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Apresentação

 
LETRA M
 

MARINHO
Nome: Mário José dos Reis Emiliano
Nascimento: 23/5/1957
Período: 1983 a 1997
Posição: Ponta-direita
Jogos: 227 (112 v, 71 e, 44 d)
Aproveitamento: 64%
Gols: 83
Expulsões: 2
Estreia: Bangu 1 x 1 Fluminense/BA (30/1/1983)
Despedida:Bangu 1 x 3 Flamengo (30/4/1997)

Certa vez, em entrevista à revista Placar, em 1985, Marinho – no auge da forma – perguntava aos leitores: “Marinho é ou não herói?”. O ponta-direita, praticamente sinônimo dos bons tempos do Bangu, não se referia ao futebol, às belas atuações que davam alegrias aos torcedores alvirrubros. O camisa 7 referia-se à sua vida sofrida e que, enfim, após muito batalhar, tinha conseguido virar a mesa.
Nascido numa área pobre do bairro de Santa Ifigênia, em Belo Horizonte, Marinho era o sétimo filho de uma lavadeira que, ao invés de roupas, lavava cadáveres no necrotério da polícia mineira.
O garoto passou fome, passou frio, foi catador no lixão de Belo Horizonte, começou a andar com más companhias, até ser internado num reformatório da polícia em Pirapora.
A vida de sofrimentos só começou a melhorar quando um massagista do Atlético Mineiro o levou para treinar nas categorias de base do “Galo”. Não havia a certeza que Marinho daria certo como jogador, mas era uma esperança de livrá-los das ruas, dos bares e do cigarro, que já começava a usar com 12 anos.
Com a bola nos pés, o “crioulinho” agradou. Galgou espaço no clube alvinegro e em 1975 – com 18 anos – era transformado em profissional, pelas mãos do técnico Telê Santana.
Em 1976, foi convocado para a Seleção Brasileira de amadores que iria disputar os Jogos Olímpicos de Montreal. A carreira deslanchava, mas Marinho começava a se perder na fartura, nos prêmios, nos bichos. Com farra todos os dias, natural que o seu futebol fosse decaindo, ficasse na reserva do timaço que o Atlético tinha montado e, em 1979, fosse vendido para o América de São José do Rio Preto, onde teria que, praticamente recomeçar a carreira.
No interior, Marinho brilhou. Foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1980; foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos de 1981 e regressou para o Atlético Mineiro em 1982, por empréstimo de cinco meses.
Marinho era cobiçado por grandes clubes. Grêmio, Internacional, Santos, Cruzeiro, Flamengo queriam o passe do ponta-direita, mas o presidente do América (SP) não liberava o jogador por quantia nenhuma.
Até que o Patrono do Bangu, Castor de Andrade, foi até São José do Rio Preto. Numa negociação irritante, em que Castor era chamado de “Esquilo de Andrade” pelo tal de Birigui, o “homem forte” decidiu a questão colocando o revólver em cima da mesa com uma das mãos e assinando com a outra um cheque de 40 milhões de cruzeiros, mais o passe do ponta-direita Dreyfus.
Em janeiro de 1983, Marinho chegou ao Rio com 300 mil cruzeiros no bolso e hospedagem no Hotel Plaza, por ordem do “homem”.
No Bangu, Marinho demorou um tempo para se adaptar e deslanchar. Estreou durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1983 e passou em branco. Só foi marcar o seu primeiro gol com a camisa alvirrubra num amistoso contra o Botafogo da Paraíba, em João Pessoa. Mas, depois que se adaptou ao clima, ao grupo, foi um dos grandes nomes do time na campanha do Campeonato Carioca naquele ano. O time chegou em terceiro lugar, Marinho fez partidas incríveis, principalmente uma contra o América, no Maracanã, quando marcou dois gols. A vida começava a melhorar.
Em 1984, fez um péssimo Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, mas se regenerou ajudando o time a conquistar a XIV President´s Cup – um torneio internacional disputado na Coréia do Sul. No Carioca, foi o herói de uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, ao anotar os dois gols. Com boas apresentações, Marinho era todo sorriso, tido como o jogador mais irreverente do futebol carioca. Soma-se a isto os bichos gordos de Castor de Andrade, que propiciaram a Marinho morar em um casarão no bairro de Jacarepaguá.
Seu grande ano foi realmente 1985, quando foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, ganhando a Bola de Ouro da revista Placar. O hábil ponta-direita colocou o time nas costas durante a fase final e levou o Bangu até a decisão contra o Coritiba. Antes disso, tinha acabado com o Brasil de Pelotas, nas semifinais, anotando dois gols belíssimos.
O craque tinha a certeza do título, assim como as 91 mil pessoas que lotaram o Maracanã naquela noite de quarta-feira. Autor de 16 gols naquele Campeonato, Marinho era o vice-artilheiro do Brasileirão. Em campo, jogou tudo que sabia.
Com o placar empatado em 1 a 1, Marinho teve a chance de ouro aos 40 minutos do 2º tempo. Ele pegou a bola no meio de campo driblou um, entrou na área e passou como quis pelo quase intransponível goleiro Rafael e viu o zagueiro Gomes embaixo da trave. Marinho fez o mais improvável: deu um leve toque por baixo das pernas do beque. Era um golaço: Bangu 2 a 1 e campeão brasileiro. O camisa 7 saiu para comemorar o gol que, com certeza, o levaria para a Seleção Brasileira, que consagraria sua carreira para sempre.
Porém, o estridente apito do árbitro Romualdo Arppi Filho paralisou a festa dos banguenses. Alegou impedimento no lance, embora tenha demorado demais para marcar – só o fez quando a bola já estava dentro do gol – e ignorou por completo a marcação do auxiliar que correu para o meio validando o lance. Um momento triste, estranho, polêmico, que prejudicou imensamente o Bangu.
Marinho ainda converteria sua cobrança na hora das penalidades, mas o título fugiu do Bangu. “Aquele gol ia me consagrar para o resto da vida” – lamenta o craque em qualquer entrevista que dá.
Mesmo valorizado, com o Flamengo tentando comprá-lo, Marinho continuou no Bangu para o Campeonato Carioca. Fez outra grande campanha até chegar a final contra o Fluminense. O ponteiro fez 1 a 0, gol de cabeça logo aos 4 minutos. O tricolor virou. No último minuto, Marinho fez um lançamento de um campo a outro para Cláudio Adão aproveitar. O centroavante foi derrubado na área, desta vez o “larápio” era José Roberto Wright, que não marcou a falta. Marinho perdia, outra vez por causa da arbitragem, a chance de ganhar um título em 1985.
O erro (ou o roubo) custou a Marinho 60 milhões de cruzeiros, que seria o prêmio que Castor de Andrade pagaria ao seu melhor craque pela conquista.
Apesar de tanto drama, Marinho era um profissional e em 1986 viveu outra frustração. Foi convocado pelo técnico Telê Santana para os treinamentos da Seleção Brasileira. Estava no grupo que poderia ir à Copa do Mundo do México. Mas, não foi aproveitado. Fez apenas dois amistosos, chegou a marcar um gol de cabeça diante da Finlândia, mas foi cortado pelo treinador. O craque estava acabado. Perdeu a cabeça. Foi aos jornais e denunciou Telê como “racista”, passou a peregrinar pelos bares, voltou a beber, a fumar, perdeu a alegria de jogar futebol. Pelo Bangu, fez uma temporada apagada.
Voltou a jogar seu bom futebol em 1987, garantindo para o Bangu o título da Taça Rio, referente ao 2º turno do Campeonato Carioca e ainda ajudou o clube alvirrubro a chegar às semifinais do Campeonato Brasileiro, perdendo para o Sport, que acabaria se tornando o polêmico campeão daquele ano (em eterna disputa de tribunais com o Flamengo).
Voltou a ser notícia de jornal, chegaram a dizer que Marinho estaria sendo negociado com o Paris Saint Germain, da França pela quantia fenomenal de 15 milhões de cruzados. Já cansado de tantas frustrações com a bola, Marinho advertia em entrevista ao O Globo:
“Pelo amor de Deus, que ninguém bote olho grande na minha venda. Além do Paris Saint-Germain, existe um clube belga querendo comprar meu passe. Posso ir para qualquer clube da Europa, como também acabar ficando o resto da vida no Brasil, jogando no Flamengo... de Varginha”.
Realmente, Marinho não foi para a Europa. No início de 1988, Castor de Andrade “presenteou” o bicheiro Emil Pinheiro, do Botafogo, com os passes do ponta-direita, do zagueiro Mauro Galvão e do meio-campo Paulinho Criciúma. A negociação não envolveu dinheiro e sim muitos pontos de bicho que eram de Emil passaram a ser de Castor.
No Botafogo, Marinho poderia decolar se não fosse outra tragédia pessoal. Durante o Carnaval daquele ano, quando dava entrevista a uma emissora de TV em sua mansão em Jacarepaguá, o filho Marlon, de um ano e sete meses, caiu dentro da piscina, ninguém viu e o garotinho morreu afogado.
A decepção foi enorme. Em pouco tempo, Marinho estava separado da esposa, tinha largado os treinos, abandonara a mansão, passara a dormir dentro do Mercedes-Benz que tinha na época. Vivia bebendo e sequer tomava banho.
“A Mercedes era minha casa e seu porta-malas, meu guarda-roupa. Ali eu dormia bêbado” – confessou o ponta.
No Botafogo, jamais conseguiu se fixar entre os titulares e durante o título carioca do alvinegro em 1989, Marinho disputou apenas três jogos. Estava descendo a ladeira. Jamais ganharia os mesmos salários de antes.
O futebol imitava a própria vida e estava totalmente indefinido para o jogador. O alvinegro não queria mais o “problemático” Marinho e ele voltou ao Bangu no segundo semestre de 1989. Foi agraciado com uma vaga na excursão à Europa – sendo reserva de Gilson na ocasião -, mas teve poucas chances durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão daquele ano.
Em 1990, voltou para outra paixão antiga: o América de São José do Rio Preto. No final do ano, retornou ao Bangu para a disputa da Taça Adolpho Bloch. Depois, foi jogar no desconhecido San José Oruro, da Bolívia, sua única experiência em clubes do exterior.
O técnico Moisés tentou trazê-lo para o Bangu, dar mais uma chance ao jogador em 1993, mas aos 35 anos e após uma vida desregrada, Marinho fez apenas dois amistosos. Em 1994, novamente Moisés tentou trazê-lo de volta ao mundo do futebol, novamente Marinho decepcionou, realizando apenas um jogo pelo alvirrubro durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão.
A carreira já tinha acabado, mesmo assim, ainda assinou contrato com o Entrerriense, em 1995 e com o São Cristóvão, em 1996. Em 1997, com 40 anos, fez suas últimas partidas pelo Bangu durante o Campeonato Carioca. Era um reserva de luxo, que entrava quando o jogo já estava decidido, só para o deleite dos torcedores mais saudosistas.
O “herói” dos anos 80, o jogador que foi o melhor do país em 1985 e que tinha enfrentado tantas adversidades na vida, parava definitivamente. O dinheiro que tinha ganho nos tempos fartos de Castor acabara, surrupiado por más companhias e inúmeras bebedeiras. Marinho estava pobre de novo e passou a treinar times das categorias de base do próprio Bangu, do Ceres (RJ) e do Juventus (RJ). Ensinava aos garotos que era preciso ter comprometimento com o futebol, não perder a cabeça como ele e valorizar as oportunidades que aparecessem.
Era um outro Marinho, o ponta que chegou a ser comparado com Garrincha. Era o ídolo Marinho, o décimo maior artilheiro do Bangu, com 83 gols.

Todos os 83 gols de Marinho pelo Bangu:
Vasco (6), Fluminense (5), Bonsucesso (5), Desportiva (4), Volta Redonda (4), América (4), Brasil-RS (3), Goytacaz (3), Olaria (3), Porto Alegre-RJ (3), Flamengo (3), Leônico (2), Lierse-BEL (2), Mixto (2), Madureira (2), Sobradinho (2), Campo Grande (2), Botafogo (2), Sport (2), Botafogo-PB (1), Campinense (1), América-SP (1), Rio Branco (1), Bahia (1), Seleção de Honduras (1), Bayer Leverkusen-ALE (1), Friburguense (1), Corumbaense (1), Uberlândia (1), Villa Nova-MG (1), Seleção da Coréia do Sul (1), Seleção do Iraque (1), Internacional (1), Americano (1), Entrerriense (1), Deportivo Quito-EQU (1), Mesquita (1), Barcelona-EQU (1), Joinville (1), Portuguesa-RJ (1), Cabofriense (1), Vitória (1), Selecionado de Valença (1).



MACAÉ
Nome: -
Período: 1957
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 e)
Gols: -
Três décadas antes de Fernando Macaé, o Bangu já tinha tido um jogador apelidado de “Macaé”, oriundo dos juvenis, que atuou apenas durante uma partida do Torneio Início de 1957, ou seja, jogou apenas 20 minutos.



MACIEL
Nome: Otaviano Raimundo Maciel
Nascimento: 22/3/1970      
Período: 1990 a 1995
Posição: Meio-campo
Jogos: 142 (49 v, 53 e, 40 d)
Aproveitamento: 53%
Gols: 8
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 1 x 0 Canto do Rio (20/5/1990)
Despedida:Bangu 1 x 3 Flamengo (19/2/1995)

Cria das divisões de base do Bangu, o mineiro Maciel foi vice-campeão carioca de juvenis em 1987 e continuou progredindo nas categorias menores até que foi lançado entre os profissionais em 1990.
Inicialmente fazia às vezes de volante, depois passou a ser um meia de ligação, ajudando na criatividade do time.
Bom de bola, passou a ser titular absoluto a partir de 1991. Em 1993, seu melhor ano no clube, Maciel ganhou o status de cobrador oficial de pênaltis, escolhido pelo técnico Moisés, que era um dos grandes defensores de seu futebol.
Em 1995, porém, com a chegada de inúmeros jogadores do empresário Pedrinho Vicençote, Maciel foi relegado à reserva pela primeira vez. Atuou pouco naquele Campeonato Carioca e, pelo menos, teve a sorte de ser negociado com o Bahia. Acabava, assim, o ciclo de um jogador que se dedicou integralmente às cores vermelha e branca.



MACULA
Nome: Marco Aurélio dos Santos
Nascimento: 22/5/1968      
Período: 1986 a 1996
Posição: Meio-campo
Jogos: 183 (58 v, 63 e, 62 d)
Aproveitamento: 49%
Gols: 25
Expulsões: 2
Estreia: Bangu 1 x 1 Santos (26/11/1986)
Despedida:Bangu 0 x 4 América (29/6/1996)

De lavador de carros dos jogadores do Bangu, passando por gandula até se tornar atleta dos juniores, Macula traçou uma longa trajetória dentro do clube. Lançado por Paulo César Carpeggiani numa partida do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão contra o Santos, em 1986, Macula era uma grande promessa do alvirrubro nos anos 80.
Em 1987, foi campeão carioca de juniores e passou a ser mais aproveitado entre os profissionais, conseguindo se firmar a partir do segundo semestre daquele ano.
Figura folclórica, sempre brincalhão, Macula tornou-se famoso por esse seu lado extra-campo. Nunca chegou a ser craque, mas fazia seus gols e era um meia que não cansava nunca e levava o Bangu ao ataque.
Ao final do Campeonato Carioca de 1990, quando novamente se destacou, o Bangu vendeu o seu camisa 10 para o Fluminense. Das Laranjeiras, Macula foi para o Vasco, Palmeiras (onde fez apenas 16 jogos) e regressou ao Bangu para participar do Campeonato Carioca de 1995.
Naquele ano, Macula se especializou em marcar gols em cima do Flamengo, tornando-se um verdadeiro carrasco rubro-negro. Infelizmente, no segundo semestre, deixou o alvirrubro para atuar no Bahia, durante o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão.
Voltou ao alvirrubro, pela última vez, jogando o Campeonato Carioca de 1996, já sem muita projeção dentro de campo, embora fora dele o seu jeito malemolente e extrovertido continuasse cativando a todos.
Marcou 24 gols com a camisa do Bangu, cinco deles somente em cima do Flamengo.
Ao encerrar a carreira, virou corretor de imóveis.


MACUMBA
Nome: -
Período: 1946 a 1947
Posição: Goleiro
Jogos: 15 (4 v, 11 d)
Gols sofridos: 49
O grandalhão goleiro Macumba disputou apenas duas temporadas pelo Bangu. Mas jamais conseguiu se fixar no posto de titular. Em 1946, era o reserva de Robertinho; em 1947, “esquentou banco” para Rossari. Também pudera, Macumba tinha uma alta média de mais de 3 gols sofridos por partida. Depois, foi jogar no Clube Esportivo Mauá (RJ).


MADEIRA
Nome: José Pedreira Soares
Período: 1947 a 1949
Posição: Meio-campo
Jogos: 30 (14 v, 4 e, 12 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Trazido do Villa Nova (MG), Madeira era um o meia de características defensivas. Ficou no Bangu até 1949, quando já tinha perdido o espaço no time titular e ficava na reserva de Guálter.


MADUREIRA
Nome: Rubens Lopes da Costa
Período: 1941 a 1943
Posição: Atacante
Jogos: 70 (19 v, 9 e, 42 d)
Gols: 15
Expulsões: 1
Vindo do América Mineiro, o atacante Madureira – apelido, que na época, significava “malandragem, excesso de esperteza” – jogou apenas três temporadas pelo Bangu, mas acabou deixando um legado (ou um fardo) para o clube. Seu filho, de mesmo nome, foi presidente do alvirrubro no triênio 1989/90/91 e no biênio 2001/02.


MAGNO
Nome: Magno Ribeiro Ferreira
Período: 2014 a 2017
Posição: Volante
Jogos: 43 (15 v, 10 e, 18 d)
Gols: 4
Bastante jovem, o volante Magno foi lançado entre os profissionais durante a Copa Rio de 2014, quando o Bangu colocou em campo um time bastante fraco. No entanto, conseguiu se destacar e ser mantido como titular para as temporadas seguintes.


MAGNO NUNES
Nome: Magno Nunes Rodrigues
Período: 2017
Posição: Lateral-direito
Jogos: 6 (3 v, 2 e, 1 d)
Gols: -
Vindo do Itabaiana (SE), o lateral-direito Magno Nunes era uma verdadeira “avenida” por onde os adversários entravam facilmente no sistema defensivo banguense. Atuou poucas vezes e nunca agradou.


MAGNUM
Nome: Magnum Rafael Farias Tavares
Período: 2016
Posição: Meio-campo
Jogos: 14 (4 v, 3 e, 7 d)
Gols: 2
Jogador experiente, o meia Magnum desembarcou em Moça Bonita em 2016, quando já tinha 34 anos e vestido a camisa de uma série de clubes, incluindo Paysandu, Santos e São Caetano. Atuou bem durante o Campeonato Carioca, marcando dois gols. 


MAGRÃO
Nome: -
Período: 1996
Posição: Meio-campo
Jogos: 2 (1 v, 1 d)
Gols: -
Ex-jogador do Volta Redonda, Magrão jogou apenas duas partidas pelo Bangu durante a Taça Cidade Maravilhosa de 1996 e retornou para o time da Cidade do Aço.


MAICON
Nome: Maicon Thiago Pereira de Souza
Período: 2006
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (4 v)
Gols: 2
Emprestado pelo Madureira para a disputa do Torneio Seletivo de 2006, Maicon era bastante habilidoso, mas não pode ficar até o fim da competição. Após quatro jogos – e dois gols marcados – o Madureira suspendeu o empréstimo com o Bangu e o repassou ao Botafogo, onde sua carreira teria mais visibilidade.


MALAGUTI
Nome: Raul Malaguti
Período: 1915
Posição: Goleiro
Jogos: 5 (1 v, 1 e, 3 d)
Gols sofridos: 17
Malaguti chegou a jogar quatro partidas pelo Bangu em 1915, mesmo sendo o goleiro reserva de Vidal. Sofreu muitos gols e perdeu a chance de se firmar no posto.


MANECA
Nome: Manuel Marinho Alves
Período: 1956 a 1957
Posição: Centroavante
Jogos: 6 (4 v, 2 d)
Gols: -
Centroavante de renome no Vasco e na Seleção Brasileira, o baiano Maneca veio para o Bangu em 1956, mas não conseguiu fazer um único gol com a camisa alvirrubra em seis jogos. Saiu em 1957, indo para o Fluminense de Feira de Santana, onde encerrou a carreira. Suicidou-se em 1961.


MANFRENATTE
Nome: Antônio Manfrenatte
Período: 1913 a 1917
Posição: Atacante
Jogos: 4 (2 v, 1 e, 1 d)
Gols: -
Como atacante, o nome de Manfrenatte passou despercebido. No entanto, entre 1938 e 1943, foi técnico do time do Bangu, comandando os “Mulatinhos Rosados” em 131 partidas.


MANOEL
Nome: Manoel Nascimento
Período: 1921
Posição: Ponta-direita
Jogos: 1 (1 e)
Gols: 1
Tecelão da Fábrica Bangu e morador da Rua Agrícola, no próprio bairro, Manoel jogou apenas uma vez: uma partida amistosa contra o Andarahy, em 1921. Teve a chamada “sorte de principiante”, marcando um dos gols banguenses.


MANU PAULISTA
Nome: João Manuel Rocha Monteiro Corrêa
Período: 1988 a 1989
Posição: Centroavante
Jogos: 16 (3 v. 8 e, 5 d)
Gols: 3
Ex-jogador do São Paulo e do Internacional, Manu Paulista veio para o Bangu disputar o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1988, marcou três gols importantes, mas não impediu o rebaixamento do time. Em 1989, deixou o alvirrubro, negociado com o América de Natal.


MANUEL
Nome: -
Período: 1982 a 1983
Posição: Zagueiro
Jogos: 3 (1 v. 2 d)
Gols: -
Expulsões: 1
O grandalhão zagueiro Manuel jogou apenas três vezes pelo Bangu e curiosamente só enfrentou adversários alvinegros: Botafogo, duas vezes, e Americano. Numa época em que a zaga era formada por Tecão e Renê, Manuel não tinha a mínima chance.


MANUEL FERNANDES
Nome: Manuel Fernandes
Período: 1911
Posição: Meio-campo
Jogos: 1 (1 v)
Gols: -
Funcionário da fábrica, Manuel Fernandes atuou apenas uma vez pelo Bangu, numa partida contra o Esperança (6 x 2), em 1911.


MANUEL MAIA
Nome: Manuel Maia
Período: 1905 a 1910
Posição: Goleiro
Jogos: 30 (21 v, 2 e, 7 d)
Gols sofridos: 41
De todos os jogadores dos seis times que participaram do primeiro Campeonato Carioca da história, em 1906, o goleiro banguense Manuel Maia era o único negro entre eles. Junto com o mulato Francisco Carregal, que na época jogava pelos segundos quadros, Manuel Maia foi proibido pela Liga Metropolitana de tomar parte no campeonato de 1907 justamente pela cor de sua pele. O Bangu, indo contra os princípios racistas da Liga, resolveu abandonar a entidade e ficar ao lado de seus dois jogadores. Manuel Maia jogou pelo alvirrubro até 1910, tendo uma passagem também pelo Esperança do Marco Seis.


MANUEL VILLAS BOAS
Nome: Manuel Villas Boas
Período: 1911
Posição: Meio-campo
Jogos: 1 (1 v)
Gols: -
Filho do português José Villas Boas, presidente do Bangu em 1905 e 1918 e mestre da seção de gravura da Fábrica, Manuel Villas Boas – apelidado de “Manduca” – era mais ligado ao time do Esperança do Marco Seis do que ao Bangu. Mesmo assim, fez um único jogo com a camisa alvirrubra em 1911: um amistoso contra o Cascadura.


MANUELZINHO
Nome: Manuel Gomes da Silva
Período: 1907 a 1911
Posição: Atacante
Jogos: 17 (6 v, 11 d)
Gols: 3
Manuelzinho jogou como atacante no início da história do clube, sem grande destaque. Jogou também no vizinho Esperança do Marco Seis.


MANUELZINHO
Nome: Manuel Ferreira Machado
Período: 1935
Posição: Centroavante
Jogos: 4 (1 e, 3 d)
Gols: -
Vindo do São Cristóvão, Manuelzinho disputou apenas quatro partidas na temporada de 1935 e não conseguiu se firmar no time do Bangu.


MANUELZINHO
Nome: Manuel José Dias
Período: 1965 a 1966
Posição: Centroavante
Jogos: 10 (5 v, 2 e, 3 d)
Gols: 4
Expulsões: 1
Ex-jogador do Flamengo e do Corinthians, o mineiro Manuelzinho veio para o Bangu em 1965, mas não conseguiu obter o mesmo sucesso. Fez todos os seus quatro gols com a camisa alvirrubra em um único jogo: um amistoso contra o Bonsucesso.


MÃO DE ONÇA
Nome: Armando Giorni
Período: 1949
Posição: Goleiro
Jogos: 9 (5 v, 4 d)
Gols sofridos: 14
Emprestado pelo Atlético Mineiro para o Campeonato Carioca de 1949, com a missão de substituir o lesionado Luiz Borracha, Mão de Onça ficou no clube apenas aquela temporada e em 1950 já estava novamente vestindo a camisa do Atlético. Faleceu em 2007, aos 85 anos.


MAQUINISTA
Nome: João Nepomuceno Facundo
Período: 1935 a 1936
Posição: Atacante
Jogos: 18 (5 v, 7 e, 6 d)
Gols: 8
Maquinista ganhou o apelido pela profissão que exercia. Bom atacante, disputou os Campeonatos Cariocas de 1935 e 1936. Depois, foi jogar na Portuguesa (RJ). Voltou ao Bangu nos anos 40 para atuar na equipe de veteranos.


MARCÃO
Nome: Marcos Antônio Nunes Passos
Período: 1989 a 1991
Posição: Zagueiro
Jogos: 52 (16 v, 18 e, 18 d)
Gols: 1
Expulsões: 2
Cria das categorias de base do Bangu, o zagueiro Marcão foi promovido aos profissionais durante o Campeonato Carioca de 1989. Em 1992, foi vendido ao Campomaiorense (Portugal), mas regressou ao Brasil para jogar pelo Olaria e encerrar a carreira no Itaperuna.



MARCÃO
Nome: Marco Aurélio de Oliveira
Nascimento: 22/7/1972
Período: 1993 a 2011
Posição: Volante
Jogos: 227 (80 v, 78 e, 69 d)
Aproveitamento: 52%
Gols: 16
Expulsões: 7
Estreia: Bangu 1 x 0 Botafogo/SP (9/2/1992)
Despedida:Bangu 1 x 3 Boavista (3/3/2011)

Nascido na serrana Petrópolis, mas criado em Santíssimo, Marcão começou a jogar no Bangu em 1990, nos juniores. Foi promovido aos profissionais em 1992 e passou a ganhar espaço no elenco do técnico Moisés até se tornar peça imprescindível no meio-campo alvirrubro.
Atuando sempre com muita garra, Marcão era um volante moderno, que também sabia ir para o ataque e marcava alguns gols. O mais bonito deles ocorreu contra o Campo Grande, pelo Campeonato Carioca de 1995: um legítimo gol de bicicleta.
Entre 1996 e 1998, como o Bangu disputava partidas apenas no primeiro semestre, era sempre emprestado ao término do Campeonato Carioca. Desta forma, jogou no Criciúma (em 96 e 97) e no Bragantino (em 98).
Em 1999 fez seu melhor Campeonato pelo Bangu, anotando cinco gols no Carioca e sendo um dos artilheiros do time. Tamanho destaque chamou a atenção do Fluminense, que comprou o passe do volante. Ficou nas Laranjeiras até 2006, transformando-se em um ídolo dos tricolores. Depois, peregrinou por diversos clubes: Cabofriense, Juventude, Joinville, CFZ até regressar a Moça Bonita.
Marcão reestreou num momento de crise, o time vinha mal no Campeonato Carioca de 2009, mas foi só o volante chegar que a equipe cresceu de produção. Veterano, correndo bem menos que em outros tempos, valendo-se mais da experiência do que da raça, Marcão continuou no time até 2011, quando, numa emergência, deixou de ser jogador e virou técnico do próprio Bangu, após a saída do treinador Gabriel Vieira em meio ao Campeonato Carioca.
Começava desta forma, pouco planejada, uma mudança na vida profissional do simbólico Marcão.


MARCÃO
Nome: Marcos Wilson da Silva
Período: 2016
Posição: Zagueiro
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Jogador muito jovem vindo do Audax (RJ), Marcão viajou com o Bangu até o Vietnã para participar da BTV Cup e só atuou uma vez, numa derrota para o SHB Da Nang. Depois disso, não teve outra chance.


MARCÃO JÚNIOR
Nome: Marcos Abreu Machado
Período: 2003 a 2004
Posição: Volante
Jogos: 25 (5 v, 8 e, 12 d)
Gols: 1
Marcos tinha o mesmo nome e jogava na mesma posição de volante do antigo ídolo Marcão, nada mais natural que o garoto, vindo das categorias de base do próprio Bangu, ganhasse o apelido de “Marcão Júnior”. Seu futebol, no entanto, estava bem distante do antigo dono da camisa 5. Era titular do time que foi rebaixado no Campeonato Carioca de 2004 e, após esse fracasso, Marcão Júnior foi negociado com o Tubarão (SC). Chegou a marcar um gol diante do Olaria.


MARCELINHO
Nome: Marcelo Luiz Cañedo Rodrigues
Período: 1985 a 1988
Posição: Ponta-direita
Jogos: 88 (37 v, 24 e, 27 d)
Gols: 13
Expulsões: 1
Marcelinho era apontado como a grande revelação do Bangu em meados dos anos 80, um substituto natural do ídolo Marinho. Quando estreou, aos 20 anos, durante o Campeonato Carioca de 1985, realmente tinha mostrado muita disposição e oportunismo. Seu futebol, porém, foi decaindo à medida que ia crescendo. Fez uma temporada razoável em 1986 e caiu em desgraça durante o Campeonato Carioca de 1987, ao ser expulso infantilmente na partida decisiva contra o Vasco pelo Triangular Final. A promessa de craque transformava-se em um jogador desequilibrado e o Bangu não conseguiu vendê-lo para o futebol suíço por 200 mil dólares, como se esperava. Para piorar, em 1988, foi rebaixado com o time no Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. Em 1989, foi logo vendido para o Mogi Mirim. Jogou ainda na Ponte Preta e no Santa Cruz antes de encerrar a carreira, que não vingou de jeito nenhum.


MARCELO
Nome: Marcelo Pereira
Período: 1948
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 1 (1 v)
Gols: 1
Sujeito de sorte, o ponta-esquerda Marcelo entrou em um único jogo – aproveitando-se da ausência do titular Zezinho – e marcou um gol na vitória do Bangu sobre o Olaria (2 x 1), pelo Campeonato Carioca de 1948. Depois, foi transferido para o Palmeiras de Franca (SP).



MARCELO
Nome: Marcelo Trindade dos Santos
Nascimento: 25/1/1959
Período: 1980 a 1984
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 131 (64 v, 37 e, 30 d)
Aproveitamento: 62%
Gols: 7
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 1 x 2 Ferroviária (24/2/1980)
Despedida:Bangu 4 x 2 Olaria (15/7/1984)

Mais do que as boas atuações com a camisa 11 do Bangu, o que chama a atenção no ponta-esquerda Marcelo é o fato de que ele, realmente, é um torcedor alvirrubro.
Cria das categorias de base, Marcelo ou “Marcelinho” foi promovido aos profissionais, com 21 anos, disputando a Taça de Prata de 1980, ao lado dos veteranos que Castor havia contratado para reforçar o time.
O jovem surpreendeu positivamente e ao final do ano, aparecia como uma das revelações de 1980 pela revista Placar. “Sou atrevido, irrito meus marcadores de tanto dribá-los” – dizia Marcelo, do alto de seu 1m60.
Marcelo continuou como titular nas temporadas de 1981 e 1982, mas passou a perder espaço a partir de 1983, quando outro ponta-esquerda foi contratado: Ado, vindo do Madureira.
Em 1984, sempre relegado à reserva, poucas vezes aproveitado pelo técnico Moisés, o “atrevido” Marcelo foi negociado ao término do Campeonato Carioca, perdendo a chance de jogar no grande time que se armava para 1985.
Do Bangu, onde fez muitos jogos e poucos jogos, Marcelo passou a rodar por vários clubes. Atuou pela Inter de Limeira, Cabofriense, Madureira, Uberaba, Nacional (AM), Rio Branco, Desportiva, encerrando a carreira no Guarapari, cidade onde resolveu morar e de onde continua torcendo, à distância, para o vermelho e branco de Moça Bonita.


MARCELO
Nome: Marcelo Corrêa da Costa
Período: 1986 a 1993
Posição: Lateral-direito
Jogos: 80 (25 v, 34 e, 21 d)
Gols: 3
Cria da casa, Marcelo ou “Marcelinho” era um bom lateral-direito. Estreou entre os profissionais no Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1986, fazendo apenas um jogo. Depois disso, só voltou a ter outra chance na temporada de 1988, quando desbancou Bimba e assumiu de vez a camisa 2 do Bangu. Saiu do clube em 1989 para jogar no Campo Grande, retornando em 1991. Viveu seu grande momento no Campeonato Carioca de 1993, ao marcar gols importantes contra Botafogo e Flamengo.


MARCELO
Nome: Marcelo Moreira Fernandes
Período: 2003 a 2004
Posição: Atacante
Jogos: 18 (3 v, 7 e, 8 d)
Gols: 8
O atacante Marcelo estava no grupo que foi rebaixado no Campeonato Carioca de 2004, mesmo assim, conseguiu – graças ao apoio dos empresários – ser vendido para o Flamengo. Não agradou na Gávea e logo foi negociado com o Caxias (RS).


MARCELO
Nome: Marcelo Macedo de Menezes
Período: 2010
Posição: Atacante
Jogos: 9 (5 v, 3 e, 1 d)
Gols: -
Típico caso do “atacante que não faz gols”, Marcelo até que se destacou pelo Rubro de Araruama, mas quando veio para o Bangu não conseguiu balançar as redes, nem se fixar como titular. Daí, foi jogar no Sampaio Corrêa de Saquarema. 


MARCELO ALVES
Nome: Marcelo Alves
Período: 1995
Posição: Meio-campo
Jogos: 20 (8 v, 5 e, 7 d)
Gols: 1
Marcelo Alves disputou apenas o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1995 pelo Bangu. Era homônimo de um jogador do Botafogo que, no mesmo ano, se consagraria como campeão brasileiro pelo clube alvinegro. O Marcelo Alves banguense, no entanto, teve bem menos sorte na carreira. Marcou seu único gol diante da Ponte Preta


MARCELO ARAÚJO
Nome: Marcelo Gonçalves Domingos Araújo
Período: 1986 a 1987
Posição: Lateral-direito
Jogos: 23 (9 v, 9 e, 5 d)
Gols: -
Cria das categorias de base, Marcelo Araújo era irmão gêmeo do goleiro Alexandre, falecido em um acidente de carro no Carnaval de 1987. Lançado entre os profissionais por Paulo César Carpeggiani em 1986, Marcelo teve que brigar muito para conseguir jogar, afinal disputava a posição com Márcio Nunes, Velto e Jacimar. Saiu do Bangu ao final do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1987, quando era reserva de Edevaldo, e foi para o América. Atuou também por Cabofriense, Avaí, Tupi e Santa Cruz.


MARCELO BARRETO
Nome: Marcelo Barreto Serralha
Período: 1995
Posição: Zagueiro
Jogos: 18 (5 v, 8 e, 5 d)
Gols: -
Apesar de ter o mesmo sobrenome do técnico Ricardo Barreto, o zagueiro Marcelo, vindo do Fluminense, não era parente do treinador. Os dois trabalharam juntos durante o Campeonato Carioca de 1995, única competição que Marcelo fez com a camisa alvirrubra. Jogou também no CSA.


MARCELO CARDOSO
Nome: Marcelo Cardoso
Período: 1993 a 2000
Posição: Meio-campo
Jogos: 99 (36 v, 34 e, 29 d)
Gols: 7
Expulsões: 1
Cria das categorias de base do clube, Marcelo Cardoso virou profissional em 1993, quando o técnico Moisés resolveu aproveitá-lo. Atuando no meio-campo, mas podendo fazer as vezes de lateral-direito, era um jogador versátil. Saiu do clube em 1995, indo jogar na Tunísia, na Finlândia e na Venezuela, regressando ao clube em 1997. Porém, já não era mais titular absoluto do meio-campo, brigando pela posição com Edílson e Renatinho. Ficou em Moça Bonita até o ano 2000, quando se transferiu para o futebol colombiano. Quando regressou ao Brasil, passou a rodar por vários clubes do Rio: América, Portuguesa, Boavista, Duque de Caxias e Cabofriense ainda o viram jogar.


MARCELO CARIOCA
Nome: Marcelo Antunes Estevam
Período: 2010
Posição: Atacante
Jogos: 2 (2 v)
Gols: -
Vindo do Veranópolis (RS), Marcelo Carioca teve duas oportunidades durante o Campeonato Carioca de 2010, mas desperdiçou a chance perdendo gols certos nas duas partidas que disputou. Foi logo dispensado.


MARCELO CRUZ
Nome: Marcelo Cruz
Período: 1998
Posição: Meio-campo
Jogos: 5 (1 v, 3 e, 1 d)
Gols: -
Reserva de Edílson no Campeonato Carioca de 1998, Marcelo Cruz fez apenas cinco jogos pelo Bangu.


MARCELO FERNANDES
Nome: Marcelo Fernandes
Período: 2012 a 2014
Posição: Atacante
Jogos: 28 (11 v, 9 e, 8 d)
Gols: 7
Trazido pelo Bangu por empresários, o atacante Marcelo Fernandes estava jogando na 2ª Divisão espanhola. Em Moça Bonita, começou fazendo boas partidas e marcando gols durante o Campeonato Carioca de 2012. Mas quando o técnico Cleimar Rocha assumiu o comando do time, acabou deixando o atacante de 21 anos no banco de reservas.


MARCELO GOMES
Nome: Marcelo Gomes
Período: 1999
Posição: Zagueiro
Jogos: 13 (6 v, 5 e, 2 d)
Gols: -
Expulsões: 1
O zagueiro Marcelo Gomes foi titular apenas durante a disputa da Copa Rio de 1999.


MARCELO HENRIQUE
Nome: Marcelo Henrique dos Santos
Período: 1990 a 1994
Posição: Atacante
Jogos: 63 (22 v, 26 e, 15 d)
Gols: 18
Expulsões: 2
Vizinho do campo de Moça Bonita, Marcelo Henrique passou parte da adolescência fazendo pequenos serviços no Bangu. Ao mesmo tempo, treinava nas categorias de base do Fluminense, onde despontou para os profissionais em 1988. Convocado para a Seleção Brasileira de Juniores, Marcelo Henrique foi um craque que se perdeu na vida. Vendo que era um jovem problema, o Fluminense o negociou com o Internacional. De lá, veio para o Bangu em 1990 disputar o Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão, ainda novo, com apenas 21 anos. Ficou no clube até o final do Campeonato Carioca de 1993, quando já tinha ido para a reserva da equipe do técnico Moisés. Daí, o Bangu vendeu seu passe para o Bragantino, onde encerrou a breve carreira. Com a camisa alvirrubra, Marcelo Henrique chegou a marcar cinco gols no mesmo jogo: num amistoso contra o Central de Barra do Piraí (8 x 0), em 1992. 


MARCELO MENDES
Nome: Marcelo Cláudio Mendes Pereira
Período: 2007
Posição: Volante
Jogos: 4 (2 v, 1 e, 1 d)
Gols: -
Emprestado pelo Madureira, o volante Marcelo Mendes disputou apenas o Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2007 pelo Bangu e logo foi devolvido ao time de Conselheiro Galvão.


MARCELO PIRES
Nome: Marcelo Pires
Período: 1999 a 2000
Posição: Goleiro
Jogos: 27 (12 v, 7 e, 8 d)
Gols sofridos: 32
Depois de passar pelo Barra de Teresópolis, Barra da Tijuca e Mesquita, Marcelo Pires foi contratado pelo Bangu para ser o reserva de Alex. Teve suas primeiras chances durante a Copa Rio de 1999, ficando no clube até o final do ano 2000, quando já tinha voltado para a reserva, desta vez esquentando banco para Eduardo. Ao encerrar a carreira, virou treinador de goleiros do Vasco.


MARCELO RODRIGUES
Nome: Marcelo Rodrigues Pinto
Período: 1992 a 1993
Posição: Meia-atacante
Jogos: 35 (17 v, 8 e, 10 d)
Gols: 5
O meia-atacante Marcelo Rodrigues teve sua primeira chance no Bangu durante a Copa Rio de 1992, mas jamais conseguiu se firmar como titular. Marcou seus gols apenas em amistosos e saiu ao término do Campeonato Carioca de 1993, indo jogar no Friburguense.


MARCELO VIDAL
Nome: Marcelo da Silva Vidal
Período: 1991 a 1992
Posição: Meio-campo
Jogos: 33 (15 v, 10 e, 8 d)
Gols: 4
Expulsões: 1
Vindo para o Bangu no segundo semestre de 1991 para participar do Campeonato Carioca, Marcelo Vidal jamais conseguiu se destacar em Moça Bonita. Saiu após jogar a Copa Rio de 1992. Marcou quatro gols, todos, porém, em partidas amistosas.


MARCÍLIO
Nome: Paulo Roberto Marcílio
Período: 1970
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (2 e, 2 d)
Gols: -
Um verdadeiro azarado. O meia Marcílio teve muitos problemas para conseguir sua liberação do Madureira, em 1970. Por isso, demorou a estrear no meio-campo do Bangu. Depois que pode jogar, após quatro partidas contundiu o joelho e nunca mais vestiu a camisa alvirrubra.


MARCÍLIO
Nome: Marcílio Alves Silva
Período: 1997 a 2007
Posição: Zagueiro
Jogos: 89 (37 v, 28 e, 24 d)
Gols: 4
Expulsões: 2
Marcílio chegou ao Bangu quando ainda era da categoria mirim, vindo do time do IV Centenário de Inhoaíba. Profissionalizou-se em 1997, mas só conseguiu uma vaga entre os titulares no ano 2000. Saiu do clube no final de 2001 para jogar no Líbano, onde se naturalizou para jogar pela seleção local.  Voltou ao alvirrubro em 2005, permanecendo até 2007. Poderia ter feito parte da equipe campeã carioca da 2ª divisão de 2008, porém às vésperas do início da competição, recebeu uma proposta melhor do Bonsucesso e deixou a zaga alvirrubra.


MARCINHO
Nome: José Márcio dos Santos
Período: 2002 a 2008
Posição: Meio-campo
Jogos: 20 (5 v, 4 e, 11 d)
Gols: 1
Cria da “casa”, o meia Marcinho começou a jogar entre os profissionais em 2002, participando do Campeonato Carioca e do Torneio Rio-São Paulo daquele ano, mas foi logo negociado. Retornou ao Bangu em 2008 para ser reserva na conquista do Campeonato Carioca da 2ª Divisão.


MÁRCIO
Nome: José Márcio Ferreira
Período: 1970 a 1971
Posição: Atacante
Jogos: 11 (3 v, 2 e, 6 d)
Gols: 1
Atacante reserva, Márcio entrou no decorrer de várias partidas, substituindo os titulares Amauri, Édson, Léo, Serginho, Samuel, Almiro ou Acelino.


MÁRCIO
Nome: Márcio Cezilo Arantes
Período: 2015 a 2017
Posição: Goleiro
Jogos: 27 (7 v, 8 e, 12 d)
Gols sofridos: 39
Expulsões: 1
Vindo do Barra Mansa, o goleiro Márcio vinha fazendo uma ótima figura no Campeonato Carioca de 2015, garantindo com suas defesas improváveis alguns bons resultados para o Bangu. Na última partida, porém, foi o principal responsável pela derrota para o Resende por 3 a 1, ficando sem clima para continuar no clube e foi jogar no Madureira. Regressou em 2017, porém, suas atuações foram ainda mais instáveis e ele acabou negociado com o Moto Clube (MA).


MÁRCIO CAPIXABA
Nome: Márcio Fernandes Tomaz
Período: 2004
Posição: Atacante
Jogos: 14 (3 v, 3 e, 8 d)
Gols: 6
Vindo do Juventus (SP), Márcio Capixaba participou apenas da fraca campanha do Bangu no Campeonato Carioca de 2004 que deixou o time em último lugar e rebaixado para a 2ª divisão. Depois desse fracasso, foi jogar no East Bengal, da Índia. 


MÁRCIO CLEICK
Nome: Márcio Cleick Vieira da Silva
Período: 2008 a 2009
Posição: Zagueiro
Jogos: 35 (22 v, 4 e, 9 d)
Gols: 1
Indicado pelo técnico Antônio Carlos Roy, Márcio Cleick foi o zagueiro titular na vitoriosa campanha do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2008. Permaneceu no Bangu em 2009 e depois foi jogar pelo Resende.


MÁRCIO FERRARI
Nome: Márcio Ferrari
Período: 1998 a 2000
Posição: Zagueiro
Jogos: 7 (4 e, 3 d)
Gols: -
Revelação dos juniores, o zagueiro Márcio Ferrari jamais conseguiu vingar entre os profissionais, participando apenas de competições menores, como a Copa Rio de 1999 e o Torneio Seletivo de 2000.


MÁRCIO MACIEL
Nome: Márcio da Silva Maciel
Período: 1995 a 2000
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 48 (15 v, 15 e, 18 d)
Gols: 2
Expulsões: 2
Márcio Maciel apareceu entre os profissionais durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1995. Em ótima forma, marcou dois gols naquela competição e se firmou como titular da lateral-esquerda até o término do Campeonato Carioca de 1996, quando o Bangu resolveu negociá-lo. Jogou pelo Juventude, Paraná e tentou voltar ao alvirrubro em 2000, porém não teve a mínima chance de permanecer no grupo. Depois disso, vestiu a camisa do Volta Redonda, América, Madureira e Botafogo da Paraíba.



MÁRCIO NUNES
Nome: Márcio Nunes dos Santos
Nascimento: 3/11/1963
Período: 1982 a 1988
Posição: Lateral-direito
Jogos: 187 (86 v, 63 e, 38 d)
Aproveitamento: 62%
Gols: 2
Expulsões: 7
Estreia: Bangu 2 x 1 Vasco (15/8/1982)
Despedida:Bangu 0 x 2 Vasco (1/5/1988)

Não há jogador na história do Bangu que tenha uma vida tão dramática quanto a de Márcio Nunes. O garoto que chegou ao clube para jogar nas categorias de base e foi puxado pelo técnico João Francisco aos profissionais, em 1982, quando tinha 19 anos, passou por um verdadeiro calvário em sua carreira.
Versátil, capaz de atuar tanto na lateral-direita quanto na esquerda, Márcio vinha galgando espaço no time titular do Bangu em 1983 quando a diretoria contratou Gilson Paulino e o rapaz ficou relegado à reserva.
Em 1984, com a saída de Gilson Paulino, o Bangu comprou o passe de Perivaldo e Márcio acabou sendo emprestado ao Bonsucesso, retornando apenas no segundo semestre para participar do Campeonato Carioca.
Aproveitando o fato de que o titular da lateral-esquerda, Odirlei, sofreu uma grave contusão, Márcio assegurou uma vaga naquela posição. No ano seguinte, era titular absoluto da equipe que iniciou o Campeonato Brasileiro. Chegou a marcar dois gols – um diante do Brasília, na estreia; outro diante do Villa Nova -, fato raro na carreira.
Apesar de não ser um jogador técnico, nem aparecer muito para o público, Márcio estava na decisão diante do Coritiba, no Maracanã. O Bangu perdeu, mas essa nem de longe foi a grande desgraça na vida do lateral.
Um mês depois, em 29 de agosto de 1985, num confronto entre Bangu e Flamengo, Márcio atingiu sem dó o joelho do craque Zico. Foi expulso de campo e sem saber tinha assinado sua sentença.
A perseguição da imprensa e dos torcedores rubro-negros foi implacável. Chamado de “criminoso”, “assassino”, Márcio estava desvalorizado no mercado do futebol e totalmente estigmatizado como jogador violento. A partir daí, passou a acumular expulsões de campo – no total foram sete em toda carreira profissional.
"No início eu me perguntava por que eu fui fazer aquela falta, por que eu fui escolhido para ser crucificado assim? Depois, percebi que continuava o mesmo homem, honesto, digno, pai de família" – contou Márcio anos depois.
Apesar de rotulado, Márcio continuou como titular do Bangu até 1988, quando numa partida contra o Vasco, no mesmo Maracanã em que todo seu drama tinha começado, o lateral virou vítima da violência. Atingido no joelho pelo zagueiro Fernando, Márcio caiu se contorcendo de dor.
Era o dia do trabalhador, 1º de maio de 1988. Márcio saiu de maca, foi engessado, passou por cirurgias, fisioterapia, musculação, mas estava inutilizado para o esporte. Aos 25 anos, sem muito alarde por parte da imprensa, estava aposentado o lateral Márcio Nunes. Para muitos, um castigo do destino. Para Márcio, um sabor amargo de jamais ter sido valorizado durante a carreira. Lembrado eternamente como um atleta violento, um “carrasco”, em momento algum nas reportagens e matérias publicadas, ele aparecia como uma vítima do zagueiro Fernando. Era sempre o “assassino” do joelho de Zico.
Acredite. Márcio se declarava fã de Zico e sonhava em jogar no Flamengo um dia... 


MÁRCIO PARÁ
Nome: Márcio Valeriano da Silva
Período: 1993 a 1998
Posição: Lateral-direito
Jogos: 37 (14 v, 7 e, 16 d)
Gols: 1
Expulsões: 1
Apesar do apelido, Pará nasceu no Rio de Janeiro e foi alçado ao time titular do Bangu aos 19 anos, em 1993, pelo técnico Moisés. Ainda era novo demais e depois dessa primeira chance, só voltou a figurar entre os profissionais em 1995, ficando no clube até o término do Campeonato Carioca de 1998.



MÁRCIO ROSSINI
Nome: Márcio Antônio Rossini
Nascimento: 20/9/1960
Período: 1986 a 1989
Posição: Zagueiro
Jogos: 137 (58 v, 44 e, 35 d)
Aproveitamento: 57%
Gols: 2
Expulsões: 4
Estreia: Bangu 2 x 1 Mesquita (2/2/1986)
Despedida:Bangu 0 x 0 Botafogo (10/6/1989)

Um dos grandes zagueiros dos anos 80, Márcio Rossini era titular absoluto do Santos e tinha alcançado até a Seleção Brasileira quando Castor de Andrade foi buscá-lo no início de 1986. Foi um investimento alto, seu passe custou na época, 400 milhões de cruzeiros.
Márcio tinha a fama de “homem mau”, de zagueiro violento, de beque viril, justamente o que o técnico Moisés queria para a disputa da Taça Libertadores daquele ano.
Logo que chegou, desbancou o antigo titular Jair e passou a fazer dupla de zaga com Oliveira. No Bangu, Márcio viveu seus melhores momentos em 1987, quando conquistou a Taça Rio. Em 1988, naufragou com o restante do grupo no Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, sendo rebaixado.
Ficou no clube até o final do Campeonato Carioca de 1989 quando o Bangu, já em tempos de desmanche, vendeu seu passe para o Flamengo. Tentou voltar no início da temporada de 1990, mas o Santos ofereceu melhor proposta e repatriou o zagueirão.
Fato curioso é que, apesar da fama de violento, Márcio foi expulso de campo “apenas” quatro vezes em 137 partidas pelo clube, uma média de um cartão vermelho a cada 34 jogos.


MÁRCIO SANTOS
Nome: Márcio Santos
Período: 2000
Posição: Meio-campo
Jogos: 7 (2 v, 2 e, 3 d)
Gols: -
Márcio Santos era reserva de Renatinho durante o Campeonato Carioca de 2000.


MARCO ANTÔNIO
Nome: Marco Antônio Pereira
Período: 1977 a 1980
Posição: Zagueiro
Jogos: 35 (11 v, 7 e, 17 d)
Gols: -
Em quatro temporadas no Bangu, o zagueiro Marco Antônio jamais conseguiu se firmar como titular, ficando sempre à sombra de nomes como Serjão, Sérgio Cosme e Fernando.



MARCO ANTÔNIO
Nome: Marco Antônio Feliciano
Nascimento: 6/2/1951
Período: 1981 a 1983
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 106 (48 v, 34 e, 24 d)
Aproveitamento: 61%
Gols: 7
Expulsões: -
Estreia: Bangu 0 x 0 Colorado (18/1/1981)
Despedida:Bangu 3 x 0 Rio do Sul (19/3/1983)

Se Zózimo foi um bicampeão do mundo que jogou pelo Bangu, Marco Antônio foi o único tricampeão mundial que vestiu a camisa vermelha e branca. É claro que não em 1970, quando ele era apenas um jovem lateral do Fluminense.
Marco Antônio só veio para o Bangu em 1981, quando já estava com 30 anos, contratado por Castor de Andrade junto ao Vasco. Chegou para a disputa do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão daquele ano e ficou até o final da Taça de Prata de 1983.
Além de ser um craque na lateral, Marco Antônio tinha a vantagem de ser um ótimo cobrador de faltas. Logo ao chegar ao Bangu, ganhou um carro de presente de Castor. Encantado com os altos bichos que passou a receber, o “tricampeão” declarou à revista Placar que: “O Castor é a Serra Pelada da minha vida” – em referência ao garimpo de ouro da região Norte do país.
Tanto investimento, porém, exigia comprometimento total. Ficou famosa a história de que Marco Antônio estava dormindo enquanto os demais titulares treinavam em Moça Bonita. Castor, ao ver a cena, não se conteve, pegou o revólver e disparou tiros bem próximos ao lateral que acordou assustado e foi em disparada para dentro do campo.
Em 1983, após a frustração de não conseguir ascender da 2ª Divisão para a elite do Campeonato Brasileiro, Marco Antônio foi negociado com o Botafogo, clube pelo qual encerrou sua brilhante carreira.


MARCO ANTÔNIO
Nome: Marco Antônio dos Santos
Período: 2010
Posição: Atacante
Jogos: 8 (5 v, 1 e, 2 d)
Gols: 2
Atacante do tipo “trombador”, Marco Antônio veio do Duque de Caxias para disputar a Copa Rio de 2010 pelo Bangu, quando já tinha 31 anos. Marcou dois gols.


MARCO AURÉLIO
Nome: Marco Aurélio Brito dos Prazeres
Período: 2000
Posição: Meio-campo
Jogos: 19 (7 v, 5 e, 7 d)
Gols: 4
Expulsões: 1
Marco Aurélio para os brasileiros. Para os turcos, o nome dele é “Mehmet Aurelio”, craque que jogou até mesmo na seleção da Turquia, após ter se naturalizado. Revelado pelo Bangu, o meia fez um excepcional Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão em 2000. Estranhamente, no ano seguinte, estava jogando pelo Olaria durante o Campeonato Carioca. Foi um breve estágio, pois logo foi negociado com o futebol turco, onde se tornou ídolo local.


MARCO TÚLIO
Nome: Marco Túlio Vieira Antão
Período: 2005
Posição: Atacante
Jogos: 9 (5 v, 2 e, 2 d)
Gols: 2
Expulsões: 1
Contratado junto ao Americano para a disputa do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2005, Marco Túlio começou como titular, mas terminou na reserva de Alexandre e João Rodrigo. Ao término da disputa, foi jogar no Madureira.


MARCOS
Nome: Marcos Pereira Martins
Período: 1968
Posição: Ponta-direita
Jogos: 23 (8 v, 6 e, 9 d)
Gols: 2
O ponta-direita Marcos veio para o Bangu na mesma transação que levou Paulo Borges para o Corinthians. Naturalmente, o jogador usado como “moeda de troca” não conseguiu substituir o antigo ídolo à altura e, ao final da temporada de 1968 retornou para São Paulo, agora para jogar pelo Santos.


MARCOS
Nome: -
Período: 1969
Posição: Meio-campo
Jogos: 14 (4 v, 5 e, 5 d)
Gols: -
O meia Marcos disputou apenas a temporada de 1969 pelo Bangu, brigando por uma vaga no time titular com Fernando e Juarez.


MARCOS
Nome: -
Período: 1975
Posição: Atacante
Jogos: 2 (1 e, 1 d)
Gols: -
Vindo do Campo Grande, o atacante Marcos disputou apenas duas partidas com a camisa do Bangu pelo Torneio da Integração de 1975.


MARCOS LEANDRO
Nome: Marcos Leandro Pereira
Período: 2010
Posição: Goleiro
Jogos: 4 (1 e, 3 d)
Gols sofridos: 9
Trazido pelo técnico Marcelo Buarque quando estava na Portuguesa da Ilha do Governador, o goleiro Marcos Leandro começou o Campeonato Carioca de 2010 como titular. No entanto, falhou em três gols nas três partidas oficiais que disputou (contra Boavista, Fluminense e Flamengo) e foi logo dispensado. Depois, foi “frangar” no Real Noroeste (ES).


MARCOS VINÍCIUS
Nome: Marcos Vinícius dos Santos Corrêa
Período: 2009
Posição: Meio-campo
Jogos: 3 (1 e, 2 d)
Gols: -
Meia vindo do Nova Iguaçu, Marcos Vinícius começou o Campeonato Carioca de 2009 como titular, mas logo foi relegado à reserva e dispensado, indo jogar no Sampaio Corrêa (MA).


MARCOS VINÍCIUS
Nome: Marcos Vinícius de Souza do Espírito Santo
Período: 2010
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 4 (1 v, 3 e)
Gols: -
Vindo das categorias de base, o lateral-esquerdo Marcos Vinícius chegou a participar de quatro partidas da Copa Rio de 2010, mas ficou evidente que não tinha nível técnico para figurar entre os profissionais e logo perdeu a vaga para Fabiano.


MARCOS VINÍCIUS
Nome: Marcos Vinícius de Moraes
Período: 2015 a 2017
Posição: Atacante
Jogos: 21 (6 v, 4 e, 11 d)
Gols: 2
Bastante jovem e franzino, Marcos Vinícius foi alçado aos profissionais durante o Campeonato Carioca de 2015 e conseguiu uma sorte de principiante: marcou um gol logo em sua estreia, diante do Bonsucesso. Depois, só foi conseguir fazer outro gol durante a Copa Rio, diante do Resende. Em 2017 foi dispensado para o Ceres (RJ).


MARIANO
Nome: José Mariano
Período: 1949
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 20 (10 v, 3 e, 7 d)
Gols: 9
Vindo do Bonsucesso, o ponta Mariano disputou apenas a temporada de 1949 pelo Bangu. Fez poucos jogos, mas entrou para a história do clube por estar envolvido diretamente na negociação que trouxe Zizinho para o alvirrubro. O presidente do Flamengo, Dario de Melo Pinto queria Mariano no rubro-negro, mas o Patrono do Bangu, Guilherme da Silveira Filho, dizia que o jogador era inegociável. Enfim, “Silveirinha” resolveu negociar Mariano, desde que o “Mengo” aceitasse vender um de seus craques, no caso, Zizinho. Ao término da conversa, o Bangu teria Zizinho por 800 mil cruzeiros, enquanto o Flamengo não levaria Mariano para a Gávea, já que a promessa de craque morreria pouco tempo depois daquela conversa entre os dois presidentes, vítima de tuberculose.


MARIN
Nome: João Marin Filho
Período: 1941
Posição: Zagueiro
Jogos: 9 (2 v, 2 e, 5 d)
Gols: -
O zagueiro Marin veio do Flamengo para disputar o Campeonato Carioca de 1941 e formar dupla com Enéas. Porém, fez apenas nove jogos, e perdeu a posição para Mineiro.


MARINHO
Nome: -
Período: 1944
Posição: Zagueiro
Jogos: 1 (1 e)
Gols: -
Expulsões: 1
Trata-se de um caso único. O zagueiro Marinho, do quadro de juvenis, entrou no 2º tempo de uma partida amistosa contra o Canto do Rio, no lugar de Enéas, e conseguiu a proeza de ser expulso de campo. Depois disso, jamais teve outra chance de atuar entre os profissionais.


MARINHO CHAGAS
Nome: Francisco das Chagas Marinho
Período: 1983
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 1 (1 v)
Gols: -
Um dos grandes laterais da história do futebol brasileiro, Marinho Chagas brilhou na Seleção, no Botafogo, no Fluminense, no São Paulo. Quando chegou ao Bangu já estava com 31 anos, mas ainda carregava o status de craque. No entanto, demorou a entrar em forma, fez apenas um jogo: contra o Campo Grande, pelo Campeonato Carioca de 1983, saiu lesionado, sendo substituído pelo volante Índio. Depois, disso nunca mais atuou e se transferiu para o Fortaleza.


MARINHO JÚNIOR
Nome: Mário Martins Júnior
Período: 1997 a 1999
Posição: Atacante
Jogos: 7 (1 v, 2 e, 4 d)
Gols: 1
Cria das categorias de base, Marinho Júnior teve pouquíssimas chances entre os profissionais, apesar de ter marcado um gol no último minuto, que ajudou o Bangu a empatar com o Americano, em Campos, durante o Campeonato Carioca de 1999. Ao pendurar as chuteiras, foi ser técnico das divisões de base do Duque de Caxias.



MÁRIO
Nome: Mário Carreiro da Silva
Nascimento: 27/9/1911       Falecimento: 25/9/1976
Período: 1930 a 1940
Posição: Zagueiro
Jogos: 206 (73 v, 39 e, 94 d)
Aproveitamento: 44%
Gols: -
Expulsões: -
Estreia: Bangu 2 x 2 Syrio Libanez (19/10/1930)
Despedida:Bangu 5 x 1 Nacional (14/7/1940)

Mário Carreiro representava o típico jogador do Bangu do período de transição entre o amadorismo e o profissionalismo, instituído em 1933.
Começou cedo a trabalhar na fábrica de tecidos, na mesma época em que se tornou jogador do time de futebol. Do almoxarifado, Mário recebia permissão para sair mais cedo e ir para o campo da Rua Ferrer treinar.
Sócio do clube desde 1927, Mário era um zagueiro disciplinado, jogador de raça, que estreou em 1930 formando dupla com o jovem Domingos da Guia. Em 1931, ainda reserva, chegou a jogar algumas vezes na vaga de Sá Pinto. Foi promovido ao time titular apenas em 1932, justamente com a saída de Domingos.
Em 1933, Mário era absoluto na defesa banguense, fosse ao lado de Sá Pinto, fosse ao lado de Camarão. Assim, ele participou de todos os jogos da campanha do título carioca daquele ano, gravando seu nome na galeria dos heróis banguenses.
No ano seguinte, Mário recebeu uma proposta quase “indecente” do treinador da Seleção Brasileira, Luiz Vinhaes, que era ao mesmo tempo o técnico do Bangu. Queria levá-lo para a Copa do Mundo na Itália, porém, como a CBD só estava recrutando jogadores dos times amadores e o Bangu já era da liga profissional, Vinhaes queria que Mário se desligasse do alvirrubro e fosse “contratado” como amador pela CBD. A ideia foi rechaçada pelo zagueiro que preferiu ficar ao lado do seu clube.
Mário permaneceu firme como titular absoluto até 1937, depois disso foi relegado à reserva, perdendo espaço para a nova dupla de zaga Enéas e Zé Luiz. Ainda assim, continuou jogando bola até o final da temporada de 1939, quando decidiu encerrar sua carreira de serviços prestados ao futebol e ao Bangu, seu único clube ao longo de uma década.
Vítima de câncer, Mário chegou a ter uma perna amputada em meados dos anos 70, vindo a falecer em 1976.


MÁRIO
Nome: Mário Ribeiro Gomes
Período: 1943
Posição: Goleiro
Jogos: 2 (2 e)
Gols sofridos: 2
Goleiro reserva, Mário fez apenas duas partidas na temporada de 1943: uma pelo Torneio Início e outra, em um amistoso em Barbacena (MG).



MÁRIO
Nome: Mário da Paixão Mendes
Nascimento: 2/9/????        Falecimento: ??/??/????
Período: 1954 a 1958
Posição: Atacante
Jogos: 109 (59 v, 29 e, 21 d)
Aproveitamento: 67%
Gols: 62
Expulsões: -
Estreia: Bangu 3 x 2 América (11/12/1954)
Despedida:Bangu 2 x 1 Wanderers (6/3/1958)

Nascido em Niterói, Mário chegou ao Bangu em 1952, após passar pelos clubes amadores do Metalúrgico e do São Gonçalo. Em Moça Bonita, foi bicampeão carioca de juvenis em 1952 e 1953, tornando-se uma das maiores promessas do clube nos anos 50. Virou profissional em 1954, quando o técnico Tim passou a aproveitá-lo no lugar do veterano Menezes.
Artilheiro nato, destacou-se muito rapidamente marcando diversos gols, porém seu melhor ano no clube só viria em 1957, quando foi peça fundamental na conquista do Torneio Triangular de Porto Alegre e no Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro.
Mário teve seu passe valorizado e, em 1958, quando era uma das principais atrações do time banguense, o presidente Fausto de Almeida vendeu o atacante para o Fluminense, no retorno de uma excursão ao Chile.
Ficou pouco tempo no tricolor e em maio de 1959, foi novamente negociado, indo jogar no Santos, onde também não rendeu tanto como na época em que estava no Bangu.
Com a camisa alvirrubra, marcou 62 gols em 109 jogos, uma excelente média.


MÁRIO
Nome: Amaro Gomes da Costa
Período: 1967 a 1970
Posição: Atacante
Jogos: 84 (38 v, 17 e, 29 d)
Gols: 27
Expulsões: 3
Ex-jogador do Vasco e do Fluminense, Mário veio para o Bangu no segundo semestre de 1967 para o lugar de Cabralzinho, que iria jogar justamente no Flu. Com a camisa alvirrubra viveu um grande momento na carreira, sendo, inclusive, convocado para a Seleção Brasileira para uma partida amistosa contra o Chile. Foi vice-campeão carioca em 1967, perdendo a decisão para o Botafogo por 2 a 1, em jogo que marcou o único gol banguense. O craque continuou marcando seus gols em 1968, mas decaiu em 1969, junto com todo o time – que era enfraquecido a cada nova negociação precipitada. Foi emprestado ao América, retornando em 1970 para a disputa da Taça Guanabara. Depois, foi vendido para a Portuguesa (SP). Era pai do atacante Mário Tilico, que jogou no São Paulo, campeão brasileiro de 1991. Mário faleceu em 2001, aos 59 anos.


MÁRIO
Nome: Mário Jorge Filho
Período: 1974 a 1975
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 7 (2 v, 1 e, 4 d)
Gols: -
Vindo da Esportiva Guaratinguetá (SP), Mário disputou algumas partidas durante a temporada de 1975, sem conseguir agradar. Acabou perdendo a posição para Lola.



MÁRIO
Nome: Mário Marques Coelho
Nascimento: 18/3/1957      
Período: 1982 a 1986
Posição: Meio-campo
Jogos: 152 (78 v, 46 e, 28 d)
Aproveitamento: 66%
Gols: 14
Expulsões: 2
Estreia: Bangu 1 x 0 Bonsucesso (5/9/1982)
Despedida:Bangu 0 x 2 Coritiba (29/7/1986)

No Fluminense, campeão carioca de 1980, despontou um jovem talento no meio-campo. Era Mário, na época com 23 anos. Entretanto, em 1982, ele já não estava mais nos planos do clube das Laranjeiras e foi vendido para a Internacional de Limeira.
Disputou o Campeonato Brasileiro pelo time do interior paulista e em duas ocasiões, cruzou com o Bangu. A Inter não conseguiu nada além de perder em Moça Bonita e empatar em Limeira. Mas o meia chamou a atenção de Castor de Andrade. Estava decidido: queria Mário com a camisa 10 do alvirrubro no segundo semestre de 1982.
“Lembro que o Catuca, supervisor do Bangu, me ligou e disse assim: ‘O Castor queria conversar com você’. Ele perguntou: ‘Você tem interesse em jogar no Bangu?’. Respondi que sim. Ele disse que nos falaríamos em breve. Na semana seguinte ele apareceu em Limeira com uma daquelas malas de dinheiro e ainda deixou eu jogar a partida seguinte pela Inter. Eu tinha acabado de marcar um gol no São Paulo e por pouco não me deixaram sair de lá”.
Mário chegou durante a disputa do Campeonato Carioca. Estreou contra o Bonsucesso, pela 9ª rodada da Taça Guanabara. Mas 1982 não era um bom momento para o alvirrubro, a equipe decaiu muito e terminou em 8º lugar geral. Nada que abalasse o prestígio do novo camisa 10 de Castor. Em 1983, os ares continuaram negativos no Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão, com uma eliminação para o Botafogo de Ribeirão Preto, em Moça Bonita. Mário só foi brilhar mesmo no Campeonato Carioca. As atenções se voltavam para ele, Marinho e Arturzinho no time que chegou em terceiro lugar.
O sucesso foi tanto que, em 1984, ele foi negociado com o Vasco. A saída de Mário e Arturzinho desmantelou o meio-campo banguense. Por outro lado, deu ao clube de São Januário o vice-campeonato brasileiro, perdendo a final para o Fluminense.
Mário voltaria ao Bangu em 1985 para participar da fabulosa campanha que rendeu ao meio-campo um novo vice-campeonato nacional.
"Deixamos de marcar época no futebol e na história" - lamenta Mário, apesar de constatar que estes foram os momentos mais felizes de sua carreira. "Nunca antes o Bangu tinha chegado tão longe".
Sua melhor partida foi contra a Ponte Preta, em Campinas, um empate em 2 x 2, quando marcou um dos gols. Mas reconhece que a mais importante de todas foi a vitória sobre o Internacional por 2 x 1, em pleno Beira-Rio.
Contra o Coritiba, na final, Mário era o responsável por agitar as arquibancadas. Além disso, cobrou com precisão o quarto pênalti da fatídica decisão.
Ao final de 1985, Mário amargou outro vice, agora na polêmica decisão do Campeonato Carioca. Inconformado com a atuação tendenciosa de José Roberto Wright, o camisa 10 foi um dos expulsos pelo árbitro logo após a não marcação do pênalti de Vica, do Fluminense, em Cláudio Adão, no último minuto.
Para 1986, Mário continuou no elenco que disputou a Taça Libertadores da América. A campanha do Bangu foi pífia, mas Mário obteve algum destaque na partida contra o Deportivo Quito, no Maracanã. Na ocasião, seu passe já estava vendido para o Sporting de Lisboa, um dos gigantes do futebol português. Atuou pelo time luso até 1988, quando foi para a Estrela da Amadora. Em 1990, voltou ao Brasil, para defender as cores do América.
Depois de encerrar sua carreira nos gramados, Mário foi auxiliar do técnico Alfredo Sampaio no Bangu em 1999. Em 2009, exerceu a mesma função ao lado de Mazolinha. Afinal, voltar a Moça Bonita, é sempre bom para lembrar dos tempos fartos de Castor de Andrade:
“O clube onde eu mais ganhei dinheiro em minha carreira foi o Bangu. E eu joguei em clubes reconhecidos como grandes e no exterior. Por exemplo, em nossos jogos de cartas na concentração, ele não admitia que perdêssemos dinheiro nosso. O dinheiro apostado era sempre dele, pertencia à banca. Ele também promovia premiações que deixavam o grupo sempre motivado.”


MÁRIO SÉRGIO
Nome: -
Período: 1998
Posição: Meio-campo
Jogos: 2 (2 d)
Gols: -
Reserva de Renatinho, Mário Sérgio teve pouquíssimas chances durante a temporada de 1998. Logo parou com o futebol e foi cursar faculdade de Educação Física.



MÁRIO TITO
Nome: Mário Tito
Nascimento: 6/11/1940       Falecimento: 20/3/1994
Período: 1960 a 1972
Posição: Zagueiro
Jogos: 330 (168 v, 77 e, 85 d)
Aproveitamento: 62%
Gols: 5
Expulsões: -
Estreia: Bangu 2 x 1 Ituiutaba (13/3/1960)
Despedida:Bangu 1 x 0 Madureira (22/1/1972)

O zagueiro Mário Tito foi revelado pelo próprio Bangu. Teve sua primeira chance entre os profissionais em 1960, participando de alguns amistosos. Quando viu, estava convocado para ir aos Estados Unidos jogar o Torneio de Nova York. Não entrou em campo, mas estava no elenco campeão mundial.
Em 1961, passou a ser titular do time por causa de uma fratura de Darci Faria, justamente numa partida do Torneio de Nova York. A partir deste triste episódio, Mário Tito não mais perdeu a vaga na zaga alvirrubra.
Passou a formar dupla com Joel, em 1961; com Ananias, em 1962; com Hélcio Jacaré, em 1963. Neste último ano, foi convocado pela única vez para a Seleção Brasileira, jogando o Campeonato Sul-Americano, na Bolívia. Atuou apenas uma vez com a “amarelinha”, perdendo para a Argentina por 3 a 0.
A partir de 1964, o clube revelou outro grande zagueiro: Luís Alberto e os dois formaram, talvez, a melhor dupla defensiva que o Bangu já teve.
O Bangu, porém, não teve sorte, perdendo o título carioca em 1964 e 1965. O time foi à forra na final contra o Flamengo, em 1966, consagrando de vez o esguio Mário Tito como um dos melhores do país.
Mário continuou em Moça Bonita até o final da temporada de 1968. No início de 1969, com o clube passando por uma crise financeira, foi vendido para o Cruzeiro por 80 mil cruzeiros, numa transação precipitada, já que seu valor real custava, pelo menos, 400 mil cruzeiros.
Pelo Cruzeiro, não conseguiu se fixar como titular e fez apenas 62 jogos entre 1969 e 1971 e esquentou banco para Fontana. Em 1972 tentou voltar ao Bangu, mas fez apenas um jogo, substituindo Sidclei. Era o fim da carreira de Mário Tito com a camisa alvirrubra.
Do Bangu foi para o Olaria, onde pendurou as chuteiras em 1975. Em 1983, foi contratado para auxiliar as categorias de base do alvirrubro, ficando em Moça Bonita até morrer em 1994, vítima de cirrose hepática. Tinha apenas 53 anos.


MÁRIO TORRENTES
Nome: Mário Torrentes
Período: 1907 a 1908
Posição: Zagueiro
Jogos: 2 (1 v, 1 d)
Gols: -
Mário Torrentes atuou apenas duas vezes pelo Bangu, sempre em partidas amistosas no início do século XX. Normalmente, era visto envergando o uniforme azul do Esperança do Marco Seis.


MARIOZINHO
Nome: Mário de Paula Lopes Júnior
Período: 1950 a 1951
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 16 (9 v, 2 e, 5 d)
Gols: 1
Ponta-esquerda habilidoso, contratado junto ao Vasco, Mariozinho tinha uma característica estranha: não chutava para gol de jeito nenhum. Preferia driblar e passar a bola para um companheiro. Essa atitude fez com que ele anotasse apenas um gol (diante do Olaria) com a camisa alvirrubra e irritasse os torcedores. Logo, foi negociado com o Corinthians, em 1951, onde permaneceu com o mesmo hábito.


MARLON
Nome: -
Período: 2002
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Jogador dos juniores, o atacante Marlon atuou apenas uma vez entre os profissionais, substituindo a Bruno Suzano numa partida contra o Americano, pelo Campeonato Carioca de 2002.


MARLON
Nome: Marlon da Silva de Moura
Período: 2012
Posição: Atacante
Jogos: 3 (3 v)
Gols: 1
Emprestado pelo Boavista (RJ) para participar da excursão banguense à Europa, em 2012, o atacante Marlon fez apenas três jogos, mas marcou um gol diante do Berliner, da Alemanha. No retorno, voltou ao seu clube de origem.


MARLON
Nome: Marlon Coleti Mariano
Período: 2016
Posição: Zagueiro
Jogos: 2 (2 d)
Gols: -
Pesadão e bastante lento, o zagueiro Marlon teve apenas duas chances no time do Bangu durante o Campeonato Carioca de 2016, quando já estava com 33 anos.


MARLON
Nome: Marlon dos Santos Prazeres
Período: 2017
Posição: Atacante
Jogos: 8 (2 v, 3 e, 3 d)
Gols: 1
Cria do Nova Iguaçu, Marlon foi emprestado ao Bangu para a disputa do Campeonato Brasileiro da 4ª Divisão de 2017. O atacante canhoto, porém, não foi muito feliz, anotando apenas um gol e logo arrumando briga com a torcida, que não parava de criticar o time pelo alambrado.


MARMORATO
Nome: Francisco Manuel de Andrade
Período: 1947 a 1948
Posição: Zagueiro
Jogos: 20 (6 v, 3 e, 11 d)
Gols: -
Expulsões: 2
Marmorato teve sua chance na temporada de 1947, quando o time era muito fraco. Em 1948, no entanto, com a chegada de Domingos da Guia, o zagueiro foi relegado à reserva.


MARQUINHOS
Nome: Marcos Batista da Silva
Período: 1984
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 6 (1 v, 3 e, 2 d)
Gols: -
Vindo do Vitória (BA), Marquinhos foi titular durante o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1984. Porém, como o Bangu foi logo eliminado, o lateral foi logo devolvido ao clube baiano.



MARQUINHOS
Nome: Marcus André Pereira
Nascimento: 17/10/1977    
Período: 1996 a 2002
Posição: Lateral-esquerdo
Jogos: 148 (45 v, 49 e, 54 d)
Aproveitamento: 46%
Gols: 9
Expulsões: 4
Estreia: Bangu 2 x 3 Vasco (21/4/1996)
Despedida:Bangu 0 x 0 Fluminense (16/6/2002)

Revelado pelas categorias de base do próprio clube, Marquinhos estreou entre os profissionais com apenas 19 anos, tomando a vaga de Márcio Maciel durante o Campeonato Carioca de 1996. No ano seguinte, porém, teve que assistir do banco, o lateral Flavinho vestir a camisa 6 do Bangu.
Mas, ele era muito novo e a partir da chegada do técnico Alfredo Sampaio, em 1998, o “carequinha” foi se firmando cada vez mais na lateral-esquerda, sem ter concorrentes.
Habilidade com a bola nos pés e uma impressionante velocidade eram as principais características de Marquinhos que, como todo lateral moderno, sabia ir para o ataque e marcar seus gols. Um deles, contra o Juventus (SP), em Moça Bonita, pelo Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão de 1999, arriscando de longe, foi um dos mais bonitos de sua carreira.
Em 2002, estava no auge da forma quando o Bangu foi prejudicado pelo árbitro Reinaldo Ribas na semifinal do Campeonato Carioca contra o Fluminense. Marquinhos foi expulso naquela partida, mas curiosamente foi contratado pelo próprio tricolor para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano.
Do Fluminense, Marquinhos rodou por vários clubes: Atlético Mineiro, Náutico, Botafogo, Sport, Brasiliense, Santa Cruz, Remo, Resende, Madureira, Campinense até cair no ostracismo e ir vestir a camisa do Independente Tucuruí (PA).


MARQUINHOS
Nome: Marcus Vinícius da Cruz Alves da Nóbrega
Período: 2003
Posição: Lateral-direito
Jogos: 8 (2 v, 3 e, 3 d)
Gols: -
Curiosamente, depois que o Bangu perdeu o lateral-esquerdo Marquinhos para o Fluminense em 2002, encontrou um homônimo em 2003, só que para jogar na lateral-direita. Esse “novo” Marquinhos atuou apenas no Campeonato Carioca daquele ano e logo foi vendido para a Ponte Preta.


MARVILA
Nome: Marcos Marvilla Félix
Período: 2003
Posição: Zagueiro
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Ex-zagueiro do Botafogo, Marvila atuou apenas uma vez pelo Bangu, numa partida contra o América (1 x 2) pelo Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão de 2003.


MASSINHA
Nome: João dos Santos
Período: 1944
Posição: Centroavante
Jogos: 14 (4 v, 1 e, 9 d)
Gols: 6
O atacante Massinha, cria do Brasil de Pelotas, fez sucesso na Seleção Gaúcha e acabou contratado pelo Vasco. Como não deu certo em São Januário, o centroavante foi passado para o Bangu, onde conseguiu marcar alguns gols durante o Campeonato Carioca de 1944.


MATEUS
Nome: Mateus Mário de Felice
Período: 1963 a 1964
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 36 (20 v, 9 e, 7 d)
Gols: 11
Craque na Ferroviária de Araraquara, Mateus foi trazido pelo Bangu por sugestão do técnico Tim e era peça fundamental no esquema do time de 1963. Valorizado, foi vendido ao Fluminense em 1964. No entanto, como a decisão do Campeonato Carioca daquele ano foi entre Bangu e Fluminense, Mateus foi impedido de atuar por decisão da diretoria tricolor. Acreditavam que ele faria corpo mole contra seu ex-time. Pior que isso, Mateus foi acusado de ter colocado alguma droga na garrafa d´água de seus companheiros na partida em que o Fluminense foi derrotado pelo Bangu por 2 a 1, no segundo turno. Nada ficou comprovado. Sem clima nas Laranjeiras, foi transferido para o incipiente futebol venezuelano em 1965.


MATEUS
Nome: Matheus Freitas Toledo
Período: 2011 a 2017
Posição: Atacante
Jogos: 68 (25 v, 16 e, 27 d)
Gols: 10
Expulsões: 1
Apelidado de “Pimenta”, Mateus estreou entre os profissionais nas últimas partidas do Campeonato Carioca de 2011. Continuou no clube nos anos seguintes, mas nunca conseguia ir além do banco de reservas. Seu grande momento veio com a chegada do técnico Mário Marques, em 2014, que apostou no seu futebol. O jovem retribuiu marcando gols, porém uma grave contusão o deixou no departamento médico por muitos meses daquele ano. Nunca mais foi o mesmo atacante e os gols começaram a rarear.


MATEUS
Nome: Mateus Nunes da Silva
Período: 2015
Posição: Meio-campo
Jogos: 1 (1 v)
Gols: -
Jovem das categorias de base, ainda amador, defendeu o Bangu em uma única partida da Copa Rio, de 2015, contra o Angra dos Reis.


MATEUS AVELAR
Nome: Matheus Miranda de Avelar
Período: 2016
Posição: Zagueiro
Jogos: 8 (3 v, 2 e, 3 d)
Gols: -
Vindo do Tigres (RJ), o zagueiro Mateus Avelar participou da fraca campanha banguense no Campeonato Carioca de 2016.


MATEUS SALGADO
Nome: Matheus Dias Moreira Salgado
Período: 2016 a 2017
Posição: Atacante
Jogos: 6 (2 v, 1 e, 3 d)
Gols: -
Vindo do Bonsucesso, o jovem Mateus Salgado teve pouquíssimas chances no Bangu durante a Copa Rio de 2016.



MATTOS
Nome: José de Mattos
Nascimento: 15/9/1901       Falecimento: 7/12/1992
Período: 1917 a 1929
Posição: Goleiro
Jogos: 115 (45 v, 15 e, 55 d)
Aproveitamento: 45%
Gols sofridos: 287
Expulsões: -
Estreia: Bangu 0 x 5 São Cristóvão (23/12/1917)
Despedida:Bangu 1 x 9 Vasco (7/4/1929)

Em 1917, o Bangu vivia uma crise de goleiros. Depois do afastamento do titular Américo Pastor, o clube testou várias opções durante o Campeonato Carioca: Fred, Mirim, Galvão até que José de Mattos teve sua chance numa partida contra o São Cristóvão. Levou cinco gols, mas não comprometeu diretamente. O jovem de 16 anos, magro, alto, tinha sido escolhido para ser o guardião do posto.
Trabalhador da sala de amostras da Fábrica Bangu, Mattos foi evoluindo tanto dentro de campo quanto na Companhia. Tornou-se titular absoluto da meta alvirrubra e passou para a função de escriturário.
Morador da Rua Fonseca, Mattos chegou a ser lembrado em uma convocação da Seleção Brasileira para o Campeonato Sul-Americano de 1921, mas seus afazeres na fábrica não permitiram sua dispensa para ir treinar com o grupo no estádio das Laranjeiras todos os dias.
José de Mattos foi titular absoluto de 1918 a 1923, depois disso passou a amargar o banco de reservas, entrando ocasionalmente, aproveitando as falhas de Gabriel, Floriano, Princesa ou Brasil – os outros goleiros que o clube arrumava.
Era um exímio “pegador de pênaltis”, defendendo mais cobranças do que as que deixou passar, algo raríssimo entre goleiros em qualquer época. Dos 21 pênaltis contra sua meta ao longo da carreira, defendeu 11.
Em 1929, começou a temporada como titular, participou de amistosos de preparação, do Torneio Início e estreou no Campeonato Carioca contra o Vasco. O Bangu levou uma goleada histórica de 9 a 1 e Mattos, mesmo não tendo tanta culpa assim, “pediu o boné”. Daquele dia em diante, não quis mais saber de ser goleiro, nem de ouvir críticas dos torcedores por eventuais falhas.
Ao se aposentar do serviço na fábrica, abriu uma loja de Loteria, bem ao lado da sede social do Bangu Atlético Clube.


MAURÍCIO
Nome: Maurício da Silva
Período: 1947
Posição: Meio-campo
Jogos: 7 (2 v, 1 e, 4 d)
Gols: -
Vindo do São Cristóvão, o meia Maurício disputou apenas a temporada de 1947 pelo Bangu, ficando na reserva de Adauto. Depois, foi jogar no Nova Cidade (RJ). Faleceu precocemente em setembro de 1949.


MAURÍCIO
Nome: Maurício Clementino dos Santos
Período: 1968 a 1973
Posição: Atacante
Jogos: 51 (17 v, 16 e, 18 d)
Gols: 7
Maurício surgiu no Bangu em 1968, durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Com a venda dos principais jogadores no ano seguinte, Maurício virou titular e assim permaneceu até 1970. Saiu em 1971, mas voltou em 1973, ficando relegado à reserva.


MAURÍCIO
Nome: Maurício Alves Sicari
Período: 2009 a 2010
Posição: Lateral-direito
Jogos: 11 (2 v, 2 e, 7 d)
Gols: 5
Expulsões: 1
Vindo do Cruzeiro, Maurício despontou como craque durante a Copa Rio de 2009. No entanto, em 2010, quando foi testado à verdadeira prova, que era o Campeonato Carioca, falhou totalmente, foi dispensado do Bangu, indo jogar no Angra dos Reis.


MAURÍCIO
Nome: Maurício Osmar Rodrigues Britto
Período: 2012
Posição: Atacante
Jogos: 4 (1 e, 3 d)
Gols: -
Depois de passar pelo Grêmio Barueri (SP) e pelo Avaí, Maurício veio para o Bangu disputar o Campeonato Carioca de 2012, mas das raras vezes em que entrou em campo, não agradou.


MAURINHO
Nome: Mauro Raphael
Período: 1956
Posição: Ponta-direita
Jogos: 1 (1 d)
Gols: 1
Grande nome do São Paulo nos anos 50, o ponta Maurinho disputou uma única partida com a camisa do Bangu: um amistoso contra a Seleção Brasileira, em São Januário. O Bangu perdeu por 3 a 2, mas Maurinho marcou um gol de pênalti.


MAURO
Nome: Mauro da Costa Pedrazzi
Período: 1977 a 1978
Posição: Meio-campo
Jogos: 40 (7 v, 16 e, 17 d)
Gols: 2
Expulsões: 1
Ex-jogador do América (RJ), Mauro foi contratado junto ao Volta Redonda, ficando dois anos no Bangu. Foi campeão do Torneio Hilton Gosling em 1977. Saiu em 1979 para jogar pelo Rio Branco (ES).


MAURO
Nome: Mauro Ferreira Dias
Período: 1978
Posição: Goleiro
Jogos: 2 (1 v, 1 d)
Gols sofridos: 5
Vindo do Vasco, Mauro foi reserva de Luiz Alberto durante o Campeonato Carioca de 1978. Fez apenas dois jogos pelo Bangu; no último, levou cinco gols do Fluminense e jamais teve outra chance.


MAURO
Nome: Mauro Machado
Período: 2006
Posição: Goleiro
Jogos: 19 (10 v, 8 e, 1 d)
Gols sofridos: 11
Emprestado pelo Madureira para a disputa do Torneio Seletivo de 2006, o goleiro Mauro participou apenas deste campeonato pelo Bangu. Depois disso, fez longa carreira em times bolivianos, como Bolívar, Real Potosí e Jorge Wilstermann.


MAURO
Nome: Mauro Silva do Nascimento Júnior
Período: 2016 a 2017
Posição: Volante
Jogos: 25 (8 v, 7 e, 10 d)
Gols: 3
Volante bastante jovem, foi lançado entre os profissionais durante o Campeonato Carioca de 2016 e se mostrou ainda muito inexperiente para a posição. Permaneceu no clube para 2017, porém, acabou não vingando e logo foi transferido para o Bonsucesso.


MAURO GALVÃO
Nome: Mauro Geraldo Galvão
Período: 1986 a 1987
Posição: Zagueiro
Jogos: 68 (28 v, 24 e, 16 d)
Gols: 3
Zagueiro clássico revelado pelo Internacional, Mauro Galvão tinha acabado de voltar da Copa do Mundo do México, em 1986, quando Castor de Andrade comprou seu passe pela quantia de 2 milhões e 300 mil cruzados. O investimento valeu a pena, o Bangu teve até o final de 1987 o melhor defensor do país. Em Moça Bonita, Mauro Galvão sempre jogou bem, vivendo seu auge na conquista da Taça Rio de 1987. Sua melhor partida, no entanto, ocorreu pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, contra o Atlético Paranaense, quando marcou os dois gols da vitória por 2 a 1, fora de casa. Entretanto, no início de 1988, Castor de Andrade revolveu “presentear” o bicheiro Emil Pinheiro, doando o jogador para o Botafogo, em troca de vários pontos de bicho no Rio de Janeiro. No Bangu, os polpudos “bichos” pagos pelo patrono chamaram a atenção de Mauro Galvão: “O Bangu foi o único clube em que recebi bicho ‘ao vivo e a cores’. Nos outros, depositam na conta. Depois das vitórias, a gente fazia fila na frente da sala do Castor de Andrade. Ele abria uma maleta e ia distribuindo a grana. Nunca mais vi daquilo”.


MAX
Nome: Maxlei dos Santos Luzia
Período: 1999 a 2000
Posição: Goleiro
Jogos: 22 (2 v, 8 e, 12 d)
Gols sofridos: 37
Vindo da Portuguesa da Ilha do Governador, o goleiro Max era reserva de Alex no Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão de 1999. Logo em sua estreia, falhou no gol que decretou a derrota banguense para o Juventude de Primavera do Leste (MT) por 1 a 0. Continuou no clube no ano seguinte, revezando a titularidade da camisa 1 com Marcelo Pires. Depois, conseguiu ser negociado com o Botafogo, onde também não se firmou. Faleceu em 2017.


MAYARO
Nome: Mayaro Monteiro Moreth
Período: 2011 a 2013
Posição: Volante
Jogos: 41 (13 v, 10 e, 18 d)
Gols: 2
Expulsões: 1
Criado nas categorias de base do Fluminense, Mayaro já tinha passado pelo Duque de Caxias e pelo Volta Redonda antes de chegar ao Bangu em 2011, para a disputa da Copa Rio. No ano seguinte, uma contusão o impediu de fazer um bom Campeonato Carioca. Ficou no clube até o final de 2013, sempre tendo boas atuações, até sair, no início de 2014 para jogar no Red Bull Brasil (SP).


MAYCON
Nome: Mayco Oliveira Barreto
Período: 2012
Posição: Lateral-direito
Jogos: 5 (1 v, 2 e, 2 d)
Gols: -
Cedido pelo Corinthians (PR) para a excursão à Europa que o Bangu fez em 2012, o lateral Maycon disputou cinco partidas com a camisa alvirrubra e acabou ficando na Hungria para ser testado por clubes locais. Quando voltou ao Brasil, atuou pelo Duque de Caxias. Faleceu subitamente em 2017, aos 25 anos.



MAZA
Nome: Abdoulaye Maza Sylla
Período: 2012
Posição: Atacante
Jogos: 2 (2 d)
Gols: -
Em 2012, Maza se tornou o primeiro jogador africano a atuar pelo Bangu. Jovem – com apenas 20 anos -, o atacante da Guiné era um recém-saído das divisões de base do Botafogo e não conseguiu espaço no time, sendo logo dispensado. Foi jogar, então, no América de Três Rios. 



MAZOLA
Nome: Vágner Ferreira da Costa
Período: 1991
Posição: Zagueiro
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Zagueiro reserva, Mazola teve raríssimas chances durante o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1991. Sem espaço no Bangu, foi jogar na Portuguesa da Ilha do Governador e em 1992, foi contratado pelo Fluminense.



MÉDIO
Nome: Mamede Antônio da Guia
Nascimento: 19/5/1911       Falecimento: 8/1/1948
Período: 1928 a 1943
Posição: Meio-campo
Jogos: 225 (104 v, 44 e, 77 d)
Aproveitamento: 56%
Gols: 54
Expulsões: -
Estreia: Bangu 3 x 1 Bonsucesso (18/3/1928)
Despedida:Bangu 3 x 1 São Cristóvão (25/10/1943)

Ele era o menos badalado dos quatro irmãos Da Guia. Passou a carreira à sombra dos craques Ladislau e Domingos e também não marcou época como o “mano” mais velho, Luiz Antônio. No entanto, Médio - apelido que ganhou baseado no seu verdadeiro nome: Mamede, e não por causa de sua posição dentro de campo - foi um dos principais jogadores do Bangu nos anos 30.
Sócio desde 1927, quando começou a jogar pelo clube, atuava de atacante, numa linha ofensiva que contava também o seu irmão Ladislau. Fez este papel de 1928 a 1931, marcando muitos gols.
A partir de 1932, recuou para o meio-campo, onde continuou se destacando, sendo titular absoluto na campanha do título carioca de 1933 e no Torneio Início de 1934.
Em 1936, foi vendido ao Flamengo, onde jogou ao lado de Domingos da Guia por várias temporadas. Ficou na Gávea até 1942, até que, em 1943, já em final de carreira, voltou a vestir a camisa do Bangu. Sem espaço, foi um simples reserva durante toda a temporada, realizando apenas dois jogos. Em 1944, foi para o Campo Grande, que na época era uma equipe amadora.
Mesmo sendo um jogador discreto, Médio nunca decepcionou em suas atuações pelo alvirrubro, porém, quando foi jogar no Flamengo nunca caiu nas graças do locutor de rádio Ary Barroso. Torcedor ardoroso do rubro-negro, Ary não perdoava um único erro do meia, dizendo assim: “E Médio nunca chega a ser bom, é sempre médio...”
Depois de dar boas alegrias aos banguenses, o bairro recebeu a notícia de sua morte em 8 de janeiro de 1948, em uma situação trágica, descrita pelo Jornal do Brasil do dia seguinte.
“Por desgostos íntimos, suicidou-se ontem, no Quartel da Polícia Especial, no morro de Santo Antônio, o guarda dessa corporação Mamede da Guia, de 38 anos de idade, casado, o qual desfechou dois tiros de revólver no peito, para falecer instantes depois, mesmo antes de qualquer socorro.
O cadáver do tresloucado policial especial foi recolhido ao Necrotério do Instituto Médico Legal. Ao que parece, Mamede teria levado a tão desesperado gesto em conseqüência de se achar separado da esposa e de seus filhinhos.
Tanto no meio esportivo, como na corporação em que servia, gozava o tresloucado policial de geral estima. O seu gesto surpreendeu e encheu de mágoa a todos quanto o conheciam. E assim, desaparece uma figura bastante conhecida das nossas praças de esporte”.


MELQUISEDEQUE
Nome: Melquisedeque Fernandes Ferreira
Período: 2012
Posição: Atacante
Jogos: 6 (2 v, 2 e, 2 d)
Gols: -
Emprestado pelo Barra Mansa (RJ) para a excursão à Europa em 2012, o jovem atacante Melquisedeque não marcou gols e, no retorno, foi devolvido ao seu clube de origem.


MENDONÇA
Nome: Milton Alves Mendonça
Período: 1949 a 1960
Posição: Zagueiro
Jogos: 66 (42 v, 13 e, 11 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Quase todo banguense conhece o drama do zagueiro Mendonça. Craque do time de 1951, o beque teve a perna fraturada por Didi logo no início da decisão do Campeonato Carioca daquele ano contra o Fluminense. O lance, praticamente, decidiu a sorte daquele certame e acabou com as chances de Mendonça no futebol. Depois que voltou da contusão, nunca mais foi o mesmo jogador e teve raríssimas chances entre os titulares. Foi pai de um grande craque do Botafogo nos anos 80: Mendonça. Faleceu em 2002.


MENDONÇA
Nome: Milton da Cunha Mendonça
Período: 1990
Posição: Meio-campo
Jogos: 10 (2 v, 4 e, 4 d)
Gols: 2
Filho do zagueiro Mendonça, dos anos 50, e maior craque do Botafogo nos anos 80, o camisa 10 Mendonça chegou ao Bangu no segundo semestre de 1990 para disputar o Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão e a Taça Adolpho Bloch. Fez poucos jogos e marcou dois gols, diante de Vasco e Fluminense.



MENEZES
Nome: Antônio Menezes
Nascimento: 13/6/1925       Falecimento: 18/7/1978
Período: 1944 a 1955
Posição: Atacante
Jogos: 333 (147 v, 54 e, 132 d)
Aproveitamento: 52%
Gols: 138
Expulsões: -
Estreia: Bangu 3 x 4 Vasco (21/10/1944)
Despedida:Bangu 1 x 5 Flamengo (27/2/1955)

Nascido em Miracema, interior do estado do Rio, Menezes chegou ao Bangu, ainda garoto, em 1942, aos 17 anos, vindo do time amador do Marã. De um talento incomum, goleador nato, foi profissionalizado em 1944 e a partir daí, passou a figurar em todas as escalações.
Com 20 anos, foi um dos destaques do Bangu no Campeonato Carioca de 1945, mas seu grande dia ocorreria mesmo em 1946. Naquela época, o Vasco tinha um timaço, chamado de “Expresso da Vitória”. Pois, dentro de São Januário, Menezes não tomou conhecimento da força do rival e marcou quatro gols nas redes de Barbosa, decretando uma goleada histórica de 6 a 2 para o Bangu.
Mesmo com as novas contratações, que reforçaram a equipe a partir de 1948, Menezes continuou em alta, mantendo-se entre os titulares. Foi campeão do Torneio Início em 1950 e do Torneio Início do Rio-São Paulo em 1951, mesmo ano em que partiu para a Europa na famosa excursão do Combinado Bangu-São Paulo.
Em 1952, atingiu a artilharia máxima do Campeonato Carioca empatado em 19 gols com Zizinho. Curioso notar que até o último jogo, estava um gol atrás do “Mestre Ziza”. Porém, empatou a disputa interna do Bangu, marcando um gol na vitória sobre o América por 2 a 1.
No final de 1954, já não vinha mais sendo aproveitado pelo técnico Tim nas partidas do Campeonato Carioca. Sendo assim, encerrou a carreira no início de 1955, num amistoso contra o Flamengo, em Volta Redonda.
Pendurou as chuteiras anotando 137 gols pelo Bangu, um número fantástico, que o transformou no 4º maior artilheiro alvirrubro de todos os tempos, atrás apenas de Ladislau, Moacir Bueno e Nívio.
Com a “aposentadoria”, Menezes foi trabalhar no Departamento Territorial da Fábrica Bangu, vendendo terrenos da Companhia.


MERICA
Nome: Marcos Paulo de Souza Ferreira
Período: 1995 a 1996
Posição: Meio-campo
Jogos: 48 (16 v, 15 e, 17 d)
Gols: 2
Trazido pelo empresário Pedrinho Vicençote, o meia Merica chegou ao Bangu em 1995, depois de atuar pelo Tupi (MG) e pelo América de Três Rios. Nunca conseguiu se destacar e passou boa parte do tempo no banco de reservas, sendo uma opção do técnico Ricardo Barreto para o 2º tempo dos jogos. Depois, foi jogar no Friburguense e no Villa Nova (MG).


MICAL
Nome: Mical Antero dos Santos
Período: 1940
Posição: Atacante
Jogos: 10 (2 v, 8 d)
Gols: 5
Mical participou do Campeonato Carioca de 1940 com a camisa do Bangu. Chegou a marcar 5 gols nos 12 jogos que fez, mas no ano seguinte se transferiu para o Canto do Rio. Depois de jogar até mesmo no Corinthians, encerrou a carreira no São Cristóvão.


MICHEL
Nome: Michel Celestino Pires Chaves
Período: 2007
Posição: Meio-campo
Jogos: 16 (9 v, 5 e, 2 d)
Gols: 4
Emprestado pelo Madureira, o jovem Michel, de apenas 18 anos, disputou a Copa Rio de 2007 com a camisa do Bangu. Destacou-se na goleada de 5 x 0 sobre o América, quando marcou dois gols. 


MICHEL
Nome: Michel Dennis Lima da Silva
Período: 2008
Posição: Meio-campo
Jogos: 10 (6 v, 2 e, 2 d)
Gols: -
O meia Michel já tinha 30 anos quando chegou ao Bangu, vindo do Guarani de Juazeiro (CE), para participar do elenco vencedor do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 2008. Ficou na reserva, mas colocou a faixa de campeão. Em 2009, foi jogar no Flamengo do Piauí.


MIGUEL
Nome: Miguel Edmundo Ferraz do Amaral Pimenta
Período: 1949
Posição: Zagueiro
Jogos: 13 (9 v, 1 e, 3 d)
Gols: -
Vindo do Bonsucesso, o zagueiro Miguel teve, ao menos, a honra de formar dupla ao lado de Domingos da Guia nos últimos jogos disputados pelo “Divino Mestre” antes de se aposentar. Sem oportunidade em Moça Bonita, foi para o América (RJ).


MIGUEL
Nome: Miguel dos Santos
Período: 1953 a 1954
Posição: Ponta-direita
Jogos: 53 (29 v, 10 e, 14 d)
Gols: 21
Expulsões: 1
Miguel era um bom ponta-direita vindo das categorias de base do Flamengo. No Bangu, antes de se fixar como titular, foi emprestado para o Santa Cruz (PE) e para o São Bento de Marília (SP), até que ganhou sua chance em 1953, ficando no clube até 1954. Depois, foi vendido para o América (RJ), chegando a jogar também no Fluminense.


MIGUEL
Nome: -
Período: 1973
Posição: Lateral-direito
Jogos: 19 (5 v, 7 e, 7 d)
Gols: -
O lateral Miguel ganhou a posição em cima de Vicente, virando titular no momento exato: durante a excursão que o Bangu fez por Peru, Equador e Honduras e na fase final do Campeonato Carioca de 1973.


MIGUELZINHO
Nome: Eliacir Miguel Ennes
Período: 1982 a 1984
Posição: Ponta-direita
Jogos: 14 (8 v, 4 e, 2 d)
Gols: 2
Eterno reserva da ponta-direita, Miguelzinho era uma promessa na época de juniores, chegando a ser convocado para a seleção carioca da categoria. No entanto, nos profissionais, jamais conseguiu tomar a vaga de Dreyfus, em 1982 e, evidentemente, sequer a de Marinho, em 1983 e 1984.


MILANO
Nome: Ademir Milano de Oliveira
Período: 1967 a 1968
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 3 (2 e, 1 d)
Gols: -
Revelado pelo próprio clube, Milano atuava tanto como meia, quanto como ponta-esquerda. No entanto, teve pouquíssimas chances entre os titulares, já que era quase impossível barrar o craque Aladim. Do Bangu, Milano foi para o Corinthians, onde também não lhe deram espaço. Sendo assim, foi mostrar seu futebol no Itabuna (BA). Faleceu em 1999.


MILLER
Nome: Vinícius Guirra Miller de Oliveira
Período: 2011
Posição: Atacante
Jogos: 2 (2 d)
Gols: -
Miller estava no Boavista (RJ) quando veio para o Bangu disputar a Copa Rio de 2011. No entanto, teve raríssimas oportunidades de mostrar seu futebol.


MILTINHO
Nome: Milton Cardoso
Período: 1951
Posição: Atacante
Jogos: 7 (6 v, 1 d)
Gols: 5
Miltinho era uma das boas promessas do Bangu em 1951, despontando na equipe de aspirantes. Porém, como era uma época em que o clube tinha fartura de craques no ataque, o jogador acabou sendo vendido para o Canto do Rio. No entanto, nas poucas chances que teve entre os profissionais, marcou 5 gols em sete jogos.


MILTINHO
Nome: Milton Azevedo
Período: 1956 a 1959
Posição: Meio-campo
Jogos: 41 (22 v, 14 e, 5 d)
Gols: 2
Vindo da Portuguesa (RJ), Miltinho conseguiu seu espaço no meio-campo e fez várias atuações, principalmente quando o titular Zózimo estava a serviço da Seleção Brasileira. Seus melhores jogos ocorreram na excursão que o clube fez à Espanha, em 1958. Em 1959, foi negociado com o Sete de Setembro (MG).


MILTON
Nome: Milton Silvério Carlos
Período: 1968
Posição: Atacante
Jogos: 12 (2 v, 7 e, 3 d)
Gols: 2
Vindo do Valeriodoce (MG), Milton era o reserva de Dé durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968. Do Bangu, foi vendido ao Flamengo, onde teve mais espaço para mostrar seu futebol. Virou ídolo no futebol mexicano, defendendo as cores do Monterrey na década de 70.


MILTON
Nome: -
Período: 1990
Posição: Goleiro
Jogos: 1 (1 e)
Gols sofridos: 1
Reserva de Wagner, o goleiro Milton jogou apenas um amistoso pelo Bangu, empatando contra o Tupi, em 1990.


MIMI
Nome: Waldemir dos Santos
Período: 1968
Posição: Meio-campo
Jogos: 4 (3 v, 1 d)
Gols: -
Jogador dos aspirantes, Mimi jogou apenas quatro vezes entre os profissionais, durante uma excursão que o Bangu fez ao estado de Goiás, no início de 1968. Jamais conseguiu espaço no meio-campo da época, dominado por Jaime e Ocimar.


MIMI QUIXADÁ
Nome: Josemir Ferreira Damasceno
Período: 2013
Posição: Volante
Jogos: 5 (2 v, 2 e, 1 d)
Gols: -
Vindo do Itapipoca (CE), o volante Mimi Quixadá trazia no apelido o nome de sua cidade de nascimento. Atuou pelo Bangu em cinco jogos no Vietnã, durante a BTV Cup de 2013, como titular absoluto.


MINEIRO
Nome: Maurício Bhering
Período: 1936 a 1939
Posição: Atacante
Jogos: 8 (1 e, 7 d)
Gols: 1
Mineiro jogou duas partidas no início de 1936 e regressou ao clube, em 1939, quando o Bangu vinha mal no Campeonato Carioca. Conseguiu marcar um gol diante do São Cristóvão, mas deixou o clube sem conseguir vencer uma única vez.



MINEIRO
Nome: Péricles Lopes de Almeida
Nascimento: ??/??/1919       Falecimento: ??/??/????
Período: 1936 a 1946
Posição: Meio-campo
Jogos: 210 (58 v, 22 e, 130 d)
Aproveitamento: 33%
Gols: 2
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 2 x 4 Olaria (5/1/1936)
Despedida:Bangu 1 x 3 Rio Branco (8/12/1946)

Carioca de Campo Grande, o meia Mineiro iniciou sua carreira no time alvinegro daquele bairro, ingressando em 1940 no Bangu, onde permaneceu durante sete temporadas.
Apelidado de “Homem dos Sete Instrumentos”, pela variedade de posições que ocupava dentro de campo, Mineiro era dono de uma padaria em Campo Grande ao mesmo tempo em que vestia a camisa do time.
Se inicialmente, ele foi contratado para formar zaga ao lado de Enéas, a partir de 1943, era sempre escalado no meio-campo, posição em que ficou mais tempo.
No início de 1947, transferiu-se para o Madureira.


MIRANDA
Nome: Elbruz Miranda Monteiro
Período: 1922 a 1923
Posição: Atacante
Jogos: 6 (3 v, 2 e, 1 d)
Gols: -
Vindo do Metropolitano do Méier, Miranda – apelidado de “Dongo” - não morava em Bangu, não era operário da fábrica, mas tinha simpatia pelo time. Nunca conseguiu se firmar como titular da equipe principal, mas sempre saía do bairro do Encantado para vir jogar na Rua Ferrer. Nos seis jogos que fez entre 1922 e 1923, não conseguiu marcar um único gol.


MIRANDA
Nome: -
Período: 1975
Posição: Atacante
Jogos: 3 (2 v, 1 e)
Gols: -
Atacante reserva, Miranda teve pouquíssimas chances de atuar durante o Campeonato Carioca de 1975, único ano em que permaneceu em Moça Bonita.


MIRANDINHA
Nome: Gláucio Rocha de Azevedo
Período: 1980 a 1982
Posição: Ponta-direita
Jogos: 94 (45 v, 26 e, 23 d)
Gols: 28
Apelidado de Mirandinha pelo fato de se parecer fisicamente com um jogador que tinha esse nome e atuava no São Paulo dos anos 70, o “Mirandinha” do Bangu chegou ao clube em 1980, vindo da Caldense, de Poços de Caldas. Ganhou notoriedade ao marcar o gol da vitória sobre o Flamengo por 1 a 0, em Moça Bonita, pelo Campeonato Carioca daquele ano. Imediatamente foi presenteado com um Chevette, dado por Castor de Andrade. Em 1981, ao marcar três gols diante da Ponte Preta, foi exageradamente comparado ao craque Paulo Borges. No entanto, seu futebol foi decaindo a partir daí e Mirandinha deixou de ser interessante para o Bangu em meados de 1982. Depois, foi atuar no Operário/MS, no Joinville e no Náutico.


MIRIM
Nome: José Mirim Villas Boas
Período: 1917 a 1920
Posição: Goleiro
Jogos: 15 (5 v, 1 e, 9 d)
Gols sofridos: 35
Mirim era o goleiro reserva do Bangu no final da década de 10. Filho do presidente José Villas Boas, Mirim nunca viveu bons momentos na meta banguense e sua atuação era sinônimo de muitos gols sofridos. Sem espaço na Rua Ferrer, foi tentar a sorte no América, onde também esquentou o banco de reservas.



MIRIM
Nome: Valdemiro Teixeira
Nascimento: 9/2/1925          Falecimento: 13/12/2006
Período: 1949 a 1952
Posição: Meio-campo
Jogos: 125 (67 v, 25 e, 33 d)
Aproveitamento: 63%
Gols: 4
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 2 x 2 Flamengo (31/3/1949)
Despedida:Bangu 0 x 1 Atlético/MG (18/6/1952)

Campeão carioca pelo Fluminense em 1946, Mirim foi emprestado ao Bonsucesso em 1947, retornando às Laranjeiras em 1948. Seu bom futebol, no entanto, interessava ao Patrono do Bangu, Guilherme da Silveira Filho, e ele trouxe o meia para Moça Bonita em 1949.
Formou uma famosa linha média com Guálter e Pinguela e viveu um dos melhores momentos da história do clube no início dos anos 50. Chegou a ser convocado para a Seleção Carioca que inaugurou o Maracanã, formou no Combinado Bangu/São Paulo que excursionou pela Europa em 1951 e, enfim, foi vice-campeão carioca pelo Bangu, na dramática decisão com o Fluminense. Mirim, inclusive, foi expulso pelo árbitro Mário Vianna no primeiro jogo da “melhor de três”.
Em meados de 1952 foi negociado com o Palmeiras por 500 mil cruzeiros. Em 1953, foi jogar no Vasco. Atuou ainda por Sport Recife, América Mineiro e Guarani de Divinópolis (MG).
Ao encerrar a carreira, foi técnico de várias equipes pequenas do interior mineiro. Faleceu em 2006, em Alfenas (MG).


MITOCA
Nome: -
Período: 1944
Posição: Meio-campo
Jogos: 11 (2 v, 2 e, 7 d)
Gols: -
Normalmente, o trio médio do Bangu em 1944 era formado por Mineiro, Souza e Adauto, porém, na ausência de um dos três, Mitoca era chamado para figurar entre os titulares.


MITUCA
Nome: Milton José dos Anjos
Período: 1958 a 1961
Posição: Atacante
Jogos: 79 (44 v, 22 e, 13 d)
Gols: 28
Expulsões: 1
Vindo do Canto do Rio, Mituca foi um atacante folclórico no Bangu. Logo em sua primeira excursão internacional, num jogo no Chile, foi expulso por agressão ao árbitro e imediatamente preso pela polícia local. Foi vice-campeão carioca em 1959, mas foi relegado à reserva em 1960 e 1961.


MOACIR
Nome: Moacyr Pereira da Silva
Período: 1936 a 1938
Posição: Meio-campo
Jogos: 23 (7 v, 3 e, 13 d)
Gols: -
Vindo do Olaria, o meia-esquerda Moacir jogou toda a temporada de 1936 pelo Bangu. Saiu em 1937 e tentou regressar em 1938, sem obter sucesso.



MOACIR BUENO
Nome: Moacir Bueno
Nascimento: 17/7/1924       Falecimento: 31/12/2004
Período: 1942 a 1959
Posição: Atacante
Jogos: 374 (152 v, 66 e, 156 d)
Aproveitamento: 48%
Gols: 203
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 0 x 1 Madureira (19/7/1942)
Despedida:Bangu 5 x 2 Paysandu (2/4/1959)

Ele tinha tudo para não dar certo no Bangu. Logo em seu primeiro ano, ainda juvenil, em 1941, arrumou uma briga num treino com o maior craque dos profissionais: o ponta-direita Lula. Era o jovem Moacir Bueno, meros 17 anos, cabeça quente, comportamento que lhe valeu uns sopapos do irmão mais velho de Lula, o meio-campo Nadinho.
Pode-se dizer que a partir deste incidente começou a carreira de Moacir no Bangu. Em 1942, atuando no ataque dos juvenis, ele tinha muito o que aprender. Perdia gols certos, perdia chances e atrapalhava o ataque. “Ele recebia a bola de costas para o gol. Daí, quando ia virar, já tinha perdido a bola. Foi meu tio Zé Maria que treinou Moacir Bueno para que ele recebesse a bola sempre de frente para o gol” – afirma Manoraldino José Soares, que acompanhou o Bangu dos anos 40 e via no Bangu do século XXI, jogadores com a mesma dificuldade.
Livre dos erros de posicionamento, Moacir estreou entre os profissionais em 1942, jogando quatro partidas do Campeonato Carioca daquele ano. Seus primeiros gols no time titular ocorreram em 1943, em cima do Fluminense, numa partida amistosa.
A partir daí tornou-se o mais perigoso homem de área do Bangu nos anos 40. Durante o Campeonato Carioca de 1943, Moacir aprontou. Chegou a balançar as redes oito vezes em três jogos sucessivos: fez três diante do América, outros três contra o Fluminense e mais dois sobre o São Cristóvão. Naturalmente, ajudou diretamente nas vitórias por 4 x 3; 5 x 3 e 5 x 3, respectivamente. Ao final da primeira temporada completa, tinha marcado 23 gols, ganho o título do Torneio da Imprensa – um hexagonal interestadual disputado no Rio de Janeiro entre equipes médias – e garantido de vez seu lugar no ataque banguense pelos próximos anos.
Apesar da fragilidade do time do Bangu nos anos 40 – era alvo fácil de goleadas históricas -, Moacir mantinha sua regularidade e cumpria sua obrigação. Fazia os gols. Em 1946, num jogo contra o Serrano, em Petrópolis, ele foi além da conta: anotou cinco – o que é um recorde individual para qualquer jogador do Bangu.
No ano seguinte, começou a sofrer assédio de outros clubes. O Vasco estava de olho, o Bangu não soltava o seu craque. Aliás, em 1947, Moacir, por pouco, não foi o artilheiro do Campeonato Carioca. Fez 17. Um a menos que Dimas, do Vasco. Além disso, voltou a marcar cinco gols numa mesma partida, desta vez contra o Canto do Rio, na goleada por 8 a 1.
Finalmente, a partir de 1948, com o término das obras do estádio de Moça Bonita, o Bangu pode, enfim, investir no time de futebol. Com isso, não precisaria vender o seu melhor atacante e ainda contratou diversos bons valores vindos de Minas Gerais.
Em 1950, o Bangu melhorou ainda mais com a contratação do craque Zizinho. Moacir – um nome já respeitado dentro do futebol – ganhou de presente a convocação para a Seleção Carioca que iria disputar a primeira partida da história do Maracanã. O jogo no dia 16 de junho, contra a Seleção Paulista, terminou com a vitória dos visitantes por 3 x 1, Moacir entrou no segundo tempo, substituindo Esquerdinha, do América. Mas, passou a se gabar até o fim da vida, que tinha “estreado” o Maracanã.
No entanto, naquele mesmo ano, pela primeira vez, amargou o banco de reservas. Voltaria ao seu posto de titular em 1951, com a saída do atacante Simões. Participou do famoso combinado Bangu-São Paulo que foi à Europa, que utilizava a defesa paulista e o ataque carioca. Moacir também foi brilhante na campanha que levou o Bangu ao vice-campeonato carioca. Inclusive, em uma partida contra o Olaria, em Moça Bonita, fez os quatro gols da vitória alvirrubra por 4 a 1.
Jogador de um único clube, continuou em Moça Bonita em 1952, quando passou maior parte da temporada na reserva de Vermelho, mas deu a volta por cima em 1953. Em um jogo contra o Fluminense, no Maracanã, em que o Bangu perdia por 2 x 0 e chegou à virada por 3 x 2, anotou o gol da vitória, aproveitando-se de um passe de Zizinho, aos 42 minutos do segundo tempo. Era mais um dia de glória para Moacir.
No entanto, após dez anos ininterruptos de Bangu, Moacir começou a cansar. Entrava somente em alguns jogos. Teve sua última grande exibição diante do América, quando fez três gols numa goleada por 5 x 1, ainda em 1953.
Completamente relegado à reserva pelo técnico Tim, entrou em campo apenas três vezes em 1954 e decidiu parar com o futebol aos 30 anos. Em 1955, estava defendendo as cores da Fábrica Bangu, que possuía um time de veteranos que fazia alguns amistosos pelo estado do Rio.
Seu faro de gols fez com que ele fosse o destaque deste time e chamou a atenção do Patrono Guilherme da Silveira Filho. “Silveirinha” não entendia como um talento como Moacir Bueno não estava à serviço dos profissionais do Bangu. E, no final de 1957, ele foi reintegrado ao elenco.
O ressurgimento de Moacir Bueno, porém, nunca ocorreu. Ele fez algumas partidas em 1958, sem qualquer sucesso. Em 1959, convocado para uma excursão ao Nordeste, decidiu que encerraria de vez sua carreira ao voltar da turnê.
Fez sua última partida lá no Pará, entrando no segundo tempo, no lugar de Alcides, durante um jogo contra o Paysandu, em que o Bangu venceu por 5 a 2.  
Com a aposentadoria do artilheiro, o Bangu ganhou um técnico. Ainda em 1959, Moacir recebeu a incumbência de treinar o time de juvenis (antiga denominação do que hoje são os juniores). Com uma equipe valorosa, em que despontavam o goleiro Helinho, o folclórico lateral-direito Neco, o meia Ademir da Guia e o atacante Zé Maria, o Bangu sagrou-se campeão carioca na primeira experiência de Moacir como treinador.
O sucesso precoce o colocou como um perfeito interino para o time profissional. Assim sendo, assumiu a equipe em diversas oportunidades: em 1960, em 1963, em 1964, em 1970, ao mesmo tempo em que era o eterno responsável pelo desempenho dos juvenis.
Em 1976 recebeu a incumbência de ser o técnico do time no Campeonato Carioca. Mas o elenco era fraco demais, os resultados não surgiram e ele foi definitivamente demitido. Aliás, como treinador, Moacir Bueno teve um baixíssimo aproveitamento. Em 20 jogos em todas suas passagens pelos profissionais, conseguiu apenas duas vitórias e seis empates.
Além do Bangu, Moacir treinou também o Campo Grande, o Olympico de Manaus, o Tiradentes do Piauí, o Sampaio Corrêa do Maranhão e o Serrano da Bahia.
Voltou a morar em Bangu já no final da vida, na mesma casa que ganhou do Patrono Silveirinha quando estava no auge da forma. Doente, vítima do mal de Alzheimer, Moacir passou seus últimos anos perambulando pelas ruas do bairro, pedindo sempre dois reais (nem mais, nem menos) às pessoas que encontrava.
Carregava nas mãos fotos da época de jogador, e numa repetição incessante apresentava-se como “Moacir Bueno, jogador do Bangu, inaugurei o estádio do Maracanã”. Não raro, também começava a chorar copiosamente.
Faleceu no último dia de 2004, sem menções honrosas, sem glórias, sem destaque qualquer da imprensa, o segundo maior artilheiro da história do Bangu, com 203 gols marcados.  


MOACIR DE PAULA
Nome: Moacir de Paula
Período: 1948 a 1950
Posição: Atacante
Jogos: 58 (32 v, 8 e, 18 d)
Gols: 15
Trazido pelo técnico Ayrton Moreira quando jogava pelo Metalusina de Barão de Cocais (MG), Moacir de Paula foi titular do ataque durante as temporadas de 1948 e 1949. No entanto, perdeu a posição para Ismael em 1950. Encerrou a carreira precocemente por problemas de varizes nas pernas.



MOCOCA
Nome: Gilmar Justino Dias
Nascimento: 10/3/1958      
Período: 1981 a 1984
Posição: Volante
Jogos: 140 (64 v, 48 e, 28 d)
Aproveitamento: 62%
Gols: 1
Expulsões: 3
Estreia: Bangu 0 x 3 Uruguai (2/8/1981)
Despedida:Bangu 2 x 2 Botafogo (2/12/1984)

Um volante que, no início de sua carreira, chegou a ser exageradamente comparado a Falcão. Assim, era Mococa, que adotou o nome da cidade onde nasceu, no interior de São Paulo, como apelido de jogo.
Surgiu no Palmeiras, onde jogou entre 1978 e 1980, passando, inclusive, no caminho do Bangu, ao marcar três gols em duas partidas diante do alvirrubro.
Em 1981, foi vendido para o Santos e como estava sem espaço no time da Vila Belmiro, foi emprestado para o Bangu no meio do ano.
Logo que chegou, já se sabia da fama do “cabeça-de-área”: gostava de beber. Castor de Andrade não se fez de rogado e lançou uma frase que ficou famosa na época:”O Mococa bebe muito? Ora, se ele for campeão carioca, eu lhe dou um alambique de presente”.
Mococa estreou durante um amistoso internacional contra a Seleção do Uruguai, em Montevidéu. Naquele ano, não conseguiu muito destaque no Campeonato Carioca e ainda foi expulso de campo duas vezes.
Mesmo assim, em 1982, Castor pagou 10 milhões de cruzeiros pelo seu passe junto ao Santos. Mococa retribuiu conquistando a titularidade da camisa 5 e fazendo boas exibições durante o ano.
Em 1983, com a chegada do técnico Moisés, Mococa continuou como titular absoluto, ajudando o time na grande campanha que fez no Campeonato Carioca. No ano seguinte, novamente, era um dos intocáveis do time. Até que, em 1985, o Bangu decidiu vender o seu passe, já que tinha comprado um volante mais jovem, mais barato e mais eficiente: Israel, do Campo Grande.
Sem espaço em Moça Bonita, foi negociado com o 9 de Julho, do Equador, após quatro anos vestindo a camisa alvirrubra, sem jamais ter ganho um título ou um “alambique”.
Em 1988, Mococa voltou ao Brasil para jogar pelo Radium, de sua cidade natal.
O grande craque dos anos 80 teve um fim de carreira melancólico. Gastou muito, ficou pobre e foi morar em uma casa alugada em Mococa. Depois que parou de jogar, passou a cobrar 50 reais para atuar em partidas de exibição pelo interior de São Paulo. Justo ele que tinha tudo que queria nos bons tempos do doutor Castor.


MODERATO
Nome: Moderato Wisintainer
Período: 1926
Posição: Centroavante
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Jogador do Flamengo, o gaúcho Moderato atuou apenas uma vez com a camisa do Bangu, numa partida amistosa contra o Selecionado Carioca, nas Laranjeiras, em 1926.


MODESTO
Nome: Modesto Rodrigues de Farias
Período: 1928
Posição: Centroavante
Jogos: 6 (2 v, 4 d)
Gols: 2
Modesto começou como titular a temporada de 1928, mas não rendeu o esperado e acabou tendo poucas chances no Bangu. Depois, foi jogar no Brasil da Praia Vermelha.


MOISÉS
Nome: -
Período: 1967
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 e)
Gols: -
Jogador dos juvenis, Moisés atuou apenas durante o Torneio Início de 1967, jogando uma única partida de 20 minutos diante do Madureira (0 x 0), no Maracanã.



MOISÉS
Nome: Moisés Matias de Andrade
Nascimento: 30/11/1948       Falecimento: 26/8/2008
Período: 1980 a 1982
Posição: Zagueiro
Jogos: 120 (61 v, 31 e, 28 d)
Aproveitamento: 63%
Gols: 4
Expulsões: 1
Estreia: Bangu 1 x 2 Ferroviária (24/2/1980)
Despedida:Bangu 0 x 1 Bonsucesso (26/9/1982)

Ele sempre criou uma fama de mau. De xerifão, de zagueiro que não visa a bola, de durão. Por isso, ficaram famosas as frases “juiz nenhum expulsa nos primeiros 15 minutos” e “zagueiro que se preze não ganha o troféu Belfort Duarte”. Assim era Moisés, um dos veteranos que Castor de Andrade contratou para o Bangu no início dos anos 80.
Revelado pelo Bonsucesso, Moisés jogou no Flamengo, no Botafogo, no Vasco (onde foi campeão brasileiro em 1974), no Corinthians (campeão paulista em 1977), Fluminense e estava na Portuguesa (SP), quando recebeu a proposta de vir para Moça Bonita. Castor queria um líder para o time e ninguém melhor do que o “Xerife” para comandar a ressurreição do clube.
“Minha tática, depois de ganhar passe livre do Corinthians, foi sempre assinar contrato por um ano mas só jogar uns quatro, cinco meses. E foi com esse objetivo que fui para o Bangu, mas lá acabei enrolado pelo maior malandro que conheci na vida: o Dr. Castor de Andrade. Pela primeira vez em dezesseis anos, alguém me consegue fazer trabalhar: por 350 mil por mês, jogo no time profissional e ainda treino as divisões inferiores” – confessou Moisés à Revista Placar, em 1981.
No Bangu, Moisés foi um grande capitão e ajudou o time a sair da 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro e disputar a Taça de Ouro, logo em 1980. Foi até mesmo disciplinado – sendo expulso de campo uma única vez – e oportunista no ataque – marcando quatro gols.
Mesmo veterano, já com 32 anos, Moisés viveu seu grande momento durante o Campeonato Brasileiro de 1981, sendo eleito o melhor zagueiro-central da competição, ganhando a Bola de Prata da Revista Placar.
Um rei em Moça Bonita, Moisés era o homem de confiança de Castor de Andrade. O zagueiro participava da divisão dos “bichos” e era responsável pela disciplina na concentração, evitando que alguns jogadores perdessem muito dinheiro nas rodas de carteado.
Em 1982, Moisés fez outro pelo Campeonato Brasileiro, ajudando o Bangu a alcançar as quartas-de-final. Sua participação em campo, porém, já estava terminando, e durante o Campeonato Carioca uma contusão o privou de participar de todo o 2º turno. A dupla de zaga, então, passou a ser Tecão e Renê.
Mas Moisés continuou em Moça Bonita, passou a assistir os jogos das sociais, ao lado de Castor. Estava, na verdade, garantindo seu futuro. Em 1983, após a saída de Jorge Vieira, que fracassou durante a disputa da Taça de Prata, o ex-zagueiro tornou-se treinador do Bangu. E foi com ele que o alvirrubro viveu sua melhor fase nos anos 80.
Moisés se tornou o técnico que mais vezes comandou o Bangu, com breves interrupções, entre 1983 e 1994. Com ele no banco de reservas, o time chegou ao vice-campeonato brasileiro e carioca em 1985. Era a natural capacidade de liderança colocada em prática com muito sucesso.
“Nasci líder, sabe como é?” Além do mais, sou um sujeito inteligente e sempre dou as melhores idéias. Sou mais eu, sou mais o Bangu” – dizia.
Amante da caça submarina, irreverente, malandro, Moisés fazia sucesso na imprensa e promovia anualmente o “Bloco das Piranhas”, de Madureira, onde vários jogadores saíam fantasiados de mulher.
A dois dias da final contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro de 1985, o “Xerife” era visto na praia da Barra, despreocupado, sem camisa, degustando frutos do mar e concedendo uma divertida entrevista aos repórteres. Era assim o técnico Moisés...
Moisés faleceu, vítima de câncer, em 2008, no Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, foi técnico também do Santa Cruz, do América (RJ), do Atlético Mineiro e da Cabofriense.


MONTEIRO
Nome: José Francisco Monteiro
Período: 1927
Posição: Atacante
Jogos: 1 (1 d)
Gols: -
Jogador do 2º time, Monteiro atuou uma única vez entre os titulares, numa partida contra o Botafogo (2 x 4), em General Severiano, na abertura do Campeonato Carioca de 1927.


MORAES
Nome: Nelson Luís de Moraes Lopes
Período: 1970 a 1972
Posição: Zagueiro
Jogos: 38 (13 v, 10 e, 15 d)
Gols: -
O zagueiro Moraes ficou mais conhecido por ter feito um gol contra histórico: no empate em 1 a 1 contra a Seleção Brasileira de 70, em Moça Bonita, foi ele quem “deu” o único gol ao time de João Saldanha, impedindo que o Brasil perdesse para o Bangu, poucos meses antes da Copa do México.


MORAES
Nome: Nilson de Moraes Lopes
Período: 1977
Posição: Meio-campo
Jogos: 2 (2 e)
Gols: -
Irmão do zagueiro Moraes, o meia Moraes participou de apenas dois jogos durante a temporada de 1977 e, como não teve outras oportunidades, rapidamente foi transferido para o Sobradinho (DF).


MOREIRA
Nome: Marcos Moreira Alves
Período: 1971 a 1972
Posição: Meio-campo
Jogos: 6 (1 v, 1 e, 4 d)
Gols: -
Vindo do Bonsucesso, o meia Moreira teve poucas chances de atuar como titular no Bangu, mesmo numa época de escassez de bons jogadores.


MORENO
Nome: Paulo Roberto Alves de Oliveira
Período: 1996
Posição: Meio-campo
Jogos: 5 (1 v, 1 e, 3 d)
Gols: 1
Craque do América (RJ) na década de 80, Moreno chegou ao Bangu em 1996 com 35 anos. O veterano disputou apenas os jogos da Taça Cidade Maravilhosa e deixou um golzinho nas redes do próprio América.


MORESCH
Nome: Alexandre Moresch Rodrigues
Período: 1999
Posição: Atacante
Jogos: 13 (5 v, 6 e, 2 d)
Gols: 4
Ex-jogador do Fluminense, o atacante Moresch atuou pelo Bangu apenas no segundo semestre de 1999, participando do Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão e da Copa Rio daquele ano.


MULATINHO
Nome: -
Período: 1936
Posição: Atacante
Jogos: 6 (2 v, 4 d)
Gols: -
O atacante Mulatinho fez alguns amistosos pelo Bangu em 1936, mas não ficou no grupo que disputaria o Campeonato Carioca daquele ano, até pelo fato de não conseguir ter feito um único gol nas sete oportunidades que teve.


MÜLLER
Nome: José Laércio Lucas Corrêa
Período: 1989
Posição: Atacante
Jogos: 10 (7 v, 1 e, 2 d)
Gols: 2
Irmão do famoso Müller, do São Paulo e da Seleção Brasileira, o Müller que veio para o Bangu disputar o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão de 1989 nada tinha de craque. Jogou também no Lemense (SP), Brusque (SC) e Avaí. Ao parar com o futebol virou pastor evangélico.


MUNIZ
Nome: Jefferson Rodrigues Muniz
Período: 2010
Posição: Meio-campo
Jogos: 5 (1 v, 2 e, 3 d)
Gols: -
Expulsões: 1
Trazido pelo técnico Marcelo Buarque, o meia Muniz era um destaque na Portuguesa. No Bangu, seu futebol sumiu e ele foi devolvido ao time da Ilha do Governador ao final do Campeonato Carioca de 2010, quando amargou a reserva na maior parte da competição.



MUNT
Nome: Pedro Aurélio Munt
Período: 1941
Posição: Meio-campo
Jogos: 28 (9 v, 3 e, 16 d)
Gols: 1
O paraguaio Munt já era um jogador rodado quando desembarcou no Brasil para jogar pelo América (RJ), em 1937. Foi contratado pelo Bangu para disputar o Campeonato Carioca de 1941, aos 32 anos. Antes, Munt atuara pelos times argentinos do Atlético Posadas, Atlanta, Boca Juniors e Estudiantes de La Plata. Ao encerrar a carreira, foi técnico de diversos times do Nordeste brasileiro.


MURILO
Nome: Murilo Carvalho da Silva
Período: 1940
Posição: Ponta-esquerda
Jogos: 20 (5 v, 15 d)
Gols: 1
Também chamado de “Murilinho”, o ponta-esquerda foi revelado pelo Bangu, mas não teve a mínima sorte durante o Campeonato Carioca de 1940: a equipe era fraca, terminou na lanterna e o jovem Murilo não foi bem. Depois, jogando pelo Madureira, ao menos, conseguiu mostrar seu valor.


MURILO
Nome: Murilo Pereira Guedes
Período: 1990 a 1991
Posição: Lateral-direito
Jogos: 20 (7 v, 7 e, 6 d)
Gols: 1
Revelado pelo próprio clube, o lateral Murilo jogou apenas duas temporadas pelo Bangu. Chegou a barrar o titular Cláudio, mas não teve a mínima chance de segurar a camisa 2 depois da chegada de Josimar e foi jogar no América de Três Rios.

          
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.116
Vitórias 1.713
Empates 980
Derrotas 1.423
Gols Pró 7.267
Gols Contra 6.306
Saldo de Gols 961
Artilheiros
 
Ladislau 229
Moacir Bueno 202
Nívio 152
Menezes 138
Zizinho 124
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 97
Arturzinho 93
Marinho 83