Rio de Janeiro, terça-feira, 21 de novembro de 2017 - 04h30min
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Mineirão 22 de janeiro de 1967
Deu empate. E agora? Quem é o campeão?

Uma multidão de atleticanos, superior a 55 mil pessoas, foi ao Mineirão prestigiar a decisão do Torneio dos Campeões de 1967.  Talvez estivessem presentes também alguns cruzeirenses, que iriam ver a disputa de terceiro lugar entre seu clube e o Palmeiras (vitória do Cruzeiro por 3 a 2).

Mas as atenções estavam voltadas para o duelo entre o Bangu e o Atlético Mineiro. Um jogo que valia mais do que uma taça, valia a supremacia do futebol no Brasil. Fora a pressão da torcida, o Galo tinha um ingrediente extra para buscar o título: o troféu levava o nome de Afonso Ferreira Paulino, um ex-presidente do clube alvinegro.

Os cariocas que não puderam ir a Belo Horizonte, conseguiram acompanhar o jogo pela televisão. Tal a sua importância, foi transmitido ao vivo pela TV Tupi.

Mas, quem comandou as ações durante todo o 1º tempo foi o campeão carioca até que, aos 29 minutos, Ocimar lançou Paulo Borges, que dominou a bola e, na corrida, se livrou de três marcadores e ficou livre na frente do goleiro Hélio. Daí, foi só encher o pé e sair para comemorar o golaço.

O placar fazia jus ao melhor time, que continuou melhor em campo na volta do intervalo. Assim, aos 7 minutos, Paulo Borges – o craque nota 10 na avaliação de todos presentes ao Mineirão – cruzou e Norberto deu um toquinho para vencer Hélio: 2 a 0. Parecia liquidada a fatura.

Para o lateral-direito Fidélis: “Foi o jogo mais fácil que tive em minha carreira. Bastava rolar a bola e evitar as jogadas divididas. Entretanto, resolvemos correr, o quadro acabou esgotado e permitindo o empate”.

Justamente. Apenas seis minutos depois do segundo gol banguense, o Atlético reapareceu no jogo num lance de bola parada. A falta alçada para a área encontrou Edgar Maia, que estufou as redes de Ubirajara. A partir daí, a pressão dos mineiros incendiou o estádio.

Aos 28, Ronaldo cruzou e Santana cabeceou, marcando o segundo gol do Galo. O empate não definia o torneio, mas nenhuma das duas equipes – em início de temporada – tinha pernas para mais nada. O cansaço físico passou a predominar e ir ao ataque e desguarnecer a defesa era um risco desnecessário. Ao apito final do árbitro, nem os jogadores, nem os dirigentes sabiam o que fazer. Na época, ainda não havia sido inventada a decisão por pênaltis.

De olho numa arrecadação recorde, o presidente atleticano propôs um novo jogo para quarta-feira, mas Euzébio de Andrade negou: o Bangu estava com passagens aéreas compradas para voltar ao Rio no dia seguinte.

A solução encontrada foi transformar o jogo entre as duas equipes, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o Campeonato Brasileiro da época) em um tira-teima. Marcado para o Mineirão, no dia 19 de março, quem vencesse, finalmente, poderia dizer que era, enfim, o campeão dos campeões.


     
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