Rio de Janeiro, terça-feira, 18 de novembro de 2008 - 07h35min
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02/04/2005 - BANGU 0 x 1 MESQUITA

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca - 2ª Divisão
Local:
Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho
Renda:
R$ 1.840,00
Público:
368 pagantes
Árbitro:
Edílson Soares da Silva, auxiliado por Marcos Tadeu Peniche Nunes e Vilmar Raul
Flávio, Felipe (Douglas), Paulo César, Marcílio e Léo José; Gullit, Arcelino, Nilberto e Marco Túlio (Guido); Thiago Xavier e Bruno Suzano (Rodrigão).
Técnico: Alfredo Sampaio.
Henrique, Dudu, Diogo, Marcelo e Rodolfo (Almir); Flávio Luiz, Baiano, Fabinho e Negrete (Cásio); Dentinho (Nani) e Douglas.
Técnico: Josualdo Almeida.
Bangu 0 x 1: Nani, aos 35min do 2º tempo
Bruno (Bangu); Diogo e Flávio Luiz (Mesquita)

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Bangu segue seu calvário
Fo
nte: Lance!

RIO - O Bangu começou mal a sua luta para voltar à elite do futebol carioca. Jogando em casa, no Estádio Moça Bonita, sob um calor de 39 graus, a equipe alvirrubra perdeu por 1 a 0 para o Mesquita, na estréia na Segunda Divisão. O gol foi marcado por Nani, aos 34 minutos da etapa final.

A partida começou bastante cadenciada, seguindo o ritmo que a temperatura permita. Orientado pelo técnico Alfredo Sampaio, o time da casa teve algumas chances de marcar no primeiro tempo. Numa delas, Marco Túlio recebeu passe de Nilberto e, sozinho, chutou à direita do gol de Henrique. Em outra, o mesmo Marco Túlio completou de cabeça para a rede depois de cruzamento de Douglas, mas o bandeirinha deu impedimento.

No segundo tempo, o Mesquita se interessou mais pelo jogo e foi ao ataque. Até que, aos 34 minutos, Nani recebeu na área e tocou por cima do goleiro Flávio, marcando o gol da vitória.

- O resultado foi uma surpresa, mas o Bangu achou que ia ganhar com facilidade. Deus quis de outra forma - comentou o artilheiro do jogo, que entrou em campo cinco minutos antes de fazer o gol.

Chateada com a fase atual do time, a torcida bangüense exibiu faixas de protesto contra a diretoria. Uma delas dizia: "O Bangu é de primeira, a diretoria é de segunda".

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Bangu estréia com o pé esquerdo
Fo
nte: Jornal dos Sports (Newton Zarani e Luiz Thiago)

O Bangu começou mal a sua jornada para tentar voltar à elite do futebol carioca. Em Moça Bonita, que recebeu um público razoável, frustou sua torcida ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Mesquita, gol de Nani.

O jogo começou corrido, com as equipes marcando sob pressão. Mas, devido ao forte calor, o ritmo da partida diminuiu nos minutos finais do primeiro tempo. O Bangu teve o domínio territorial no primeiro tempo, ficando a maior parte do jogo com a posse de bola. As subidas do lateral-esquerdo Léo José eram a melhor alternativa de ataque. Porém, a supremacia banguense não foi efetiva, e o time não soube se aproveitar das boas oportunidades que teve para marcar, ora por precipitação ora por incompetência dos seus atacantes. O Mesquita, por sua vez, se valia dos contra-ataques, mas pecava pela lentidão dos seus apoiadores.

Na segunda etapa, o Bangu, novamente, começou mais disposto, chegando com facilidade até a intermediária adversária, mas continuava a falhar nas finalizações. O Mesquita, aos poucos, foi equilibrando as ações ofensivas e acabou tomando gosto pela partida. Por várias vezes, ameaçou o gol adversário, principalmente com bons chutes de fora da área, dos atacantes Douglas e Dentinho. Mas foi o outro jogador que resolveu a partida para o Mesquita.

Quando tudo se encaminhava para o empate sem gols, Nani, que havia entrado aos 29 minutos, se aproveitou de uma saída afobada do goleiro Flávio, e, com um toque sutil por cobertura, fez o gol da vitória, aos 35.

Surpreendido, o Bangu tentou o empate, mas já na base do desespero, e por isso, sem levar perigo à meta do Mesquita. Por outro lado, o visitante soube aproveitar quando esteve com a posse de bola e gastou o tempo até o final da partida.

REVOLTA - "Bangu é de Primeira, e a diretoria de Segunda", e "Queremos democracia!". Estas frases escritas em algumas das inúmeras faixas exibidas nas arquibancadas, por uma parte da torcida do Bangu. Na saída do estádio, torcedores exaltados com a supreendente derrota para o Mesquita não escondiam a preocupação pelo clube, que até então era um dos favoritos ao título da segunda e pelo que tinha demonstrado, tinha tudo para cair para a Terceira Divisão Estadual.

Velho torcedor, seu Agripino Moraes, de 76 anos, ao mesmo tempo em que lamentava a derrota para o Mesquita, pedia mudanças na diretoria do Bangu:

"A diretoria é ruim e o time é fraco. E o pior, não tem raça. Tenho saudade do tempo do Castor, quando o Bangu além de ser bom de bola, corria atrás da vitória até o último minuto do jogo", disse.

     
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Gols contra 21
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