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Brinco de Ouro 28 de janeiro de 1968
Quadrangular de Campinas: um título quase esquecido

O Bangu foi realmente testado na pré-temporada de 1968. Antes do início do Campeonato Carioca, o time treinado por Plácido Monsores disputou, com incrível êxito, o Torneio Quadrangular de Campinas.

O vice-campeão carioca de 1967 venceu o hexacampeão gaúcho, o Grêmio, por 1 x 0 numa semifinal, enquanto o Guarani – dono da iniciativa – humilhou o Fla por 5 x 2.

Isso fez com que a finalíssima de domingo reunisse os dois clubes. Na preliminar, o Grêmio ganhou do Flamengo por 2 x 0. No jogo de fundo, às 18 horas - que era o que interessava aos milhares de torcedores campineiros -, o Bangu atrapalhou a festa do Guarani.

A expectativa pelo título do “Bugre” virou certeza quando Capelosa abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo, aproveitando passe de Milton. 

Nos primeiros 20 minutos, o Bangu simplesmente deixou-se envolver pelo time da casa, sofrendo uma pressão incrível, mas aos poucos foi retomando seu famoso jogo de toque de bola.

Enfim, o time de Plácido se tranquilizou e, aos 35 minutos, o meia Fernando lançou Aladim na ponta-esquerda. O craque correu, entrou na área e esperou a saída do goleiro Dimas para empatar a partida. Ótimo! Era o necessário para esfriar a empolgação da torcida local.

No 2º tempo, a pressão se inverteu. O Bangu voltou melhor e marcou o gol da virada logo aos 3 minutos. Jaime cobrou uma falta e Dimas deixou a bola escorregar entre os seus braços e ir para o fundo das redes. Um verdadeiro “frango” que valeria o título para o Bangu.

Depois, deveria ser só administrar a pressão dos campineiros. Só? Foram minutos de puro bombardeio ao gol alvirrubro: duas bolas foram chutadas na trave do goleiro Devito, que substituíra Ubirajara. “Além de muito bom, tem muita sorte” – assinalou O Estado de São Paulo.  

“O Guarani, mesmo durante os três últimos minutos, não perdeu a esperança de alcançar o empate e, no desespero, foi todo para a frente, mas nada colheu de proveitoso. O Bangu venceu merecidamente” – contou a Última Hora.

A chance derradeira foi perdida numa cobrança de escanteio: Tonhé, sozinho, cabeceou por sobre o gol.

Para quem escutava a transmissão pelo rádio no Rio de Janeiro, o apito do árbitro deu fim ao nervosismo. Com a vitória de 2 a 1, o Bangu erguia seu último título na áurea década de 60.

Fato curioso: apitou a partida o juiz Silvio Luís Peres Machado de Sousa – que pelo nome, ninguém saberia dizer quem é. Hoje, no entanto, o árbitro é conhecido em todos os estádios. Trata-se do divertido narrador Silvio Luís.

     
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