Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 11h05min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Notícias » Jogos
Brinco de Ouro 28 de janeiro de 1968
Quadrangular de Campinas: um título quase esquecido

O Bangu foi realmente testado na pré-temporada de 1968. Antes do início do Campeonato Carioca, o time treinado por Plácido Monsores disputou, com incrível êxito, o Torneio Quadrangular de Campinas.

O vice-campeão carioca de 1967 venceu o hexacampeão gaúcho, o Grêmio, por 1 x 0 numa semifinal, enquanto o Guarani – dono da iniciativa – humilhou o Fla por 5 x 2.

Isso fez com que a finalíssima de domingo reunisse os dois clubes. Na preliminar, o Grêmio ganhou do Flamengo por 2 x 0. No jogo de fundo, às 18 horas - que era o que interessava aos milhares de torcedores campineiros -, o Bangu atrapalhou a festa do Guarani.

A expectativa pelo título do “Bugre” virou certeza quando Capelosa abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo, aproveitando passe de Milton. 

Nos primeiros 20 minutos, o Bangu simplesmente deixou-se envolver pelo time da casa, sofrendo uma pressão incrível, mas aos poucos foi retomando seu famoso jogo de toque de bola.

Enfim, o time de Plácido se tranquilizou e, aos 35 minutos, o meia Fernando lançou Aladim na ponta-esquerda. O craque correu, entrou na área e esperou a saída do goleiro Dimas para empatar a partida. Ótimo! Era o necessário para esfriar a empolgação da torcida local.

No 2º tempo, a pressão se inverteu. O Bangu voltou melhor e marcou o gol da virada logo aos 3 minutos. Jaime cobrou uma falta e Dimas deixou a bola escorregar entre os seus braços e ir para o fundo das redes. Um verdadeiro “frango” que valeria o título para o Bangu.

Depois, deveria ser só administrar a pressão dos campineiros. Só? Foram minutos de puro bombardeio ao gol alvirrubro: duas bolas foram chutadas na trave do goleiro Devito, que substituíra Ubirajara. “Além de muito bom, tem muita sorte” – assinalou O Estado de São Paulo.  

“O Guarani, mesmo durante os três últimos minutos, não perdeu a esperança de alcançar o empate e, no desespero, foi todo para a frente, mas nada colheu de proveitoso. O Bangu venceu merecidamente” – contou a Última Hora.

A chance derradeira foi perdida numa cobrança de escanteio: Tonhé, sozinho, cabeceou por sobre o gol.

Para quem escutava a transmissão pelo rádio no Rio de Janeiro, o apito do árbitro deu fim ao nervosismo. Com a vitória de 2 a 1, o Bangu erguia seu último título na áurea década de 60.

Fato curioso: apitou a partida o juiz Silvio Luís Peres Machado de Sousa – que pelo nome, ninguém saberia dizer quem é. Hoje, no entanto, o árbitro é conhecido em todos os estádios. Trata-se do divertido narrador Silvio Luís.

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.133
Vitórias 1.728
Empates 979
Derrotas 1.426
Gols Pró 7.305
Gols Contra 6.332
Saldo de Gols 973
Artilheiros
 
Ladislau 231
Moacir Bueno 203
Nívio 152
Menezes 137
Zizinho 125
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 98
Arturzinho 93
Marinho 83