Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 11h09min
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Brinco de Ouro 24 de janeiro de 1968
Uma vitória única

Um confronto que ocorreu poucas vezes no futebol brasileiro: apenas seis jogos. Bangu e Grêmio, times tradicionais em seus estados, se encontraram pouco pelos gramados. Talvez por essa escassez de jogos, é que os banguenses tenham uma única e isolada vitória no duelo.

No verão de 1968, Bangu e Grêmio foram contratados ao preço de 20 mil cruzeiros novos, cada um, para participar do Torneio Quadrangular de Campinas. A escolha era acertada. O Tricolor ostentava um incrível hexacampeonato gaúcho (1962 a 1967) e o Bangu era o vice-campeão carioca e tinha uma das equipes mais fortes do país.

Quando entraram em campo, às 21h30 de uma quarta-feira chuvosa no Brinco de Ouro, a torcida estava em delírio. Na preliminar, o Guarani tinha goleado o Flamengo por 5 a 2 e se classificado para a final do torneio. Faltava definir o adversário.

O grande destaque do Grêmio era o lateral-esquerdo Everaldo, que viria a ser tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira. Antes dele, porém, o atacante Alcindo tinha jogado a Copa de 1966, na Inglaterra, e também merecia cuidados por parte da zaga alvirrubra. O time era tão forte que tinha sido quarto colocado no Torneio Roberto Gomes Pedrosa e semifinalista da Taça Brasil de 1967.

Com craques dos dois lados, os campineiros esperavam ver um jogo melhor no 1º tempo, mas as defesas anularam os ataques e as vaias foram ouvidas quando o juiz apitou o fim dos 45 minutos iniciais, sem gols e sem emoções.

O técnico Plácido Monsores não fez alterações no intervalo, mas sacudiu os banguenses. Era preciso ser ofensivo, incomodar o goleiro Arlindo, que até então, pouco trabalhara. Era necessário também que Paulo Borges e Mário conseguissem se livrar da forte marcação dos gaúchos - uma tradição do futebol local.

A ansiedade terminou aos 5 minutos: o ponta-esquerda Aladim cobrou falta com perfeição, a bola encobriu a barreira e enganou Arlindo, indo parar no fundo da rede. Era gol do Bangu! O 1 a 0 significava uma vantagem enorme em uma partida tão equilibrada.

A partir daí, quem teve as melhores chances foram os cariocas. Paulo Borges apareceu livre, à frente do goleiro gremista e chutou em cima de Arlindo, aos 6 minutos. Ao longo do 2º tempo, até o lateral-direito Fidélis foi à frente e quase marcou o segundo gol.

O Grêmio só conseguiu pressionar, na base do abafa, nos minutos finais, quando todo o time do Bangu já tinha recuado para garantir o resultado.

A vitória levava o alvirrubro à decisão do Torneio Quadrangular de Campinas, porém, com uma desvantagem. Por ter ganho por apenas 1 a 0, enquanto o Guarani goleara o Fla por 5 a 2, a vantagem do empate favoreceria os donos da casa.

Até domingo, os jogadores descansaram na piscina do Hotel Impala e deram passeios pela cidade. Paulo Borges foi o mais assediado pelos campineiros. Durante uma visita à Praça do Rosário, ponto de venda antecipada de ingressos e local onde a taça de campeão estava sendo exposta, o camisa 7 não teve dúvidas:

- Essa vai direto para Bangu...

     
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