Rio de Janeiro, terça-feira, 25 de abril de 2017 - 21h13min
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Apresentação  Prefácio

 
APRESENTAÇÃO

Ufa! – acho que essa foi a primeira palavra que eu disse quando terminei de catalogar os mais de 3.800 jogos da história do Bangu, num trabalho longo de sete anos, de horas intermináveis de pesquisa em revistas, em jornais microfilmados, em bibliotecas, em arquivos. Tudo isso para sanar minhas curiosidades. Afinal, quem é o maior artilheiro da história? quem fez mais gols em um só jogo? quantos gols o Bangu já fez? quantas vitórias já teve? quantas vezes jogou pelo Campeonato Carioca? quantas vezes atuou em Moça Bonita? quem fez mais jogos? Todas essas respostas, finalmente, estão aqui.

Confesso que no início eu não tinha a idéia de fazer essa, digamos, “loucura”. Queria apenas saber os jogos oficiais do Bangu, depois comecei a coletar os amistosos também. Achando pouco, quis conhecer quem tinha feito cada gol. Por fim, aceitando um conselho do meu amigo e escritor Roberto Assaf (o pai do Almanaque do Flamengo), comecei a recolher todas as fichas técnicas do Bangu de 1904 até hoje, mesmo sabendo que jamais conseguiria todas.

Sem muito espaço nos jornais - principalmente nos dias de hoje -, coletar esses dados foi um trabalho típico de um arqueólogo. Afinal, qual órgão da imprensa se interessaria em cobrir um amistoso do Bangu no interior do Estado do Rio de Janeiro, já na fase decadente do clube, por exemplo? Muitas vezes nem o Jornal dos Sports ia, informando no máximo, o resultado. Fora essa falta de notícias, encontrei também muitas dificuldades no início do século XX, quando os jornais eram muito imprecisos e raramente informavam quem tinha feito os gols das partidas. Os artilheiros pareciam ser menos interessantes do que os comentários sobre o público presente.

É claro que não consegui todas essas fichas sozinho. Muitos amigos pesquisadores me ajudaram, como o Alexandre Mesquita, o Raymundo Quadros, o Pedro Varanda, o Júlio Bovi Diogo, o Cláudio Gioria, o Celso Unzelte, o Marcos Ibrahim, o Alexandre Berwanger, o João Alberto Machado, o Marcelo Leme Arruda, entre muitos outros. Além disso, com a internet, pude entrar em contato com fanáticos por futebol em diversas partes do mundo e através deles, receber fichas técnicas de jogos na Suíça, Colômbia, Argentina, Uruguai, Guatemala, Estados Unidos, Portugal, Itália, etc.

Somando tudo isso, no final do Almanaque, o leitor ainda encontrará as estatísticas completas de confrontos, os jogadores recordistas, os artilheiros, os técnicos, afinal todas as curiosidades referentes a um dos clubes mais tradicionais do país e também um dos mais injustiçados ao longo dos anos.

Deu trabalho, mas ficou bom. Foi cansativo, mas prazeroso. É uma loucura, mas vale a pena. Afinal, seguindo a linha de outros almanaques de outros clubes, como o do Corinthians, o do Flamengo, do Palmeiras, o do São Paulo e até da Seleção Brasileira, o Bangu finalmente tem o seu livro de jogos completinho, com todas as escalações e todos os gols que me foram possíveis encontrar. O leitor irá ver que algumas partidas recebem um pequeno comentário, geralmente quando são interrompidas ou suspensas ou ainda, quando o jogo decide algum título.

Incluí na relação de jogos – os demais pesquisadores que me perdoem -, as partidas do Torneio Início, alguns amistosos contra a Seleção Brasileira, que muitos podem achar que foram simples jogos-treinos, e as partidas que o Bangu fez na Europa em 1951, quando formou um Combinado com o São Paulo.

Não posso deixar de agradecer aqui, o pessoal da Biblioteca da Câmara dos Deputados, em Brasília, capitaneados pelo genial Wilton Sidou Pimentel, que sempre me tratou bem, compreendeu minha ânsia em vasculhar aquele mundo de microfilmes e abriu as portas da seção como se eu fosse um funcionário da casa.

Ah, tenho que agradecer os meus pais – Silvia e Erivan -, que demoraram para entender o porquê dessa loucura toda, que estranhavam o fato desta busca obsessiva por fichas técnicas não acabar nunca, mas que foram, aos poucos, achando normal eu passar um bom tempo em bibliotecas e em frente ao computador. Fiquem calmos. Agora acabou. Eu juro!

Carlos Molinari

      
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