Rio de Janeiro, sexta-feira, 22 de setembro de 2017 - 12h03min
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Belém 4 de fevereiro de 1962

Campeão pelo saldo de gols

O Bangu bem que poderia reivindicar o título de campeão paraense de 1962. A equipe do técnico Gradim conquistou de forma improvável um torneio quadrangular disputado em Belém, contra as três maiores forças do estado: Remo, Tuna Luso e Paysandu.

Além disso, para dificultar a tarefa, os jogos contaram com a arbitragem nada imparcial dos juízes paraenses.

Na primeira rodada, no dia 31 de janeiro, nenhuma surpresa, o Paysandu bateu a Tuna Luso por 4 a 2, e o Bangu estreou ganhando do Remo por 3 a 1.

As coisas começaram a piorar na segunda rodada, realizada no sábado, dia 3 de fevereiro. O Paysandu pulava para quatro pontos ao ganhar do Remo por 2 a 1. No jogo de fundo, o Bangu teve o zagueiro Ananias e o atacante Correia expulsos e com apenas nove em campo não pôde impedir que a Tuna Luso vencesse por 1 a 0.

Com isso, o Paysandu liderava o quadrangular, enquanto Bangu e Tuna Luso dividiam a segunda posição com dois pontos cada. O Remo, sem pontuar, estava eliminado.

A última e decisiva rodada foi marcada para o dia seguinte, 4 de fevereiro, sem que houvesse um período mínimo de descanso. A preliminar foi entre Tuna Luso e Remo. As chances do Bangu, que já eram parcas, reduziram-se ainda mais com a goleada de 5 a 1 aplicada pela Tuna Luso sobre o seu tradicional rival.

Para entender a matemática da tabela, basta dizer que se o Bangu ganhasse o Paysandu no jogo de fundo, o título seria definido no saldo de gols. Vitória ou empate do “Papão da Curuzu” deixava a Taça Aurélio do Carmo lá mesmo em Belém.

Ganhar o jogo contra o campeão paraense de 1961 virou uma obrigação. Mas, uma vitória por um ou dois gol de diferença não daria o título ao Bangu, que não conseguiria superar o saldo de gols que a Tuna Luso obteve após golear o Remo.

Era preciso bater o Paysandu por três gols de vantagem, uma missão quase impossível. Missão que foi ficando mais fácil quando Luís Carlos abriu a contagem aos 28 minutos do 1º tempo. O atacante, inspirado, ampliou para 2 a 0 aos 42, excelente placar para o final dos primeiros 45 minutos.

No 2º tempo, tanto o Paysandu quanto a Tuna Luso – cujo time aguardava o resultado da arquibancada - viram ruir todo o sonho de ser campeão quando Luís Carlos ampliou para 3 a 0, aos 8 minutos. Bianchini consolidou a vitória e o título, aos 22 minutos: 4 a 0. No finalzinho, Carlos Alberto diminuiu para os donos da casa, mas não fez muita diferença. A goleada de 4 a 1 garantiria ao Bangu o suado título do Torneio Quadrangular de Belém com os mesmos quatro pontos conquistados por Tuna Luso e Paysandu, mas com quatro gols de saldo, contra três da Tuna e zero do “Papão”.

Torneio Quadrangular de Belém
     
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