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21/07/1985
- INTERNACIONAL (RS) 1 x 2 BANGU
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FICHA
TÉCNICA |
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Competição: |
Taça
de Ouro - 2ª Fase - Returno |
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Local: |
Estádio
Beira-Rio |
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Renda: |
Cr$
323.834.000,00 |
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Público: |
46.541
pagantes |
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Árbitro: |
Romualdo
Arpi Filho, auxiliado por Sebastião
Soledade e José Renato Fidalgo |
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Mano;
Luís Carlos, Pinga, Mauro Galvão
e André; Ademir, Alcântara
e Ruben Paz; Paulo Santos (Kita), Marcelo
e Silvinho
Técnico: Otacílio Gonçalves |
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Gilmar,
Márcio (Velton), Cardoso, Oliveira
e Baby; Israel, Mário e Lulinha
(Delacir); Marinho, João Cláudio
e Ado
Técnico: Moisés |
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Bangu
1 x 0: João Cláudio, aos
18min do 2º tempo
Bangu 1 x 1: André, aos 35min do
2º tempo
Bangu 2 x 1: Marinho, aos 43min do 2º
tempo |
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Márcio,
Delacir e João Cláudio (Bangu) |
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Kita
(Internacional) |
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Rio
torcerá pelo Bangu
Fonte: Jornal
O Globo
No
Maracanã, a triste despedida do Flamengo
no empate de 2 a 2 com o Ceará. No Beira-Rio,
lotado pela empolgada torcida do Internacional,
a heróica façanha do Bangu, que,
cumprindo a promessa do treinador Moisés,
não se contentou com o empate, que já
lhe serviria, e chegou aos 2 a 1, gols de João
Cláudio e Marinho, contra um de André.
Com isso, é o único representante
do Rio nas semifinais da Taça de Ouro,
tendo como adversário o Brasil de Pelotas
e, contando ainda com as vantagens que o regulamento
lhe confere: jogará a segunda partida
em casa e se classificará se houver igualdade
de resultados. E, caso o Brasil insista em usar
o estádio Bento Freitas, em Pelotas,
o Bangu já avisou que responderá
com Moça Bonita. Um deles será
o adversário de Coritiba ou Atlético,
que compõem a outra chave. Hoje à
tarde, na CBF, o diretor de futebol Dílson
Guedes terá a missão de definir
datas e locais.
Bangu joga no
ataque e vence o Inter no Beira-Rio
Fonte: Jornal
O Globo (Afonso Lichs)
PORTO
ALEGRE - O Bangu é a única equipe
carioca nas semfinais do Campeonato Brasileiro.
E conseguiu isso vencendo ao Internacional por
2 a 1, diante de 50 mil gaúchos que sairam
mudos do Estádio Beira-Rio, sem vaiar
ou reclamar. O Bangu havia sido o melhor time
em campo e cumprira promessa de não jogar
na retranca, embora o empate bastasse para lhe
garantir a vaga para decidir em dois jogos contra
o Brasil de Pelotas.
Foi uma vitória planejada. Primeiro,
Ruben Paz deveria ser bloqueado e perseguido
em todas as partes do campo, missão cumprida
com brilho. Depois, era ter paciência
que o Inter se perturbaria. Previsão
dos vestiários que aos poucos foi se
confirmando.
No início, o Bangu teve que suportar
um sufoco do Inter ainda entusiasmado, mas logo
as jogadas na sua área só aconteciam
em lances casuais, como na desatenção
de Baby, que deixou Paulo Santos chutar livre
na área, aos 27 minutos, mas para fora.
Ou aos 39 minutos, quando Mário avançou
pela esquerda serviu na área a Ado que
chutou para Mano espalmar.
O Inter reclamou um lance duvidoso sobre Ruben
Paz na área do Bangu, em que Cardoso
teria cometido pênalti, mas o juiz, bem
colocado, não deu. O segundo tempo começou
sem multas mudanças, com Rubens Paz ainda
bloqueado e lances raros na área do Bangu,
que tocava com mais calma e precisão
a bola no seu meio de campo.
Aos 18 minutos, o Inter retirou o ponta Paulo
Santos e colocou Kita para jogar com dois centroavantes,
simplificando as jogadas. Dois minutos depois,
sofreu o primeiro gol, de João Cláudlo
e entrou em desespero. Alcântara criou
uma boa jogada pessoal e chutou raspando o travessão,
antes que seu time começasse a cruzar
bolas altas apenas.
A torcida já saía do estádio
quando o Inter empatou, aos 35, por André,
num lance confuso, de abafa. Mas, aos 43 minutos,
Marinho fez o segundo gol do Bangu e o Inter
ficou sem reação, embora o juiz
desse, quase três minutos de descontos,
quando o Bangu tocou a bola tranqüilamente.
Moisés: "É hora de premiar
quem joga mais futebol"
Fonte: Jornal
O Globo (Paulo Roberto Sampaio)
PORTO
ALEGRE - A vitória sobre o Internacional,
que classificou o Bangu para as semifinais da
Taça de Ouro numa disputa contra outra
equipe considerada pequena, o Brasil de Pelotas,
fez o técnico Moisés reivindicar
modificações nos critérios
da competição após o jogo,
no Beira-Rio.
- Está na hora de premiar os bons times,
quem realmente joga futebol. A CBF deveria acabar
com a proteção aos clubes grandes,
com suporte financeiro, para fazer o ranking
dos convidados para o Campeonato Brasileiro.
Nós, pequenos, tivemos que começar
de baixo só porque não temos torcida
e muito dinheiro. Mas futebol nós provamos
que temos mais e devemos ser mais considerados.
Só assim o futebol será valorizado,
não colocando nos grupos principais os
clubes que há 10, 20 anos, tinham times
e hoje só têm nome.
Depois, conversando através de uma emissora
de rádio com o técnico Valmir
Louruz, do Brasil, o seu próximo adversário,
Moisés fez gentilezas:
- Parabéns, Valmir. Você com o
Brasil, assim como eu com o Bangu, viemos de
baixo e derrubamos os grandes. Você, o
Flamengo, e, eu, o Inter. Vejo muito valor nisso.
E garanto que o nosso confronto dará
ao público duas grandes exibições
de futebol.
Sobre o jogo contra o Inter, Moisés cobrou
dos repórteres as previsões que
fizera e que se confirmaram em campo:
- Foi um jogo simples, como eu disse. Falei
pro meu pessoal o que iria acontecer e o que
se confirmou porque o Bangu impôs o seu
jogo. Nós éramos o favoritos e
não o Inter, como foi anunciado, porque
nós éramos os líderes.
E cumpri a minha promessa de vencer. É
claro que foi um jogo duro, difícil,
porque o Inter tem um bom time. Mas, ele foi
prejudicado porque não tratou o Bangu
com o respeito que merecia.
Quanto o time para a primeira partida contra
o Brasil, Moisés ainda não pode
antecipar. Ele ainda não decidiu se promove
a volta de Jair à zaga ou se mantém
Cardoso, que foi muito bem contra o Inter. Além
disso, o lateral Márcio se contundiu
no joelho no lance do gol do Internacional e
teve que ser carregado do vestiário para
o ônibus da delegação, com
uma bolsa de gelo. Por orientação
de Castor de Andrade, o Bangu permanecerá
hoje em Porto Alegre, esperando a definição
da CBF sobre o local da partida contra o Brasil,
se em Pelotas ou em Porto Alegre. O time poderá
permanecer na capital gaúcha ou voltar
ao Rio, hoje.
Os cuidados para evitar hostilidade
Fonte: Jornal
O Globo
Os dirigentes invadiram o campo e os funcionários
do Bangu carregaram alguns jogadores nos braços,
e quando o juiz apitou o final de jogo no Beira
Rio. Os fotógrafos correram, pedindo
que os jogadores se agrupassem e erguessem os
braços, em sinal de triunfo.
- Nada de comemoração, pessoal!
Ainda temos muita dureza pela frente gritou
prontamente o apoíador Mário,
alertando a equipe para o otimismo exagerado,
e sendo prontamente atendido por todos.
No vestiário, Mário explicou que
já atuou no futebol gaúcho e conhece
bem a reação que tais manifestações
poderiam provocar na torcida do Brasil, de Pelotas,
"forte e hostil, que, dentro do seu estádio,
joga com o time".
O reserva Gílson, que, como Mário,
atuou pelo Grêmio, confirmou que "toda
a precaução com o Brasil é
pouca".
O PERSONAGEM: Marinho
dribla até os socos
Fonte: Jornal
O Globo
-
Quando a bola vinha, o sarrafo pegada por baixo,
nas canelas, nas costas. Quando o lance estava
distante e o juiz não via, o André
me dava socos, sempre na orelha esquerda, que
ainda esta chiando. Quase não pude fazer
nada com uma tal marcação, mas
dei tudo de mim naquela falta, e a bola foi
onde nenhum goleiro pega. Foi a minha vingança,
a vingança de quem sabe jogar futebol
e não sabe dar socos.
O ponteiro Marinho desabafou ao sair do gramado
do Beira Rio. Sem a camisa, que deu a um torcedor
que invadiu o campo, ele foi o último
jogador a chegar ao vestiário, pois teve
de dar longas entrevistas. Afinal, o Inter discutira
muito a forma de bloqueá-lo, acreditando
que ele fosse a única boa opção
do Bangu, e mesmo assim ele marcou o gol da
vitória.
- Com o gol, cheguei aos 15 no Campeonato Brasileiro.
Agora estou ao lado do Roberto, do Vasco, e
pretendo ser o goleador do Rio na competição.
Isso sempre valoriza a gente e, quem sabe, voltarão
a se lembrar do Marinho, que ainda não
teve chance na seleção brasileira.
Acho que isso acontece por que sou do Bangu.
Mas dentro de algumas rodadas o Bangu será
campeão brasileiro e aí a desculpa
não mais existirá - concluiu o
jogador, preferindo não comentar o anunciado
interesse do Flamengo em contratá-lo,
caso Tita seja vendido à Itália,
"porque o momento não é de
pensar em deixar o Bangu".
O DESTAQUE:
Goleiro ajudou a garantir a vaga
Fonte: Jornal
dos Sports
Foram
pelo menos três defesas difíceis
e em todas elas, muito reflexo. Nas saídas
do gol - e não foram poucas, porque o
Inter teve um grande número de escanteios
a seu favor - ele mostrou a mesma segurança.
Gilmar, goleiro do Bangu, foi, sem dúvida,
o grande nome do jogo do ontem, garantindo,
em parte, a classificação de sua
equipe.
No vestiário, cercado pelos torcedores
e recebendo os cumprimernos dos companheiros,
Gilmar não esqueceu de enaltecer o trabalho
de Paulo Lumumba, auxiliar técnico de
Moisés, que é o responsável
pelo treinamento dos goleiros. E explicou o
motivo de sua grande atuação na
partida de ontem:
- Eu treino até em dia de jogo. Acho
que a primeira coisa para um a pessoa ser bem-sucedida
é gostar daquilo que faz e batalhar.
Para um goleiro sair do gol tem que ter, antes
de tudo, coragem. E coragem foi o que não
me faltou na partida de hoje. Saí para
ganhar todas e ganhei. Isso eu devo também
aos treinos do Paulo Lumumba. Ele me dá
uma grande ajuda e o que mais eu treino são
as saídas do gol.
Castor: "Se jogarmos
em Pelotas, o jogo no Rio será em Moça
Bonita"
Fonte:
Jornal O Globo
O dirigente Castor de Andrade atendia com calma
e tranqüilidade às rádios
no vestiário do Beira Rio, explicando
que viajaria ontem mesmo para o Rio, a fim de
hoje definir, com a CBF, os locais dos dois
jogos com o Brasil, de Pelotas, que definirão
uma vaga para a final do Campeonato Brasileiro.
- O ideal seria que o primeiro jogo fosse disputado
no Beira Rio ou no Olímpico, e o segundo,
o do Rio, no Maracanã. Aí, teríamos,
praticamente, campos neutros. Se o Brasil jogar
no pequeno Bento Freitas, em Pelotas, o jogo
do Rio será em Moça Bonita, Isso
eu garanto - disse Castor.
Numa roda de amigos, que haviam vindo do Rio,
conseguiu extravasar a sua emoção.
- O Bangu na Libertadores, minha gente, essa
é a meta! - gritou o dirigente, com o
punho cerrado e erguido, para logo ser abraçado
por todos. Novamente se controlou e voltou a
falar, tranqüilamente, que "o título
brasileiro é último passo"
e lembrou que a disputa com o Brasil vale a
classificação para a Libertadores
da América, pois o vitorioso já
terá assegurada a vaga que cabe ao vice-campeão
brasileiro.
Quanto à premiação dos
jogadores, anunciada em Cr$ 800 mil, pelo jogo,
e Cr$2 milhões, pela vaga, explicou que
"tais quantias irão aumentar, com
certeza". Ele "quer pensar tranqüilamente",
para "premiar dignamente um time maravilhoso,
que cresce nas adversidades".
Bangu
passa às semifinais e joga com Brasil
Fonte: Jornal
do Brasil
O Bangu derrotou o Internacional por 2 a 1,
em Porto Alegre, e é o único clube
carioca classificado para as semifinais da Taça
de Ouro. No Maracanã, o Flamengo foi
insistentemente vaiado pela torcida e depois
de chegar a vencer o Ceará por 2 a 0,
permitiu o empate de 2 a 2. O presidente George
Helal vai reunir a comissão técnica
e exigir explicações.
Além do Bangu, classificaram-se o Brasil
(derrotou o Bahia por 3 a 2, em Salvador), o
Atlético Mineiro (venceu a Ponte Preta
por 1 a 0, no Mineirão) e o Coritiba
(empatou de 0 a 0 com o Sport, em Curitiba).
Bangu e Atlético Mineiro, que somaram
maior número de pontos em seus grupos,
jogam por dois empates contra o Brasil e Coritiba,
respectivamente.
OS GOLS
Fonte: Jornal
O Globo
Bangu
1 a 0 - Mário invade a área do
Inter com a bola dominada e tenta chutar a gol,
mas bate fraco, João Cláudio,
que entrava em velocidade, se antecipa a Galvão,
domina a bola e, na frente de Mano, tem a tranqüilidade
para tocar no canto esquerdo. Aos 18 minutos
do segundo tempo.
Inter 1 a 1 - Num lance confuso em que Kita
estava em posição ilegal, Ruben
Paz toca a bola alta para a área; André
entra com vigor, usa o corpo para vencer a marcação,
domina no peito e chuta cruzado. O goleiro Gilmar
tem a visão atrapalha e não consegue
deter a bola, que entra no canto esquerdo. Aos
35 minutos do segundo tempo.
BANGU
2 a 1- O goleiro Mano, ingenuamente pega a bola
com as mãos fora de sua área,
pensando que o juiz havia assinalado uma irregularidade
na cobrança da falta. Marinho chuta com
perfeição, alto e por cima da
barreira, sem chances para Mano, pois a bola
entra quase no ângulo esquerdo. Aos 43
minutos do segundo tempo.
O DESTAQUE: Israel,
talento na dura marcação
Fonte: Jornal
O Globo
O apoiador Israel entrou em campo sé
pensando na missão que o técnico
Moisés lhe dera: "Perseguir Ruben
Paz em todo os setores sem deixá-lo respirar
porque, sem ele, o Inter não chegará
ao nosso gol". Isso foi cumprido à
risca.
- Ele é um jogador de habilidade e foi
difícil deter as suas investidas. Mas
consegui isso, tanto que ele chegava a se irritar
em determinados momentos. Se irritava consigo
mesmo porque não conseguia fazer as jogadas,
pois eu joguei limpo e nunca lhe bati. Só
levei alguns sustos quando tentei apoiar. Ele
é um jogador que não vai atrás
da gente e, quando dava o rebote, estava muito
longe de mim.
Mas, depois do jogo, descansando no vestiário
do Beira-Rio, Israel, 25 anos, tranqüilo
e humilde, disse que pensou na sua carreira
difícil, numa decepção
que teve e no sonho de ser campeão brasileiro
pelo Bangu:
- Eu já tive bons momentos e alguns grandes
clubes, como o Vasco, tentaram a minha contratação.
Mas o Campo Grande, onde iniciei, é um
clube difícil de negociar e só
consegui sair em 83 para o Bangu. Agora, vivendo
esta alegria enorme de estar na semifinal, estou
pensando comigo se isso tudo não foi
melhor, pois se tivesse ido para o Vasco eu
não estaria vivendo este sonho maravilhoso
que é o Bangu chegando nas finais. E
agora, mais adulto e campeão brasileiro,
se Deus permitir, quem sabe o meu futuro não
será mesmo brilhante no futebol, no Bangu
mesmo ou em algum grande clube com um bom contrato?
Estou sentindo que este é o meu ano -
afirmou o jogador, que atrasou o seu banho "para
aproveitar estes momentos de alegria pois não
é sempre que, o vestiário do Bangu
está tão repleto".
Atuações
Fonte:
Jornal O Globo
BANGU
GILMAR - Teve intensa atividade, principalmente
em intervenções que fez com perfeição
nas bolas altas e por baixo. No gol, teve a
sua visão atrapalhada pelo bolo de jogadores.
Nota 9
MÁRCIO - Muito trabalho com Silvinho.
Fez faltas, segurou o ponta pela camisa, mas
evitou na maioria dos lances que ele chegasse
à linha de fundo. Depois se contundiu.
Nota 7
CARDOSO - Entrou no time com a suspensão
de jair e não tremeu. Saiu sempre na
caça a Marcelo e ajudou muito na cobertura
a Márcio. Nota 8
OLIVEIRA - Ficou mais na espera e foi perfeito,
não permitindo que a bola parasse nunca
no seu setor. Nota 8
BABY - Teve um lance de desatenção,
deixando Paulo Santos receber uma bola livre
na área, mas depois se corrigiu. Deu
combate também ao lateral Luís
Carlos, que apoiava, e ainda arriscou chutar
a gol e tentar alguma jogada no ataque. Nota
7
ISRAEL - Anulou o principal jogador do
Inter, cumprindo à risca a missão
que recebera. Perseguiu Ruben Paz onde quer
que ele estivesse. Lutou até o final
e, quando tinha a bola, ainda foi ao ataque.
Nota 10
MÁRIO - Foi o jogador vibrante de sempre,
se deslocou muito e catimbou quando preciso.
Participação decisiva no lance
do primeiro gol. Nota 9
LULINHA - Nos momentos de maior pressão
do Inter, no primeiro tempo, foi ele quem procurou
reter a bola e acalmar as jogadas, lançando
com precisão. Nota 8,5
MARINHO - Sofreu uma marcação
impiedosa e malvada do lateral André.
Nos poucos momentos que recebeu a bola em condições
de dominá-la, criou jogadas. E cobrou
com perfeição a falta no gol da
vitória. Nota 8,5
JOÃO CLÁUDIO - Fez o estafante
trabalho de completar o meio de campo e aparecer
correndo na área, como centroavante.
Assim, marcou o primeiro gol e teve outra oportunidade.
Nota 9
ADO - Quando recebia a bola em boas condições,
sempre conseguia chegar até a área
ou fazer o cruzamento. Tentou mas não
conseguiu bloquear as avançadas do seu
marcador. Nota 7,5
O JUIZ - Romualdo Arpi Filho permitiu puxões
pela camisa, alguns lances mais ríspidos,
mas na intenção evidente de fazer
o espetáculo prosseguir. No lance duvidoso
em que Ruben Paz foi derrubado por Cardoso na
área do Bangu, estava bem colocado. Os
dois auxiliares erraram muitos impedimentos.
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