Rio de Janeiro, sábado, 16 de dezembro de 2017 - 05h05min
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ZÓZIMO ALVES CALAZANS

Corria o ano de 1932 quando ele nasceu. Para os mais desavisados (que somos quase todos nós, simples mortais) era mais um menino, dentre tantos outros. Mas o tempo foi passando e o menino se distinguia dos demais: bom de bola, bom de escola, era a alegria de todos os que com ele tomavam contato. Corria o ano de 1948 quando ele apareceu no São Cristóvão: bom físico, bom nível cultural, talhado para a posição de armador, mistura de pensamento e ação, cabeça e pé em harmonia para um tratamento perfeito que a pelota merecia.

Quis o destino (e os nossos dirigentes) que o Bangu passasse a ser o seu lar. Era então o ano de 1950.

E o Brasil acordou para a sua genialidade. E seu nome passou a ser uma constante, cada vez que era necessário fazer a escolha dos melhores. Em cada Seleção convocada, invariavelmente estava o seu nome. Não mais como armador, mas como quarto zagueiro, posição a que tinha se dedicado.

Ao contrário da maioria dos jogadores da época, o seu desenvolvimento não se fazia apenas em relação aos pés: desenvolvia-se culturalmente, ficava tão alegre ao receber uma aprovação nos diversos cursos que freqüentava quanto ao receber os aplausos dos torcedores a cada nova boa jogada. Elegante ao andar normalmente pelas ruas, ao pelejar contra os adversários, ao tratar da bola. Cabeça erguida sempre (ou não é esta a marca registrada dos que são seguros de si?).

Quando, em 1958, foi convocada a Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo, lá estava novamente na lista o seu nome.

Em nome de uma idéia que até hoje é alvo de discussões, o técnico colocou-o no banco de reservas. O titular seria outro, por causa da sua maior vocação para o jogo viril, de combate de corpos, como se o futebol fosse um esporte de trombadas. Talvez os responsáveis pela Seleção não conhecessem o filósofo Neném Prancha, que dizia: "Se físico ganhasse jogo, o time dos estivadores seria campeão todos os anos".

Ele voltou campeão do mundo. Mas não realizado. E essa nova etapa do seu caminho para a realização dar-se-ia em 1962, quando foi convocada a Seleção que tentaria o bicampeonato.

Dessa vez ele seria o titular. Jogou todas as partidas. Encheu os olhos do mundo com o seu futebol vistoso, com sua elegância que todos nós já conhecíamos.

Ultimamente, tinha como meta a formação de novos jogadores. Talvez tentasse achar, dentre as centenas de garotos que passavam pelas suas mãos, alguém que tivesse o seu estilo. Talvez ainda não tivesse atentado para o fato de que estava à procura de alguma coisa muito difícil de achar, pois a reunião de tantas qualidades em uma única pessoa não acontece todos os dias: são exceções que a natureza não teria fôlego para fabricar em série. No dia 21 de setembro de 1977 o destino o levou. O mundo ficou menos elegante, o futebol ficou mais vazio e a bola, mais uma vez, chora a sua orfandade. O time do céu ganhou mais um reforço, mais uma estrela a brilhar.

E, naquela parte do espaço onde tudo é felicidade, entre arquibancadas de nuvens e gramados de azul celeste, anjos e querubins têm mais um motivo para sorrisos e aplausos: acaba de entrar em campo, com seu futebol elegante e ágil, Zózimo Alves Calazans.

Texto: Paulo César Oliveira Santos.
Fonte: Revista Bimensal do Bangu Atlético Clube de Novembro de 1977.

     
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