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Moça Bonita 21 de fevereiro de 1981


O grandalhão Alcino parte para o ataque e marca o segundo gol banguense naquela tarde de sábado.

Castor de Andrade estava empolgado. E não era para menos. O Bangu tinha feito 3 a 0 no Joinville, em Moça Bonita, pela nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1981. A goleada eliminou os catarinenses e classificou o alvirrubro em quarto lugar no Grupo A, atrás de Vasco, Ponte Preta e Colorado (PR).

Com quatro vitórias, três empates e duas derrotas, 11 pontos, 18 gols marcados em nove jogos, o Bangu estava na segunda fase do Campeonato, onde cairia num grupo com Santos, Botafogo e Mixto (MT).

Melhor que isso, a crônica esportiva não cansava de enaltecer os craques alvirrubros, como o lateral-direito Júlio César, os zagueiros Moisés e Fernando, o lateral-esquerdo Marco Antônio, o volante Carlos Roberto, o ponta-direita Mirandinha e o centroavante Alcino.

O Patrono Castor de Andrade, com o xerifão Moisés ao fundo: Carnaval frustrado em 1981.

A partida contra o Joinville, realizada uma semana antes do início do Carnaval, foi disputada em clima de festa, principalmente nas arquibancadas. A charanga do Castor, que tradicionalmente entrava atrasada nos jogos, tocando o samba-enredo da Mocidade para 1981, “Abram alas pra folia”, deu sorte. Assim que subiu as sociais, o Bangu fez um gol, com Mirandinha, aos 14 minutos.

A torcida, que ultrapassou a casa de 2.000 pessoas, gritava “olé” e pedia “mais um”. O grandalhão Alcino, então, retribuiu o apoio, fazendo 2 a 0, aos 39 minutos.

No final, aos 44 do 2º tempo, Luisinho das Arábias ampliou para 3 a 0, quando todos nas sociais estavam dançando entre confetes e serpentinas, numa prévia do baile do “Vermelho e Branco”, que ocorreria à noite no salão nobre.

Quando terminou o jogo foi aquela carreata, com bandeiras desfilando pelas ruas do bairro. O banguense orgulhoso de seu clube, do sucesso do alvirrubro, que pela primeira vez passava da fase inicial do Campeonato Brasileiro.

Castor, empolgado, reuniu os jogadores e disse que, se alguém quisesse passar o Carnaval fora do Rio, ele pagaria a passagem. Logo começaram os pedidos: Marco Antônio pretendia ir a Santos, Tobias a São Paulo, Luisão a Minas. Castor ia anotando os pedidos e concordando com a cabeça. Até que Moisés falou:

- Eu também queria passar o Carnaval fora, “seu” Castor.

- Pois é só dizer onde.

- É em Paris, “seu” Castor.

A entrevista acabou ali e ninguém foi de graça a lugar nenhum...

Moisés teve que se consolar com o “Bloco das Piranhas”, de Madureira, onde desfilou mais uma vez travestido de mulher, com peruca e cílios postiços, no sábado seguinte.

Mas quem sambou mesmo foi o Joinville, eliminado da Taça de Ouro...

Campeonato Brasileiro 1981 - Grupo A
     
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