Rio de Janeiro, quinta-feira, 23 de março de 2017 - 07h16min
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Maracanã 20 de janeiro de 1952


O clima tenso do primeiro jogo continuou na segunda partida da grande decisão do Campeonato de 1951. Na foto, uma confusão em torno do goleiro Castilho, do Fluminense, e do atacante Joel, do Bangu.

Depois da verdadeira “tourada” que se tornou o primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca de 1951, o técnico Ondino Viera encontrou muitas dificuldades para treinar o Bangu para a finalíssima do dia 20 de janeiro contra o Flu.

Manteve todos os jogadores em regime de concentração na Vila Hípica e, sem poder contar com Mendonça, Rafanelli (seriamente contundidos), Mirim (suspenso), Pinguela, Menezes e Vermelho (entregues ao departamento médico), o treinador uruguaio teria que fazer “mágica” para conseguir, ao menos, colocar onze atletas em campo.

Durante a semana, dirigentes dos dois clubes ainda fizeram um pacto de lealdade, para que a segunda partida não reprisasse a “carnificina” do domingo anterior. Zizinho, no entanto, era realista: “Acho que o tal acordo foi feito muito tarde, quando nosso time estava todo quebrado”.

Ante a perspectiva de o título máximo ser decidido sem a necessidade de uma terceira partida, mais de 78 mil pessoas foram ao Maracanã ver o que sobrou do Bangu contra o Fluminense, beneficiado ainda pelo Tribunal de Justiça que anistiou Telê, que tinha sido expulso junto com Mirim no jogo anterior. Para piorar, o árbitro seria o mesmo Mário Vianna, conivente com a violência na primeira partida.

Enfim, Ondino Viera encontrou “peças de reposição” para o Bangu. Na zaga, Djalma seria mantido na posição de Mendonça, Rafanelli seria substituído por Salvador – que tinha jogado apenas partidas com o time misto durante o Torneio Municipal de 1951. No lugar de Mirim, entrou Irani. No ataque, era a vez de relançar Joel e colocar Décio Esteves na vaga de Vermelho.

Zezé Moreira teve uma semana mais tranquila, trocou apenas dois: Joel por Lino e Carlyle por Róbson, ambos no ataque.

Este segundo encontro foi disputado em um clima disciplinar bem melhor que a partida anterior. O Bangu começou dominando o jogo e mantendo o Fluminense em seu próprio campo. Os tricolores se defendiam bem e os banguenses chutavam muito mal. Pouco a pouco, o Fluminense equilibrou as ações e conseguiu seu primeiro gol. Uma falta próxima à área, um lançamento e uma cabeçada de Telê para as redes do goleiro Oswaldo Topete, aos 18 minutos. Telê jogou todo o Campeonato como ponta-direita. Na decisão, entrou como centroavante no lugar de Carlyle, surpreendendo o sistema de marcação do Bangu.

Precisando ao menos empatar para forçar um terceiro jogo, o time vai ao ataque. Nívio é quem mais incomoda o goleiro Castilho, que faz uma defesa espetacular. O 1º tempo se esgota rapidamente.

No 2º tempo, o Flu começa melhor e Telê, sozinho, acerta a trave do goleiro Oswaldo Topete. Seria um alento de sorte para o Bangu? Mas a trave também era amiga de Castilho. Poucos minutos depois, Joel conclui forte, com o goleiro do Fluminense já batido, mas teve que ouvir o som da bola batendo na madeira.

Aos 30 minutos veio o tiro de misericórdia. Uma jogada do aspirante Róbson encontrou Telê bem colocado e o “Fio de Esperança” decidiu a partida marcando seu segundo gol. Estava selada a sorte do campeonato. O Fluminense era o novo campeão carioca.

Faltando quinze minutos, o jogo descamba para a violência. Pinheiro atinge Zizinho, Joel entra duro em Castilho e, no último minuto, Nívio acerta um pontapé em Lino e é expulso de campo pelo árbitro. Um final melancólico para o Bangu, que lutou demasiadamente para ser campeão e acabou não se conformando com o vice.


O Bangu tentou de tudo. Mas em momento algum, em 180 minutos, a bola quis entrar no arco de Castilho.

     
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