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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
1968
 
O time do Bangu em um período de transição entre os campeões de 1966 e as novas forças que eram contratadas.

A tristeza pela perda do título para o Botafogo na final de 1967 ainda não tinha passado, quando a nova temporada iria iniciar. O Bangu começaria 1968 excursionando por Goiás e depois, partiria para Campinas, onde disputaria uma nova edição do Torneio dos Campeões, que conquistara com tanto brilhantismo no início de 1967.

Quatro equipes participariam deste torneio: Bangu, Guarani, Grêmio e Flamengo, que seria disputado entre 24 e 28 de janeiro. Plácido de Assis Monsores, que treinara a equipe alvirrubra nos últimos jogos do Campeonato Carioca continuaria no comando para mais esta jornada. A estréia foi contra o dificílimo time do Grêmio - campeão gaúcho de 1967. A vitória nos sorriu por 1 a 0, gol marcado por Aladim no segundo tempo, o que era suficiente para nos classificarmos para a final, que todos esperavam ser contra o Flamengo. Porém, o time da Gávea foi surpreendido pelo anfitrião, o Guarani, caindo por históricos 5 a 2.

Esta goleada fez com que o Guarani chegasse na decisão, no dia 28 de janeiro, com a vantagem de poder jogar pelo empate, além de ter toda a torcida a seu favor na sua própria cidade. Neste dia, o Bangu entrou em campo com o seu quadro tradicional: Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Mário, Fernando e Aladim. Era, basicamente, o mesmo time campeão carioca em 1966, com exceção apenas de Mário e Fernando. Para nossa surpresa, o Guarani marcou 1 a 0, através de Capelosa. Mas Aladim empatou antes de findar o primeiro tempo. Na etapa final, parecia que o empate iria seguir e o Guarani tiraria a nossa chance de um bicampeonato no Torneio dos Campeões. Porém, já nos descontos, Jaime conseguiu anotar um gol importantíssimo, que decretou a vitória banguense por 2 a 1, calando a torcida campineira. Éramos bicampeões.

Infelizmente, o Torneio dos Campeões de Campinas marca o último título conquistado pelo Bangu na áurea década de 60, e também o fim da grande geração de craques que jogaram em Moça Bonita no período administrativo de Euzébio de Andrade.

O jogo seguinte ao título, contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, quando vencemos por 2 a 1, no dia 11 de fevereiro, foi a última partida de Paulo Borges pelo Bangu. Depois disso, o artilheiro dos campeonatos cariocas de 1966 e 1967, com 16 e 13 gols, respectivamente, seria vendido para o Corinthians. Foi a maior transação da história do futebol brasileiro até então: um milhão de cruzeiros, dinheiro suficiente para comprar quatro apartamentos de três quartos em Ipanema, Zona Sul do Rio. No período de tempo que jogou pelo Bangu (1963 a 1968), Paulo Borges marcou mais de 100 gols pelo clube e conquistou quatro títulos. O ponta tentaria voltar ao time de Moça Bonita em 1974, porém sem nenhum sucesso.

O primeiro teste da equipe de Plácido sem Paulo Borges era participar do Campeonato Carioca. Atual vice-campeão, esperava-se que o Bangu fizesse uma boa campanha, como já era tradição desde 1963. O fato é que as caras novas que o clube contratou não realizaram o efeito esperado, e conseqüentemente, o nível do time caiu. Somente para este campeonato, o Bangu contratou oito jogadores, e ironicamente, nenhum deles conseguiu emplacar no alvirrubro. Tonhé veio do Guarani; Juarez do Valeriodoce; Lincoln do Vila Nova de Goiás; Bolacha do São José; Marcos e Prado vieram do Corinthians, na mesma transação que levou Paulo Borges; e ainda contratamos o francês Gijo, do Boulonnaise, e o veterano craque argentino Sanfilippo, do Banfield. Mesmo com toda essa reformulação, quem dava conta do recado ainda eram os bons e "velhos" Mário e Aladim, responsáveis pelos raros sucessos do time.

No turno de classificação, o Bangu se colocou na quinta posição entre doze participantes, obtendo vaga no segundo turno, que contaria com apenas oito times. O Bangu venceu quatro jogos, empatou três e perdeu outros quatro. O grande destaque foi a vitória sobre o Fluminense, por 2 a 0, em 7 de abril, com dois gols de Prado.

No segundo turno, o time somou mais duas vitórias, dois empates e três derrotas, o que foi suficiente para chegarmos a 17 pontos em 18 partidas disputadas, permanecendo, assim, na quinta posição. Novamente, o destaque foi outra vitória sobre o Fluminense, agora por 2 a 1, em tarde inspirada de Domingos Elias, ou simplesmente Dé, que marcou dois gols.

Foi uma campanha muito abaixo do esperado pelos torcedores, tendo em vista as últimas participações banguenses. E foi após o Campeonato Carioca, que a diretoria resolveu trocar o técnico Plácido por Antoninho.

O novo técnico Antoninho também não teve uma vida tranqüila depois que assumiu o cargo. Realizou alguns jogos amistosos e depois entrou na disputa da Taça Guanabara. Como os resultados não apareciam, a diretoria começou a ficar insatisfeita com o estilo adotado pelo novo treinador. Por fim, após a derrota para o América por 1 a 0, em 25 de agosto, decidiu-se que outro técnico seria contrato, para ajudar o Bangu a se reerguer na disputa do importante Torneio Roberto Gomes Pedrosa, a ser iniciado em setembro. Dos sete times que disputaram a Taça Guanabara, o Bangu terminou em último lugar.

Durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o ex-jogador Ocimar, que encerrara sua carreira após o término do Campeonato Carioca de 1968, foi convidado para ser o técnico do Bangu, sendo este seu primeiro trabalho na sua nova profissão.

Mas assim como Plácido e Antoninho fizeram campanhas extremamente irregulares nos seus períodos, Ocimar conseguiu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa - o verdadeiro campeonato brasileiro da época - a 11ª colocação entre 17 clubes participantes, obtendo três vitórias, oito empates e cinco derrotas.

A temporada 1968 que tanto prometia após a conquista inicial do Torneio dos Campeões, em Campinas, terminou em tom baixo para o Bangu. No ano seguinte, haveria eleições no clube, e o próprio presidente Euzébio de Andrade declinou de sua candidatura à mais um mandato. Era o início da crise.

          
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