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Rua Ferrer 6 de junho de 1926

O Bangu vinha mal no Campeonato Carioca de 1926. Depois de começar com três vitórias consecutivas, o time perdera os quatro últimos confrontos e aparecia na 6ª posição, com 6 pontos em 7 jogos. O diretor de futebol, Guilherme Pastor, resolveu mudar apenas um jogador para a partida da oitava rodada contra o Sport Club Brasil, na Rua Ferrer: tiraria seu próprio irmão, Américo Pastor, do gol e colocaria José de Mattos para fechar o arco banguense.

A vitória era quase uma obrigação, até porque o Brasil era a pior equipe do Campeonato. Tinha perdido os seis jogos que disputara até então, sempre de goleada. Era a chance que o Bangu precisava para se reabilitar.

Segundo a imprensa da época, “numerosa assistência” foi assistir ao jogo na Rua Ferrer naquele domingo de 1926. Para o Jornal do Brasil, não se tratou de um jogo desinteressante, “pois o equilíbrio foi característico da luta, apenas o Bangu obteve mais chance nos arremates e o Brasil não soube aproveitar as magníficas oportunidades que teve para marcar pontos”.

Diante de tanto “equilíbrio”, o Bangu teve que buscar resguardo na sua defesa, embora o anônimo cronista do JB faça questão de ressaltar um fato: “As defesas jogaram bem: notadamente a do Bangu, cujo team abusou bastante do jogo pesado, tendo mesmo machucado alguns rapazes do Brasil”.

Pode ser que este “jogo pesado” tenha intimidado os visitantes. O primeiro gol do Bangu saiu de uma falha do goleiro do Brasil. Bahiano chutou forte, Victor pegou, largou e Christolino, atento ao rebote, fez 1 a 0. Ainda no 1º tempo, Christolino centrou e Fausto deu um belo tiro, indefensável, e ampliou para 2 a 0.

Com a vitória garantida, a meta do Bangu era melhorar o saldo de gols na etapa final. Bahiano novamente invadiu a área e chutou forte, rasteiro, acertando a trave. No rebote, no meio do caminho, estava o zagueirão Bianco que tentou cortar e colocou a bola para dentro de suas próprias redes: era o 3 a 0, que o diretor Guilherme Pastor, generoso, porém errôneo, creditou em suas anotações ao atacante banguense.

Faltava ainda aparecer a figura de Ladislau. O genial “Tijoleiro” não tinha deixado o dele. E jogo do Bangu sem gol de Ladislau nos anos 20 era uma raridade! Por isso, o quarto gol foi obtido por ele, fechando a goleada por 4 a 0.

A vitória melhorava a colocação do Bangu na tabela, pulando para o 4º lugar, mas as chances de título já estavam irremediavelmente perdidas. O campeão de 1926 seria um dos três times que vinham à frente: ou Fluminense, ou São Cristóvão, ou Vasco.


“Brasileiros” e banguenses posam para uma singela lembrança do jogo que se desenrolou na Rua Ferrer, naquele longínquo domingo de 1926.

Campeonato Carioca 1926
     
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