Rio de Janeiro, segunda-feira, 26 de junho de 2017 - 04h10min
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Indepedência 31 de janeiro de 1953
Zizinho e Menezes estragam a festa de Juscelino Kubitschek

Para comemorar dois anos à frente do Palácio da Liberdade - a sede do poder executivo de Minas Gerais -, o governador Juscelino Kubitschek resolveu dar à população o que ela mais gostava: um jogo de futebol, no estádio Independência, com portões abertos.

Escolheu, naturalmente, seu clube de coração, o Atlético Mineiro, e convidou uma atração interestadual: o Bangu. O alvirrubro foi chamado para participar da festa pelo fato de ter Zizinho no elenco. Juscelino gostava de seu futebol exuberante e, à noite, após o amistoso, fez questão de entregar-lhe uma medalha de ouro em cerimônia pomposa no Palácio.

O maior jogador banguense dos anos 50 trocou o uniforme pelo terno e, durante o jantar, chegou a pedir desculpas ao governador mineiro (e futuro presidente do Brasil) por ter feito um gol nas redes de Sinval, goleiro do Atlético...

Horas antes, com Juscelino Kubitschek nas tribunas de honra do Independência e uma multidão nas arquibancadas, o Bangu tinha goleado o campeão mineiro de 1952, num resultado que surpreendeu a imprensa local, mas que não causou furor nas redações dos jornais cariocas, que deram pouco destaque ao amistoso interestadual.

O Bangu, do técnico Tim, começou bem melhor e Menezes se aproveitou para abrir o placar aos 19 minutos. Aos 27, um velho conhecido da torcida do Galo, o ponta-esquerda Nívio, que jogara pelo alvinegro nos anos 40, fez o segundo gol banguense, placar do 1º tempo.

A torcida via que só um time estava em campo, o Atlético dificilmente conseguiria uma vitória naquela tarde festiva. Logo no início da segunda etapa, com 2 minutos, Menezes ampliou para 3 a 0.

Os mineiros estavam decepcionados, mas não deixaram de aplaudir demoradamente o quarto gol banguense, marcado pelo craque Zizinho, aos 14 minutos. Muitos estavam ali só para vê-lo. O próprio Juscelino se levantou para saudar o gol do maior ídolo do futebol brasileiro à época.

Por descuido do Bangu ou pelos próprios méritos do Atlético, a reação mineira começou aos 17 minutos, quando Vavá diminuiu para 4 a 1. Continuou aos 20 minutos, com outro gol de Vavá e chegou ao ápice quando o juiz Mário Vianna marcou um pênalti para os atleticanos.

Vavá, cheio de moral, foi para a cobrança. O goleiro Fernando caiu para um lado, a bola se chocou com o travessão. No rebote, Vavá mandou para as redes. Mário Vianna, naturalmente, anulou. A trave é neutra. Vavá tinha, portanto, dado dois toques na bola, o que não era (e até hoje não é) permitido.

Muita gente chiou, mas a verdade é que o Atlético crescia na partida a medida que os minutos passavam. Vavá se redimiu do pênalti perdido e fez o terceiro gol aos 39 minutos. O placar estava agora em 4 a 3 e o Bangu à beira de entregar um empate incrível.

Quando o Atlético pressionava, eis que o time do técnico Tim consegue ligar um contra-ataque. A bola chega aos pés de Menezes, que não perdoa o goleiro Sinval: 5 a 3. Faltavam apenas três minutos para o apito final e a vitória ficara mesmo com o Bangu.

     
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