Rio de Janeiro, terça-feira, 21 de novembro de 2017 - 04h33min
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Ítalo Del Cima 1º de fevereiro de 1995

O Bangu estava cotado no início da temporada de 1995. Uma parceria com o empresário Pedrinho Vicençote, ex-lateral-esquerdo do próprio clube, fez uma remodelação na equipe.

Dois meias dos anos 80, Édson Souza e Macula, voltaram a jogar em Moça Bonita. Além deles, vieram o lateral-direito Cristiano Cafezinho e o volante Borçato, ambos do Náutico. O goleirão uruguaio Léo Percovich saía do Atlético Mineiro para vestir a camisa 1 do Bangu. E, para o ataque, Pedrinho Vicençote apresentava um jovem de 22 anos: Ângelo, vindo do Juventude.

O time do técnico Ricardo Barreto começou vencendo o Friburguense por 1 a 0 e na segunda rodada enfrentaria o Campo Grande, em Ítalo Del Cima. O Campusca não estava bem, tendo perdido na estreia para o Americano por 1 a 0.

Ninguém esperava que no chamado “Clássico Rural” acontecesse alguma grande novidade. O Bangu era favorito, deveria ganhar, mas acabou superando as expectativas ao aplicar uma histórica goleada de 6 a 2 – a maior sobre o rival.

O principal responsável pelo placar elástico foi justamente o atacante Ângelo, que marcou cinco gols e disparou na artilharia do Campeonato.

Os jornais logo quiseram saber quem era o novo fenômeno do futebol carioca, capaz de uma façanha daquelas. Ângelo estava deixando para trás nomes consagrados como Romário, Renato Gaúcho, Valdir e Túlio. Poderia estar em Moça Bonita o artilheiro do campeonato.

Ao O Globo, Ângelo Antunes Souza Santos contou sua trajetória até chegar ao Bangu. Baiano de Ipiaú, uma cidadezinha próxima a Ilhéus, o atacante começou nos juvenis do Cruzeiro, em 1990. Depois, foi jogar nos juniores do Santa Teresa/MG. Em 1993, foi para o Palmeiras, mas não teve a menor chance no Parque Antártica.

Como o Juventude era uma espécie de filial do alviverde paulista, lá se foi Ângelo jogar em Caxias do Sul, conquistando a honra de ser campeão brasileiro da 2ª divisão pelo time gaúcho.

Sem boas perspectivas no Sul, o empresário trouxe o garoto Ângelo para o Bangu, onde logo na sua segunda partida, marcou cinco gols: “Isso não é comum. Sou mais de fazer um gol, dois gols no máximo por jogo, mantendo certa regularidade. Não sou aquele tipo de artilheiro que marca três, quatro numa partida e fica oito sem marcar”.

No segundo semestre de 1995, Ângelo transferiu-se para o Bahia, onde disputou o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. Fez apenas dois gols em 11 jogos. Em 1996, jogou no Volta Redonda; e fez dois jogos e dois gols pelo Flamengo durante uma rápida excursão à Espanha.

Depois, desapareceu do mapa do futebol. Pelo menos, no Bangu, entrou para a história: é recordista de gols marcados em uma única partida, honra que divide com outros onze jogadores.


Ângelo viveu seu dia de glória no futebol no abandonado estádio de Ítalo Del Cima, em 1995.

Campeonato Carioca 1995 (Grupo B)
     
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