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17/07/1985
- BANGU 3 x 1 VASCO
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FICHA
TÉCNICA
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Competição:
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Taça
de Ouro - 2ª Fase - Returno
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Local:
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Maracanã
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Renda:
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Cr$ 78.774.000,00
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Público:
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10.180 pagantes
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Árbitro:
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Luís
Carlos Antunes, auxiliado por Sérgio Bertagnoli
e Antônio Pádua Sales
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Gilmar,
Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel,
Lulinha (Delacir) e Mário; Marinho, João
Cláudio (Pingo) e Ado
Técnico: Moisés
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Roberto
Costa, Edevaldo, Ivã, Nei e Donato; Vítor
(Gilberto), Oliveira e Romário (Geovani);
Mário Tilico, Roberto e Mauricinho
Técnico: Antônio Lopes
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Bangu 1
x 0: Marinho, aos 35min do 1º tempo
Bangu 2 x 0: Mário, aos 37min do 1º tempo
Bangu 2 x 1: Roberto, aos 12min do 2º tempo
Bangu 3 x 1: Marinho, aos 17min do 2º tempo
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Ivã
e Roberto (Vasco); Jair e Mário (Bangu)
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Bangu só
precisa do empate contra o Inter
Fonte: Jornal do
Brasil
O
Bangu, com a vitória de ontem (3 a 1) sobre o
Vasco, manteve a liderança absoluta do Grupo
H e conquistou o direito de decidir a vaga à
semifinal da Taça de Ouro com o Internacional,
domingo, no Beira-Rio, dependendo apenas de um empate.
Foi uma conquista fácil, que só esteve
timidamente ameaçada por culpa exclusiva do próprio
Bangu, que assustou com os 2 a 0 conseguidos rapidamente
(aos 17 minutos do primeiro tempo) e encolheu em campo.
Não fosse esse retraimento, fruto talvez de uma
falta de intimidade com os grandes momentos, e o Bangu
teria chegado a uma goleada de maiores proporções.
Marinho, o grande destaque do jogo, em um dia de muita
inspiração, ganhava todas as jogadas desmoronando
a já frágil defesa do Vasco.
E, assim, com base na velocidade e toques de primeira,
o Bangu fez 1 a 0. Ado tabelou na esquerda recebeu na
frente, driblou Edevaldo com enorme facilidade e cruzou
para a cabeçada perfeita de Marinho (12 minutos),
que se antecipou a Donato. Com a vantagem, o Bangu melhorou
ainda mais em campo. E coube a Marinho construir a jogada
do segundo gol.
Ele recebeu na intermediária, atraiu a marcação,
teve calma para esperar a entrada de Mário e
deu o passe perfeito. Mário só teve o
trabalho de tocar por cima de Roberto Costa, um goleiro
inseguro, que falhou no lance, indeciso quanto ao momento
de sair do gol. Irremediavelmente batido, o técnico
Antônio Lopes tentou tudo numa cartada, e lançou,
ao mesmo tempo (31 minutos) Geovani e Gilberto, tirando
Vítor e Romário.
O toque de Geovani e a correria de Gilberto deram novo
ânimo ao Vasco e impressionaram o Bangu. O Vasco,
sem imaginação, apertou um pouco e esteve
perto de fazer o primeiro gol. Só conseguiu,
no entanto, no segundo tempo, graças ao esforço
de Roberto (foi seu gol número 599). Ele, depois
de brigar, literalmente, com os zagueiros do Bangu,
aproveitou um rebote e, de cabeça, tocou para
o gol. Quando parecia que o jogo ficaria mais duro,
novamente brilhou o ponta Marinho. Mário bateu
um córner e Marinho surgiu entre os atônitos
zagueiros para cabecear fora do alcance do estático
Roberto Costa. Uma vitória brilhante.
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