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Moça Bonita 29 de abril de 1990


Fernando Cruz tenta desarmar Bismarck durante a partida em que o Bangu literalmente jogou pelo Botafogo.

Era a última rodada do 2º Turno do Campeonato Carioca. O Fluminense, mesmo perdendo para o América, garantira o título da Taça Rio. O Vasco, campeão do 1º Turno, era o dono da Taça Guanabara e já tinha vaga assegurada na decisão. Mas, pelo regulamento da época, um terceiro clube – o Botafogo – poderia ambicionar participar da fase final do Carioca.

É que mesmo sem ganhar nenhum dos turnos, o Botafogo somava 32 pontos e era o líder de pontos na classificação geral do Campeonato. A situação, no entanto, era complicada para os alvinegros. Apesar de ter vencido o Flamengo, no sábado, por 2 a 0, era preciso torcer para que o Vasco, com 31 pontos, não vencesse o Bangu no domingo.

Ao Bangu, alijado de qualquer pretensão, o Campeonato já tinha terminado. Na classificação geral era o 6º colocado com 20 pontos em 21 jogos e não havia sequer a possibilidade de ultrapassar o América, 5º lugar com 25 pontos. Mas seria através dos esforços dos banguenses que a final do Carioca seria definida: ou Vasco x Fluminense ou uma decisão tripla com Vasco, Fluminense e Botafogo.

O jogo decisivo para vascaínos e botafoguenses aconteceu em Moça Bonita, com a presença de 7 mil pessoas.

Pelas arquibancadas, falava-se que o Botafogo tinha oferecido 100 dólares para cada jogador do Bangu, em caso de vitória. Coisa que nenhum banguense ousou confirmar.

O Vasco, repleto de craques, como Bebeto, Bismarck, William era o favorito, até porque era também o atual campeão brasileiro. O Bangu, do técnico Paulo Lumumba, vinha de duas derrotas consecutivas, para o América de Três Rios e para o Flamengo.

O 1º tempo foi disputado em “banho-maria”, ninguém ousou muito e o empate em 0 a 0 era o resultado justo para tamanho desinteresse.

Como num passe de mágica, tudo mudou para o 2º tempo, pelo menos do lado alvirrubro. As emoções começaram a surgir logo aos 3 minutos. O baixinho Gilson recebeu livre na área, ajeitou e chutou forte. O travessão salvou o goleiro vascaíno Acácio de levar o gol.

A torcida nas sociais de Moça Bonita – composta por banguenses e botafoguenses – recebia uma injeção de ânimo.

Aos 15 minutos, enfim, o gol. Gilson tocou para Julinho, que driblou Cássio e cruzou para Cláudio José completar: Bangu 1 a 0.

Em desvantagem, o Vasco finalmente acordou. Tentou ir ao ataque e se esqueceu da defesa. Era a chance que o Bangu precisava. Sales cobrou uma falta direta para Cláudio José. O atacante aproveitou uma saída em falso do goleiro Acácio e, com a bola nos pés, só empurrou para as redes: Bangu 2 a 0! A torcida do Botafogo comemorava como se fosse um gol legitimamente alvinegro.

Mas, o Vasco era um timaço e reagiu dois minutos após sofrer o gol. Aos 27, Bebeto recebeu lançamento na área, driblou o zagueiro Eduardo e chutou forte no canto esquerdo do goleiro Wagner, diminuindo a vantagem.

Foram mais 18 minutos de bola rolando. O Vasco desperdiçou duas boas chances e o Bangu soube garantir a vitória que, se serviu para manter o clube em 6º lugar na classificação geral, foi muito mais proveitosa para o Botafogo, que derrotou o Vasco por 32 a 31 na soma geral dos pontos e se classificou para a decisão, mantendo vivo o sonho do bi.

O artilheiro da tarde, Cláudio José, declarou que estava satisfeito, pois mostrou ao ex-clube o “seu verdadeiro valor”. O camisa 9 do Bangu tinha jogado pelo Vasco entre 1984 e 1985 e não conseguiu se firmar em São Januário.


Macula briga pela bola com William e leva vantagem.

Campeonato Carioca 1990
     
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