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28/07/1985
- BANGU 3 x 1 BRASIL (RS)
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FICHA
TÉCNICA |
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Competição: |
Taça
de Ouro - Semifinal |
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Local: |
Maracanã |
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Renda: |
Cr$
332.105.000,00 |
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Público: |
38.479
pagantes |
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Árbitro: |
José
de Assis Aragão, auxiliado por
Antônio Carlos Campos e Dárcio
Pereira |
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Gilmar,
Márcio, Jair, Oliveira e Baby (Veltonn);
Israel, Lulinha e Mário; Marinho,
Pingo (Gílson) e Ado
Técnico: Moisés |
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João
Luís, Nei Dias (Assis), Silva,
Hélio e Jorge Batata; Alamir, Lívio
e Zezinho; Júnior Brasília,
Bira e Canhotinho (Mano)
Técnico: Valmir Louruz |
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Bangu
1 x 0: Ado, aos 25min do 1º tempo
Bangu 2 x 0: Marinho, aos 22min do 2º
tempo
Bangu 2 x 1: Bira, aos 28min do 2º
tempo
Bangu 3 x 1: Marinho, aos 32min do 2º
tempo |
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Alamir
(Brasil) |
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Bangu traz para
o Rio decisão com o Coritiba
Fonte: Jornal do
Brasil
Com
uma merecida vitória de 3 a 1 sobre o Brasil
de Pelotas, ontem à tarde, no Maracanã,
o Bangu garantiu sua classificação para
disputar o título da Taça de Ouro com
o Coritiba, o outro finalista, que empatou com o Atlético
de 0 a 0, em Belo Horizonte. O Bangu foi o clube que
mais pontos somou na segunda fase da competição
e por isso conquistou também o direito de disputar
a decisão no Rio.
O dirigente do Bangu, Castor de Andrade, ainda pretende
passar a final para domingo, mas o diretor de futebol
da CBF, Dílson Guedes, confirmou que ela será
disputada quarta-feira à noite, no Maracanã,
como estava previsto. O ponta-direito Marinho foi o
grande destauqe da vitória sobre o Brasil, marcando
dois gols. Ado fez o primeiro.
O
caminho da vitória
Fonte: Jornal do
Brasil
Todos
foram unânimes em dizer que Ado foi um dos grandes
heróis da partida. O gol que marcou serviu para
esfriar o adversário que, para se classificar,
teria de marcar três gols. O ponta-esquerda também
sentiu que o Bangu estava classificado para a final
após o seu gol.
- Por isso, vibrei intensamente. Quando Marinho partiu
pela direita e se preparou para o centro, sabia que
a bola viria para mim. Ele cruza muito bem e quando
o goleiro tocou fraco na bola, não tive dúvidas
de que ela cairia dentro do gol. E, graças a
Deus, não deu outra coisa.
Bacalhau da mamãe
Fonte: Jornal do
Brasil
Um
dos mais eufóricos com a vitória e com
a oportunidade de decidir o título da Taça
de Ouro era o apoiador Mário. Ele, que já
passou por clubes de expressão, como Fluminense,
Vasco e Grêmio, dizia ser mais gostoso chegar
a uma final atuando por uma equipe considerada de porte
médio.
- Não dá para explicar. Eu, que sou falador,
estou tão emocionado com o resultado de hoje
(ontem) que nem sei dizer o que estou sentindo neste
momento. Pera aí, já sei! Levar o Bangu
a uma final da Taça de Ouro é tão
gostoso quanto comer o bacalhau feito por minha mãe
- falou Mário, que, com um toque sutíl
de calcanhar, deixou Marinho inteiramente livre para
marcar o terceiro gol.
Mário fez questão de falar da sua felicidade
em integrar a equipe do Bangu, que comprou seu passe
pela segunda vez.
- O ambiente é maravilhoso. O homem (referindo-se
a Castor de Andrade) deixa a gente à vontade
e cobra no momento certo. Não posso dizer que
vamos ser campeões, pois enfrentaremos um time
que também teve o mérito de ser finalista,
e são 11 contra 11. Mas vamos lutar, vamos nos
superar para levar a taça para o pessoal lá
de Bangu, uma gente simples, mas muito amiga.
O lado erótico
Fonte: Jornal do
Brasil
No vestiário, cercado de microfones, Moisés
deu uma infinidades de entrevistas. A cena lembrava
a dos técnicos da Seleção Brasileira
sendo assediados para divulgar a lista dos convocados.
Radialistas de São Paulo, Rio Grande do Sul,
Espírito Santo, Bahia, enfim, de quase todos
os estados do Brasil, queriam ouví-lo.
Moisés, com seu jeito descontraído, não
se apertava:
- Meus amigos. O momento exige muita seriedade. Faltam
apenas 90 minutos de jogo para uma conquista histórica.
Não perderemos nossa concentração.
Só se mostrou sem jeito quando o repórter
Paulo Lima o convidou para um debate esta noite, na
Rádio JB, no qual estarão presentes Marinho
e Mário. Moisés coçou a cabeça
e, depois de muita insistência, se justificou:
- Gostaria imensamente, mas segunda à noite será
o único momento antes da decisão para
eu dar vazão ao meu lado erótico. Não
insista meu bom amigo - pediu Moisés, com jeito
de malandro.
Ele não gostou da defesa. Acha que esteve longe
de atingir todo o seu potencial, mas elogiou o comportamento
tático da equipe, que terá João
Cláudio para a decisão.
- Não quero adiantar nada, preciso ver as condições
dos nossos guerreiros para, então, me definir.
Mas é provável que entremos em campo com
a nossa formação básica. Com o
João Cláudio.
Marinho, a festa depois da oração
Fonte: Jornal do
Brasil
A
festa na arquibancada começou muito antes de
o jogo acabar, mas a do vestiário só foi
iniciada muito depois: Marinho, a grande figura da partida,
levou quase meia hora dando entrevistas no meio do campo
e recebendo prêmios de várias emissoras
de rádio, como o maior destaque.
O primeiro a recebê-lo foi Castor de Andrade.
Ainda na escadaria, o dirigente do Bangu, percebendo
uma multidão atrás de Marinho, gritou
preocupado:
- Desce devagar, meu filho. Esta escada é perigosa
(teve ainda o cuidado de abraçá-lo, como
se quisesse ampará-lo).
Marinho, vice artilheiro da Taça de Ouro, com
17 gols, e sem sombra de dúvidas o mais regular
da competição, lembrou a Castor de Andrade
que ninguém poderia esquecer da oração
de agradecimento à Nossa Senhora Aparecida, cuja
imagem estava no vestiário, cercada por velas.
Quando terminaram as orações, começou
a festa. As portas foram abertas e uma multidão
invadiu o vestiário.
Na sua humildade especial, Marinho procurava dar atenção
a todos. Falou da grande fase do Bangu, da luta de todos
para levar o time à decisão e do seu sonho
de chegar à Seleção Brasileira.
- Esta é minha meta. Já estive bem distante
dela, mas agora sinto que está chegando a minha
vez. Não me considero injustiçado, mas
se não tiver chance na próxima, aí
sim, me sentirei.
Ele, que está no Bangu a pouco mais de dois anos,
confessa seu profundo amor pelo clube e por aquele subúrbio.
Agora, mora em Jacarepaguá, numa casa em condomínio
fechado, para onde foi após a partida de ontem
comemorar a vitória ao lado da família.
Antes de deixar o estádio, Marinho foi festejado
por uma multidão quase em delírio que
fez questão de esperá-lo.
Atuações
Fonte: Jornal do
Brasil
GILMAR - Nota 9 - Confirmou tudo que dele se diz e que
tem mostrado em campo no decorrer da competição:
colocação perfeita, segurança nas
saídas de gol, orientação aos zagueiros
na cobertura.
MÁRCIO - Nota 6 - É um lateral de muita
velocidade, que procura ajudar o ataque e tem chute
forte. Mas na marcação ainda não
demonstrou ser muito firme e andou levando desvantagem
com Canhotinho e depois com Zezinho.
JAIR - Nota 7 - Um zagueiro que marca duro. Como sabe
não ter muita técnica, procura jogar com
simplicidade e usar o vigor físico para impedir
as jogadas.
OLIVEIRA - Nota 9 - Um dos destaques do time do Bangu.
Ganhou todas as bolas pelo alto contra o grande centroavante
Bira. Duro na marcação, sabe dar início
aos contra-ataques, quando sente que a jogada adversária
está destruída.
BABY - Nota 6 - Teve trabalho para marcar Júnior
Brasília, mas no fim ganhou mais do que perdeu.
Quando teve espaço, procurou apoiar o ataque
pela esquerda. Saiu cansado para entrar outro juvenil:
Veltonn.
ISRAEL - Nota 8 - No jogo de ontem chegou a abusar um
pouco de sua boa técnica, com jogadas de efeito.
Mas é um dos jogadores-chave no inteligente esquema
tático armado por Moisés: dá início
aos contra-ataques.
LULINHA - Nota 8 - Jogador veterano, de carreira em
times pequenos, só aos 29 anos teve sua grande
oportunidade num time de melhor condição
técnica. Talvez por isso, mesmo nos momentos
de descontração e excesso de dribles,
procurou jogar com seriedade.
MÁRIO - Nota 7 - No primeiro tempo não
jogou muito bem, parecendo se poupar. No final, quando
o jogo já estava decidido, fez jogadas de categoria,
mostrando seu bom futebol.
MARINHO - Nota 10 - O dono do espetáculo,
o melhor jogador do time e sem dúvida o melhor
jogador do atual futebol brasileiro. Seus dribles lembram
momentos de Garrincha; seus cruzamentos são verdadeiros
passes; seus chutes são certeiros. Fez um gol
de bicicleta, deu passe para o primeiro e o terceiro
concluiu uma jogada de pé em pé com alta
categoria.
PINGO - Nota 5 - Ficou perdido como centroavante e acabou
caindo para a esquerda, até ser substituído
por Gílson. O mais fraco do time.
ADO - Nota 9 - Outro destaque do time. É um ponta
que usa a velocidade e a facilidade em driblar para
compensar a aparente fragilidade física. Fez
um gol bonito e colaborou decisivamente nas belas tramas
de ataque.
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Zizinho
vibra com Marinho: "Este é o ponta que a
seleção precisa"
Fonte: Jornal O Globo
O
ex-jogador e técnico do bangu, Zizinho, assistiu
à vitória do Bangu com muita atenção,
sentado na Tribuna de Imprensa do Maracanã. Ele
jogou pelo clube de 1950 a 1957 e não escondia
sua satisfação por ver o time passando
à final do Campeonato Brasileiro, vibrando com
as grandes jogadas, principalmente as do ponta-deireita
Marinho:
- Esse jogador é excelente, e não sei
porque ainda não foi chamado para a Seleção
Brasileira. Ele sabe fazer de tudo: lançamentos,
gols, passes perfeitos. Tem uma incrível visão
de jogo, e, sem dúvida, é o melhor ponterio
do Brasil.
Muito satisfeito, Zizinho foi ao vestiário e
cumprimentou os jogadores, o técnico Moisés
e o patrono do clube, Castor de Andrade. Mas evitou
fazer comparações com otime da década
de 50:
- Não tem nada de ficarmos comparando. O futebol
é completamente diferente. Agora, fiquei encantado
com a combatividade dessa equipe, pois todos voltam
para marcar. É um time sem estrelas, mas muito
batalhador em campo. Certamente, merece o título
de ampeão brasileiro.
Zizinho foi técnico do Bangu em 1961 e ainda
ajudou a montar o time há cinco anos, chamdo
por Castor de Andrade. Moisés veio da Portuguesa,
como um dos grandes nomes, e hoje é muito elogiado
por Zizinho.
Em Moça Bonita não houve chope mas
a torcida comemorou com samba no pé
Fonte: Jornal O Globo
(Átila Santos e Cátia Moraes)
Fim
de jogo, Bangu 3 a 1: o direito de disputar a final
do campeonato finalmente assegurado, Taça Libertadores
em 86 e, quem sabe, Mundial de Clubes para fechar com
chave de ouro. Moça Bonita emerge no cenário
nacional - "são 19 anos esperando por isso",
resume, no desabafo, a eufórica torcedora. Não
dá mais para seguarar: explode coração,
aos gritos de "é campeão, é
campeão".
A torcida do Bangu comemorou ontem, ao melhor estilo
nativo, a histórica vitória do time: o
samba no pé - com destaque, para a Mocidade Independente
de Padre Miguel -, o copo de cerveja na mão e
as bandeiras desfraldadas, colorindo de branco e vermelho
a Rua Cônego Vasconcelos, onde fica a sede do
clube.
Embora tenha surgido o anúncio, não se
sabe onde, a chopada "prometida" pelo clube
não aconteceu ontem foi transferida para quarta-feira,
depois da decisão, quando, certamente, ninguém
mais tem dúvida, "vai dar Bangu na cabeça".
Eufóricos, os torcedores que se comprimentaram
dentro e fora da sede - os portões foram abertos
às 20 horas e o trânsito foi interrompido
no local pela Polícia Militar - também
adiaram para quarta-feira a comemoração
com os jogadores, que seguiram direto do Maracanã
para a concentração, para "descansar",
segundo o diretor administrativo do clube, Delson Manfrenati.
- Mas tudo bem. Agora é esperara quarta-feira
para a explosão final, ainda mais com Marinho
infernizando pela direita. Na quarta não tem
prá ninguém: é Bangu na cabeça
- previu um torcedor, camisa do time no corpo e camisa
na mão.
Durante os 90 minutos de jogo, a rotina do bairro quase
não foi alterada. Quem não foi ao Maracanã
acompanhou a partida pelo rádio, em casa ou nos
bares. Até a vendedora de camisas e bandeiras
do clube fazia ponto na frente da sede estava conformada
com a fatura pequena: tinha vendido só "umas
cinco blusas" por o "seu Castor" havia
distribuído camisa e bandeira"prá
todo mundo". Dentro da sede, nenhum sinal da decisão:
a rapaziada preferia mesmo o ritmo da discoteca, rolando
a todo vapor no ginásio coberto.
Gol do Bangu: 1 a 0. Lá fora, espoucam fogos
de artifícios, ressoam buzinas e gritos de comemoração.
Daí em diante não dava amis apara conter
a emoção. Às 19h30m o tumulto na
frente da sede é grande: os torcedores assistem
da calçada ao barulhento desfile dos carros embandeirados,
até o trânsito ser fechado. Meia hora depois,
os alto-falantes do salão frontal do clube lançam
o convite irrecusável, a todo volume: o samba
da Mocidade Independente do último carnaval,
com os portões da sede abertos. O salão
ficou lotado em minutos. O samba é acompanhado
de gritos de "é campeão, é
campeão".
Comprimida no salão, a multidão ganha
novamente a rua com a chegada de um carro de som espalhando
mais samba por todos os lados. Agora, "é
esperar a quarta-feira para repetir a dose", alardeou
o confiante torcedor, antes de sumir na multidão
vermelha e branca.
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Torcida
faz o carnaval e leva Bangu à loucura
Fonte: Jornal dos
Sports
É
difícil descrever o que aconteceu antes, durante
e depois do jogo do Bangu. Desde as primeiras horas
de ontem, o bairro, o segundo do Rio de Janeiro em população
- só perde para Copacabana - estava agitado.
As bandeiras foram disputadas até no tapa, os
carros não paravam de buzinar, e o técnico
Moisés na concentração - Toca do
Castor - que fica no bairro, chegou a ficar preocupado
com o time, pedindo para que não deixasse subir
à cabeça aquela alegria transbordante
da torcida.
Se quiséssemos contar quantos carros passaram
com a bandeira do Bangu pelas ruas do bairro, seria
impossível. Se quiséssemos contar o número
de torcedores que desde as primeiras horas da manhã
se concentraram na sede do clube, em busca de ingresso
e pano para a bandeira, também era impossível.
O que se pode afirmar é que antes da partida
de ontem, a torcida do Bangu pareceu ter sido assolada
por uma febre de grandes proporções, que
não poderia contar com qualquer antibiótico.
A primeira pessoa a sentir o problema foi o presidente
do clube, Rui Esteves das Dores. Às 8 horas o
telefone tocou em sua casa e um funcionário do
clube informou:
- Presidente, a coisa está feia. Tem mais de
mil pessoas aqui na sede, atrás das bandeiras.
O que é que eu faço?
A
distribuição das bandeiras só começaria
às 10 horas. Rui, então, conseguiu uma
saída que também serviria para arrecadar
algum dinheiro para o clube:
- Faz o seguinte: quem comprar uma cerveja no bar do
clube, pode levar uma bandeira antes do prazo.
Não deu resultado. Às des horas, horário
previsto para o início da distribuição
das bandeiras, não só já havia
terminado a distribuição, como também
a cerveja do clube. E ninguém arredava o pé.
Eram mais de quatro mil pessoas querendo um pedaço
de pano vermelho e branco.
A festa, depois, se transferiu para o Posto Castor,
de onde sairiam os ônibus da torcida. Os que foram
colocados à disposição não
deram vazão. E a festa continuou no Maracanã.
Todas as torcidas estiveram presentes, do Flamengo ao
hunilde Madureira. E só terminou em Bangu. E
só Deus sabe a que horas.
OS GOLS:
BANGU 1 A 0 - Marinho recebe a bola no setor
direito, avança diante da marcação
de Jorge batata, vê Pingo na entrada da grande
área e faz lançamento. O atacante, mesmo
atrapalhado, consegue tocar de leve na bola, para Ado,
dentro da área. O ponta completa com o bicho
do pé, o goleiro João Luís espalma,
tenta completar a defesa e não consegue. Aos
25 minutos, do primeiro tempo.
BANGU
2 A 0 - O Bangu sai tocando rapidamente, em contra-ataque.
A bola vai, de pé em pé, de Ado para Mário,
deste para Israel que lança Lulinha, na ponta
direita. O apoiador cruza e Marinho, bem colocado na
área, marca de bicicleta entre os zagueiros do
Brasil. Aos 22 minutos do segundo tempo.
BANGU
2 A 1 - Oliveira rebate a bola que fica com Almir
no meio de campo. O apoiador avança sem que ninguém
lhe dê combate e lança para Bira, que em
velocidade passa por Jair, entra na área, olha
o goleiro Gilmar e chuta forte, no ângulo direito,
sem chance de defesa. Aos 23 minutos, do segundo tempo.
BANGU 3 A 1 - A bola está com a defesa
do Brasil. Jorge Batata se descuida e Marinho, atento,
toma-lhe a bola e passa a Lulinha, que rapidamente estende
a Mário. O apoiador dá um toque para Marinho,
que entra na área e chuta rasteiro e forte. Aos
32 Minutos do segundo tempo.
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