Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 18h25min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Notícias » Jogos

02/10/1966 - BANGU 2 x 1 PORTUGUESA

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
Maracanã (RJ)
Público:
3.768
Árbitro:
Aírton Vieira de Morais
Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Jair; Paulo Borges, Ênio, Cabralzinho e Zé Carlos.
Técnico: Alfredo González.
Devito, Lúcio, Bruno, Luisão e Nico; Chiquinho e Mário Breves; Marques, Lazinho, Osvaldo e Sidnei.
No 1º tempo: Paulo Borges (8). No 2º tempo: Marques (1) e Paulo Borges (40).

. . . . . . . . . . . . . . .

Juiz ajudou Bangu: 2 x 1
Fo
nte: Última Hora

Sem repetir as suas brilhantes atuações neste Campeonato, o Bangu manteve a liderança invicta vencendo a Portuguesa com grande dificuldade, por 2 x 1, com gols de Paulo Borges contra um de Marques, numa partida em que foi beneficiado pelo juiz Aírton Vieira de Morais e valeu-se da melhor categoria individual dos seus jogadores para decidi-la a seu favor.

O árbitro deixou de marcar um pênalti de Ari Clemente sobre Bruno logo aos 3 minutos e foi rigoroso demais na marcação do pênalti de Lúcio sobre Zé Carlos, que Cabralzinho desperdiçou, proporcionando a Devito uma grande defesa.

O Bangu esteve mais perigoso desde o início e abriu a contagem aos 8 minutos, por intermédio de Paulo Borges, que aproveitou-se da indecisão de Lúcio e Luisão, depois do lançamento de Cabralzinho, e jogou no fundo das redes, num lance em que também Devito teve parcela de culpa, pois não saiu para interceptar.

A Portuguesa jogava no 4-3-3 e conseguia equilibrar a partida no meio-campo, onde Chiquinho e Mário Breves trabalhavam muito bem, mas ressentia-se de maior poder ofensivo, pois ficava reduzida praticamente a Marques no ataque. Tecnicamente, o jogo teve fraco desenrolar até o final do primeiro tempo.

Ênio ainda perdeu uma boa oportunidade no último minuto, quando recebeu passe excelente de Jaime pela meia-direita e chutou fraco e rasteiro nas mãos de Devito.


Melhor no final

A Portuguesa empatou logo no primeiro minuto de jogo, numa bela jogada de Marques, que recebeu pela direita, bateu Ari Clemente, derivou para a meta e chutou forte da entrada da área, no ângulo direito de Ubirajara, que já se adiantara até a entrada da pequena área.

O jogo ganhou movimentação, mas continuou equilibrado no meio do campo, embora o Bangu fosse mais vezes ao ataque. No entanto, a sua equipe limitava-se a centros altos de Ênio, que se deslocava para a direita, com Paulo Borges caindo para o meio, e de Fidélis, sem nenhum resultado prático, porque a defesa da Portuguesa rebatia sistematicamente.

Aos 20 minutos, Lúcio e Zé Carlos entraram numa bola dividida pelo bico esquerdo da área da Portuguesa e o juiz apontou para a marca do pênalti, marcando a infração com excessivo rigor. Cabralzinho chutou à meia altura e Devito mergulhou para a direita, defendendo espetacularmente.

Os ataques da Portuguesa eram quase todos inutilizados pelos impedimentos de Lazinho, mas Marques chutou por cima do travessão uma boa chance aos 21 minutos. Cabralzinho também ameaçou com duas cabeçadas nos lances seguintes e Marques voltou a perder outro gol, chutando precipitadamente para Ubirajara largar e pegar, aos 36 minutos.

Ênio arremessou com violência aos 39 minutos e Devito pegou firme, surgindo o gol da vitória do Bangu no minuto seguinte, quando Jair serviu excelente passe a Paulo Borges pela meia-esquerda. O ponta esperou a saída de Devito e colocou com um leve toque de pé esquerdo no canto esquerdo do goleiro.


Preliminar (Aspirantes): Bangu 3 x 0 Portuguesa.


Castor: ideal é a vitória, boa ou má

O vice-presidente do Bangu, sr. Castor de Andrade, manifestava sua satisfação pela vitória, distribuindo abraços no vestiário do Bangu e afirmando que “o ideal é que pudéssemos sempre ganhar de 2 x 1, mesmo jogando mal como hoje”.

O técnico Alfredo González também recebia muitos cumprimentos e dizia que a Portuguesa dificultou muito as coisas, pois jogou num 4-3-3 amarrado e tem uma equipe bem armada e que produz muito em conjunto, “embora eu ainda ache que o Olaria é o melhor dos pequenos, principalmente porque conta com jogadores de ótima compleição atlética”.


Cabral contrariado

Cabralzinho estava visivelmente insatisfeito por motivos que não chegaram a se descobrir e procurava fugir de todos que se dirigiam a ele.

No lance do pênalti, indagado se o goleiro Devito se lançou para o canto direito antes da cobrança, comentou laconicamente:

- Ele defendeu bem e eu chutei mal.


Paulo Borges festejado

Paulo Borges era um dos mais cumprimentados, por ter marcado os dois gols da sua equipe. Correspondia abrindo um largo sorriso e dizia que a sorte esteve do seu lado nos dois lances, embora lamentasse a contusão na costela, quando da marcação do primeiro gol.

Jair não gostou da sua atuação, “pois eu estava me sentindo um pouco pesado em campo”, mas consolava-se dizendo que “não se pode acertar sempre”. O jogador dizia também que o lançamento de mais um jogador da Portuguesa para auxiliar o meio-campo dificultou muito o trabalho do Bangu e obrigou-o, juntamente com Jaime, a um esforço dobrado.


Dois contundidos

Além de Paulo Borges, que recebeu uma pancada na costela, também Cabralzinho voltou a sentir a contusão no tornozelo e sofreu uma pancada no maxilar. Contudo, o médico Ivon Cortes acha que nenhum dos dois será problema para o jogo de domingo contra o Fluminense, pois terão tempo até lá de recuperar-se.

Ênio sentiu-se mal quando tomava banho no vestiário e foi levado num carro particular para o Hospital Sousa Aguiar, onde foi atendido. Foi constatado que se tratava apenas de uma distonia neurovegetativa sem conseqüências e imediatamente o jogador foi liberado, retirando-se para sua casa.


Bicho e sugestão

O vice-presidente Castor de Andrade anunciou que o bicho pela vitória deverá ser fixado em Cr$ 80 mil, embora a renda tenha novamente dado prejuízo ao clube.

O dirigente disse que se Vasco e Flamengo concordassem “poderíamos fazer uma rodada dupla que seria uma verdadeira festa, com garantia de uma renda muito boa”.

. . . . . . . . . . . . . . .

Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.133
Vitórias 1.728
Empates 979
Derrotas 1.426
Gols Pró 7.305
Gols Contra 6.332
Saldo de Gols 973
Artilheiros
 
Ladislau 231
Moacir Bueno 203
Nívio 152
Menezes 137
Zizinho 125
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 98
Arturzinho 93
Marinho 83