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Moça Bonita 30 de abril de 1978


O América pressiona. O goleiro Luiz Alberto não consegue cortar o cruzamento rasteiro, mas o atacante americano também chega atrasado na hora da conclusão. Sorte do Bangu que, jogando de branco, venceu por 2 a 0.

O Bangu ficou dez anos longe das grandes competições nacionais. Depois do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968, o alvirrubro viveu anos de crise e só voltou a obter vaga entre os grandes do país em 1978. O Campeonato Brasileiro daquele ano comportou nada menos do que 74 clubes – um recorde até então. Nada mais justo que o Bangu – sexto colocado no Campeonato Carioca de 1977 – ganhar uma das vagas.

A diretoria fez melhorias no estádio, restabeleceu a iluminação dos refletores, mas não teve dinheiro para trazer grandes craques. Com isso, a grande vitória seria somente a participação. Ambicionar passar de fase seria uma exigência absurda para aquele elenco.

No mês de março, o alvirrubro iniciou sua luta entre os grandes do país. Estávamos em um grupo difícil, onde o Rio de Janeiro tinha seis representantes (Bangu, América, Americano, Flamengo, Fluminense e Goytacaz), São Paulo, dois (Portuguesa e XV de Piracicaba), Amazonas, dois (Nacional e Fast) e o Pará, dois (Remo e Paysandu). Os seis melhores colocados iriam para a segunda fase. Os demais disputariam uma repescagem.

O técnico Luís Alberto Severino (ex-zagueiro campeão em 1966) percebeu logo que uma década longe de competições nacionais tinha trazido prejuízos ao Bangu. Nos sete primeiros jogos foram seis derrotas e apenas uma vitória. Isso significava o fim da linha para o treinador, que deixou o cargo após a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 1.

Para o seu lugar foi chamado o disciplinador Yustrich. Popularmente conhecido como “Homão”, era um técnico polêmico e tinha deixado o Cruzeiro justamente após uma briga com os dirigentes do clube mineiro.

Yustrich encontrou o Bangu em 11º lugar no seu grupo, com meros 2 pontos. Era o penúltimo colocado, à frente apenas do Nacional. Pior. Estrearia na oitava rodada enfrentando o América – 4º colocado com 8 pontos.

Nos anos 70, o América sempre montava times de respeito e o fato de jogar em Moça Bonita não traria tanta vantagem assim, já que fatalmente as duas torcidas iriam se equivaler. Quase duas mil pessoas pagaram ingresso para ver o clássico, proporcionando uma renda de 57 mil cruzeiros.

Diferentemente do que se pensava, o Bangu dominou as ações durante todo o 1º tempo, até que o centroavante Jair Pereira, pegando de primeira um passe de Luisão, fez o único gol da etapa, aos 42 minutos.

No 2º tempo, esperava-se uma reação do forte time americano, mas os rubros continuaram jogando abaixo da média, talvez sentindo a falta dos titulares Mário e Uchôa.

Eis que o ponta-direita Fernandinho, jogador de poucos gols, resolveu fazer o lance de sua vida. Sozinho, pegou a bola ainda na intermediária do Bangu e foi embora, passou como quis por Russo, driblou o goleiro País e chutou para o gol vazio, a dez minutos do fim da partida: 2 a 0. Foi eleito até mesmo o “Gol do Fantástico” – o mais bonito daquele domingo!

No final das contas, o resultado não serviu para classificar o Bangu à segunda fase, nem para eliminar o América. Pelo menos, naquele dia, os banguenses lavaram a alma dos torcedores ao contrariar todos os prognósticos.

Campeonato Brasileiro 1978 - Grupo F
     
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