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Pacaembu 16 de fevereiro de 1952


O Bangu numa tarde inspiradíssima. Fila de cima: Mirim, Alaíne, Pinguela, Djalma, Oswaldo Topete e Guálter. Agachados: Menezes, Moacir Bueno, Zizinho, Décio Esteves e Nívio.

A manchete do Jornal dos Sports não deixava dúvidas: “Proeza espetacular do Bangu em São Paulo”! O matutino A Manhã foi mais cruel: “Esmagado o Palmeiras no Pacaembu por 4 a 1”.

Realmente, o alvirrubro carioca tinha feito uma partida irrepreensível na paulicéia diante do grande time do Palmeiras que, em 1951, conquistara a Copa Rio, título equivalente a um Mundial Interclubes da época. Porém, no Torneio Rio-São Paulo de 1952, o Verdão não vinha se encontrando (acumulava três derrotas em quatro jogos), enquanto o Bangu pulava para a liderança isolada da competição.

Os paulistanos deixaram nas bilheterias do Pacaembu, naquela tarde de sábado, mais de 293 mil cruzeiros de renda. Foram para assistir a recuperação alviverde após as derrotas para a Portuguesa e para o Santos.

Na primeira meia hora de luta, o jogo esteve parelho. Os banguenses estudando o adversário e o Palmeiras testando o goleiro Oswaldo Topete.

Tudo mudou aos 34 minutos do 1º tempo. O ponta-esquerda Nívio foi à linha de fundo e cruzou bem fechado. O goleiro Inocêncio, ao tentar evitar que a bola fosse direto para o arco, acabou falhando e permitiu que o Bangu abrisse a contagem nesse chute quase sem ângulo do camisa 11.

A partir daí, nada mais deu certo para o Palmeiras. Aos 38 minutos, novamente Inocêncio falhou, dando rebote. Zizinho, na altura da marca penal, matou no peito, se livrou da marcação de Juvenal e chutou com categoria, ampliando para 2 a 0.

O Bangu tinha maior volume de jogo. A cada nova saída do Palmeiras, a bola era recuperada pelos cariocas e os ataques se sucediam. Aos 41 minutos, Moacir Bueno chegou a driblar o goleiro Inocêncio e chutou para a meta. Em cima da linha, no entanto, o zagueiro Juvenal espalma a bola com as mãos. Pênalti claro que o árbitro Harry Hartless não deixou passar.

Djalma foi para a cobrança e chutou rasteiro, no canto, fazendo o terceiro gol banguense. 

No 2º tempo o Palmeiras voltou com três substituições e conseguiu marcar um gol aos 17 minutos, com Rodrigues, aproveitando uma cobrança de escanteio.

Aos 25 minutos, Zizinho pede para sair. O craque tinha torcido o pé num buraco do gramado. Até então, o Mestre Ziza tinha sido o grande nome do time.

“Zizinho operava sempre livre, excessivamente livre. De passes seus nasceram os dois primeiros tentos e outros teriam surgido, se o famoso meia da Seleção Nacional não tivesse preferido exibir-se, em números pessoais, ao invés de forçar a situação, aproveitando a folga que lhe davam” – analisou a Folha de São Paulo.

Mesmo sem ele, o Bangu alcançou o quarto gol aos 38 minutos. Menezes deu ótimo passe para Moacir Bueno completar para as redes. Estava concretizada a goleada que abalou a todos no Pacaembu.

“A facilidade com que conquistou a vitória e a falta de capacidade de reagir do Palmeiras, foram uma verdadeira surpresa para os esportistas em geral” – contou o Estado de São Paulo.

A frase

Achei o quadro do Palmeiras completamente diferente daquele famoso Palmeiras da Copa Rio”.

Pinguela,
meio-campo do Bangu.

Torneio Rio-São Paulo 1952
     
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