Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 11h06min
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Maracanã 25 de fevereiro de 1951


Os super-craques banguenses de 1951, que golearam o São Paulo no Maracanã.
Fila de cima: Mendonça, Mirim, Pinguela, Luiz Borracha, Rafanelli e Sula.
Agachados: Menezes, Zizinho, Joel, Décio Esteves e Teixeirinha.

Os jornais de segunda-feira deram grande destaque ao Bangu. Não era à toa. O clube suburbano tinha sido o único carioca a vencer na 2ª rodada do Torneio Rio-São Paulo.

Enquanto o Vasco perdia para o Corinthians (3 x 4), o América caía para a Portuguesa (2 x 4) e o Flamengo era goleado pelo Palmeiras (1 x 7), os banguenses tinham se consagrado diante do São Paulo, vice-campeão paulista de 1950, no gramado do Maracanã. 

Foi um dos grandes momentos do alvirrubro naquele ano. Jogando sob uma canícula que, para os paulistas pareceu insuportável, os banguenses tiveram que lutar até mesmo contra a parcialidade do juiz Alberto da Gama Malcher, para aplicar uma goleada de 4 a 1.

Fato curioso é que, enquanto o técnico são-paulino Leônidas da Silva fez três alterações, o comandante uruguaio Ondino Viera não mexeu no time do Bangu durante os 90 minutos.

A partida começou movimentada e logo aos 4 minutos, Zizinho encontrou Teixeirinha dentro da área e o ponta-esquerda só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro Bertoluci - era o primeiro gol dos “Milionários de Moça Bonita”.

Mandando em campo, o Bangu poderia ter feito o segundo gol, se o árbitro tivesse marcado um pênalti claro do zagueiro González no atacante Décio Esteves.

“O lance foi à vista do sr. Malcher e os dois jogadores estavam bem afastados dos demais, de modo a não permitir qualquer dúvida sobre a decisão. O sr. Malcher não puniu como deveria esta falta, permitindo que o goal-keeper do São Paulo saísse da meta e apanhasse a bola para enviá-la para o meio do campo” – relatou o Jornal do Brasil.

Um minuto depois, em lance idêntico na área de Luiz Borracha, “sua senhoria” não titubeou em soar o apito. Uma falta de Mendonça em Augusto virou uma penalidade máxima, apesar da reclamação dos banguenses.

González cobrou e empatou a partida, gerando protestos veementes do Jornal do Brasil:  
“Não contestamos a falta porque o jogador carioca poderia, no pulo, ter deslocado, propositadamente, o competidor, praticando a falta. O que estranhamos é a diversidade de critério. Quem não pune uma falta como a praticada na área do São Paulo, não deve punir a cometida na do Bangu. (...) Uma diversidade de critério assim tão berrante, não deve passar em branca nuvem e merece ser criticada”.

Sorte que o Bangu não se abateu com o empate injusto. No finalzinho do 1º tempo, Joel chutou à meia altura e restabeleceu a vantagem para os alvirrubros: 2 x 1.

No 2º tempo foi até covardia. Aos 13 minutos, Pinguela cobrou uma falta para a área, Teixeirinha recebeu, ajeitou e fuzilou para o gol: 3 x 1.

Para completar a sua tarde maravilhosa, o craque catarinense ainda fez mais um. Aos 26, Joel lançou para o camisa 11 pegar de primeira e voltar a balançar as redes de Bertoluci. Era o quarto gol, era a concretização de uma grande goleada. Naquele momento, o Bangu era o único clube do Rio a fazer frente ao poderio paulista no Torneio Rio-São Paulo de 1951.


As charges mostrando os gols eram muito utilizadas pelos jornais e revistas da época. A sequência mostra os três gols anotados por Teixeirinha no jogo entre Bangu e São Paulo pelo Torneio Rio-São Paulo.
Torneio Rio-São Paulo 1951
     
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