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Aflitos 12 de janeiro de 1961
Desbancando o campeão pernambucano

O Bangu desembarcou em Recife numa tarde quente de segunda-feira cercado de expectativas dos pernambucanos. O time do técnico Zizinho participaria de um verdadeiro desafio contra os três “grandes” do estado.

Um Torneio Quadrangular colocaria o Bangu diante de Náutico, Santa Cruz e Sport. Credenciado pelo título do Torneio de Nova York no ano anterior, os cariocas foram uma verdadeira atração.

A estreia, marcada para quinta-feira à noite, previa uma rodada dupla no estádio dos Aflitos: na preliminar o Sport Recife goleou o Santa Cruz por 4 a 0. No jogo de fundo, às 21h50, o Náutico – atual campeão pernambucano e treinado pelo ex-comandante banguense Gentil Cardoso – enfrentaria o alvirrubro carioca.

Para alegria dos milhares de torcedores, foi o Náutico que abriu a contagem logo aos 7 minutos, com um gol de Geraldo, aproveitando que o Bangu ainda estava perdido em campo.

O 1º tempo foi realmente desastroso para a equipe de Moça Bonita, que ainda viu o zagueiro Ananias brigar com o centroavante China, sendo ambos expulsos pelo árbitro. Dessa forma Zizinho teve que agir, tirou o atacante Zé Maria e colocou o beque reserva Mário Tito.

Para a etapa final, precisando, pelo menos, buscar o empate, o treinador substituiu um atacante por outro: saiu Luís Carlos entrou Bianchini. Foi uma decisão acertada.

Bianchini conseguiu, logo aos 4 minutos, empatar a partida. Porém, quem passou a chamar a atenção foi o jovem Ademir da Guia, que comandou a virada dos cariocas:

“Ademir da Guia crescia de produção, estava em todos os setores em que era necessária sua presença, impulsionava o ataque e dominava o serviço de meio campo” – relatou o Diário de Pernambuco, impressionado com o futebol daquele garoto de apenas 18 anos.

Aos 25 minutos, o ponta-esquerda Vermelho conseguiu o gol da virada, aproveitando-se de uma falha do zagueiro Sidney.

Era agora o Náutico que precisava ir à frente, tentar o empate. Porém, a noite era do outro “alvirrubro”. Aos 40 minutos, Bianchini arriscou e contou com a falha do goleiro Valdemar para ampliar o placar: 3 a 1.

Satisfeito com a atuação do atacante, Zizinho resolveu substituí-lo por Paulo César para que pudesse sair sob os aplausos do público pernambucano. Jogando apenas 40 minutos, Bianchini tinha mudado a história do jogo.


Torneio Quadrangular de Recife 1961
     
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