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Maracanã 15 de janeiro de 1956


O Bangu levanta a bola na área e dá trabalho ao goleiro Veludo.

O Campeonato Carioca de 1955 foi um dos mais longos de toda a história. Começou em 7 de agosto e só foi terminar em 4 de abril de 1956. Por isso, os clubes atravessaram o tórrido mês de janeiro disputando partidas sob o sol do verão do Rio.

No domingo, 15 de janeiro, pouco mais de 14 mil torcedores foram ao Maracanã ver Bangu (5º colocado) versus Fluminense (3º lugar). Os banguenses estavam há sete jogos invictos, mas Zizinho foi barrado pelo técnico Tim. O craque máximo do alvirrubro tinha desperdiçado um pênalti contra o Flamengo, na rodada anterior, chutando com displicência para fora. No lugar do “Mestre Ziza”, Tim lançou o jovem Mário.

Pode parecer temerário barrar o grande Zizinho, ainda mais quando, logo aos 5 minutos, o Fluminense abriu o placar com Telê.

Muitos diretores alvirrubros já começavam a temer pelo pior, quando o ex-reserva Mário arriscou da meia-lua da grande área, um chute forte, rasteiro, em que o goleiro Veludo só fez golpe de vista. Era o empate aos 15 minutos.

Aos 18 minutos, o tricolor Atis subiu para cabecear junto com o goleiro Fernando. A bola acabou entrando, mas o árbitro inglês Harry Davies anulou. Alegou falta no arqueiro banguense. Um lance duvidoso.

Mas se o Flu tinha algo a reclamar, o Bangu também passou a ter. Aos 36, Décio Esteves marcou um gol de cabeça, mas Davies anulou, desta vez, alegando impedimento.

Menos mal que aos 43 minutos, numa confusão dentro da área, a bola sobrou para Hilton Vaccari, que encheu o pé. Encoberto por Duque, o goleiro Veludo nada pôde fazer: era a virada alvirrubra.

A apatia do tricolor deu espaço a que Décio Esteves marcasse o terceiro gol aos 46 minutos – novamente anulado pelo árbitro, alegando que o apito final já tinha sido trilado. Os banguenses cercaram Harry Davies, mas ele não quis conversa. O Bangu foi para o vestiário vencendo por 2 a 1, mas não fosse o rigor do inglês, já merecia ganhar por 4 a 2.

Quando se esperava que o 2º tempo fosse mais equilibrado, o Bangu dominou totalmente os 45 minutos finais e voltou a sofrer com o apito afiado de Harry Davies.    

Aos 38 minutos, Mário invadiu a área e já armava o chute, com grandes possibilidades de êxito, quando o zagueiro Duque derrubou o centroavante banguense. O inglês ignorou completamente o lance, gerando protestos do banco banguense, que não se conformava com a parcialidade do homem de preto.

Inacreditável, mas no pouco tempo que ainda faltava, o técnico Tim teve outro motivo para se desesperar. Aos 41, Hilton Vaccari balançou novamente as redes, mas Harry Davies anulou, alegando outro impedimento – era o terceiro gol invalidado do Bangu.

O placar de 2 a 1 era perigoso, apesar da falta de organização do Flu para buscar o empate. Aos 43, numa trama bem feita, Mário driblou um adversário e serviu a Hilton, que estava de costas para o gol. O atacante só rolou para que Wilson Macaco, de fora da área, soltasse a bomba: 3 a 1, sem que o árbitro pudesse anular.

Aos 45, nova triangulação entre Wilson Macaco, Mário e Calazans. O ponta-direita chutou e Veludo pulou atrasado: era o quarto gol do Bangu, concretizando a vitória por 4 a 1, se bem que, se o juiz fosse outro, a goleada poderia ter sido de 8 a 2 – um resultado que certamente entraria para a história do confronto.

O substituto de Zizinho foi escolhido o melhor em campo, ganhando vários elogios: “Mário fez esquecer Zizinho, tal o senso de gol e domínio de bola. Foi um comandante ativo e um jogador que muitas vezes recuou para armar com eficiência” – escreveu a Tribuna da Imprensa.

Campeonato Carioca 1955
     
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