BANGU - CAMPEÃO CARIOCA 2008 - SEGUNDA
DIVISÃO
O
Bangu, dono da melhor campanha da Segunda
Divisão, após trinta disputadas,
assegurou seu retorno à Primeira Divisão
do Rio de Janeiro, da qual esteve ausente
há quatro anos, e saindo justamente
no ano em que completou o seu centenário.
Para devolver o orgulho aos seus torcedores,
o clube acertou em cheio ao contratar um nome
que é unanimidade e que todos apontam
como o grande responsável pela campanha:
o treinador Antônio Carlos Mendes de
Souza, o Roy, que tem a carreira marcada por
acessos e também por boas presenças
na elite do Rio de Janeiro, com equipes consideradas
modestas, como Resende e o Friburguense.
Responsável pela formação
do elenco do Bangu desde que chegou ao clube,
há cinco meses, Roy utilizou 33 jogadores
na competição e fez questão
de recorrer à base dos juniores, campeã
estadual da Segunda Divisão, pinçando
oito deles, em trabalho integrado com o técnico
Mazolinha e o preparador-físico da
categoria, Fabrício Abreu, que compõe
a comissão técnica do elenco
profissional.
O elenco é jovem, e apenas dois jogadores
já chegaram aos 30 anos, dentre os
quais o zagueiro Abílio (que também
está entre os que mais atuaram, vestindo
a camisa do Bangu por vezes, e marcando um
gol), e que Roy trouxe do Linhares, campeão
capixaba em 2007, quando trabalharam juntos.
Mesmo perdendo por motivo de contusão
dois dos principais atacantes do elenco, Rafael
Zaror e Hiroshi, o clube encontrou no ala
Valdir uma de suas grandes armas ofensivas
e que tornou-se um dos principais goleadores
do time. A destacar, ainda, a regularidade
do meia Fred que, quando esteve bem, o time
foi ainda melhor e o goleiro Cléber,
jogador de muita experiência a serviço
do clube, que volta ao Bangu após seis
anos, com um vice-campeonato estadual pelo
Madureira, em 2006, no currículo, e
que conta com o treinador Jorge Lourenço,
ex-goleiro da Portuguesa e do Botafogo, que
Roy também trouxe para trabalhar no
clube, com o auxiliar Cacalho (que atuou pelo
clube em 1991), o preparador-físico
Márcio Bittencourt e o fisioterapeuta
Dennis Rodrigues.
Os números desta campanha são
expressivos: 20 vitórias alcançadas,
6 empates e 4 derrotas. Foram 52 gols marcados
e 21 sofridos. Treze jogadores balançaram
as redes adversárias, o que demonstra
quão importante foi o trabalho árduo
de escolha de atletas para a missão
do treinador Roy, que teve aproveitamento
de 73%, um fato marcante na vida de um clube
de 104 anos. Opinião defendida, aliás,
pelo maior historiador do clube. Para Carlos
Molinari, "Roy se aproxima de ser o técnico
com melhor aproveitamento da história
do Bangu."
Nas ruas do bairro as cores do clube já
são vistas em camisas dos torcedores,
e nas partidas do Bangu a média de
público vem crescendo a cada rodada,
com as facções promovendo churrascos
que reúnem torcedores de todas as gerações
na praça da Estação de
Guilherme da Silveira, em frente ao estádio,
como no auge do clube, há 23 anos,
em que a Zona Oeste vestia e espalhava o vermelho
e branco pela cidade.
Para 2009, segundo o presidente Jorge Varela,
além de um novo fornecedor de material
esportivo (Summerville, que por muitos anos
vestiu o América), alguns jogadores
deverão chegar a Bangu, principalmente
atletas emprestados pelo Nova Iguaçu,
como Paulo Henrique (volante) e Diogo Silva
(goleiro, que este ano pelo estadual fez excelente
campanha pelo Mesquita na primeira divisão).
Alguns serão mantidos e outros retornam
aos seus clubes de origem, dentre os quais
o lateral Valdir, um dos destaques da competição,
à Cabofriense.
Texto:
Fabio de Menezes
Fonte: Site do Programa Mesa Redonda (www.edilsoncsilva.com.br)
da CNT do Rio de Janeiro, 17/11/2008.