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21/04/1985
- BANGU 1 x 0 LEÔNICO (BA)
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FICHA
TÉCNICA
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Competição:
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Taça
de Ouro - Grupo D - Returno
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Local:
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Estádio
Proletário Guilherme da Silveira Filho
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Renda:
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Cr$ 10.825.000,00
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Público:
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2.165 pagantes
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Árbitro:
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Dalmo Bozzano,
da Federação Catarinense
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Gilmar,
Márcio, Jair, Cardoso e Baby; Delaci, Lulinha
e Pingo; Marinho, Nando (Pedrinho Gaúcho)
e Ado
Técnico: Moisés
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Ferreira;
Biluca, Monteiro, Luís carlos e Ricardo;
Toti, Washington e Dendê; Osni, Beijoca
e Adalto (Douglas)
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Bangu 1
x 0: Marinho, aos 42min do 2º tempo
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Biluca,
Monteiro, Luís Carlos, Dendê e Beijoca
(Leônico); Lulinha (Bangu)
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Moça
Bonita em festa: Marinho faz gol de cabeça e
Bangu conquista o segundo turno
Fonte: Jornal O Dia
Com
o gol de Marinho, de cabeça, aos 42m do segundo
tempo, o Bangu venceu, ontem à tarde, em Moça
Bonita, o Leônico e assegurou a invejável
condição de ser o clube carioca mais eficiente
na atual Taça de Ouro, vencendo o Grupo D. A
vitória representou ao time de Castor de Andrade
a conquista do segundo turno da primeira fase e, como
fora também o vencedor do primeiro turno, o Bangu
garantiu sua presença na Taça de Ouro
de 86 entre o Grupo A ou B - desde que o regulamento
seja mantido -, além da classificação
para a segunda fase, este ano. Depois do jogo, os torcedores
bangüenses festejaram com muita empolgação,
como se o time acabasse de sagrar-se campeão
brasileiro. A festa tomou o rumo das ruas do subúrbio
e se estendeu até quase a madrugada.
Marinho na cabeça:
Bangu campeão do returno
Fonte: Jornal O Dia
- Tino Marcos
A
torcida do Bangu soube suportar com paciência
os 87 minutos de sofrimento, sem gol. Foi Marinho acertar
uma cabeçada, quando faltavam 3 minutos para
o final, para um verdadeiro carnaval tomar conta do
estádio de Moça Bonita e que se prolongou
pelas ruas de Bangu. Afinal, a vitória sobre
o Leônico por 1 a 0 fez com que o time carioca
terminasse a primeira fase da Taça de Ouro como
o campeão do Grupo D, vencedor dos dois turnos
disputados, e com a vaga garantida nos principais Grupos
(A ou B) da próxima Taça de Ouro.
O Bangu não chegou a empolgar os poucos mais
de 2 mil torcedores no estádio. O resultado,
porém, foi mais do que justo, pois o Leônico
pouco fez, enquanto o Bangu perdeu inúmeras chances.
Como aos 18m e 21m, de Ado e Marinho, em que o goleiro
Ferreira fez grandes defesas. O único chute a
gol do time baiano na primeira fase surgiu dos pés
do veterano Beijoca, que, visivelmente esgotado, ainda
conseguiu acertar um forte chute, quase sem ângulo.
Gilmar fez boa defesa.
No segundo tempo, as chances continuaram aparecendo
para o Bangu, que desperdiçava todas. A entrada
de Pedrinho Gaúcho no lugar do novato Nando deu
mais agressividade ao time, mas as conclusões
eram mal feitas. O empate não chegava a desagradar
a torcida, que passou ao delírio quando Marinho
decidiu o jogo e não se conteve no pedido a Evaristo:
"É Seleção, é Seleção"!
Castor respeita,
mas não teme os novos rivais
Fonte: Jornal O Dia
- Zildo Dantas
Quando o árbitro
apitou o fim do jogo, a pequena, mas entusiamada, torcida
do Bangu começou um carnaval, comemorando o feito
de sua equipe. O Bangu venceu o turno, o returno e somou,
também o maior número de pontos do Grupo
D, classificando-se entre os 20 dos Grupos A/B no próximo
ano. Essa emoção se transformou em algo
incontrolável porque a vitória contra
o Leônico veio em cima da hora, quando o empate
parecia consumado tirando o título do Bangu.
Castor de Andrade transformou-se, com isso, no homem
mais festejado do vestiário bangüense. Sua
calma foi mantida, enquanto o sorriso deixava transparecer
toda a sua felicidade:
- O Bangu ganhou o primeiro turno na bolinha. O ssegundo,
porém, foi no campo, para uma chave que não
é fraca, ela é tão forte para nós
como para os demias clubes. Se teremos Vasco e Internacional
pela frente, eles terão o Bangu, um time que
está jogando certinho e vai cumprir a sua missão
nesta taça, tenho certeza disso.
Castor, como você viu hoje o time do Bangu, jogando
sem quatro titulares?
- No primeiro tempo, mal. No segundo, muito bem. No
intervalo, Moisés conversou com eles, fez uma
modificação tática, voltamos e
após a pressão surgiu o gol que nos deu
a vitória na partida.
Nenhum contundido e o prêmio dos jogadores será
de Cr$ 500 mil, para cada.
Atuações:
GILMAR - A rigor, apenas uma defesa. No mais, muita
tranqüilidade e eficiência na reposição
de bolas. Bom
MÁRCIO - Bom na defesa e nas triangulações
com Marinho. Bom
JAIR - Como seu companheiro, precisou jogar muito pouco.
Razoável
CARDOSO - Sem muito trabalho com Beijoca, poderia ter
ido mais à frente. Razoável
BABY - Cuidou mais de marcar o perigoso Osni e sofreu
um bocado. Razoável
DELACI - Jogou como um típico cabeça-de-área.
Discreto, mas eficiente na marcação. Bom
LULINHA - Mostrou disposição e habilidade
o tempo todo. Ótimo
PINGO - Armou diversas jogadas de perigo, mas falhou
muito nas conclusões. Bom
MARINHO - Só o belo gol que marcou merecia boa
cotação. Mas o ponta, que jogou de centroavante
no segundo tempo, mostrou por que é considerado
um dos melhores do país. Excelente
NANDO - Confuso, tímido. Fraco. PEDRINHO GAÚCHO
- entrou em seu lugar e deu nova vida ao time. Bom
ADO - Esteve incansável. De seus pés,
surgiu o lance do gol. Ótimo
ARBITRAGEM - O seis cartões amarelos e um vermelho
com que o árbitro Dalmo Bozzano puniu os jogadores
não foram suficientes para controlar a violência,
principalmente por parte do Leônico, que ficou
com cinco dos seis cartões e teve ainda Beijoca
expulso. Mesmo assim, Bozzano acompanhou de perto todos
os lances e anulou corretamente um gol de Marinho, que
recebera um passe de mão de Lulinha.
O GOL - Bangu 1 a 0, gol de marinho, aos 42 minutos
do segundo tempo
Ado faz jogada pela esquerda e é derrubado por
Monteiro. O próprio Ado ajeita a bola e bate
a falta, centrando para a área. Marinho, deslocado
da ponta-direita para o comando do ataque, sobe sem
marcação e escolhe o canto direita de
Ferreira para cabecear certeiro, sem defesa para o goleiro.
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