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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
1921
 
Os heróis do Bangu em 1921, alcançando o 3º lugar no Campeonato Carioca. Da esquerda para a direita, em pé: Agenor Corrêa, Antenor Silva (Joppert), Luiz Antônio, Oswaldo Corrêa (Coquinho), Antenor Ferreira (Nonô) e Albanito Nascimento (Leitão). Abaixados: Américo Pastor, José de Mattos, Antenor Corrêa, Claudionor Corrêa (Bolão) e Waldemiro Silva.
Foto de 3 de julho de 1921, em General Severiano.

O Campeonato Carioca de 1921 foi precedido de enorme polêmica. Liderados pelo Fluminense, os grandes clubes decidiram alterar o regulamento, diminuindo o número de participantes e, é claro, a duração do torneio. Ficaram na Primeira Divisão apenas Flamengo, Fluminense, América, Botafogo, Andaraí, Bangu e São Cristóvão, os sete primeiros colocados no ano anterior.

Se na Liga Metropolitana os ventos eram de mudanças, no Bangu pairava a ordem e o lema era dar continuidade a belíssima administração do presidente Ary Azevedo Franco no ano anterior. Por isso, na Assembléia Geral de 28 de janeiro de 1921 não foi surpresa nenhuma quando o seu nome foi escolhido para a continuação do mandato por mais um ano.

Além da diretoria reeleita, o Bangu também teria um novo Presidente Honorário, o Diretor-Gerente da Companhia Progresso Industrial do Brasil, Manoel Ribeiro Teixeira Neves, que substituiria o espanhol João Ferrer.

Diferentemente de seu antecessor, Manoel Neves não foi um protetor do Bangu, mostrando-se indiferente ao cargo que ocupava. Como os estatutos do clube previam que o Presidente Honorário deveria ser o Diretor-Gerente da Fábrica, o tal do Manoel Neves continuou no cargo até a substituição da diretoria da fábrica um ano depois, quando o médico Manoel Guilherme da Silveira tornar-se-ia o novo dono da Companhia e um grande Presidente Honorário para o Bangu.

Nos campos de futebol, os atletas do Bangu já vinham jogando juntos há dois anos e assim havia harmonia no conjunto. Em 1921 dois elementos de alta categoria - Feliciano Machado e Patrick Donohoe - deixaram de jogar futebol. O primeiro era ponta-direita e o segundo jogava na meia-esquerda. Foram substituídos por outros dois, não menos brilhantes, Agenor Corrêa e Nonô Ferreira. Já Frederico Pinheiro, que jogava de centro-médio, foi para a ponta-direita, entrando em seu lugar Joppert Silva.

O presidente Ary Azevedo Franco
Neste ano foram convocados para a Seleção Brasileira três atletas banguenses: Claudionor Corrêa, Américo Pastor e Frederico Pinheiro, tendo somente este último seguido com o Scratch para Buenos Aires, onde jogou duas partidas pelo Campeonato Sul-Americano de 1921. O nosso goleiro José de Mattos também foi lembrado, mas os seus afazeres na Fábrica Bangu não permitiram que se afastasse do país.

No Torneio Início, o Bangu, pela primeira vez, passou da primeira rodada ao vencer o Vila Isabel por 1 a 0. Mas não conseguiu eliminar o Palmeiras na segunda fase. A equipe palmeirense surpreendeu a todos e acabou conquistando o título deste torneio ao vencer o Vasco na final.

Maiores surpresas viriam na disputa do Campeonato Carioca, quando o Bangu lutou pelo título até a última rodada.

Durante o primeiro turno, o time alvirrubro foi perfeito. Após seis jogos, éramos o líder do Campeonato, com oito pontos, vencendo na Rua Ferrer o Botafogo por 3 a 1, o Flamengo por 4 a 2 e o Fluminense por 4 a 3. Empatamos dois jogos em 1 a 1 contra Andaraí e São Cristóvão e perdemos apenas para o América, em Campos Sales, por 4 a 2.

No returno, o time continuou sua trilha de vitórias ao golear o Andaraí por 4 a 1. Porém, não teve fôlego para brigar pelo título nas cinco rodadas finais.

Em General Severiano, no dia 3 de julho, o Botafogo goleou o Bangu por 4 a 0 em um jogo marcado pela extrema violência dos jogadores alvinegros. Leitão, Joppert e Waldemiro Silva ficaram sem condições de jogar no próximo compromisso, quebrando, assim, a harmonia de uma equipe que vinha fazendo uma campanha brilhante, liderando o campeonato. O juiz inglês R.L. Todd nada fez para impedir as botinadas e ironicamente, até ele saiu machucado... A diretoria teve que fazer alterações no time para a partida seguinte contra o Fluminense.

Na partida contra o São Cristóvão, no dia 7 de agosto, na Rua Ferrer, o árbitro escalado deixou de comparecer, sendo então, o secretário banguense Guilherme Pastor indicado para apitar. Honestíssimo, mesmo sabendo que o empate era um mau resultado para o Bangu, o secretário seguiu as regras e o placar não saiu do empate de 0 a 0.

Apesar dos percalços do returno, o Bangu chegava na última rodada com chances de conquistar o título. Flamengo, América e Andaraí também brigavam pela taça. Flamengo e América tinham 13 pontos, enquanto que Bangu e Andaraí somavam 12. No dia 28 de agosto, o América jogaria contra o Andaraí e o Bangu iria até a Rua Paysandu enfrentar o Flamengo. Era preciso vencer o clube rubro-negro e torcer para que o América não vencesse o seu jogo. Infelizmente, deu tudo errado. O América venceu o Andaraí por 3 a 2 e o Bangu encerrou sua participação perdendo para o Flamengo por 2 a 0, terminando o certame na terceira posição entre sete concorrentes.

O time-base era composto por: José de Mattos, Albanito Nascimento (Leitão) e Luiz Antônio da Guia; Oswaldo Corrêa (Coquinho), Antenor Silva (Joppert) e Oswaldo Silva (Tatá); Waldemiro Silva, Américo Pastor, Claudionor Corrêa (Bolão), Antenor Ferreira (Nonô) e Antenor Corrêa.
          
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