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NIVIO GABRICH
Nome: Nívio Gabrich
Nascimento: 7/9/1927       20/7/1981
Período: 1951 a 1957
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 263 (143 v, 47 e, 73 d)
Gols: 140
Expulsões: 3
Estreia: 3 x 0 Saarbruck (Alemanha), 7/4/1951
Despedida: 0 x 0 Flamengo, 19/12/1957

        Nascido no feriado da Independência, na pequena cidade de Santa Luzia, no interior mineiro, Nívio surgiu para o futebol no time amador do Santa Cruz. Depois, deixou a cidade natal e foi para Belo Horizonte tentar a sorte no Espéria. Logo foi visto pelo Atlético Mineiro e, em 1944, aos 17 anos, já estava assinando um contrato profissional.
        Jogando no Atlético Mineiro, Nívio foi campeão estadual em 1946, 1947, 1949 e 1950, marcara 126 gols e tinha participado da famosa excursão do clube à Europa.
        Tanto sucesso nas alterosas despertou o interesse de Guilherme da Silveira Filho. Naquela época de dinheiro farto, o Bangu não teve problemas para contratar o ponta-esquerda do Atlético. Nívio chegou em 1951, exatamente no momento em que a delegação banguense iria embarcar para a Europa e formar com o São Paulo um famoso Combinado.
        Ocorreu, então, uma cena curiosa. No dia 3 de abril, momentos antes da viagem, o atacante Joel Rezende estava todo “arrumadinho”, de terno, pronto. Quando menos esperava, chegou um telefonema anunciando que ele não iria. Em seu lugar viajaria Nívio, recém-contratado. 
        Pelo Combinado Bangu/São Paulo, Nívio fez sete gols e demonstrou rapidamente que o investimento de Silveirinha seria recompensado. Veloz, driblador e principalmente, dono de um chute fortíssimo, Nívio ficaria de vez com a camisa 11 pelos próximos anos.
        Logo em 1951, o ponta-esquerda foi peça chave na brilhante campanha da equipe, completando um ataque que tinha Menezez, Zizinho, Joel e Moacir Bueno. Ficava fácil vencer os adversários assim.
        Num jogo contra o Bonsucesso, em que o Bangu venceu por 6 x 3, Nívio fez quatro gols. Na decisão contra o Fluminense, no entanto, pouco pode fazer e ainda foi expulso no último minuto da segunda partida. O craque percebera, então, que vencer o Campeonato Carioca era tarefa bem mais difícil do que ganhar o certame mineiro.
        No esquema do técnico uruguaio Ondino Viera, Nívio continuava prestigiado, embora tenha feito uma temporada discreta em 1952. O Bangu decaiu muito em 1953 sob o comando de Délio Neves, mas foi só Tim assumir como treinador para o futebol de Nívio voltar em alto estilo.
        Contra a Portuguesa, em Moça Bonita, Nívio fez cinco gols na vitória por 8 x 1 – recorde individual na história do Bangu. Tim era o estrategista que a equipe precisava e Nívio foi o beneficiado. Numa partida contra o Vasco, no Maracanã, os louros da vitória recaíram sobre o ponta-esquerda.
        Terminado o primeiro tempo, o Bangu perdia por 3 x 2, Nívio já tinha feito um gol, mas o Vasco anulava totalmente as jogadas de Zizinho e Décio Esteves na frente. Daí, Tim mudou tudo no vestiário. Recuou os dois e pediu para que Nívio se infiltrasse pelo miolo.
        A marcação do Vasco, com Danilo e Mirim, continuou seguindo Zizinho e Décio e abriu os espaços necessários para Nívio empatar a partida e, já no final, virar para 4 a 3.
        A cada ano Nívio se superava e, além das boas jogadas, que deixavam os companheiros na cara do gol, aproveitava-se do chute forte para marcar muitos outros. Foi assim que ele ganhou notoriedade mundial em 1954 durante a excursão do Bangu à Europa. No dia 25 de abril, o Bangu entrou em campo para enfrentar o Bayern de Munique, uma das mais fortes equipes da Alemanha.
        O placar, por si só, já foi surpreendente: o Bangu venceu por 4 a 0. Para completar, todos os quatro gols foram marcados por Nívio. Quarenta anos mais tarde, Zizinho ao escrever um livro autobiográfico, lembrou estupefato a exibição do companheiro naquele jogo em Munique. 
        Mesmo sem conquistar títulos no Bangu, Nívio continuou em Moça Bonita nos anos seguintes. É verdade que venceu o Torneio Início em 1955, o Triangular de Porto Alegre e o Quadrangular do Rio de Janeiro em 1957, mas o desempenho no Campeonato Carioca era sempre insuficiente para ficar à frente dos grandes.
        Aos 30 anos, em 1957, para piorar, perdeu espaço no time titular. O técnico Gentil Cardoso preferia escalar por ali Luís Carlos ou Wilson Macaco. Quando o time já não tinha mais chances de chegar ao título, Nívio, enfim, recebeu novamente a camisa 11 para um jogo contra o Flamengo, em General Severiano. Era o dia 19 de dezembro de 1957. Depois disso, em 1958, fora dos planos de Gentil Cardoso, insatisfeito com a reserva, voltou para Belo Horizonte para jogar pelo Cruzeiro. Lá, disputou as temporadas de 1958 e 1959 e enfim, encerrou a carreira.
        Faleceu na capital mineira, aos 53 anos, no dia 16 de julho de 1981. Hoje é nome de rua em Santa Luzia e há, na cidade natal do craque, uma fundação que leva o seu nome.
        Em Bangu, no entanto, o nome do ponta-esquerda está esquecido, apesar de ser o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 140 gols. �������������


Todos os gols de Nivio

Bonsucesso

14

Vasco

9

Madureira

9

Olaria

9

Canto do Rio

9

Portuguesa (RJ)

8

América

6

Flamengo

5

São Cristóvão

5

Fluminense

4

Bayern Munchen (Ale)

4

Botafogo

4

Caldense (MG)

3

Tenerife (Espanha)

3

Universitário (Peru)

3

Cruzeiro (RS)

3

Munchen 1860

2

Kobenhavn (Dinamarca)

2

Rouen (França)

2

Sheffield (Inglaterra)

2

Atlético Mineiro

2

Brasil (RS)

2

Saarbruck (Alemanha)

1

Seleção da Holanda

1

Sporting (Portugal)

1

Ferroviário (PR)

1

Coritiba

1

Palmeiras

1

Santos

1

Villa Nova (MG)

1

Jacarezinho (PR)

1

Ponte Preta

1

Rio Branco (ES)

1

Seleção Capixaba

1

São Paulo

1

Toulouse (França)

1

Limoges (França)

1

Wacker Wien (Áustria)

1

Resende

1

Paysandu

1

Tamoio (RJ)

1

Grêmio

1

Comercial (RJ)

1

Botafogo (BA)

1

Seleção Catarinense

1

Avaí

1

Internacional

1

Riograndense (RS)

1

Sport Recife

1

Santa Cruz

1

Independiente Medellín

1

Sampaio Corrêa

1

 

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
     
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