Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 18h19min
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28/07/1985 - BANGU 3 x 1 BRASIL (RS)

FICHA TÉCNICA
Competição:
Taça de Ouro - Semifinal
Local:
Maracanã
Renda:
Cr$ 332.105.000,00
Público:
38.479 pagantes
Árbitro:
José de Assis Aragão, auxiliado por Antônio Carlos Campos e Dárcio Pereira
Gilmar, Márcio, Jair, Oliveira e Baby (Veltonn); Israel, Lulinha e Mário; Marinho, Pingo (Gílson) e Ado
Técnico: Moisés
 
João Luís, Nei Dias (Assis), Silva, Hélio e Jorge Batata; Alamir, Lívio e Zezinho; Júnior Brasília, Bira e Canhotinho (Mano)
Técnico: Valmir Louruz
Bangu 1 x 0: Ado, aos 25min do 1º tempo
Bangu 2 x 0: Marinho, aos 22min do 2º tempo
Bangu 2 x 1: Bira, aos 28min do 2º tempo
Bangu 3 x 1: Marinho, aos 32min do 2º tempo
Alamir (Brasil)
Clique na imagem para vê-la ampliada
 
Reportagem (Rede Globo)
Melhores momentos (Vitor Rafael)

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Bangu traz para o Rio decisão com o Coritiba
Fonte: Jornal do Brasil

Com uma merecida vitória de 3 a 1 sobre o Brasil de Pelotas, ontem à tarde, no Maracanã, o Bangu garantiu sua classificação para disputar o título da Taça de Ouro com o Coritiba, o outro finalista, que empatou com o Atlético de 0 a 0, em Belo Horizonte. O Bangu foi o clube que mais pontos somou na segunda fase da competição e por isso conquistou também o direito de disputar a decisão no Rio.

O dirigente do Bangu, Castor de Andrade, ainda pretende passar a final para domingo, mas o diretor de futebol da CBF, Dílson Guedes, confirmou que ela será disputada quarta-feira à noite, no Maracanã, como estava previsto. O ponta-direito Marinho foi o grande destauqe da vitória sobre o Brasil, marcando dois gols. Ado fez o primeiro.

O caminho da vitória
Fonte: Jornal do Brasil

Todos foram unânimes em dizer que Ado foi um dos grandes heróis da partida. O gol que marcou serviu para esfriar o adversário que, para se classificar, teria de marcar três gols. O ponta-esquerda também sentiu que o Bangu estava classificado para a final após o seu gol.

- Por isso, vibrei intensamente. Quando Marinho partiu pela direita e se preparou para o centro, sabia que a bola viria para mim. Ele cruza muito bem e quando o goleiro tocou fraco na bola, não tive dúvidas de que ela cairia dentro do gol. E, graças a Deus, não deu outra coisa.


Bacalhau da mamãe
Fonte: Jornal do Brasil

Um dos mais eufóricos com a vitória e com a oportunidade de decidir o título da Taça de Ouro era o apoiador Mário. Ele, que já passou por clubes de expressão, como Fluminense, Vasco e Grêmio, dizia ser mais gostoso chegar a uma final atuando por uma equipe considerada de porte médio.

- Não dá para explicar. Eu, que sou falador, estou tão emocionado com o resultado de hoje (ontem) que nem sei dizer o que estou sentindo neste momento. Pera aí, já sei! Levar o Bangu a uma final da Taça de Ouro é tão gostoso quanto comer o bacalhau feito por minha mãe - falou Mário, que, com um toque sutíl de calcanhar, deixou Marinho inteiramente livre para marcar o terceiro gol.

Mário fez questão de falar da sua felicidade em integrar a equipe do Bangu, que comprou seu passe pela segunda vez.

- O ambiente é maravilhoso. O homem (referindo-se a Castor de Andrade) deixa a gente à vontade e cobra no momento certo. Não posso dizer que vamos ser campeões, pois enfrentaremos um time que também teve o mérito de ser finalista, e são 11 contra 11. Mas vamos lutar, vamos nos superar para levar a taça para o pessoal lá de Bangu, uma gente simples, mas muito amiga.


O lado erótico
Fonte: Jornal do Brasil

No vestiário, cercado de microfones, Moisés deu uma infinidades de entrevistas. A cena lembrava a dos técnicos da Seleção Brasileira sendo assediados para divulgar a lista dos convocados. Radialistas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia, enfim, de quase todos os estados do Brasil, queriam ouví-lo.

Moisés, com seu jeito descontraído, não se apertava:

- Meus amigos. O momento exige muita seriedade. Faltam apenas 90 minutos de jogo para uma conquista histórica. Não perderemos nossa concentração.

Só se mostrou sem jeito quando o repórter Paulo Lima o convidou para um debate esta noite, na Rádio JB, no qual estarão presentes Marinho e Mário. Moisés coçou a cabeça e, depois de muita insistência, se justificou:

- Gostaria imensamente, mas segunda à noite será o único momento antes da decisão para eu dar vazão ao meu lado erótico. Não insista meu bom amigo - pediu Moisés, com jeito de malandro.

Ele não gostou da defesa. Acha que esteve longe de atingir todo o seu potencial, mas elogiou o comportamento tático da equipe, que terá João Cláudio para a decisão.

- Não quero adiantar nada, preciso ver as condições dos nossos guerreiros para, então, me definir. Mas é provável que entremos em campo com a nossa formação básica. Com o João Cláudio.


Marinho, a festa depois da oração

Fonte: Jornal do Brasil

A festa na arquibancada começou muito antes de o jogo acabar, mas a do vestiário só foi iniciada muito depois: Marinho, a grande figura da partida, levou quase meia hora dando entrevistas no meio do campo e recebendo prêmios de várias emissoras de rádio, como o maior destaque.

O primeiro a recebê-lo foi Castor de Andrade. Ainda na escadaria, o dirigente do Bangu, percebendo uma multidão atrás de Marinho, gritou preocupado:

- Desce devagar, meu filho. Esta escada é perigosa (teve ainda o cuidado de abraçá-lo, como se quisesse ampará-lo).

Marinho, vice artilheiro da Taça de Ouro, com 17 gols, e sem sombra de dúvidas o mais regular da competição, lembrou a Castor de Andrade que ninguém poderia esquecer da oração de agradecimento à Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem estava no vestiário, cercada por velas. Quando terminaram as orações, começou a festa. As portas foram abertas e uma multidão invadiu o vestiário.

Na sua humildade especial, Marinho procurava dar atenção a todos. Falou da grande fase do Bangu, da luta de todos para levar o time à decisão e do seu sonho de chegar à Seleção Brasileira.

- Esta é minha meta. Já estive bem distante dela, mas agora sinto que está chegando a minha vez. Não me considero injustiçado, mas se não tiver chance na próxima, aí sim, me sentirei.

Ele, que está no Bangu a pouco mais de dois anos, confessa seu profundo amor pelo clube e por aquele subúrbio. Agora, mora em Jacarepaguá, numa casa em condomínio fechado, para onde foi após a partida de ontem comemorar a vitória ao lado da família. Antes de deixar o estádio, Marinho foi festejado por uma multidão quase em delírio que fez questão de esperá-lo.


Atuações
Fonte: Jornal do Brasil

GILMAR - Nota 9 - Confirmou tudo que dele se diz e que tem mostrado em campo no decorrer da competição: colocação perfeita, segurança nas saídas de gol, orientação aos zagueiros na cobertura.
MÁRCIO - Nota 6 - É um lateral de muita velocidade, que procura ajudar o ataque e tem chute forte. Mas na marcação ainda não demonstrou ser muito firme e andou levando desvantagem com Canhotinho e depois com Zezinho.
JAIR - Nota 7 - Um zagueiro que marca duro. Como sabe não ter muita técnica, procura jogar com simplicidade e usar o vigor físico para impedir as jogadas.
OLIVEIRA - Nota 9 - Um dos destaques do time do Bangu. Ganhou todas as bolas pelo alto contra o grande centroavante Bira. Duro na marcação, sabe dar início aos contra-ataques, quando sente que a jogada adversária está destruída.
BABY - Nota 6 - Teve trabalho para marcar Júnior Brasília, mas no fim ganhou mais do que perdeu. Quando teve espaço, procurou apoiar o ataque pela esquerda. Saiu cansado para entrar outro juvenil: Veltonn.
ISRAEL - Nota 8 - No jogo de ontem chegou a abusar um pouco de sua boa técnica, com jogadas de efeito. Mas é um dos jogadores-chave no inteligente esquema tático armado por Moisés: dá início aos contra-ataques.
LULINHA - Nota 8 - Jogador veterano, de carreira em times pequenos, só aos 29 anos teve sua grande oportunidade num time de melhor condição técnica. Talvez por isso, mesmo nos momentos de descontração e excesso de dribles, procurou jogar com seriedade.
MÁRIO - Nota 7 - No primeiro tempo não jogou muito bem, parecendo se poupar. No final, quando o jogo já estava decidido, fez jogadas de categoria, mostrando seu bom futebol.
MARINHO - Nota 10 - O dono do espetáculo, o melhor jogador do time e sem dúvida o melhor jogador do atual futebol brasileiro. Seus dribles lembram momentos de Garrincha; seus cruzamentos são verdadeiros passes; seus chutes são certeiros. Fez um gol de bicicleta, deu passe para o primeiro e o terceiro concluiu uma jogada de pé em pé com alta categoria.
PINGO - Nota 5 - Ficou perdido como centroavante e acabou caindo para a esquerda, até ser substituído por Gílson. O mais fraco do time.
ADO - Nota 9 - Outro destaque do time. É um ponta que usa a velocidade e a facilidade em driblar para compensar a aparente fragilidade física. Fez um gol bonito e colaborou decisivamente nas belas tramas de ataque.

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Zizinho vibra com Marinho: "Este é o ponta que a seleção precisa"
Fonte: Jornal O Globo

O ex-jogador e técnico do bangu, Zizinho, assistiu à vitória do Bangu com muita atenção, sentado na Tribuna de Imprensa do Maracanã. Ele jogou pelo clube de 1950 a 1957 e não escondia sua satisfação por ver o time passando à final do Campeonato Brasileiro, vibrando com as grandes jogadas, principalmente as do ponta-deireita Marinho:

- Esse jogador é excelente, e não sei porque ainda não foi chamado para a Seleção Brasileira. Ele sabe fazer de tudo: lançamentos, gols, passes perfeitos. Tem uma incrível visão de jogo, e, sem dúvida, é o melhor ponterio do Brasil.

Muito satisfeito, Zizinho foi ao vestiário e cumprimentou os jogadores, o técnico Moisés e o patrono do clube, Castor de Andrade. Mas evitou fazer comparações com otime da década de 50:

- Não tem nada de ficarmos comparando. O futebol é completamente diferente. Agora, fiquei encantado com a combatividade dessa equipe, pois todos voltam para marcar. É um time sem estrelas, mas muito batalhador em campo. Certamente, merece o título de ampeão brasileiro.

Zizinho foi técnico do Bangu em 1961 e ainda ajudou a montar o time há cinco anos, chamdo por Castor de Andrade. Moisés veio da Portuguesa, como um dos grandes nomes, e hoje é muito elogiado por Zizinho.


Em Moça Bonita não houve chope mas a torcida comemorou com samba no pé
Fonte: Jornal O Globo (Átila Santos e Cátia Moraes)

Fim de jogo, Bangu 3 a 1: o direito de disputar a final do campeonato finalmente assegurado, Taça Libertadores em 86 e, quem sabe, Mundial de Clubes para fechar com chave de ouro. Moça Bonita emerge no cenário nacional - "são 19 anos esperando por isso", resume, no desabafo, a eufórica torcedora. Não dá mais para seguarar: explode coração, aos gritos de "é campeão, é campeão".

A torcida do Bangu comemorou ontem, ao melhor estilo nativo, a histórica vitória do time: o samba no pé - com destaque, para a Mocidade Independente de Padre Miguel -, o copo de cerveja na mão e as bandeiras desfraldadas, colorindo de branco e vermelho a Rua Cônego Vasconcelos, onde fica a sede do clube.

Embora tenha surgido o anúncio, não se sabe onde, a chopada "prometida" pelo clube não aconteceu ontem foi transferida para quarta-feira, depois da decisão, quando, certamente, ninguém mais tem dúvida, "vai dar Bangu na cabeça". Eufóricos, os torcedores que se comprimentaram dentro e fora da sede - os portões foram abertos às 20 horas e o trânsito foi interrompido no local pela Polícia Militar - também adiaram para quarta-feira a comemoração com os jogadores, que seguiram direto do Maracanã para a concentração, para "descansar", segundo o diretor administrativo do clube, Delson Manfrenati.

- Mas tudo bem. Agora é esperara quarta-feira para a explosão final, ainda mais com Marinho infernizando pela direita. Na quarta não tem prá ninguém: é Bangu na cabeça - previu um torcedor, camisa do time no corpo e camisa na mão.

Durante os 90 minutos de jogo, a rotina do bairro quase não foi alterada. Quem não foi ao Maracanã acompanhou a partida pelo rádio, em casa ou nos bares. Até a vendedora de camisas e bandeiras do clube fazia ponto na frente da sede estava conformada com a fatura pequena: tinha vendido só "umas cinco blusas" por o "seu Castor" havia distribuído camisa e bandeira"prá todo mundo". Dentro da sede, nenhum sinal da decisão: a rapaziada preferia mesmo o ritmo da discoteca, rolando a todo vapor no ginásio coberto.

Gol do Bangu: 1 a 0. Lá fora, espoucam fogos de artifícios, ressoam buzinas e gritos de comemoração. Daí em diante não dava amis apara conter a emoção. Às 19h30m o tumulto na frente da sede é grande: os torcedores assistem da calçada ao barulhento desfile dos carros embandeirados, até o trânsito ser fechado. Meia hora depois, os alto-falantes do salão frontal do clube lançam o convite irrecusável, a todo volume: o samba da Mocidade Independente do último carnaval, com os portões da sede abertos. O salão ficou lotado em minutos. O samba é acompanhado de gritos de "é campeão, é campeão".

Comprimida no salão, a multidão ganha novamente a rua com a chegada de um carro de som espalhando mais samba por todos os lados. Agora, "é esperar a quarta-feira para repetir a dose", alardeou o confiante torcedor, antes de sumir na multidão vermelha e branca.

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Torcida faz o carnaval e leva Bangu à loucura
Fonte: Jornal dos Sports

É difícil descrever o que aconteceu antes, durante e depois do jogo do Bangu. Desde as primeiras horas de ontem, o bairro, o segundo do Rio de Janeiro em população - só perde para Copacabana - estava agitado. As bandeiras foram disputadas até no tapa, os carros não paravam de buzinar, e o técnico Moisés na concentração - Toca do Castor - que fica no bairro, chegou a ficar preocupado com o time, pedindo para que não deixasse subir à cabeça aquela alegria transbordante da torcida.

Se quiséssemos contar quantos carros passaram com a bandeira do Bangu pelas ruas do bairro, seria impossível. Se quiséssemos contar o número de torcedores que desde as primeiras horas da manhã se concentraram na sede do clube, em busca de ingresso e pano para a bandeira, também era impossível. O que se pode afirmar é que antes da partida de ontem, a torcida do Bangu pareceu ter sido assolada por uma febre de grandes proporções, que não poderia contar com qualquer antibiótico.

A primeira pessoa a sentir o problema foi o presidente do clube, Rui Esteves das Dores. Às 8 horas o telefone tocou em sua casa e um funcionário do clube informou:

- Presidente, a coisa está feia. Tem mais de mil pessoas aqui na sede, atrás das bandeiras. O que é que eu faço?

A distribuição das bandeiras só começaria às 10 horas. Rui, então, conseguiu uma saída que também serviria para arrecadar algum dinheiro para o clube:

- Faz o seguinte: quem comprar uma cerveja no bar do clube, pode levar uma bandeira antes do prazo.

Não deu resultado. Às des horas, horário previsto para o início da distribuição das bandeiras, não só já havia terminado a distribuição, como também a cerveja do clube. E ninguém arredava o pé. Eram mais de quatro mil pessoas querendo um pedaço de pano vermelho e branco.

A festa, depois, se transferiu para o Posto Castor, de onde sairiam os ônibus da torcida. Os que foram colocados à disposição não deram vazão. E a festa continuou no Maracanã. Todas as torcidas estiveram presentes, do Flamengo ao hunilde Madureira. E só terminou em Bangu. E só Deus sabe a que horas.


OS GOLS:

BANGU 1 A 0 - Marinho recebe a bola no setor direito, avança diante da marcação de Jorge batata, vê Pingo na entrada da grande área e faz lançamento. O atacante, mesmo atrapalhado, consegue tocar de leve na bola, para Ado, dentro da área. O ponta completa com o bicho do pé, o goleiro João Luís espalma, tenta completar a defesa e não consegue. Aos 25 minutos, do primeiro tempo.

BANGU 2 A 0 - O Bangu sai tocando rapidamente, em contra-ataque. A bola vai, de pé em pé, de Ado para Mário, deste para Israel que lança Lulinha, na ponta direita. O apoiador cruza e Marinho, bem colocado na área, marca de bicicleta entre os zagueiros do Brasil. Aos 22 minutos do segundo tempo.

BANGU 2 A 1 - Oliveira rebate a bola que fica com Almir no meio de campo. O apoiador avança sem que ninguém lhe dê combate e lança para Bira, que em velocidade passa por Jair, entra na área, olha o goleiro Gilmar e chuta forte, no ângulo direito, sem chance de defesa. Aos 23 minutos, do segundo tempo.

BANGU 3 A 1 - A bola está com a defesa do Brasil. Jorge Batata se descuida e Marinho, atento, toma-lhe a bola e passa a Lulinha, que rapidamente estende a Mário. O apoiador dá um toque para Marinho, que entra na área e chuta rasteiro e forte. Aos 32 Minutos do segundo tempo.

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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

     
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