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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
1920
 
O time do Bangu pronto para a temporada de 1920. Fila de cima: Patrick Donohoe, Antenor Silva (Joppert), Waldemiro Silva, Claudionor Corrêa (Bolão), Américo Pastor, Luiz de Carvalho e Luiz Antônio da Guia. Fila de baixo: Albanito Nascimento (Leitão), José de Mattos, Feliciano Machado e Frederico Pinheiro.

Atualmente, a Avenida Ministro Ary Franco é uma das principais e mais conhecidas de Bangu. Apesar dos anos, algumas pessoas ainda se lembram bem quem foi Ary Franco. Em 1919, o garoto de apenas 19 anos era o segundo secretário do Bangu e a cada mês que passava conseguia mais sócios para o clube. Em 1920, Ary Franco lançou sua cartada decisiva. Com 20 anos, candidatou-se à presidência e, graças ao grande número de amigos que ele tornou associado, conseguiu ser eleito. Nunca o Bangu teve um presidente tão jovem. O rapaz, vindo de Paracambi, era tão novo que, às vezes, sentia vergonha de comandar as assembléias gerais, delegando poderes a outros mais antigos para as dirigir. Talvez esta fosse a sua principal característica: uma encantadora modéstia.

Mais tarde, aos 60 anos, Ary Azevedo Franco se tornaria Ministro do Supremo Tribunal Federal, mas nunca escondeu sua paixão pelo bairro onde passou sua juventude e pelo clube que o iniciou na sua gloriosa carreira política.

Desde cedo percebeu-se o interesse de Ary Franco em estabelecer e renovar as leis que regiam o clube, lançando em 12 de fevereiro o Regimento Interno; e no dia 9 de abril os novos Estatutos do clube.

Em sua diretoria figuravam o vice-presidente Júlio Drummond, os secretários Guilherme Pastor e Frederico Pinheiro (que também era o capitão do time de futebol) e o tesoureiro Cândido Souza. O Ground Committee era comandado pelo ex-jogador Roldão Maia. Firmino de Carvalho, presidente em 1919, tornou-se membro do Conselho Fiscal.

Foi no mandato de Ary Franco que o Bangu inaugurou sua moderna arquibancada no campo da Rua Ferrer, com direito até a uma área especial, chamada de primeira classe, para os sócios mais importantes.

Em 23 de maio, o Bangu realizou sua festa esportiva, trazendo de volta uma tradição que o tempo estava quase apagando. Eis as provas da "gincana" e seus respectivos vencedores: corrida de 100m (Oswaldo Silva); corrida de três pernas (Luiz Antônio da Guia e Ricardo Destri); corrida para meninos (Atílio Verlangieri); corrida de 400m (Oswaldo Silva); corrida para meninas (Nair Araújo); corrida de agulha e linha (Américo Pastor e Odette Santos); corrida de ovo na colher (Semirânio Franco); corrida com pernas e braços amarrados (Anchyses Carrilho); corrida de barris (José de Mattos) e corrida de caçambas e laranjas (Claudionor Corrêa).

O clube ainda teve a honra de participar do primeiro Campeonato Carioca de Tênis, onde fomos representados pelos atletas Antônio Ferreira Vianna Netto, Carlos Lopes, Américo Pastor, Manoel Villas Boas, Francisco Carregal, Patrick Donohoe, Hugh Graham e até o presidente Ary Franco.

Da grama do tênis para o gramado do futebol, o time titular do Bangu era composto por: Mattos, Luiz Antônio e Leitão; Waldemiro, Joppert e Frederico; Feliciano, Pastor, Claudionor, Patrick e Antenor.

No Torneio Início, o primeiro compromisso do ano, o Bangu voltou a ser eliminado na primeira rodada, perdendo para o Flamengo no número de escanteios por 3 a 1, após empate de 0 a 0 no tempo normal.

A campanha no Campeonato Carioca foi das mais honrosas, classificando em sexto lugar entre dez participantes. Obtivemos alguns resultados expressivos, como as vitórias sobre o América (3 a 2) e o Botafogo (4 a 3), ambas na Rua Ferrer. Outras partidas, foram verdadeiras goleadas: 9 a 0 sobre o Vila Isabel, 7 a 3 no Mangueira e também no Palmeiras.

Além destas proezas, o Bangu também teve pela primeira vez o artilheiro da competição: o atacante Claudionor, que marcou 18 gols em 17 partidas. Apelidado de "Bolão", o craque alvirrubro foi convocado para fazer parte da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano disputado no Chile, entre agosto e outubro. Infelizmente, "Bolão" serviu apenas para esquentar o banco de reservas, não jogando um minuto sequer em gramados chilenos.

Como curiosidade, durante o Campeonato Carioca, dois jogos foram interrompidos ao meio. Na Rua Ferrer, em 30 de maio, o Bangu perdia para o Andaraí por 2 a 1, quando a 15 minutos do final, a partida foi suspensa pela falta de luz. No Jardim Zoológico, em 24 de outubro, o Bangu vencia o Vila Isabel por 2 a 1, quando faltando meia hora, uma forte chuva suspendeu a continuação do jogo. Ambas partidas foram concluídas em 9 de janeiro de 1921, no campo da Rua Paysandu. Contra o Andaraí, o placar não foi alterado; enquanto que na partida contra o Vila Isabel, o nosso rival marcou três gols no tempo que faltava e virou o escore para 4 a 2. Um recorde negativo de duas derrotas no mesmo dia.

 
A nova e moderna arquibancada do campo do Bangu era a atração na Rua Ferrer do início dos anos 20.
          
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