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02/04/2005
- BANGU 0 x 1 MESQUITA
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FICHA
TÉCNICA
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Competição:
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Campeonato
Carioca - 2ª Divisão
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Local:
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Estádio
Proletário Guilherme da Silveira Filho
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Renda:
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R$
1.840,00
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Público:
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368
pagantes
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Árbitro:
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Edílson
Soares da Silva, auxiliado por Marcos Tadeu Peniche
Nunes e Vilmar Raul
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Flávio,
Felipe (Douglas), Paulo César, Marcílio
e Léo José; Gullit, Arcelino, Nilberto
e Marco Túlio (Guido); Thiago Xavier e
Bruno Suzano (Rodrigão).
Técnico: Alfredo Sampaio.
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Henrique,
Dudu, Diogo, Marcelo e Rodolfo (Almir); Flávio
Luiz, Baiano, Fabinho e Negrete (Cásio);
Dentinho (Nani) e Douglas.
Técnico: Josualdo Almeida.
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Bangu
0 x 1: Nani, aos 35min do 2º tempo
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Bruno
(Bangu); Diogo e Flávio Luiz (Mesquita)
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Bangu
segue seu calvário
Fonte:
Lance!
RIO
- O Bangu começou mal a sua luta para voltar
à elite do futebol carioca. Jogando em casa,
no Estádio Moça Bonita, sob um calor de
39 graus, a equipe alvirrubra perdeu por 1 a 0 para
o Mesquita, na estréia na Segunda Divisão.
O gol foi marcado por Nani, aos 34 minutos da etapa
final.
A partida começou bastante cadenciada, seguindo
o ritmo que a temperatura permita. Orientado pelo técnico
Alfredo Sampaio, o time da casa teve algumas chances
de marcar no primeiro tempo. Numa delas, Marco Túlio
recebeu passe de Nilberto e, sozinho, chutou à
direita do gol de Henrique. Em outra, o mesmo Marco
Túlio completou de cabeça para a rede
depois de cruzamento de Douglas, mas o bandeirinha deu
impedimento.
No segundo tempo, o Mesquita se interessou mais pelo
jogo e foi ao ataque. Até que, aos 34 minutos,
Nani recebeu na área e tocou por cima do goleiro
Flávio, marcando o gol da vitória.
- O resultado foi uma surpresa, mas o Bangu achou que
ia ganhar com facilidade. Deus quis de outra forma -
comentou o artilheiro do jogo, que entrou em campo cinco
minutos antes de fazer o gol.
Chateada com a fase atual do time, a torcida bangüense
exibiu faixas de protesto contra a diretoria. Uma delas
dizia: "O Bangu é de primeira, a diretoria
é de segunda".
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Bangu
estréia com o pé esquerdo
Fonte:
Jornal dos Sports (Newton Zarani e Luiz Thiago)
O
Bangu começou mal a sua jornada para tentar voltar
à elite do futebol carioca. Em Moça Bonita,
que recebeu um público razoável, frustou
sua torcida ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Mesquita,
gol de Nani.
O jogo começou corrido, com as equipes marcando
sob pressão. Mas, devido ao forte calor, o ritmo
da partida diminuiu nos minutos finais do primeiro tempo.
O Bangu teve o domínio territorial no primeiro
tempo, ficando a maior parte do jogo com a posse de
bola. As subidas do lateral-esquerdo Léo José
eram a melhor alternativa de ataque. Porém, a
supremacia banguense não foi efetiva, e o time
não soube se aproveitar das boas oportunidades
que teve para marcar, ora por precipitação
ora por incompetência dos seus atacantes. O Mesquita,
por sua vez, se valia dos contra-ataques, mas pecava
pela lentidão dos seus apoiadores.
Na segunda etapa, o Bangu, novamente, começou
mais disposto, chegando com facilidade até a
intermediária adversária, mas continuava
a falhar nas finalizações. O Mesquita,
aos poucos, foi equilibrando as ações
ofensivas e acabou tomando gosto pela partida. Por várias
vezes, ameaçou o gol adversário, principalmente
com bons chutes de fora da área, dos atacantes
Douglas e Dentinho. Mas foi o outro jogador que resolveu
a partida para o Mesquita.
Quando tudo se encaminhava para o empate sem gols, Nani,
que havia entrado aos 29 minutos, se aproveitou de uma
saída afobada do goleiro Flávio, e, com
um toque sutil por cobertura, fez o gol da vitória,
aos 35.
Surpreendido, o Bangu tentou o empate, mas já
na base do desespero, e por isso, sem levar perigo à
meta do Mesquita. Por outro lado, o visitante soube
aproveitar quando esteve com a posse de bola e gastou
o tempo até o final da partida.
REVOLTA - "Bangu é de Primeira, e
a diretoria de Segunda", e "Queremos democracia!".
Estas frases escritas em algumas das inúmeras
faixas exibidas nas arquibancadas, por uma parte da
torcida do Bangu. Na saída do estádio,
torcedores exaltados com a supreendente derrota para
o Mesquita não escondiam a preocupação
pelo clube, que até então era um dos favoritos
ao título da segunda e pelo que tinha demonstrado,
tinha tudo para cair para a Terceira Divisão
Estadual.
Velho torcedor, seu Agripino Moraes, de 76 anos, ao
mesmo tempo em que lamentava a derrota para o Mesquita,
pedia mudanças na diretoria do Bangu:
"A diretoria é ruim e o time é fraco.
E o pior, não tem raça. Tenho saudade
do tempo do Castor, quando o Bangu além de ser
bom de bola, corria atrás da vitória até
o último minuto do jogo", disse.
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