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Maracanã 22 de setembro de 1956


Zózimo – o camisa 5 alvirrubro – protege a meta de Nadinho de um potente chute de Vavá, do Vasco.

“Nada mais desesperador do que um time invicto, um time que dá em todo mundo e não apanha de ninguém. O Campeonato perde o élan, a dramaticidade, o suspense. E, pouco a pouco, todos passam a desejar o fim da invencibilidade. Foi o que aconteceu, sábado, no Maracanã. O Vasco não apanhava de ninguém e dava em todo mundo. Súbito, defronta-se com o Bangu, um Bangu bombardeado, ainda convalescente de uma furiosa crise interna. Pois bem: - com todo o favoritismo, o clube de São Januário experimentou a sua primeira derrota. Foi de 3 x 2 e poderia ter sido de mais. De fato, a equipe de Zizinho teve, no segundo tempo, momentos de domínio maciço. E perdeu, então, uma série de oportunidades de ouro. Mas o que importa, no caso, mais que os aspectos técnicos e táticos da batalha, é a queda do último invicto”.

Assim, o cronista Nelson Rodrigues descreveu para seus leitores a épica vitória do Bangu sobre o Vasco pela 9ª rodada do Campeonato Carioca de 1956. O Bangu, em crise, abatia a equipe mais poderosa da época.

A vitória foi das mais surpreendentes. O Vasco tinha, até então, um retrospecto de 7 vitórias e um empate: era o líder. O Bangu vinha em quinto lugar e já tinha perdido para o América (0 x 1), para o Flamengo (0 x 2) e para o Fluminense (0 x 5). Nesta última derrota, o técnico Tim caiu e a diretoria não colocou ninguém em seu lugar. O alvirrubro foi para o campo de batalha sem um treinador.

Com um interino, o Coronel Luiz Renato de Mattos, o Bangu tinha vencido o Botafogo por 2 a 1 e foi para cima do Vasco. Exatos 31.449 pessoas estavam no Maracanã naquela tarde de sábado. A maioria esmagadora torcendo para o time da Cruz de Malta.

Mas, desde o início, quem comandou as ações foi a equipe do Coronel Luiz Renato, ou melhor, a equipe de Zizinho, já que ninguém sabia exatamente quem era o técnico do Bangu.

O placar foi movimentado logo aos 9 minutos. Bola cruzada rasteira para a área, Zizinho deixa passar para que Hilton Vaccari encha o pé e balance as redes do goleiro Carlos Alberto: 1 a 0.

O Vasco não iria se fazer de rogado e buscou o empate. Aos 30 minutos, Sabará cruzou para a área, o goleiro Nadinho saiu mal, tropeçou e caiu. Décio Esteves ainda apareceu para salvar, mas chutou fraco, caindo a bola nos pés de Vavá, que atirou com o gol vazio: 1 a 1.

No intervalo, os speakers das rádios especulavam que Martim Francisco, o “treinador-filósofo” do Vasco, certamente, iria conseguir virar o placar.

Quem voltou melhor, outra vez, foi o Bangu. E aos 12 minutos, Nilton dos Santos cruzou alto para a área, Calazans subiu – meio de cabeça, meio de ombro – e encobriu o goleiro Carlos Alberto: 2 a 1.

Nem deu tempo para comemorar. Aos 16, o arqueiro Nadinho falhou novamente. Livinho chutou fraco, de fora da área, e o banguense engoliu um frango: 2 a 2.

A essa altura, já tinha torcedor especulando se não era hora de devolver Nadinho para o Bahia e promover o garoto Ubirajara no arco alvirrubro.

Porém, ninguém iria se lembrar de crucificar o goleiro se o Bangu vencesse o jogo. E aos 26 minutos, Calazans voltou à cena. Ele chutou forte, o goleiro Carlos Alberto rebateu e o próprio Calazans aproveitou a chance: 3 a 2.

O bandeirinha assinalou um impedimento inexistente na hora do rebote, corretamente ignorado pelo árbitro Alberto da Gama Malcher, que levou a bola ao centro.

Era a confirmação da vitória do Bangu e o fim da invencibilidade vascaína.

A frase

Pra quê técnico? O time vai indo bem, os meninos estão correndo e a gente está ganhando. Pra quê técnico?

Zizinho

Campeonato Carioca 1956
     
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