Rio de Janeiro, sábado, 21 de outubro de 2017 - 19h08min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Crônicas


UMA LEMBRANÇA DE ZIZINHO

Há quem diga que Zizinho foi tão bom quanto Pelé. O próprio Pelé diz que o seu grande futebol foi inspirado em Zizinho. As novas gerações de torcedores certamente não viram o grande meia-direita em ação. Pouquíssimas são as imagens que registram lances de que o admirável craque participou. Mas eu tenho gravadas na retina dos meus olhos e fixadas na memória jogadas inesquecíveis do extraordinário jogador. Sempre digo que o meia-direita da Seleção de 1934 (Copa do Mundo da Itália), Waldemar de Brito, prestou dois imensos serviços ao futebol do Brasil: quando ele jogava no Flamengo, saiu do rubro-negro e foi para o San Lorenzo de Almagro, da Argentina. Aí, abriu espaço para a entrada de Zizinho no time da Gávea, ganhando o Brasil o maior jogador daquele tempo. Bem mais tarde, quando nem jogava mais, Waldemar de Brito descobriu em Bauru, interior de São Paulo, um menino de 14 anos e o levou para Santos. Era nada mais nada menos que Pelé.

O estupendo Zizinho entrou na equipe do Flamengo em 1939 e ficou lá até 50, quando se transferiu para o Bangu permanecendo em Moça Bonita até 1957. Já com 35 anos, foi para o São Paulo e atuou no clube em 1957 e 1958, sendo campeão paulista de 57. Encerrou a carreira aos 40 anos no Audax Italiano, do Chile, pelo qual atuou entre 58 e 62. Os jogadores outorgaram a Zizinho a homenagem de chamá-lo de “Mestre Ziza”.

Pois com Zizinho aconteceu uma das mais interessantes histórias da bola. Jogavam Bangu e Vasco no Maracanã. O árbitro era Eunápio de Queiroz. Ao terminar o primeiro tempo, o repórter de rádio Luiz Fernando levou seu microfone até Zizinho para algumas declarações sobre a primeira etapa. O Bangu estava perdendo.

- Que tal o jogo, Zizinho? - perguntou Luiz Fernando.

- Está difícil porque esse juiz não é Eunápio de Queiroz, é Larápio de Queiroz - acusou Zizinho.

Deduraram as declarações do craque ao árbitro. Quando os times voltaram a campo, Eunápio perguntou a Zizinho:

- É verdade que o senhor disse que eu deveria me chamar Larápio de Queiroz?

- Foi, eu disse - respondeu.

- Então pode voltar para o vestiário, o senhor está expulso de campo -sentenciou Eunápio.

E foi assim que Zizinho, um dos monstros sagrados do futebol brasileiro transformou-se , talvez, no único jogador da história expulso no intervalo.


Texto: Luiz Mendes.
Fonte: Coluna Histórias da Bola, publicada no Jornal dos Sports, em 04/09/2005.

. . . . . . . . . . . . . . .

A expulsão do ano
Fonte: Manchete Esportiva

Aconteceu no jogo que decidiu o campeonato carioca de 1956 - Vasco 2 x Bangu 1

Quanto terminou o primeiro tempo, Zizinho se dirigiu ao bandeirinha Lino Teixeira - "Você diga a ele (juiz) que dinheiro não adianta não. Nós vamos pra cabeça e ele não vai poder anular todos os gols que fizermos, tá ?"

Quando os times voltaram para o segundo tempo, aconteceu o seguinte dialogo entre o juiz e o craque -

- Eunápio de Queiroz: Você ai, venha cá !

- Zizinho: Venha o senhor. A distância é a mesma.

- Eunápio de Queiroz: Você está expulso. Pode ir para o chuveiro!

- Zizinho: Muito obrigado. Assim o Vasco ganha. Comigo não ia perder.

Nota - Indignado, o juiz Eunápio de Queiroz, disse que ia tomar satisfações com Zizinho sobre o que ele havia dito ao bandeirinha. Irritou-se com a atitude do jogador que o desacatou em publico. Por isso, o expulsou.

Depois de expulso, Zizinho desabafou:

"Não sei o que o bandeirinha arrumou. O caso é que o juiz, quando me chamou, veio com valentia. Afinal não sou moleque para fazer o que ele fez, no meio daquela gente toda. Por isso, não fui. A distância era a mesma. Ai ele me expulsou e garantiu suas castanhas".

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.133
Vitórias 1.728
Empates 979
Derrotas 1.426
Gols Pró 7.305
Gols Contra 6.332
Saldo de Gols 973
Artilheiros
 
Ladislau 231
Moacir Bueno 203
Nívio 152
Menezes 137
Zizinho 125
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 98
Arturzinho 93
Marinho 83