Rio de Janeiro, terça-feira, 25 de abril de 2017 - 21h15min
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18/12/1985 - BANGU 1 x 2 FLUMINENSE

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca (Final)
Local:
Maracanã
Renda:
Cr$ 1.670.240.000,00
Público:
88.162 pagantes
Árbitro:
José Roberto Wright, auxiliado por Wilson Carlos dos Santos e Pedro Carlos Bregalda
Gilmar, Perivaldo, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Arturzinho e Mário; Marinho, Fernando Macaé (Cláudio Adão) e Ado.
Técnico: Moisés
Paulo Victor, Beto, Vica, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei e Renê; Romerito, Washington e Tato (Paulinho).
Bangu 1 x 0: Marinho, aos 4min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Romerito, aos 18min do 2º tempo
Bangu 1 x 2: Paulinho, aos 31min do 2º tempo
Perivaldo, Mário, Marinho, Oliveira e Fernando Macaé (Bangu); Vica, Deley e Romerito (Fluminense)
Perivaldo, Mário e Cláudio Adão (Bangu)
 
Melhores momentos 1º tempo (TVE)
Melhores momentos 2º tempo (TVE)

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Vergonha no Maracanã
Fonte: Jornal Última Hora

Um pênalti claro de Vica em Cláudio Adão, não marcado pelo árbitro José Roberto Wright, no último minuto de jogo, tirou a chance do Bangu (que jogava pelo empate) ser o campeão estadual de 85. E deu Fluminense o terceiro tricampeonato da sua história e o seu primeiro na história do Maracanã. Enfurecidos, os jogadores do Bangu partiram para cima do juiz, que foi peitado. Um segurança do Bangu tentou agredí-lo, mas levou um soco no rosto. No vestiário, Wright disse que terminou o jogo antes da jogada que originou o pênalti. O Fluminense venceu de virada por 2 a 1, gols de Romerito e Paulinho, contra Marinho.

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Wright garfou o Bangu
Fonte: Jornal dos Sports

Um pênalti claro de Vica em Cláudio Adão no último minuto de jogo tirou a chance do Bangu ser campeão estadual, pois jogava com a vantagem do empate. O árbitro José Roberto Wright não deu a falta e logo a seguir foi peitado por jogadores do Bangu. Reagiu e chegou a encarar um segurança, dando-lhe um soco. O Fluminense, que perdia por 1 a 0, gol de Marinho, de cabeça, aos 4 minutos, virou o resultado no final, graças a um gol de Romerito aos 18 minutos e através de Paulinho (de falta) aos 30 minutos. Com o resultado, o time obtém o seu primeiro tricampeonato na era Maracanã e o terceiro da sua história, pois venceu em 17, 18 e 19 e 36, 37 e 38.


Bangu vive um clima de revolta

Indignação e revolta eram os sentimentos que dominavam o vestiário do Bangu, em função do pênalti claro sobre Cláudio Adão ignorado pelo árbitro. Enquanto o chefão Castor de Andrade limitava-se a comentar que "não esperava isso do Wright", o presidente Rui Esteves afirmava que o juiz "não teve coiragem de dar o título ao Bangu". "Depois dessa, ele tem que apitar no aterro", acrescentou.


Arquivo JS:

O Maracanã foi palco de uma decisão em que raça, determinação, personalidade e categoria foram os ingredientes do Fluminense para conquistar o título de tri-campeão do Rio de Janeiro, no dia 18 de dezembro de 1985, com vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, de virada. O adversário e grande parte da mídia reclamaram de um pênalti não marcado pelo árbitro José Roberto Whight, no último minuto, quando o zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão.

O campeonato foi decidido num triangular do qual participaram também o Flamengo, que foi eliminado. Para a decisão, o Bangu levou o direito de empatar.

Se entrar com vantagem já era bom, com o gol conquistado aos quatro minutos as coisas melhoraram: Perivaldo bateu falta pela direita e Marinho fez 1 a 0. O Bangu ainda teve outras boas chances, mas não ampliou.

No segundo tempo, o Fluminense mostrou logo que estava a tudo para chegar ao título. Aos poucos, foi ganhando espaço e chegou ao empate aos 19 minutos, gol de Romerito. A torcida foi ao delírio e começou a participar mais ainda do jogo. Com tamanha pressão, a virada aconteceu aos 31 minutos, depois de uma falta próxima à área. Paulinho cobrou no ângulo. Golaço! Os jogadores do Bangu partiram desesperadamente em busca do empate.

No minuto final, surgiu a polêmica. O zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão dentro da área e José Roberto Wright ignorou o pênalti. Os jogadores do Bangu se revoltaram, cercaram o árbitro e tiveram de deixar o campo com a explicação de que o apito que ouviram no momento da falta era o do fim do jogo, não o da marcação do pênalti.

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Triste sina do Bangu em mais uma decisão
Fonte: Jornal do Brasil

A torcida tricolor explodiu no Maracanã. O Fluminense conquistou o tricampeonato estadual - o terceiro de sua história e o seu primeiro na era Maracanã - num sensacional jogo, ao virar em cima do Bangu, por 2 a 1, ontem à noite, no Maracanã. Foi uma partida sensacional, com momentos dramáticos e de muita emoção. Um grande jogo. E um grande campeão: o Fluminense.

O gol de Marinho, aos 4m de jogo, deu uma nova dimensão à partida, do que se imaginava. A jogada do gol começou num lançamento para Macaé, que foi parado com falta por Ricardo. Perivaldo cobrou com precisão na cabeça de Marinho. Com a vantagem, o time bangüense teve mais tranqülidade para se defender. Perturbado, o Fluminense insistiu muito no chuveirinho. Aos 13m, Ado perdeu gol feito de cabeça, após cruzamento de Marinho.

Um minuto depois foi a vez de Romerito perder uma ótima oportunidade, mas por causa de uma eficiente saída do goleiro Gilmar. O Fluminense, apoiado pela torcida, pressionou muito, mas o Bangu sempre bem perigoso nos contra-ataques. O sistema defensivo do Bangu funcionava com precisão. Oliveira e Jair marcavam em cima Washington e Israel não largava Romerito.

A partir dos 30m, o Bangu começou a errar passes e a se colocar mal em campo. Com isso, o Fluminense - já com Paulinho em lugar de Tato, que saiu machucado - criou melhores oportunidades e só não marcou devido à intranqüilidade dos atacantes. O Fluminense terminou o primeiro tempo superior ao adversário.

No segundo tempo, o panorama pouco mudou. O Fluminense continuou pressionando e o Bangu, perigoso nos contra-ataques. Aos 18m, Romerito recebeu em posição duvidosa - estaria em empedimento - e empatou para o time tricolor. O gol deu moral à sua equipe, enquanto o Bangu retraiu-se ainda mais para garantir o empate, que lhe assegurava o título estadual.

O jogo cresceu em emoção. Mas o Fluminense continuou insistindo nos centros altos, normalmente cortados pela defesa do Bangu. Em compensação, o Bangu não ameaçou mais. Só deu Fluminense. Até que , aos 31m, Paulinho fez 2 a 1 em magistral cobrança de falta.

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Com raça, determinação, personalidade e muita categoria, além da tranqüilidade necessária para virar um marcador, o Fluminense conquistou o tricampeonato do Rio de Janeiro, ontem, ao derrotar o Bangu por 2 a 1, resultado absolutamente contestado pelo Bangu, que teve um pênalti claro de Vica sobre Cláudio Adão, no último minuto da decisão, que José Roberto Wright não marcou, provocando tremenda confusão em campo.

Se a vitória foi justa, porque o Fluminense esteve melhor no segundo tempo, e ao longo de todo o campeonato sempre deu mostras de que tinha a ambição do tri, o marcador acabou sendo uma tremenda injustiça para o Bangu, que saiu na frente, cedeu a virada e no último minuto ainda perseguia o empate que seria suficiente para lhe dar o título tão perseguido nos últimos anos.

O Bangu saiu na frente e conseguiu inaugurar logo o marcador, aos 4 minutos. Perivaldo bateu falta, pela direita, e Marinho se antecipou ao goleiro Paulo Vítor, testando para o barbante. Este foi o marcador final do primeiro tempo que mostrou um Bangu realmente melhor.

Na fase final, entretanto, o Fluminense voltou com muito mais disposição e foi ganhando espaços, minuto a minuto. Chegou ao empate, aos 19 minutos, através de Romerito, que concluiu caído, rasteiro.

A galera foi ao delírio e o Fluminense aumentou a sua pressão. O gol do tricampeonato viria aos 31 minutos, através de uma perfeita cobrança de falta do ponta Paulinho, que colocou a bola no ângulo direito.

Começava a festa tricolor. E o Bangu parecia sentir escapar, mais uma vez, um título que vem perseguindo há muito tempo.

Entretanto, no último minuto do jogo Vica bobeou, Cláudio Adão penetrou e quando tinha tudo para empatar o jogo foi segurado e derrubado, por trás, pelo zagueiro tricolor. Pênalti claro que Wright não viu e não marcou.

A partir daí teve início toda uma confusão, inclusive com agressões e várias expulsões. Wright saiu de campo sem terminar o jogo, protegido pela polícia. Voltou, depois, e confirmou o final do espetáculo.


Atuações:

Gilmar: Ratificou que é um dos maiores especialistas da posição em todo o Brasil e nome que pode sonhar, tranqüilamente com a convocação para a Seleção Brasileira. Grande atuação.
Perivaldo: Acertou um belo cruzamento no lance do gol de Marinho. No mais a sua atuação pode ser considerada como regular.
Jair: Esteve muito bem, especialmente no combate direto a Washington. Apareceu com precisão no jogo alto.
Oliveira: Foi o grande nome da defesa banguense e uma das principais figuras em campo. Simples e objetivo, apareceu com precisão na cobertura e soube usar o corpo e parar as jogadas quando preciso. Foi um grande guerreiro e verdadeiro leão nessa defesa.
Baby: Voltou bem ao time e a rigor parece ter vacilado apenas no gol de Romerito, quando podia ter entrado com mais disposição.
Israel: Esteve perfeito, taticamente. Não apareceu para o público, porém foi fundamental para o esquema traçado por Moisés. Teve a humildade de se apresentar sempre para o primeiro combate.
Arturzinho: Jogou muito no primeiro tempo, porém parece ter sentido algum cansaço na fase final. Teve espaço e chances para aparecer muito mais no jogo.
Mário: Seguiu o exemplo de Arturzinho e fez o mesmo, ou seja: esteve muito bem no primeiro tempo, mas caiu bastante no período final. Parece ter pregado e sentido bastante o esforço.
Marinho: Fez mais um bonito gol, mostrando muito oportunismo, e criou várias jogadas de perigo. Mas se complicou ao reclamar muito e ao ser fominha em um lance que tentou chutar de longe, quando Mário penetrava livre, pela esquerda.
Fernando Macaé: Foi um guerreiro isolado, brigando barbaridades contra a defesa do Fluminense. Procurou criar espaços e conferiu todas. Foi substituído por Cláudio Adão: Entrou no final e não teve tempo e nem chances.
Ado: Foi o melhor do Bangu. Uma atuação perfeita, sob todos os sentidos.


Bangu quer anular decisão

Alegando erro de direito, pois o árbitro José Roberto Wright, não marcou o pênalti escandaloso sobre Cláudio Adão, e relatou na súmula que já havia encerrado o jogo, o Bangu entrou na FERJ ontem com pedido de anulação da decisão do campeonato. O patrono do clube, Castor de Andrade, esteve na entidade, acompanhado do advogado Humberto Gaze, pagou a taxa de Cr$ 2.824.000 e formulou sua intenção de tornar a partida com o Fluminense sem efeito. Quer também severa punição ao árbitro José Roberto Wright.

Castor ficou decepcionado com a atuação do juiz, o qual tinha como uma pessoa confiável: "Foi lamentável, desastrosa mesmo, a atuação do José Roberto Wright, que traiu a minha confiança. Aconteceram na decisão que não poderiam acontecer. E estranho é que o Wright estava vetado pelo Fluminense e, com espanto, vi o árbitro ser indicado para apitar a decisão."

O dirigente disse que aceitou tranqüilamente a indicação de Wright porque confiava nas suas qualidades e honestidade, mas agora isso se transformou numa completa decepção: "Como eu o conhecia, esperava dele completa isenção, mas o que vimos no Maracanã? Um gol em impedimento, do Romerito, uma falta inexistente, que resultou no segundo gol do Fluminense, e a não marcação daquele pênalti que todo mundo viu, mas ele preferiu ignorar. O Bangu tem que reagir a tudo isso, pois foi prejudicado de maneira vergonhosa".

A súmula que José Roberto Wright entregou na FERJ relata que ele havia encerrado o jogo no momento em que Vica agarrou e derrubou Cláudio Adão. O árbitro narra também que Arturzinho e Mário o ofenderam moralmente e que Perivaldo o peitou. Existe igualmente pesadas acusações ao ex-jogador Alfinete e a um segurança de Castor de Andrade.

     
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