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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
No ar. Mas sem atualizações
04/12/2017
 
O Bangu, no ano 2000, com Alfredo Sampaio.
Dezoito anos depois, o técnico é o mesmo... Pra quê atualização?

Quando o Bangu.net começou, no ano 2000, até a internet era uma novidade. Era discada, você só podia acessar depois da meia-noite ou nos finais de semana, caso contrário o pulso era cobrado a cada quatro minutos. A conta de telefone vinha alta e os pais brigavam. Pode parecer pouco tempo, mas em 17 anos tudo mudou.

As fotos que postávamos na época eram "scaneadas". Quem tinha um scanner de mesa tinha mais facilidades. Eu tinha um scanner pequeno, de mão. Se a foto fosse muito grande, não dava para transformá-la em JPG. Baixar um vídeo era algo impossível, o download demorava horrores. A tecnologia, principalmente a facilidade da foto digital e da internet banda larga, facilitou tudo. Hoje, podemos ler informações do Bangu no site que o próprio clube montou, no Futrio, até no Globoesporte.com - tudo isso não existia em 2000. 

O mundo mudou. Menos o Bangu, é claro. Em 2000, era presidente do clube, o mesmo Jorge Varela. O técnico é o mesmo Alfredo Sampaio daquela época. Esse ano, precisando de um emprego, não titubeou em ir pedir ao presidente da Federação, que o recolocou no Bangu. Ou seja, nada mudou. Rubens continua dando as cartas e Varela continua obedecendo. 

Varela também não mudou sua mentalidade de trazer "medalhões" inúteis para o Bangu. Em 1999, tentou o Renato Gaúcho (muito influenciado pelo Bris Belga, diga-se de passagem). Em 2017, tentou o Loco Abreu (com aporte da Vyvid Capital Partners, do Luís Henrique Lessa) e agora, para 2018, tentou trazer o Adriano, mas para nossa sorte, Adriano preferiu continuar na Vila Cruzeiro. 

Nesses 17 anos, o que o Bangu.net fez, além de trazer toda a história do clube para as páginas da internet, com fotos históricas, artigos, detalhes de partidas antiquíssimas, biografia de todos os jogadores, súmulas de todos os jogos, foi alertar o torcedor banguense dos erros crassos da diretoria alvirrubra, a mesma diretoria de sempre, comandada pelos mesmos de sempre. Daí, o torcedor passou a perceber que o péssimo rendimento nos gramados, tinha sua imensa parcela de culpa nos dirigentes e nas suas manobras de bastidores, sempre em proveito próprio.

Abrir o olho dos banguenses e, sem influência direta, propiciar movimentos de oposição, como a Democracia Banguense e o Reage Bangu foram fundamentais, ao meu ver. Os dois movimentos falharam, a bastilha que o Rubens montou está firme no Bangu. E, na minha opinião, pelos próximos 800 anos continuará firme. 

Em 2018, sem o Bangu.net para opinar, Varela poderá trabalhar mais solto. Não terá críticas. Um perna-de-pau poderá continuar errando impunemente. Ninguém vai cornetá-lo por aqui. No Facebook, porém, a torcida continuará feroz. Hoje, as redes sociais são bem mais cruéis do que uma simples coluna que eu publicava toda segunda-feira. Hoje, qualquer um pode avaliar os jogadores, escrever, postar. Essa democratização da internet é que fez a minha coluna de segunda-feira se tornar obsoleta. Vocês também podem fazer isso e com muito mais propriedade, pois vão a todos os jogos. 

Os livros, que fazem parte do Bangu.net - "Nós é que somos banguenses", "Almanaque do Bangu" e "O Livro dos Craques" vão ser atualizados, com a última versão. Os canais de comunicação, por mensagem eletrônica, também continuarão abertos para sanar dúvidas de banguenses e demais pesquisadores. Só as atualizações diárias não entrarão mais.


Bangu 2018

Sobre o planejamento para 2018, entendi o que ocorreu. A direção do clube percebeu que 2017 foi um ano perdido (mais um). Décimo colocado no Campeonato Carioca, eliminado na primeira fase da Série-D, eliminado pelos infantis do Americano na Copa Rio. Ou seja, era preciso se livrar de todos aqueles atletas. Bruno Luiz, Mateus, André Regly, Mauro, Márcio, Leandro Chaves, todos foram descartados. E, sem elenco e sem uma categoria de base formadora, o Bangu foi ao mercado buscar as opções mais baratas. Daí vieram Anderson Lessa, Nilson, Maicon Aquino, Bruno Paiva, Éberson, Wagner Cruz, Marcos Júnior, Rafinha, Célio e o icônico Xodó. Tem tudo para dar errado? Tem. São jogadores medianos, que vão começar a jogar juntos a partir de agora e não pode se esperar muita coisa. Foram mantidos o Almir, o Guilherme, o seu reserva Leonardo Jesus, o Anderson Penna, o Peralta e o Salatiel (que voltam de longos períodos de contusão) e o desequilibrado volante Igor, autor do gol contra mais vergonhoso que eu já vi. 

Gostei da aquisição do Dalton, que estava parado no Luverdense (MT). Desde maio não joga uma partida oficial, mas em outros tempos era um ótimo zagueiro. 

Espero, sinceramente, que o Bangu fique em quinto lugar no Campeonato Carioca. É, entre os de menor investimento, quem trouxe mais gente, até por necessidade de formar um elenco. Não vejo o Madureira, a Portuguesa, o Nova Iguaçu, o Volta Redonda se mexendo tanto. O Boavista está trazendo alguns reforços pontuais de boa qualidade. 


O pai da criança

Paulo Roberto, o criador do Bangu.net, me expôs suas razões para não termos atualizações em 2018. Concordo plenamente com ele e agradeço de coração os anos e anos que abriu espaços para que eu pudesse expor minhas ideias e publicar minhas pesquisas.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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