Rio de Janeiro, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012 - 01h05min
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Apresentação Agradecimentos  Prefácio

 
2007 
 
Time do Bangu durante a disputa da Copa Rio, no primeiro semestre do ano.

Mais um ano perdido na história banguense. Quem pensou que o clube poderia voltar à disputar a primeira divisão do Campeonato Carioca continuou se decepcionando.

A problemática parceria com o Madureira também prosseguia. Com isso, o alvirrubro ficava com os jogadores que o tricolor suburbano não tinha conseguido negociar após a participação no Campeonato Carioca.

E assim, com o que o Madureira tinha de menos valorizado, o Bangu montou sua primeira equipe do ano para a disputa da ressuscitada Copa Rio, um torneio que já ocorrera entre 1990 e 1999, e que geralmente terminava nas mãos do Volta Redonda. Campeões em 1994, 1995 e 1999, o time da Cidade do Aço repetiu o título em 2007.

O Bangu conseguiu montar uma equipe coesa para a Copa Rio, realizada no primeiro semestre, e descobriu no auxiliar-técnico do Madureira, Gabriel Vieira, um excelente treinador para o time. A campanha foi excelente: em 16 jogos, 11 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota (justamente para o Volta Redonda, que nos eliminou na fase semifinal).

Destaque para a incrível goleada sobre o América por 5 x 0 em Édson Passos no dia 16 de junho. Em campo, Jéferson, Daniel, Jádson, Alan Nicácio e Everton; Tiago Costa, Wilson Lino, Vitor Amaro e Michel; Derlei e Aperibé conseguiram abrir uma vantagem sobre o maior rival que o Bangu não alcançava desde 1923. Entretanto, nas semifinais, uma simples derrota por 2 x 1 para o Volta Redonda, em Moça Bonita, decretou a eliminação do melhor time da competição.

Depois desta boa campanha neste torneio preparatório, esperava-se que o Bangu realizasse também um ótimo Campeonato Carioca da 2ª Divisão. Melhor ainda: a Federação decidiu que cinco equipes seriam promovidas à elite, inchando em 16 o número de clubes da primeira divisão.

Mas da Copa Rio para o Campeonato Carioca muita coisa mudou. O técnico Gabriel Vieira foi treinar o time do Guanabara, e o Madureira não fez a mínima questão de mantê-lo para que o Bangu pudesse aproveitar os seus serviços. Com isso, Luiz Cláudio foi improvisado na função. Sem saber o que fazer, sem saber como armar esquemas táticos, os alvirrubros se perderam em campo.

A equipe também piorou muito. Apesar de ainda contar com o bom lateral-esquerdo Everton, o artilheiro Derlei e os meias Wilson Lino, Tiago Costa e Osmar, o fracasso foi inevitável. Num grupo relativamente fácil, que classificava quatro equipes para a segunda fase, o Bangu conseguiu ficar em quinto lugar, atrás de Mesquita, Duque de Caxias, CFZ e Bonsucesso. À frente apenas do Angra dos Reis e do Rubro.

A desastrosa campanha incluiu duas derrotas para o Mesquita, duas para o Duque de Caxias, uma para o Angra dos Reis e outra para o CFZ – totalizando seis. Foram apenas quatro vitórias e dois empates. Por um momento, os banguenses chegaram a achar que tinham se classificado para a segunda fase.

No dia 19 de setembro, na Teixeira de Castro, o árbitro Marcelo de Lima Henrique deu a vitória para o Bangu por WO. O motivo era dos mais curiosos: dentro da ambulância havia apenas um médico e um enfermeiro, quando o Estatuto do Torcedor diz que deve haver dois enfermeiros em cada jogo. A decisão dava os três pontos ao alvirrubro, mas gerou inúmeros protestos.

Não foram poucos os que lembraram que o presidente da Federação era o mesmo Rubens Lopes, ex-dirigente do próprio Bangu. Entretanto, após vários mandatos em Moça Bonita, nenhum torcedor conseguia dizer uma só vez em que Rubinho tinha realmente ajudado o clube.

Por fim, a Federação voltou atrás em sua decisão e anulou a vitória banguense por WO, remarcando o jogo contra o Bonsucesso. Com isso, o Bangu só passaria para a segunda fase se vencesse este confronto. O empate bastava para o time da Zona da Leopoldina se classificar em quarto lugar no grupo.

Quando Ciarelli, Schneider, Douglas Assis, Marcílio e Everton; Marcelo Mendes, Tiago Costa, Thiago Brito e Paulo Victor; Derlei e Dionei entraram em campo, os 33 torcedores do Bangu nas arquibancadas do estádio de Resende já temiam pelo pior. Esta era, provavelmente, uma das formações mais fracas de toda história alvirrubra.

O resultado foi o pior possível: empate em 1 x 1 e a eliminação precoce. O Bonsucesso passava para a segunda fase, mas sua campanha também teria vida curta, sendo logo eliminado.

Entre 24 equipes, o Bangu terminava a Segunda Divisão carioca em 17º lugar. Aproveitando-se da vexatória campanha de clubes tradicionais, os cinco classificados para a primeira divisão foram times do interior: Mesquita, Macaé, Resende, Cardoso Moreira e Duque de Caxias.

De positivo para o clube neste ano de 2007, apenas o retorno da equipe adulta de Futebol de Salão, que fez boa campanha no Campeonato Carioca, chegando até a segunda fase, quando enfim foi eliminado pelo Macaé.

Centenária e destruída

Em 2007, a sede social do Bangu Atlético Clube completou cem anos, desde a sua pomposa inauguração no dia 1º de maio de 1907. Na época, sob a proteção do Diretor-Gerente da Fábrica, João Ferrer, o prédio foi doado para o uso do Casino Bangu.

Infelizmente, após tantos anos, a imponente construção de tijolinhos vermelhos demonstrava sinais de descaso. O administrador da sede, Ângelo Marques, chegou mesmo a sair de lá preso. O motivo foram as “gambiarras” feitas no sistema de eletricidade na tentativa de economizar energia. A fraude foi descoberta no mês de outubro.

Pior que isso só a quebra do padrão arquitetônico da sede com a abertura de várias lojas. De ótica a cabeleireiro, o Bangu abriu diversas salas, sem qualquer planejamento, para qualquer comércio que se propusesse a pagar um aluguel para o clube.

Sem falar no péssimo estado de conservação do salão nobre, do palco, e de toda a estrutura interna e externa.

 
           
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