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Moça Bonita 22 de novembro de 1987


Mauro Galvão e Macula cercam o jogador do Vitória. Ao fundo, o árbitro Romualdo Arppi Filho fica de olho.

Estava em jogo a classificação para as semifinais do Campeonato Brasileiro de 1987 (Módulo Amarelo). Quem vencesse entre Bangu e Vitória enfrentaria o Sport Recife.

Durante 120 minutos, a equipe do Bangu pressionou a do Vitória. Perdeu pelo menos dez oportunidades reais de gol (a maioria na prorrogação), teve que enfrentar a violência do adversário e a complacência do juiz Romualdo Arppi Filho; para somente nos pênaltis conseguir a almejada classificação.

Não poderia ter sido mais difícil. O gol “relâmpago” do ponta-direita Marinho, aos 2 minutos de jogo, deu a impressão de que o Bangu venceria facilmente a partida. O lateral Pedrinho tabelou com Gil, que colocou Marinho na frente do goleiro Borges. Com a categoria de sempre, ele só teve o trabalho de tocar no canto esquerdo. Festa em Moça Bonita. A vitória era apenas questão de tempo? Mais gols seriam marcados? Não.

Demonstrando excesso de preciosismo nas conclusões, o Bangu começou a perder uma infinidade de gols.

Até aí tudo bem. Como o Vitória não se mostrava disposto a dar trabalho a Gilmar, era só tocar a bola. Mas a partir dos 30 minutos, o Bangu, além de perder gols fáceis, começou também a jogar mal, o que irritou profundamente os 2.979 torcedores que não paravam de incentivar o time. Mesmo não pagando ingresso – Castor de Andrade distribuiu 1.000 entradas gratuitamente, alguns torcedores reclamavam de maneira implacável.

- Não paguei, mas quero ver gols. Vamos parar de enfeitar!

O grito do torcedor não foi ouvido pelo time do Bangu, e os jogadores foram para o intervalo ainda pensando que a vitória estava garantida. Para o 2º tempo, nada mudou. Jogando mal e errando muitos passes, o Bangu só acordou aos 15 minutos, quando Márcio Rossini cometeu pênalti em Hugo. Júnior cobrou bem e empatou. Silêncio em Moça Bonita.

As oportunidades que apareceram com o passar do tempo nos pés de Toby, Márcio Rossini e Paulinho Criciúma foram muito mais em função da fragilidade do Vitória. O Bangu continuava a falhar demasiadamente e, o que é pior, sofria com a violência.

Antes de Romualdo apitar o fim do tempo regulamentar, três jogadores já usavam bandagens com visíveis esparadrapos: Toby e Márcio Rossini – que provocou a expulsão de Lula – com os supercílios cortados, e Oliveira que teve que ser substituído depois de sofrer uma entorse no joelho.

Fim de jogo. Prorrogação.

Nos 30 minutos adicionais, o que se viu foram mais alguns gols perdidos. O Vitória queria mesmo levar o jogo para os pênaltis, o que acabou conseguindo. Mas o que os baianos não esperavam era ter que enfrentar a própria incompetência na hora da cobrança das penalidades.


A série de pênaltis

Fernando cobrou, Gilmar defendeu: 0 x 0

Edevaldo chutou e fez 1 x 0


Bigu cobrou e empatou: 1 x 1

Róbson cobrou e Borges defendeu: 1 x 1


Hugo cobrou e abriu vantagem: 2 x 1

Paulinho Criciúma cobrou e fez 2 x 2


Mastrílio cobrou, Gilmar defendeu: 2 x 2

Cal bateu e fez 3 x 2


Júnior cobrou e empatou a série: 3 x 3

Marinho, por último, deu a vitória: 4 x 3

A frase

 

Na verdade, a desclassificação do Bangu jamais passou pela minha cabeça. Não merecíamos perder esse jogo de maneira nenhuma. Esses gols agora foram muito importantes na minha carreira. Me deram uma motivação especial para os próximos jogos.

 

Marinho,
camisa 7 do Bangu

     
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