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Rua Paysandu 12 de outubro de 1930


Os banguenses posam para o fotógrafo do jornal “A Noite”, no estádio da Rua Paysandu.

Em 1930, o 12 de outubro ainda não era feriado em homenagem à Padroeira do Brasil (isso só iria ocorrer a partir de 1980, depois da visita do Papa João Paulo II). Já era, porém, o dia das crianças, data que coincidia com a publicação do “Código de Menores” de 1927, conjunto de leis que trazia várias medidas protetivas para a infância do país.

Coincidentemente, naquele ano, a data caiu num domingo e os operários da fábrica de tecidos não trabalharam, mas poucos se atreveram a ir até a Rua Paysandu prestigiar o jogo entre o Bangu e o Flamengo.

A campanha dos times não empolgava. O Bangu vinha em 5º lugar, enquanto o Flamengo decepcionava na 8ª posição. E, apesar dos ingressos custarem apenas 4 mil- réis a arquibancada e 2 mil-réis as gerais, “a assistência foi relativamente fraca, e teve ocasião de presenciar lances em que o Bangu sempre dominou” - registrou O Globo.

Quem presenciou o confronto pode testemunhar uma das partidas mais emocionantes do Campeonato Carioca de 1930. O Bangu, apontado pela imprensa especializada, como favorito, começou bem.

Aos 24 minutos, o meia Eduardo Moura centrou para a área e o zagueiro rubro-negro Hélcio, na ânsia de tirar, desviou a bola para dentro de suas próprias redes: um belo gol contra para os alvirrubros.

“Jaguarão bateu o tiro de canto. Rubens cabeceou e a bola foi a Eduardo, que shootou alto sobre o posto flamengo. Hélcio tentou desviar a pelota, mas o fez com infelicidade, mandando-a ao fundo da cidadela do seu club” - explicou o Diário da Noite.

Os “Mulatinhos Rosados” continuaram mandando em campo. Aos 32 minutos, Ladislau encheu o pé, a bola desviou novamente no zagueiro Hélcio e acabou virando um bom passe para Buza ampliar o placar para 2 a 0.

“O extrema banguense apoderou-se da bola e driblou vários jogadores locais. O último a ser driblado foi Hermínio, que caiu sobre os pés de Buza, isto a menos de 2 metros do gol, levando algum tempo para desvencilhar-se do back rubro-negro e, se nessa ocasião Floriano interviesse no lance, certamente teria evitado o gol que Buza conseguiu sem maior dificuldade” - explicou o Correio da Manhã.

Antes do término do 1º tempo, Jaguarão ainda acertou a trave do goleiro Floriano, tal era o predomínio dos suburbanos. O Bangu foi para o intervalo com a certeza da vitória. O Flamengo, porém, não iria desistir, ainda mais atuando diante da torcida.

No 2º tempo, os minutos passaram lentamente para os banguenses e a pressão ao arco do goleiro Zezé aumentava. Até que, Marcondes deu bom passe para Rubens diminuir. Gol do Fla aos 11 minutos.

Desnecessário dizer que o jogo virou um “inferno”, com o Bangu se defendendo como podia e o Fla atrás do gol de empate.

Faltando 4 minutos para o apito final, o reserva Nicanor desviou com a mão um chute de Rochinha dentro da área. Um crime fatal que o juiz não perdoou. Pênalti para o Flamengo. O zagueiro Hélcio - o mesmo do gol contra - foi para a cobrança e empatou o “clássico”, redimindo-se.

Parecia que ninguém sairia vencedor. Até que, no último minuto, Hermínio, próximo do arco do goleiro Floriano, errou um passe e deu a bola nos pés de Santana, que não perdoou. Era o terceiro gol! Era mais uma vitória do Bangu sobre o Flamengo - fato que se repetia desde 1928 -, desta vez se aproveitando dos sucessivos erros dos zagueiros rubro-negros Hélcio e Hermínio.


O goleiro Zezé, protegido por Domingos da Guia, sai para defender o cruzamento na área.

Campeonato Carioca 1930
     
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