Rio de Janeiro, terça-feira, 21 de novembro de 2017 - 04h29min
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Mineirão 18 de janeiro de 1967
Campeão carioca vs. campeão brasileiro

Fidélis com a bola, Tostão correndo atrás: uma rotina no jogo entre os campeões carioca e brasileiro.

Em um torneio quadrangular com Cruzeiro, Atlético Mineiro, Palmeiras e Bangu, quem apostaria no título do Bangu? Atualmente, ninguém. Em 1967, provavelmente, seria um bom negócio. Em janeiro daquele ano, a Federação Mineira organizou o Torneio dos Campeões, reunindo o Cruzeiro (campeão mineiro e da Taça Brasil), o Palmeiras (campeão paulista), o Bangu (campeão carioca) e o Atlético, por ser o time que mais levaria público ao Mineirão.

A Federação determinou, então, que Atlético x Palmeiras fariam uma semifinal, enquanto Cruzeiro x Bangu jogariam a outra partida. O alvinegro mineiro, com o apoio de sua torcida, não encontrou problemas para bater os paulistas por 3 x 1, no jogo de fundo.

O Cruzeiro, no entanto, fracassou diante do Bangu. Com um título fresquinho da Taça Brasil – o Campeonato Brasileiro da época -, conquistado diante do Santos de Pelé, com direito até mesmo a uma goleada de 6 x 2 no primeiro jogo da final, os mineiros eram favoritos. Mas nos anos 60, apoiado em Euzébio e Castor de Andrade, o alvirrubro era um adversário duríssimo.

A partida foi um duelo bonito de se ver. O Cruzeiro, com Piazza, Dirceu Lopes e Tostão, começou pressionando e obrigando Ubirajara a intervir seguidamente. Mas o Bangu tinha na velocidade dos contra-ataques sua maior arma. Norberto chegou a vencer o famoso goleiro Raul Plasmann, mas o juiz anotou impedimento.

No minuto seguinte, Paulo Borges deu um bom passe para Cabralzinho, que devolveu de calcanhar para o ponta-direita chutar forte e abrir o marcador. Bangu 1 a 0, aos 42 minutos do 1º tempo.

O placar fazia a festa da torcida atleticana no Mineirão, que zombava da desgraça do Cruzeiro.

No 2º tempo, Ubirajara voltou a salvar o seu arco, evitando que uma bela cobrança de falta de Tostão entrasse no ângulo.

No duelo de campeões, quem conseguiu marcar foi o Bangu. Aos 33 minutos, Pedrinho cruzou e Aladim escorou de cabeça: 2 a 0. Era a senha para que os cruzeirenses deixassem o estádio, enquanto os atleticanos começaram um entusiasmado “Olé!”.

No último minuto, Evaldo chegou a vencer o intransponível Ubirajara, mas Mário Tito, em cima da linha, tirou para escanteio. Não haveria sequer um gol de honra. O Bangu estava na final do Torneio dos Campeões e, no domingo, a torcida atleticana – que tanto apoiara na noite de quarta-feira – jogaria contra.


     
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