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Maracanã 19 de setembro de 1953


O Bangu goleou o América no Maracanã, diante de 9 mil torcedores, e começou a se recuperar no Campeonato Carioca de 1953. Na foto, Alaíne acompanha a arrojada saída do goleiro Arizona.

Mesmo com um elenco caro para os padrões da época, o Bangu envergonhava sua torcida no Campeonato Carioca de 1953. Em dez partidas, tinha vencido apenas uma: diante do São Cristóvão. Na 11ª rodada, o time do técnico Délio Neves já acumulava oito jogos sem ganhar de ninguém. Pela pífia campanha, poucos foram os que se aventuraram a ir até o Maracanã prestigiar o clássico contra o América, que também não convencia muito naquele ano: pouco mais de 9 mil pessoas pagaram ingresso.

Para azar dos americanos, o time entrou em campo com três desfalques: Osni, Hélio e Ferreira. Sem o goleiro Osni, o técnico Oto Glória teve que colocar no arco o estreante Luís Carlos, que pagou o preço da inexperiência. Para sorte do Bangu, Moacir Bueno e Nívio jogaram como nos velhos tempos e supriram perfeitamente a ausência de Zizinho, o “Mestre” estava contundido e não atuava desde o mês de julho.

Em campo, o juiz José Gomes Sobrinho foi “camarada” e ignorou um toque de mão do zagueiro Salvador dentro da área. Seria pênalti para o América logo aos 13 minutos. Mas aos 20 minutos, o árbitro viu claramente Osvaldinho cometer falta em Décio Esteves na entrada da área. Nívio cobrou com seu costumeiro chute fortíssimo, a bola entrou sem nenhuma possibilidade de defesa para o jovem Luís Carlos.

Aos 38, talvez para compensar a falha inicial, “sua senhoria” deixou passar em brancas nuvens uma falta de Ivan em Miguel dentro da área americana. Os banguenses, no entanto, chegariam ao segundo gol dois minutos depois: Alaíne passou para Moacir Bueno e o artilheiro, dentro da área, chutou à meia altura. O goleiro americano pegou, largou e a bola foi para o fundo das redes mansamente. Um verdadeiro frango. Com a boa vantagem ao final do 1º tempo, o Bangu foi para o vestiário confiante na vitória.

Na etapa final, para evitar qualquer reação do América, logo aos 5 minutos, o meia Édson levantou uma bola na área, Moacir Bueno subiu sozinho e cabeceou – coisa que não era sua especialidade - para a meta: 3 a 0. O garoto do placar do Maracanã – que naquela época ainda era manual – teria muito a trabalhar naquela tarde. No minuto seguinte, Nívio serviu Moacir Bueno, o artilheiro, de fora da área, atira rasteiro e o goleiro Luís Carlos falha novamente, deixando a bola passar sob seu corpo: 4 a 0, com inteira facilidade.

O gol de honra dos rubros veio com Wassil aos 11 minutos. Mas a tarde era mesma dos suburbanos de Moça Bonita. Aos 22 minutos, Nívio recebeu passe de Menezes, o ponta-esquerda teve tempo de sobra para dominar, ajeitar e encher o pé: 5 a 1.

A situação ao término do 1º turno não era boa para o Bangu, meramente o oitavo colocado. Pelo regulamento do Campeonato de 1953, apenas os seis primeiros se classificavam para o turno final. O América, em sexto lugar, tinha quatro pontos de vantagem para os banguenses. No 2º turno, em mais 11 rodadas, era preciso repetir atuações fantásticas para buscar a vaga.

Campeonato Carioca 1953
     
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