Rio de Janeiro, terça-feira, 21 de novembro de 2017 - 04h31min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Notícias » Jogos
Maracanã 12 de setembro de 1965


Maranhão atropela Parada. O banguense foi caçado em campo,
levou um soco de Fontana, mas fez um gol de pênalti.

Em Bangu, em 1965, havia apenas 723 telefones instalados. Muitas pessoas já tinham o aparelho em casa, mas sem a linha, eles eram inúteis. Naquele domingo de setembro, porém, a promessa do governador Carlos Lacerda era que a realidade das comunicações na chamada Zona Rural da cidade iria mudar com a instalação de uma estação telefônica da CETEL na região.

A chegada do governador ao bairro ocorreria às 18 horas, mas muitos banguenses não puderam comparecer ao evento porque ainda estavam saindo do Maracanã, parando nos bares ao redor do estádio, festejando uma incrível vitória do time suburbano diante do Vasco.

Era a abertura do Campeonato Carioca. O Bangu estreava o novo técnico Zizinho. O Vasco ostentava o título da Taça Guanabara de 1965, conquistado no último final de semana, após uma vitória de 2 a 0 sobre o Botafogo, que o classificara para a Taça Brasil.

A faixa de campeão fez bem ao Vasco que começou a partida pressionando o Bangu. Aos 29 minutos, o ponta-esquerda Zezinho driblou três banguenses e da entrada da área chutou cruzado para vencer Ubirajara. Curiosamente, a vantagem fez mal ao time da Cruz de Malta que “recuou sem se saber a razão”. O problema é que o time alvirrubro estava tão mal que passou todo o 1º tempo sem ameaçar o gol defendido por Gainete.

“Os banguenses perdidos, sem apoio do meio campo, estavam sujeitos a sofrer uma derrota, se não mudassem o comportamento de sua equipe” – advertiu o jornal Última Hora.

O técnico Zizinho consertou a equipe no vestiário. O Bangu não iria estrear com uma derrota. A equipe voltou envolvente e com poucos minutos já incomodava o Vasco em busca do empate.

Aos 10 minutos, enfim, Araras foi derrubado por Fontana próximo da grande área. O atacante banguense, malandro, deixou para cair somente na área penal, ludibriando o juiz Eunápio de Queirós, que marcou pênalti.

“Segurei o Araras, mas pelo menos três metros fora da área” – queixava-se Fontana ao jornal O Globo.

Na cobrança da penalidade, Parada foi perfeito, venceu o goleiro Gainete e empatou a partida: 1 a 1.

O gol empolgou os banguenses e fez o Vasco tremer. Oito minutos depois, lá estava o alvirrubro novamente incomodando. Parada lança para a área, Araras sobe mais alto que Joel e desvia de cabeça para Rezende que domina bem a bola e atira violentamente. Gainete nem se mexeu... Era a virada! Era o segundo gol do time de Zizinho!

Com o Bangu à frente do placar, os vascaínos perderam a paciência. Fontana acertou um soco no olho esquerdo de Parada, o árbitro não viu e o zagueiro continuou em campo. Mesmo com onze contra onze, o Vasco não chegou ao empate:

“Por certo os seus jogadores se consideravam invencíveis e quando sentiram a derrota iminente perderam a cabeça” – reclamou Parada, que exibia além de um olho roxo, quatro escoriações nas pernas.

O presidente do Vasco, Manuel Joaquim Lopes, culpou o juiz pelo fracasso do time, insinuando que “Eunápio de Queirós entrou em campo com o propósito de prejudicar o campeão da Taça Guanabara”.

Castor de Andrade deu de ombros para a reclamação do português e alardeou um prêmio de 100 mil cruzeiros para cada jogador. Dinheiro ainda insuficiente para comprar uma linha telefônica naquela época. A CETEL cobrava a pequena fortuna de 600 mil cruzeiros pelo serviço e o interessado podia parcelar este valor em 16 prestações...

A frase

“No início tive receio, mas depois fiquei calmo. O Bangu precisava estrear com o pé direito no Campeonato”.

Mário Tito
Zagueiro do Bangu

Campeonato Carioca 1965
     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.116
Vitórias 1.713
Empates 980
Derrotas 1.423
Gols Pró 7.267
Gols Contra 6.306
Saldo de Gols 961
Artilheiros
 
Ladislau 229
Moacir Bueno 202
Nívio 152
Menezes 138
Zizinho 124
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 97
Arturzinho 93
Marinho 83