justamente um castor, simbolizado
por um simpático roedor preto,
de cauda longa e empinada, em belíssima
e eterna homenagem ao Grande Benemérito
e futuro Patrono do clube.
Mais do que nunca - parodiando o Salmo
23, Versículo I, da Bíblia
Sagrada - em Bangu "O Senhor é
o meu Castor e nada nos faltará..."