Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 11h07min
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Blumenau 22 de fevereiro de 1957
Muitos gols para o Bangu; muitas homenagens para Zizinho

O Bangu queria uma cota líquida de 100 mil cruzeiros por cada jogo em Santa Catarina na excursão que fez por lá em 1957. Algumas cidades do interior, assustadas com a soma pedida, cancelaram os amistosos programados com o time de Zizinho. Blumenau não. O município de 66 mil habitantes decidiu apostar que o Bangu daria lucro. Foi um tiro certeiro. Passaram pelas bilheterias do Estádio da Baixada mais de 200 mil cruzeiros, suficientes para pagar o que o Bangu queria e deixar o restante no caixa do Grêmio Esportivo Olímpico, time grená que representava a cidade.

O jogo entre o Bangu e o Olímpico foi disputado numa sexta-feira à tarde movimentou a cidade, mas não teve muito equilíbrio. No 1º tempo, o Bangu já vencia por 2 a 0, gols de Zizinho – para delírio da torcida – e Nívio. No 2º tempo, o técnico Eduardo Pellegrini resolveu poupar o maior craque alvirrubro, substituindo-o pelo paranaense Grilo. Mesmo assim, as redes do goleiro Daniel continuaram a balançar. Décio Esteves marcou duas vezes e Calazans fechou a contagem em 5 a 0. 

Fato curioso é que nenhum blumenauense se chateou com a goleada sofrida. Ao contrário. O clube grená tinha uma estrutura praticamente amadora e o Bangu era a maior atração que já passara pela cidade. Depois do alvirrubro, o América e a Portuguesa (RJ) foram jogar lá.

Uma reportagem escrita pelo correspondente Tito de Carvalho e publicada no Jornal do Brasil ajuda a entender o carinho com que o Bangu foi recebido no interior catarinense:

“Os desportistas catarinenses tributaram à delegação do Bangu Atlético Clube várias manifestações, que ficarão guardadas por muitos e muitos anos. Os rapazes banguenses foram cercados nas ruas pela gurizada e mesmo adultos, todos ansiosos em palestrar com os visitantes. O jogador mais visado foi o famoso Zizinho, que foi cercado pelos torcedores, na ânsia de colherem autógrafos e mesmo algumas lembranças, como seja botões de sua roupa e mesmo alguns pedaços de fazenda. Zizinho, devido ao seu grande cartaz, viveu momentos inesquecíveis nesta cidade. A todos o craque respondia com palavras carinhosas e assim ia distribuindo abraços e carinhos para com os pequenos adeptos.

À noite, na sede do Tijuca Clube, foi oferecido à delegação banguense uma singela homenagem. Zizinho ganhou uma placa de prata e ouro, simbolizando a visita do Bangu a esta cidade. A placa continha os seguintes dizerem: ‘A torcida tijuquense ao maior jogador do Brasil’.

Valente salientar que diante do Hotel Olímpico, onde ficaram os banguenses, foram formadas duas grandes filas de pessoas que desejavam cumprimentar os integrantes cariocas e especialmente Zizinho. Assim, horas e horas os jogadores do Bangu ficaram a distribuir abraços e cumprimentos aos numerosos torcedores, não só desta cidade como de comunas próximas. Tudo serviu para atestar que o Bangu A. C., dirigido por Fausto de Almeida e que tem como Patrono o industrial Guilherme da Silveira Filho, é muito querido nesta cidade e em todo o território catarinense”.

     
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