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09/10/1966 - BANGU 1 x 0 FLUMINENSE

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
Maracanã (RJ)
Público:
32.466
Árbitro:
Aírton Vieira de Morais
Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Norberto, Jair e Aladim.
Técnico: Alfredo González.
Vitório, Oliveira, Caxias, Altair e Bauer; Denílson e Roberto Pinto; Amoroso, Samarone, Mário e Lula.
Técnico: Tim.
No 2º tempo: Norberto (37).

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Vontade de vencer foi o prêmio do Bangu: 1 x 0
Fo
nte: Última Hora

O Bangu assumiu a liderança absoluta do Campeonato Carioca sem nenhum ponto perdido, ao vencer o Fluminense por 1 x 0, ontem à tarde, no Maracanã, depois de ser dominado no primeiro tempo, mas voltando com outra disposição para o segundo, quando a defesa ficou plantada e o ataque se mostrou mais perigoso, conseguindo o gol da vitória por intermédio do estreante Norberto, após o bandeirinha ter acusado impedimento de Paulo Borges no lance anterior.

O jogo, embora não tenha sido ruim do ponto de vista técnico, só não foi mais emocionante porque as duas equipes entraram com preocupações defensivas, armadas em esquemas rígidos. O Fluminense esteve melhor no primeiro tempo, porque a defesa do Bangu acompanhava a marcação e Denílson se desprendia e ia um pouco à frente.


Início do Flu

Embora as duas equipes estivessem jogando em esquemas defensivos, o Fluminense esteve melhor no primeiro tempo, principalmente porque Samarone fazia ótima partida, jogando solto. Denílson acompanhava as manobras ofensivas e Oliveira também reforçava o ataque avançando pela direita, chegando mesmo a criar boa situação de gol aos 14 minutos.

A partida melhorou a partir dos 15 minutos, quando Paulo Borges desperdiçou bom passe de Aladim chutando por cima do travessão, tendo o Fluminense respondido dois minutos depois com ameaça de Lula, que chegou atrasado num lançamento de Samarone da direita, permitindo a Fidélis salvar a córner.

Vitório fez uma “ponte” linda aos 37 minutos, cortando um cruzamento de Jaime, e Mário Tito, inteligentemente, cortou com a mão, em última instância, um lançamento sob medida de Roberto Pinto para Mário, que ficaria livre para marcar, aos 40 minutos.

Mário perdeu a melhor chance do Fluminense, em outro lançamento primoroso de Roberto Pinto, aos 42 minutos. O atacante, com Fidélis no seu encalço, ficou frente a frente com Ubirajara, mas chutou à esquerda do goleiro, rente à trave.

Depois de um passe de Paulo Borges, Norberto chutou forte da entrada da área, no último lance do primeiro tempo, proporcionando a Vitório excelente defesa a córner.


Reação do Bangu

O Bangu voltou com outra disposição e mais firme na defesa, pois os zagueiros passaram a jogar plantados. Além disso, Jaime participava das manobras ofensivas e Ari Clemente passou a avançar, sempre que tinha a bola no pé, aproveitando o recuo agora maior de Samarone.

Jair perdeu um gol aos 8 minutos porque chegou tarde no cruzamento de Aladim e o Bangu continuou mais ofensivo, ameaçando aos 17 minutos com um chute longo de Jaime que quase surpreendeu Vitório.

O gol do Bangu “pintou” aos 23 minutos, quando Ocimar chutou na trave esquerda de Vitório e o gol da vitória surgiu aos 37 minutos. O lance nasceu com Paulo Borges pela esquerda, que recebeu em posição irregular, com o bandeirinha acusando a infração, que o juiz não deu. O cruzamento veio para a marca do pênalti, onde falhou Bauer, que rebateu no pé de Norberto. Este chutou de pé direito no canto esquerdo de Vitório, que nada pode fazer.

O Fluminense teve chance de empatar aos 43 minutos, depois da cobrança de uma falta em Roberto Pinto, mas Lula chutou fraco e para fora. Vitório ainda salvou a córner uma cabeçada com endereço certo de Paulo Borges no último minuto.


González: a chance foi que decidiu o jogo

O técnico Alfredo González declarou aos jornalistas que a chance decidiu a sorte do jogo de ontem no Maracanã e que havia previsto uma partida difícil para sua equipe, mas os seus comandados cumpriram à risca as determinações recebidas, saindo o gol da vitória dos pés de um jogador de grande gabarito, embora ainda não esteja na melhor de sua forma técnica.

Quanto à permanência de Norberto na equipe para os próximos compromissos, o técnico informou que nada poderia adiantar, porquanto prefere esperar os treinos desta semana a fim de saber das possibilidades de Cabral. “Todos têm lugar no time. O difícil é escolher o melhor”, observou González dizendo em tom de brincadeira: “A melhor solução seria fazer um ofício à CBD solicitando a escalação de doze jogadores”.


Dr. Norberto

O atacante Norberto, que também é advogado, foi o mais solicitado no vestiário após a partida e ao receber os cumprimentos do presidente Euzébio de Andrade, disse: “É bom um jogador estrear fazendo o gol da vitória porque dá mais confiança para os compromissos futuros. Custei, mas achei o caminho das redes do goleiro Vitório, no entanto, faço questão de frisar que ainda não estou bem tecnicamente, porque estava parado há dois meses”, prosseguiu o atacante explicando que as dificuldades para penetrar na defesa do Fluminense foram decorrentes do sistema defensivo empregado pelo adversário.


Sandália de S. Francisco

O dirigente Castor de Andrade foi o mais eufórico no vestiário e suas observações da partida foram no sentido de que o Fluminense jogou melhor na primeira etapa, mas a sua equipe teve garra e tranqüilidade para chegar à vitória na fase complementar. “O Fluminense entrou em campo com sandálias de São Francisco de Assis”, observou o sr. Castor, referindo-se à humildade com que o adversário iniciou o jogo.

O sr. Euzébio de Andrade ao responder uma pergunta de um repórter que o indagou se o Bangu não tinha “camisa”, disse: “O meu clube sempre teve ‘camisa’ e só perde nas decisões de campeonatos por motivos extracampo, os quais futuramente, terei oportunidade de revelar aos que desejarem saber.


Jair e Mário

Jair disse que no final do jogo, o atacante Mário o chamou de “palhaço”, atribuindo a atitude do jogador do Fluminense como uma grave ofensa. “Além de perder a partida, ainda perde a esportiva”, observou o jogador banguense, um tanto irritado com o avante tricolor, que minutos após esteve no vestiário para felicitar todos os comandados de Alfredo González. Ao seu lado, Jaime comentou: “Não liga para isso, porque tivemos força de vontade e ganhamos o jogo, dando mais um grande passo para a conquista do Campeonato Carioca”
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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

     
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