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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
1959
 
Da esquerda para a direita: Válter, Nilton dos Santos, Beto, Correia, Décio Esteves, Rubens dos Santos, Luís Carlos, Zózimo, Joel, Darci Faria e Ubirajara - os heróis do vice-campeonato de 1959.

Não foi surpresa alguma a eleição de Maurício César Buscácio para presidente do Bangu no biênio 1959/60. Depois de Fausto de Almeida declinar de concorrer à reeleição, o vice-presidente de esportes profissionais era o nome mais cotado para manter a linha de trabalho de seu antecessor.

Apoiado por todos, Buscácio tornou-se um dos presidentes mais importantes na história do clube e muitos o consideram o melhor administrador que o Bangu já teve.

O principal feito do primeiro ano de mandato da nova diretoria foi a expansão dos esportes amadores no clube, com a abertura de três novas seções. Agora, podia-se praticar também o judô, o halterofilismo e a malha. Foi também na primeira gestão do presidente Maurício Buscácio que foi adquirido o terreno onde se acha construído o ginásio para a prática de esportes amadores e demais eventos.

O novo presidente deu sorte ao Bangu. Mesmo estando aqui no Brasil, pôde comemorar mais um título internacional para a nossa galeria logo no mês de janeiro. Na disputa do Torneio Quadrangular de San José, na Costa Rica, os banguenses empataram com o Saprissa (1 a 1), venceram o Alajuelense (2 a 1) e o Uda Dukla da Tchecoslováquia (1 a 0), para conquistarem uma importante taça, abrindo o ano com o pé-direito.

Depois da conquista, os banguenses ainda fizeram sete partidas amistosas na Colômbia e, ao chegarem no Brasil, realizaram uma grande turnê pelo Norte e Nordeste do país, se apresentando em Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Campina Grande e Maceió. Durante esta fase preliminar, o Bangu atuou até o dia 14 de junho, obtendo em 25 jogos o expressivo número de 17 vitórias, cinco empates e apenas três derrotas.

O ano de 1959 ainda guardaria muitas emoções para os banguenses. A fortíssima equipe de Juvenis, comandada pelo ex-jogador Moacir Bueno, conquistou o Campeonato Carioca, em uma jornada memorável. Assim como nos anos de 1952 e 1953 quando o Bangu sagrou-se bicampeão nesta categoria, os novos valores desta geração iriam marcar presença na equipe principal para a próxima década. Dois nomes se destacaram nesta equipe: Ademir da Guia, o filho do famoso Domingos e assim como o pai um craque de bola, o que lhe valeu a convocação para a Seleção Olímpica Brasileira que disputaria as eliminatórias para os Jogos de Roma em 1960; e o atacante Zé Maria, logo promovido para os profissionais. O time-base era composto por: Helinho, Roberto, Fred e Jorge; Índio e Romeu; Valdir, Zé Maria, Ademir da Guia, Durval e Paulo César.

Os profissionais também obtiveram resultados lisonjeiros para o Bangu. A contratação do técnico Tim, que estava no Atlético Paranaense foi, sem dúvida, a chave do sucesso. Com o comando do grande Elba de Pádua Lima, a equipe alcançou o vice-campeonato, ficando seis pontos atrás do Fluminense, o campeão do ano. Aliás, o tricolor só não levou o título de forma invicta, porque o Bangu entrou no seu caminho e o derrotou por 1 a 0, gol de Valter, no dia 30 de agosto, no Maracanã. A expressiva campanha, composta por 13 vitórias, seis empates e apenas três derrotas, teve jogos memoráveis, como os 3 a 1 sobre o Flamengo, no primeiro turno e a goleada de 4 a 1 no Botafogo, na penúltima rodada. Décio Esteves foi o jogador mais destacado, marcando 12 gols.

Pela terceira vez na história, o Bangu ficava com o vice-campeonato, repetindo as façanhas de 1916 e 1951. O time-base formava com: Ubirajara, Joel e Darci Faria; Rubens dos Santos, Zózimo e Nilton dos Santos; Correia, Luís Carlos, Décio Esteves, Válter e Beto.

Ao lado do Bangu na classificação final estava o Botafogo, com o mesmo número de pontos (32). Para decidir qual dos vice-campeões iria participar do Torneio Rio-São Paulo no ano seguinte, foram disputados dois jogos ao final da temporada. O Botafogo venceu os dois e ficou com a vaga. Para o Bangu, o que poderia parecer um azar, terminou sendo motivo de sorte, pois permitiria que o time viajasse ao exterior no primeiro semestre de 1960 e viesse a participar do primeiro Campeonato Mundial Interclubes, realizado em Nova York.

A fase era tão boa que o grande atleta Décio Esteves foi pela primeira vez convocado para a Seleção Brasileira, para a disputa do Campeonato Sul-Americano, em Buenos Aires. Assim como ele, o sapateiro do Bangu, Aristides Pereira, também foi chamado pela C.B.D. para fazer as chuteiras dos campeões mundiais.

 
Time de juvenis campeão carioca de 1959. Destaque para Ademir da Guia - o filho do "Divino" - que viria a ser um dos grandes craques de sua geração.
          
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