|
18/12/1985
- BANGU 1 x 2 FLUMINENSE
|
FICHA
TÉCNICA |
|
Competição: |
Campeonato
Carioca (Final) |
|
Local: |
Maracanã |
|
Renda: |
Cr$
1.670.240.000,00 |
|
Público: |
88.162
pagantes |
|
Árbitro: |
José
Roberto Wright, auxiliado por Wilson Carlos
dos Santos e Pedro Carlos Bregalda |
|
|
Gilmar,
Perivaldo, Jair, Oliveira e Baby; Israel,
Arturzinho e Mário; Marinho, Fernando
Macaé (Cláudio Adão)
e Ado.
Técnico: Moisés |
|
|
Paulo
Victor, Beto, Vica, Ricardo Gomes e Renato;
Jandir, Delei e Renê; Romerito,
Washington e Tato (Paulinho). |
|
|
Bangu
1 x 0: Marinho, aos 4min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Romerito, aos 18min do 2º
tempo
Bangu 1 x 2: Paulinho, aos 31min do 2º
tempo |
|
|
Perivaldo,
Mário, Marinho, Oliveira e Fernando
Macaé (Bangu); Vica, Deley e Romerito
(Fluminense) |
|
|
Perivaldo,
Mário e Cláudio Adão
(Bangu) |
| |
|
.
. . . . . . . . . . . . . .
Vergonha
no Maracanã
Fonte: Jornal Última
Hora
Um
pênalti claro de Vica em Cláudio Adão,
não marcado pelo árbitro José
Roberto Wright, no último minuto de jogo, tirou
a chance do Bangu (que jogava pelo empate) ser o campeão
estadual de 85. E deu Fluminense o terceiro tricampeonato
da sua história e o seu primeiro na história
do Maracanã. Enfurecidos, os jogadores do Bangu
partiram para cima do juiz, que foi peitado. Um segurança
do Bangu tentou agredí-lo, mas levou um soco
no rosto. No vestiário, Wright disse que terminou
o jogo antes da jogada que originou o pênalti.
O Fluminense venceu de virada por 2 a 1, gols de Romerito
e Paulinho, contra Marinho.
.
. . . . . . . . . . . . . .
Wright
garfou o Bangu
Fonte: Jornal dos
Sports
Um
pênalti claro de Vica em Cláudio Adão
no último minuto de jogo tirou a chance do
Bangu ser campeão estadual, pois jogava com
a vantagem do empate. O árbitro José
Roberto Wright não deu a falta e logo a seguir
foi peitado por jogadores do Bangu. Reagiu e chegou
a encarar um segurança, dando-lhe um soco.
O Fluminense, que perdia por 1 a 0, gol de Marinho,
de cabeça, aos 4 minutos, virou o resultado
no final, graças a um gol de Romerito aos 18
minutos e através de Paulinho (de falta) aos
30 minutos. Com o resultado, o time obtém o
seu primeiro tricampeonato na era Maracanã
e o terceiro da sua história, pois venceu em
17, 18 e 19 e 36, 37 e 38.
Bangu vive um clima de revolta
Indignação e revolta eram os sentimentos
que dominavam o vestiário do Bangu, em função
do pênalti claro sobre Cláudio Adão
ignorado pelo árbitro. Enquanto o chefão
Castor de Andrade limitava-se a comentar que "não
esperava isso do Wright", o presidente Rui Esteves
afirmava que o juiz "não teve coiragem
de dar o título ao Bangu". "Depois
dessa, ele tem que apitar no aterro", acrescentou.
Arquivo JS:
O Maracanã foi palco de uma decisão
em que raça, determinação, personalidade
e categoria foram os ingredientes do Fluminense para
conquistar o título de tri-campeão do
Rio de Janeiro, no dia 18 de dezembro de 1985, com
vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, de virada.
O adversário e grande parte da mídia
reclamaram de um pênalti não marcado
pelo árbitro José Roberto Whight, no
último minuto, quando o zagueiro Vica derrubou
Cláudio Adão.
O campeonato foi decidido num triangular do qual participaram
também o Flamengo, que foi eliminado. Para
a decisão, o Bangu levou o direito de empatar.
Se entrar com vantagem já era bom, com o gol
conquistado aos quatro minutos as coisas melhoraram:
Perivaldo bateu falta pela direita e Marinho fez 1
a 0. O Bangu ainda teve outras boas chances, mas não
ampliou.
No segundo tempo, o Fluminense mostrou logo que estava
a tudo para chegar ao título. Aos poucos, foi
ganhando espaço e chegou ao empate aos 19 minutos,
gol de Romerito. A torcida foi ao delírio e
começou a participar mais ainda do jogo. Com
tamanha pressão, a virada aconteceu aos 31
minutos, depois de uma falta próxima à
área. Paulinho cobrou no ângulo. Golaço!
Os jogadores do Bangu partiram desesperadamente em
busca do empate.
No minuto final, surgiu a polêmica. O zagueiro
Vica derrubou Cláudio Adão dentro da
área e José Roberto Wright ignorou o
pênalti. Os jogadores do Bangu se revoltaram,
cercaram o árbitro e tiveram de deixar o campo
com a explicação de que o apito que
ouviram no momento da falta era o do fim do jogo,
não o da marcação do pênalti.
.
. . . . . . . . . . . . . .
Triste
sina do Bangu em mais uma decisão
Fonte: Jornal do
Brasil
A
torcida tricolor explodiu no Maracanã. O Fluminense
conquistou o tricampeonato estadual - o terceiro de
sua história e o seu primeiro na era Maracanã
- num sensacional jogo, ao virar em cima do Bangu,
por 2 a 1, ontem à noite, no Maracanã.
Foi uma partida sensacional, com momentos dramáticos
e de muita emoção. Um grande jogo. E
um grande campeão: o Fluminense.
O gol de Marinho, aos 4m de jogo, deu uma nova dimensão
à partida, do que se imaginava. A jogada do
gol começou num lançamento para Macaé,
que foi parado com falta por Ricardo. Perivaldo cobrou
com precisão na cabeça de Marinho. Com
a vantagem, o time bangüense teve mais tranqülidade
para se defender. Perturbado, o Fluminense insistiu
muito no chuveirinho. Aos 13m, Ado perdeu gol feito
de cabeça, após cruzamento de Marinho.
Um minuto depois foi a vez de Romerito perder uma
ótima oportunidade, mas por causa de uma eficiente
saída do goleiro Gilmar. O Fluminense, apoiado
pela torcida, pressionou muito, mas o Bangu sempre
bem perigoso nos contra-ataques. O sistema defensivo
do Bangu funcionava com precisão. Oliveira
e Jair marcavam em cima Washington e Israel não
largava Romerito.
A partir dos 30m, o Bangu começou a errar passes
e a se colocar mal em campo. Com isso, o Fluminense
- já com Paulinho em lugar de Tato, que saiu
machucado - criou melhores oportunidades e só
não marcou devido à intranqüilidade
dos atacantes. O Fluminense terminou o primeiro tempo
superior ao adversário.
No segundo tempo, o panorama pouco mudou. O Fluminense
continuou pressionando e o Bangu, perigoso nos contra-ataques.
Aos 18m, Romerito recebeu em posição
duvidosa - estaria em empedimento - e empatou para
o time tricolor. O gol deu moral à sua equipe,
enquanto o Bangu retraiu-se ainda mais para garantir
o empate, que lhe assegurava o título estadual.
O jogo cresceu em emoção. Mas o Fluminense
continuou insistindo nos centros altos, normalmente
cortados pela defesa do Bangu. Em compensação,
o Bangu não ameaçou mais. Só
deu Fluminense. Até que , aos 31m, Paulinho
fez 2 a 1 em magistral cobrança de falta.
.
. . . . . . . . . . . . . .
Com
raça, determinação, personalidade
e muita categoria, além da tranqüilidade
necessária para virar um marcador, o Fluminense
conquistou o tricampeonato do Rio de Janeiro, ontem,
ao derrotar o Bangu por 2 a 1, resultado absolutamente
contestado pelo Bangu, que teve um pênalti claro
de Vica sobre Cláudio Adão, no último
minuto da decisão, que José Roberto
Wright não marcou, provocando tremenda confusão
em campo.
Se a vitória foi justa, porque o Fluminense
esteve melhor no segundo tempo, e ao longo de todo
o campeonato sempre deu mostras de que tinha a ambição
do tri, o marcador acabou sendo uma tremenda injustiça
para o Bangu, que saiu na frente, cedeu a virada e
no último minuto ainda perseguia o empate que
seria suficiente para lhe dar o título tão
perseguido nos últimos anos.
O Bangu saiu na frente e conseguiu inaugurar logo
o marcador, aos 4 minutos. Perivaldo bateu falta,
pela direita, e Marinho se antecipou ao goleiro Paulo
Vítor, testando para o barbante. Este foi o
marcador final do primeiro tempo que mostrou um Bangu
realmente melhor.
Na fase final, entretanto, o Fluminense voltou com
muito mais disposição e foi ganhando
espaços, minuto a minuto. Chegou ao empate,
aos 19 minutos, através de Romerito, que concluiu
caído, rasteiro.
A galera foi ao delírio e o Fluminense aumentou
a sua pressão. O gol do tricampeonato viria
aos 31 minutos, através de uma perfeita cobrança
de falta do ponta Paulinho, que colocou a bola no
ângulo direito.
Começava a festa tricolor. E o Bangu parecia
sentir escapar, mais uma vez, um título que
vem perseguindo há muito tempo.
Entretanto, no último minuto do jogo Vica bobeou,
Cláudio Adão penetrou e quando tinha
tudo para empatar o jogo foi segurado e derrubado,
por trás, pelo zagueiro tricolor. Pênalti
claro que Wright não viu e não marcou.
A partir daí teve início toda uma confusão,
inclusive com agressões e várias expulsões.
Wright saiu de campo sem terminar o jogo, protegido
pela polícia. Voltou, depois, e confirmou o
final do espetáculo.
Atuações:
Gilmar: Ratificou que é um dos maiores especialistas
da posição em todo o Brasil e nome que
pode sonhar, tranqüilamente com a convocação
para a Seleção Brasileira. Grande atuação.
Perivaldo: Acertou um belo cruzamento no lance do
gol de Marinho. No mais a sua atuação
pode ser considerada como regular.
Jair: Esteve muito bem, especialmente no combate direto
a Washington. Apareceu com precisão no jogo
alto.
Oliveira: Foi o grande nome da defesa banguense e
uma das principais figuras em campo. Simples e objetivo,
apareceu com precisão na cobertura e soube
usar o corpo e parar as jogadas quando preciso. Foi
um grande guerreiro e verdadeiro leão nessa
defesa.
Baby: Voltou bem ao time e a rigor parece ter vacilado
apenas no gol de Romerito, quando podia ter entrado
com mais disposição.
Israel: Esteve perfeito, taticamente. Não apareceu
para o público, porém foi fundamental
para o esquema traçado por Moisés. Teve
a humildade de se apresentar sempre para o primeiro
combate.
Arturzinho: Jogou muito no primeiro tempo, porém
parece ter sentido algum cansaço na fase final.
Teve espaço e chances para aparecer muito mais
no jogo.
Mário: Seguiu o exemplo de Arturzinho e fez
o mesmo, ou seja: esteve muito bem no primeiro tempo,
mas caiu bastante no período final. Parece
ter pregado e sentido bastante o esforço.
Marinho: Fez mais um bonito gol, mostrando muito oportunismo,
e criou várias jogadas de perigo. Mas se complicou
ao reclamar muito e ao ser fominha em um lance que
tentou chutar de longe, quando Mário penetrava
livre, pela esquerda.
Fernando Macaé: Foi um guerreiro isolado, brigando
barbaridades contra a defesa do Fluminense. Procurou
criar espaços e conferiu todas. Foi substituído
por Cláudio Adão: Entrou no final e
não teve tempo e nem chances.
Ado: Foi o melhor do Bangu. Uma atuação
perfeita, sob todos os sentidos.
Bangu quer anular decisão
Alegando erro de direito, pois o árbitro José
Roberto Wright, não marcou o pênalti
escandaloso sobre Cláudio Adão, e relatou
na súmula que já havia encerrado o jogo,
o Bangu entrou na FERJ ontem com pedido de anulação
da decisão do campeonato. O patrono do clube,
Castor de Andrade, esteve na entidade, acompanhado
do advogado Humberto Gaze, pagou a taxa de Cr$ 2.824.000
e formulou sua intenção de tornar a
partida com o Fluminense sem efeito. Quer também
severa punição ao árbitro José
Roberto Wright.
Castor ficou decepcionado com a atuação
do juiz, o qual tinha como uma pessoa confiável:
"Foi lamentável, desastrosa mesmo, a atuação
do José Roberto Wright, que traiu a minha confiança.
Aconteceram na decisão que não poderiam
acontecer. E estranho é que o Wright estava
vetado pelo Fluminense e, com espanto, vi o árbitro
ser indicado para apitar a decisão."
O dirigente disse que aceitou tranqüilamente
a indicação de Wright porque confiava
nas suas qualidades e honestidade, mas agora isso
se transformou numa completa decepção:
"Como eu o conhecia, esperava dele completa isenção,
mas o que vimos no Maracanã? Um gol em impedimento,
do Romerito, uma falta inexistente, que resultou no
segundo gol do Fluminense, e a não marcação
daquele pênalti que todo mundo viu, mas ele
preferiu ignorar. O Bangu tem que reagir a tudo isso,
pois foi prejudicado de maneira vergonhosa".
A súmula que José Roberto Wright entregou
na FERJ relata que ele havia encerrado o jogo no momento
em que Vica agarrou e derrubou Cláudio Adão.
O árbitro narra também que Arturzinho
e Mário o ofenderam moralmente e que Perivaldo
o peitou. Existe igualmente pesadas acusações
ao ex-jogador Alfinete e a um segurança de
Castor de Andrade.
|