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Maracanã 2 de fevereiro de 1952


Vai começar o grande clássico no Maracanã e os capitães posam para a foto ao lado de Mr. Aldridge.

“O empate tem isso de ruim: se é quase vitória para um, é quase derrota para outro. Raramente vale como empate mesmo, isto é, distribui metade da vitória para cada um. Se um jogo acaba empatado, basta a gente olhar em volta. Um time pula em campo como se tivesse vencido, o outro baixa a cabeça, derrotado”.

A constatação acima do jornalista Mário Filho provavelmente surgiu depois que o dono do Jornal dos Sports assistiu a uma partida do Bangu pelo Torneio Rio-São Paulo de 1952 contra o seu time predileto: o Flamengo.

No encontro de rubro-negros e alvirrubros sábado à tarde, o 1º tempo foi favorável ao Flamengo, que vencia por 1 x 0, gol de Joel, aos 13 minutos de jogo.


Zizinho, Virgínia Lane e o “keeper-galã” Oswaldo Topete.

As grandes emoções foram deixadas para a etapa final. Nívio empatou logo aos 6 minutos, pegando o rebote de uma bola que Zizinho chutara na trave do goleiro Garcia.

Mas Rubens marcou dois gols, aos 10 e aos 28 minutos. Com a desvantagem de 3 a 1, muito torcedor banguense começou a deixar o estádio. Seria difícil conseguir igualar o marcador em apenas 17 minutos.

Valendo-se do esforço de Menezes e contando com uma falha de Garcia, o Bangu diminuiu para 3 a 2, aos 33 minutos. O atacante banguense chutou fraco, mas a bola passou por baixo da barriga do goleirão...

A dramaticidade aumentava e o mesmo Menezes, aproveitando agora uma falha do médio Jordan, empatava o jogo aos 38 minutos. Era a glória! Uma partida que parecia perdida, terminava 3 a 3.

Por isso, os banguenses saíram de campo comemorando, como se fosse uma vitória.

“Quem sai de um placar como aquele, 3 a 1, entra para o empate como vitorioso. Pelo menos é o que sinto agora” – declarou o capitão Zizinho.

Fato curioso, porém, ocorreu antes da bola rolar. A atriz Virgínia Lane, 31 anos, posou para fotos no gramado ao lado dos jogadores do Bangu e desejou sorte aos “Milionários de Moça Bonita”. Deu um beijo em Zizinho, outro em Vermelho e foi carregada nos braços pelo “goleiro-galã” Oswaldo Topete, numa época em que os excessos femininos eram vistos com muita ressalva...

Quem não deve ter gostado nada da intimidade do arqueiro banguense com a “Rainha das Atrizes” seria o presidente Getúlio Vargas. Corriam boatos de que Virgínia Lane era, há muito tempo, amante do homem mais poderoso do país...


Em pé: Salvador, Oswaldo Topete, Alaíne, Djalma, Barbatana e Dico. Agachados: Menezes, Vermelho, Zizinho, Moacir Bueno e Nívio.

Torneio Rio-São Paulo 1952
     
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