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Rua Ferrer 16 de abril de 1926
Neste dia, surgia o maior atacante da história alvirrubra: Ladislau da Guia fez 3 gols no Botafogo.

Personagem quase esquecido da história do Bangu Atlético Clube, porém, de fundamental importância, o irmão de Domingos da Guia, Ladislau provou, desde cedo, ter uma vocação goleadora.

Nascido em 27 de junho de 1906, o garoto acompanhou durante toda a década de 10 seu outro “mano” mais velho, Luiz Antônio da Guia, atuar como zagueiro do Bangu. Natural que, logo aos 15 anos, passasse a figurar no 2º time alvirrubro.

Na época, Ladislau nem pensava em ser atacante, atuava no meio-campo, responsável pela marcação, por destruir as investidas dos rivais. Dessa forma, entrou em campo duas vezes durante o campeonato de 1os times de 1922. Ajudou na vitória sobre o Andarahy por 2 x 1, e participou da derrota para o Fluminense por 4 x 1.

Mas era muito jovem e se dedicar totalmente ao clube não parecia ser seu objetivo naquela época. Tanto que, em 1923, fundou o seu próprio time, junto com outro irmão mais novo, Mamede da Guia. O “Torpedo” teve vida curta, durou apenas dois anos e não fez nada além de participar de algumas “peladas”.

Em 1925, foi para o América, mas não ficou. O clube rubro não via com bons olhos a presença de atletas negros vestindo o seu uniforme: “Em Ladislau, porém, o América não podia pensar. Tivera-o em Campos Sales, deixara-o ir embora, a velha história de não querer preto no time. Como era preto, Ladislau fora para o 2º time, acabara compreendendo, o lugar dele era no Bangu” – contou o jornalista Mário Filho.

E foi no Bangu que ele começou jogando como titular do 1º time o Campeonato Carioca de 1926. Na estreia contra o Flamengo, passou em branco. Veio o segundo jogo, contra o Botafogo, na Rua Ferrer. Foi aí que começou a aparecer para o público o grande artilheiro, na época, com 19 anos.

O favoritismo era todo do Bangu, não só por jogar na “cancha encantada”, como também pelos resultados da 1ª rodada. O time de Ladislau fizera 1 x 0 no Flamengo. O Botafogo perdera para o São Cristóvão por 6 x 3.

Aproveitando o péssimo momento alvinegro, o Bangu aplicou a maior goleada da história do clássico em todos os tempos.

No 1º tempo, Plínio fez 1 x 0, aos 5 minutos. Logo em seguida, aos 20 minutos, era a vez de Ladislau marcar seu primeiro gol com a camisa banguense – o primeiro de uma série imbatível de 230 gols, ao longo de toda a carreira.

O garoto continuou impossível. Três minutos depois, recebeu cruzamento de Christolino e voltou a mandar a bola para as redes: 3 x 0. E o quarto gol foi uma explicação de como ele gostava de jogar. Bola rolada, ele enche o pé, um “tijolo quente”, que o goleiro Pessoa nem tentou defender: 4 x 0 – Ladislau marcara três gols em apenas nove minutos!

Com a goleada consumada ainda no 1º tempo, Pessoa, o arqueiro alvinegro, pediu para ser substituído pelo reserva Ribas.

Indo ao ataque, Orlando diminuiu para o Botafogo, aos 38 minutos. Logo depois, Belmiro colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti que Orlando converteu: 4 x 2, placar dos primeiros 40 minutos.

No 2º tempo, Ladislau praticamente não tocou na bola. Em compensação, a entrada de Anchyses no lugar de Nelson, serviu para movimentar o marcador. Assim que pisou em campo, aos 32 minutos, Anchyses fez 5 x 2 e três minutos depois, o mesmo atacante anotou o sexto gol.

Fato curioso é que, naquele mesmo dia, outros dois jogos terminaram com o placar – atualmente raro – de 6 x 2: o Vasco atingiu tal contagem na partida contra o Syrio Libanez, enquanto o Fluminense também fez meia dúzia de gols no São Cristóvão.

Ao chegar em casa, na antiga Rua do Comércio, naquele domingo, Ladislau descansou as pernas, olhou para o pai, Antônio José da Guia, com uma vontade de lhe contar o que fizera no jogo. Mas o “velho” pouco ligava para o que acontecia nos campos de futebol.

- Fez três gols, meu filho? Que bom. Então pegue a Bíblia e agradeça a Deus Padre por essa graça. – deve ter sido a resposta do “seu” Antônio ao grande feito do novo “Tijoleiro”...

Campeonato Carioca 1926
     
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