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Laranjeiras 15 de outubro de 1933


Fac-símile do jornal “Diário da Noite”, trazendo a notícia da vitória do Bangu,
que colocava o time próximo do título.

O artilheiro Tião: melhor jogador da partida e goleador máximo do Campeonato Carioca de 1933.

Foi uma vitória difícil, mas fundamental na caminhada rumo ao título de 1933. O Bangu foi até as Laranjeiras e bateu o Flamengo, de virada, por 3 a 1. No dia seguinte, mesmo ainda faltando dois jogos para o término da campanha, o Correio da Manhã já prognosticava a futura conquista dos “Mulatinhos Rosados”:

“Na situação em que se encontra, é bem difícil, aliás, que outro time o desloque, arrebatando-lhe o título a que ele, por tantos motivos se impõe. Não nos parece que o Fluminense o consiga e, menos ainda, o América. Logo, o campeão carioca deve ser, mesmo, o veterano grêmio suburbano”.

Para chegar a esse status de favorito, os comandados de Luiz Vinhaes fizeram uma ótima partida diante do Flamengo, que saiu na frente do marcador, com um gol aos 20 minutos do 1º tempo.

Em falta cobrada para a área, Cássio chutou, o goleiro Euclides aparou a bola, mas a deixou cair, do que se aproveitou Roberto para colocá-la para dentro do arco. Vibração não só dos flamenguistas, mas também dos sócios do Fluminense, que esperavam um revés do Bangu.

Quatro minutos depois, o placar já estava igualado. O ponta-direita Paulista, que atuava improvisado na posição, partiu em jogada individual e deu um chute fortíssimo, indefensável para o goleiro Amado: 1 a 1.

O empate permaneceu até o final do 1º tempo. Na época, o intervalo durava apenas 10 minutos. Tempo suficiente para o time descansar e voltar com tudo para cima do Flamengo.

Aos 12 minutos, Flávio colocou a mão na bola próximo à área. Na cobrança da falta, Santana lança para Tião ajeitar e fuzilar o goleiro rubro-negro. Era a tão esperada virada alvirrubra: 2 a 1.

Melhor em campo, o Bangu ainda conseguiu o terceiro gol, graças a uma falha do zagueiro Bibi. No lançamento longo de Plácido, a bola ficaria nas mãos do goleiro Amado, porém o defensor rubro-negro quis cortar e acabou entregando de presente para o artilheiro Tião que, com extrema facilidade, ampliou para 3 a 1.

Faltavam apenas 7 minutos para o final do jogo e, unidos, rubro-negros e tricolores foram deixando o estádio das Laranjeiras. Naquela tarde, ninguém superaria o Bangu. Aliás, naquele ano de 1933, não haveria como impedir que o título fosse parar no “longínquo subúrbio”.

Agora, bastava uma vitória sobre o Fluminense, nas Laranjeiras, em novembro, para que o Bangu chegasse à sua glória máxima.

Campeonato Carioca 1933
     
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