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Maracanã 21 de setembro de 1966


Luís Alberto, camisa 5, não deu folga para Artur, camisa 11. Ao fundo, Fidélis – camisa 2 – parece sofrer falta de um jogador do América.

O Bangu era uma verdadeira fábrica. Não só a fábrica de tecidos, como sempre foi, mas uma fábrica de gols em 1966. Depois de golear o Madureira e o São Cristóvão por 5 a 0, o time do técnico Alfredo González foi encarar o América, pela 3ª rodada do Campeonato Carioca. O time dos irmãos Edu e Antunes prometia ser mais categorizado e complicar a vida dos suburbanos.

Apesar da ótima campanha do alvirrubro, a torcida não se empolgou muito com o jogo noturno de quarta-feira no Maracanã. Pouco mais de 4 mil pessoas pagaram ingresso para ver o “clássico”. O clima também não estava propício - não a temperatura em si, amena de início de primavera, ótima para o futebol -, vivia-se o ambiente sufocante dos primeiros anos do regime militar. O movimento estudantil começava a se rebelar contra a ditadura e nas ruas do Centro do Rio o clima era de confronto:

“O governo continua a ameaçar com repressão violenta todos os movimentos estudantis, antevendo-se o recrudescimento da crise e novos choques” - alertava a Tribuna da Imprensa.

Naquele Maracanã quase deserto, o Bangu começou melhor. Logo aos 8 minutos, o esquema defensivo do América ruiu. O atacante Ênio chutou firme, o goleiro Ita pegou e largou. Paulo Borges pegou o rebote e estufou as redes do rival: 1 a 0. Seria a senha para mais uma goleada?
Dois minutos depois do gol, o lateral-esquerdo Eraldo acertou Paulo Borges deslealmente. Na época, sem poder fazer substituições, o craque banguense ficou sentindo dores em campo até o final da partida, o que diminuiu consideravelmente o poder de fogo do time.

Aos 29 minutos, Cabralzinho teve um gol de cabeça anulado pelo árbitro José Aldo Pereira, que alegou falta no lance e o 1º tempo, que muito prometia, acabou ficando mesmo num magro 1 a 0.

A etapa final foi bem mais emocionante. Até porque o América saiu de sua letargia e empatou o jogo logo aos 5 minutos. Artur foi lançado pelo meio da zaga e venceu a resistência de Ubirajara: 1 a 1.

Incrível era como aquele timaço do Bangu não se abalava com nada. Cinco minutos depois, Fidélis lançou Cabralzinho que deu um leve toque para tirar do goleiro Ita e colocar o Bangu novamente à frente: 2 a 1.

Aos 25 minutos, Ênio centrou rasteiro, o zagueiro Alemão chutou para frente para cortar, mas a bola bateu nas costas de Jair e voltou para a meta de um desolado goleiro Ita: 3 a 1.

Com a vitória já garantida, aos 35 minutos, Jaime cruzou e Jair, de cabeça, decretou a goleada de 4 a 1. A partir daí, o Bangu se desinteressou pelo resultado e começou a praticar um olé para cima do rival.

Castor de Andrade gostou do resultado e ofertou um “bicho” de 100 mil cruzeiros a cada um dos onze titulares. O time era o líder do Campeonato, ao lado de Vasco e Fluminense, e com um saldo de gols invejável. Mesmo assim, ainda era cedo para se pensar em título. Afinal, o Bangu estava se especializando em dar espetáculos e perder os títulos, como bem salientou o cronista Armando Nogueira, do Jornal do Brasil:

“Lá se vai o Bangu, de vento em popa: nos últimos anos, tem sido ele a atração do nosso Campeonato, arrancando com ímpeto de corredor velocista metido em maratona. Na reta de chegada, o Bangu desmaia” - ironizou.

Será que em 1966 a história iria se repetir?

Campeonato Carioca 1966
     
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