Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 18h27min
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Maracanã 21 de agosto de 1960


A bola tocara na trave, batera em Jorge e, quando não mais ia entrar, chocou-se com Zózimo (camisa branca nº 4) e ganhou as redes, no único gol do clássico contra o América.

O Campeonato Carioca de 1960 não esperou pelo Bangu. Enquanto o time alvirrubro disputava o Torneio de Nova York, brilhando nos gramados dos Estados Unidos e elevando ainda mais o nome do Brasil no exterior, a Federação não teve paciência, recusou-se a adiar os jogos e obrigou o clube a disputar as três primeiras rodadas com seu time de aspirantes.

Assim, quando os banguenses voltaram ao Rio de Janeiro com a taça do certame mundial, viram que os aspirantes não deram conta do recado e o Bangu estava em último lugar na tabela do Carioca. Era preciso que os titulares entrassem em campo e começassem uma grande reação. A festa pela conquista do título ficaria para depois.

Com os campeões em campo, o Bangu já tinha batido o Bonsucesso, em Moça Bonita, por 3 a 0 e agora enfrentaria o América, o líder da competição, em pleno Maracanã.

Mais de 14 mil pessoas foram ao estádio prestigiar o clássico, que foi repleto de emoções. Os ataques se sucederam, lá e cá, perigando a todo momento a meta do goleiro Ubirajara, e de Pompéia, do América.

O time do técnico Tim teve mais sorte. E conseguiu um gol no mais puro acaso aos 17 minutos do 1º tempo. O Globo tentou explicar para os seus leitores como foi o lance:

“A confusão começou com um tiro forte de Correia, que Jorge rebateu para o lado, salvando a meta, com Pompéia deslocado. A bola atravessou a área e foi à esquerda aos pés de Beto, que atirou alto sobre o gol. Pompéia saltou, mas não agarrou a bola, que caiu na área, onde vários tentaram chutar. Zózimo acertou afinal um chute em gol e Décio, do América, rebateu. Mas, a bola, batendo em Zózimo, voltou para dentro do arco americano”.

Belíssimo acaso do camisa 4 Zózimo, que deu uma vantagem mínima, suficiente para enervar o América e fazer com que seu irmão, Calazans, que jogava no time rubro, começasse a perder vários gols lá na frente.

Até o final do 1º tempo, o ex-ponta-direita banguense, a serviço do América desde 1958, perdeu duas ótimas chances de empatar, chutando para fora.

No 2º tempo, os americanos começaram pressionando. Logo aos 2 minutos, Nilo acertou a trave de Ubirajara. Com o passar do tempo, o Bangu soube controlar o ímpeto do rival e buscou o segundo gol.

Aos 20 minutos, um lance incrível de desperdiço. O zagueiro Joel chutou, Pompéia soltou a bola nos pés de Zé Maria que, bem próximo da meta, atirou alto, para fora e logo pôs as mãos na cabeça. Inacreditável!

Um gol naquele momento seria fundamental para garantir a vitória. Com o placar mínimo, o América sentiu que poderia igualar e só não chegou a seu gol porque Ubirajara estava numa tarde inspirada.

A partir dos 24 minutos, o Bangu se retraiu e voltou a contar com a sorte. O bombardeio foi grande, tanto que o jornal Correio da Manhã abriu assim sua manchete: “América merecia empatar. Resistência valeu a vitória”.

O último ataque resultou numa bicicleta espetacular de Antoninho que o goleiro Ubirajara espalmou para córner.

Quando Alberto da Gama Malcher apitou o final do jogo, a comissão técnica invadiu o gramado e abraçou seus jogadores. Tinham vencido um adversário dificílimo que, no final do ano, levantaria o título de campeão carioca de 1960, curiosamente com apenas uma derrota em 22 jogos, justamente para os banguenses, naquela tarde de agosto...

A frase

A gente vai se defendendo como sabe e, de vez em quando, como hoje, acaba fazendo o gol da vitória e ganhando algumas linhas dos nossos amigos jornalistas. Lá atrás, quando se faz um tento, é contra... E olha as coisas complicadas para o nosso lado...

Zózimo, camisa 4 do Bangu

Campeonato Carioca 1960
     
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