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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
1943 
 
Os veteranos do Bangu, bicampeões do Campeonato da Saudade, realizado em 21 de novembro de 1943, no campo do Botafogo. O time titular: Jurandir, Orlando Lage e Luiz Antônio da Guia; Ferro, Solon e Eduardo Moura; Chiquinho, Ladislau da Guia, Nicanor Corrêa, Maquinista e Vivi.

Uma das maiores preocupações da nova diretoria do Bangu era reafirmar o clube dentro do cenário do futebol carioca. Não que houvesse mudança de grande porte no comando banguense, mas o intuito e a determinação eram diferentes. Guilherme da Silveira Filho, o Dr. Silveirinha, foi novamente reeleito por aclamação. O advogado Guilherme Pastor alcançava o cargo de vice-presidente.

Foi neste ano que nasceu a idéia da construção de uma piscina para o clube, a fim de que novos talentos pudessem surgir na nossa região. O projeto demoraria ainda alguns anos para tornar-se realidade, mas nesta época, quando o Dr. Silveirinha tinha um projeto era difícil que ele não se realizasse. E a torcida do Bangu sabia disso.

Para o futebol, o primeiro semestre foi marcado por enormes problemas. O time comandado por Antônio Manfrenatte era basicamente o mesmo do ano anterior e os resultados foram de triste figura para os banguenses. Ao final do Torneio Municipal a equipe estava destroçada: foram nove derrotas em nove jogos, a pior campanha do Bangu em todos os tempos.

Por sorte, no segundo semestre a situação mudou e o clube subiu de produção conquistando títulos e encerrando um jejum que vinha desde a vitória do Torneio Início de 1934.

Nos meses de outubro e novembro, o Bangu disputou a primeira e única edição do Torneio da Imprensa, que valia a Taça Manoel Vargas Netto, uma homenagem ao Presidente da Federação Metropolitana de Futebol.

O certame contou com a presença da Portuguesa de Desportos, do Combinado Mineiro - formado por jogadores do Atlético e do Cruzeiro, mas o "modesto" Bangu foi mais astuto e assegurou o título na última rodada, em disputa acirrada com o América e a Portuguesa.

Outro título ainda foi conquistado neste ano. O nosso fortíssimo time de veteranos venceu novamente o Torneio Início da categoria, o popular Campeonato da Saudade. Como já havia vencido em 1941, e por não ter sido realizado o torneio em 1942, o Bangu sagrava-se campeão das duas primeiras edições deste evento, trazendo muitas recordações para os torcedores da Rua Ferrer.

O Jornal do Brasil ressaltou a conquista banguense: "Sagrou-se campeão do torneio o time do Bangu que teve como nota destacada a figura do veteraníssimo e popular Luiz Antônio, o magnífico beque de outras eras que, com os seus 51 anos, demonstrou bem a fibra dessa plêiade que se chama Luiz Antônio, Ladislau, Médio e Domingos - o grande zagueiro ainda em plena forma".

Depois da péssima campanha no Torneio Municipal, encerrado em 6 de junho, a diretoria do Bangu mudou o treinador. Antônio Manfrenatte daria lugar ao ex-jogador da década de 20: Waldemar Zé Maria.

A equipe cresceu de produção e estreou com um empate contra o América, no dia 13 de junho, na Rua Ferrer. Depois perdemos para o Fluminense e São Cristóvão pelo mesmo placar: 6 a 2; recuperando-se contra o Bonsucesso, vencendo por 7 a 3, na Rua Ferrer.

Na seqüência, perdemos para o Vasco por 7 a 2, em São Januário. No Caio Martins, os banguenses superaram o Canto do Rio por 3 a 2. Depois empatamos com o Madureira (4 a 4), perdemos para o Botafogo (3 a 4) e obtivemos um ótimo resultado contra o forte time do Flamengo: 2 a 2.

No segundo turno a equipe começou muito bem, não dando chance aos primeiros adversários. O América caiu, mesmo jogando em Campos Sales, por 4 a 3. Na seqüência a Rua Ferrer virou uma festa, com fogos explodindo no ar - uma alegria que há muito não era vista. Vencemos o Fluminense por 5 a 3, e no final de semana seguinte foi a vez do São Cristóvão cair pelo mesmo placar.

Mas, depois destas conquistas o clube não mais venceu. Empatou com o Bonsucesso; foi humilhado pelo Vasco por 7 a 0, em plena Rua Ferrer; desnorteados perderam para o Canto do Rio por 3 a 2; empataram com o Madureira e o Botafogo pelo mesmo placar (2 a 2) e encerraram a participação no Campeonato Carioca sendo goleado pelo Flamengo por 5 a 0 - jogo que deu o título ao clube rubro-negro.

Destes últimos jogos, ressaltemos o jogo contra o Canto do Rio, disputado em 19 de setembro de 1943. Esta foi a última partida oficial realizada no campo da Rua Ferrer - inaugurado em 1906 - que deixaria de existir para dar lugar ao crescimento do bairro. Uma área nobre no centro de Bangu e valorizada, a quadra onde ficava a "cancha encantada da Rua Ferrer", foi devolvido à Fábrica, que decidiu investir na incrementação do comércio local. O futebol passaria os anos de 1944 a 1947 sem um estádio para mandar seus jogos até a construção de um outro campo nos arredores da antiga estação de Moça Bonita.

Saudosista, Delton Manfrenatte, membro da diretoria na década de 70, escreveu um texto relembrando os dias de glória da Rua Ferrer, publicado em 1979:

"Um domingo de jogo na Rua Ferrer, em um campo de grama inglesa e de arquibancadas de genuíno pinho de Riga construída por primorosos artesãos, era um dia de gala e de preocupações dos janotas. A maioria de terno cintado e gravata, chapéu de palhinha e bengala. As mulheres, vestidas também com excessivo apuro, apresentavam-se com vestidos longos e equilibrando às cabeças chapeuzinhos ornados com flores artificiais, além de colorida sombrinha japonesa às mãos. Palavrões em coro, não sei se havia. O que haviam era pedradas na Maria-Fumaça após os jogos quando os resultados não eram satisfatórios. E ainda havia os "duros" que, de cima dos citizeiros da bem arborizada Rua Ferrer, procuravam uma melhor posição para torcer pelo alvirrubro".

Depois da participação no Campeonato Carioca, no qual terminamos em sexto lugar, disputamos o Torneio da Imprensa, que contou com a participação de seis equipes (Bangu, América, Portuguesa de Desportos, São Cristóvão, Combinado Carioca e Combinado Mineiro). O Bangu não era favorito, falava-se da força da Lusa. Mas, mesmo perdendo para os paulistas, os banguenses alcançaram o título, com um pouco de sorte, na última rodada. A Portuguesa liderava o certame e faltava apenas enfrentar o Combinado Mineiro. Para surpresa geral, a Lusa perdeu por 2 a 0 e também as chances de conquistar o título. Depois deste presente, Bangu e América decidiram o torneio, com os banguenses jogando com a vantagem do empate. Pronto, empatamos em 1 a 1 e éramos campeões interestaduais pela primeira vez na nossa história. O time campeão entrou em campo na finalíssima com: João Alberto, Enéas e Paulo; Nadinho, Souza e Mineiro; Sonô, Baleiro, Moacir Bueno, Otacílio e Joaquim.

          
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