VETO PARA
ENTRAR PARA O GUINNESS
Uma
notícia incrível passou quase
despercebida nos últimos dias, especialmente
em São Paulo. O presidente do América-RJ,
Reginaldo Mathias, requereu por escrito à
Ferj o veto de 34 árbitros e bandeirinhas
para a partida contra o Bangu, que acabou
rebaixado do Campeonato do Rio.
O número é incrível.
Numa rodada do Estadual, há seis jogos.
Neles atuam 18 árbitros e auxiliares.
O que o América vetou é quase
o dobro disso. Todos, segundo Mathias, trabalham
rotineiramente nas partidas do Bangu e Americano.
Como o veto sempre está ligado à
desconfiança do dirigente com a lisura
do árbitro, isso quer dizer que o América
desconfia dessa gente toda. Mathias diz que
sabe do que está falando porque ele
mesmo foi árbitro e tem convicção
de que o América foi rotineiramente
espoliado na competição.
Outra história tão ou mais incrível
é a do vice-presidente da Federação
do Rio (Ferj) e ex-presidente do Bangu, Rubens
Lopes, que acusa o outro vice-presidente da
entidade, Francisco Aguiar, de armar um esquema
para prejudicar o Bangu nesse campeonato,
segundo notícia publicada anteontem
pelo jornal "O Globo".
O mais incrível das duas histórias
é que ambos isentam o presidente Eduardo
Viana. Pelo quadro que Mathias e Lopes traçam,
o Caixa D'Água deveria ser o maior
banana da paróquia, o que não
combina nada com sua imagem de prepotente.
Há uma semana a Polícia Federal
invadiu a sede da Ferj para investigar desvio
de renda. Pelo jeito, o reinado do Caixa D'Água,
enfim, está ruindo.
Texto:
Marcelo Damato.
Fonte: Coluna Papo com Marcelo, publicada
no Jornal Lance!, em 24/03/2004.